Adeus, filho.

Adeus, filho.

Às vezes a gente fala o que não deve. Mesmo as boas intenções podem ser um desastre. Possivelmente fiz isto quando, por zelo, comentei sobre o que não gostei de ver e tomei como desrespeito a você. Não devia. A vida é sua e você tem o direito de fazer dela o que bem entender. Irritei-o e isto foi imperdoável para mim mesmo. Ainda que eu o ame muito, reconheço que errei. Mas todos erramos, não é? A gente anda num mundo cheio de m… por todo lado e não há como não meter o pé em alguma. Seu primo me pediu que retirasse meu artigo do blog, considerando que sou lido por todo o Brasil e por muita gente fora daqui. Falou sobre algo que você teria escrito no “watsapp” da família que eu, há muito tempo, eliminei de meu celular porque o que lia ali não tinha ressonância comigo. Então, não cheguei a ler. Seja lá o que tenha sido, talvez o melhor é que eu não tenha lido. Também não li o que você escreveu no blog. E foi de propósito. Você e eu temos o gênio muito, muito forte. E brigaríamos seriamente se eu me sentisse também ofendido. Não vale a pena. De qualquer modo, prometo-lhe que evitarei, até o final de meus dias, encontrá-lo novamente nesta existência. Afinal, o tempo é seu; a época de lutar é sua. Meu tempo e minha época já foram. Sou um velho arcaizado que não sabe bem o que diabos ainda está fazendo aqui embaixo. Sei que você faz muito por crianças pobres e em situação de risco e cheguei a me emocionar quando me contaram isto. Parabéns. Vá em frente. Talvez você ajude a outros “Orisvais” que têm a felicidade de ter a ajuda que este aqui não teve quando criança. Mesmo assim, este aqui se fez sozinho e pôde lhe estender a mão quando você precisou dela.

Um abraço e felicidades.