Você só pode apreender a complexidade dos Campos Dilemáticos se o observar a partir da posição da Psicologia Sincrônica Ressonante.

Você só pode apreender a complexidade dos Campos Dilemáticos se o observar a partir da posição da Psicologia Sincrônica Ressonante.

Um amigo, depois de me ler sobre a Teoria dos Dilemas em Nossa Vida, ficou espantado. Segundo ele, é tão simples a idéia e, no entanto, ainda que sendo formado em Filosofia, jamais lhe passara pela cabeça pensar a vida a partir dos dilemas. Então, em telefonema, me fez a pergunta acima. Eu lhe perguntei de volta: “É possível sobreviver sem água?”

Nós podemos perfeitamente viver sem problemas. Até porque os problemas são proposições matemáticas objetivas, com fórmulas que nos proporcionam chegar a uma ou mais respostas invariáveis para eles. Mas um Dilema, qualquer que seja, não tem resposta ou respostas. Um Dilema tem opções que podem ser adequadas ou inadequadas para uma melhor saída de sua teia. 

Cérebro, este mistério desconhecido pela Ciência e que gera uma infinidade de teorias

Nosso cérebro é pura energia transmaterial ou energia psi.

Em minha Teoria da Psicologia Sincrônica Ressonante defendo a tese de que todos vivemos em constante estado de sincronismo e de ressonância com tudo à nossa volta. Para exemplificar isto, tomemos uma sala de ópera e um salão de bar. Na sala de ópera as pessoas entram em sincronismo com tudo o que esteja fenomenologicamente acontecendo ali dentro. Se, no meio da apresentação, uma lâmpada espouca com estrondo e forte clarão, todos se levantam e gritam e se agitam ao mesmo tempo, estimulados pela mesma reação emocional – Medo. A Psicologia tradicional chama a este fenômeno de reação empática, mas isto não invalida a visão de minha teoria. Reagimos com empatia justamente porque estamos síncronos e ressonantes com os fenômenos que se processam no ambiente total. Então, quando todos reagem similarmente à explosão da lâmpada é porque estavam em ressonância sincrônica com a quietude do ambiente que foi perturbado pelo fenômeno inopinado e repentino. Ele perturbou o ambiente da ópera, da música, quebrando a harmonia no palco; em ressonância, todos os assistentes também se perturbaram e perturbaram o ambiente da assistência. No salão do bar, todos se comportam similarmente com o que esteja acontecendo ali dentro. Ninguém vai-se levantar em meio aos clientes do bar, subir na mesa e começar a “pregar a palavra de Deus”, mesmo que seja o evangélico mais destrambelhadamente fanático na terra.

Trânsito - o melhor exemplo de sincronicidade e ressonância numa cidade.

Trânsito – o melhor exemplo de sincronicidade e ressonância numa cidade.

Quando observamos as cidades pelo mundo, percebemos claramente que elas se estruturam conforme a tendência de todos nós para a sincronicidade e a ressonância. O fluxo do trânsito é estruturado e regulado de forma a que se obtenha uma velocidade padrão para determinados logradouros públicos. Se um “desavisado” quebra esta harmonia é punido pela Lei. É assim com tudo dentro das cidades dos homens. O viver de modo sincrônico e ressonante com os ambientes sociais é imperativo para nosso conviver social. E se estendemos nossa observação a tudo o que vemos ao nosso redor durante um dia, uma semana um mês ou um ano, podemos descobrir que estamos, sempre, em empatia ressonante e sincrônica com os fenômenos que se processam no exterior, no social e no geográfico.

E em nosso interior? Também estamos em sincronicidade com os efeitos dos fenômenos exteriores? É claro que sim. Estamos não somente em sincronicidade, mas também em ressonância com eles. Se alguém grita conosco, raivoso, nossa reação empática é nos comportarmos na mesma nota vibratória emocional daquele que está agressivo. Isto é ressonância emocional. E uma vez que no outro esta reação emocional acontece em determinado tempo, nós entramos em sincronicidade com este tempo. Não deixamos que haja um hiato entre os gritos do outro e nossa reação a eles.

Neutrinos, em velocidade de fase, viajam com 300 vezes a velocidade da luz em velocidade de grupo.

Neutrinos, em velocidade de fase, viajam com 300 vezes a velocidade da luz em velocidade de grupo.

Por outro lado, a Ciência nos demonstra que nosso cérebro é uma usina emissora de ondas energéticas poderosas e o Ocultismo afirma que é exatamente por isto que somos uma entidade global composta por unidades interconectadas. Estamos próximos, diz-nos o Ocultismo, de trabalharmos normalmente com o sentido da intuição. Cientistas de Harvard comprovaram cientificamente que nossos cérebros estão conectados e podem-se comunicar ainda que a grandes distâncias entre si. Quando o homem foi enviado à Lua pela primeira vez um sensitivo ficou em Terra, psicologicamente ligado com a mente do comandante da missão. Ele recebia as informações do cérebro do comandante segundos antes que ela fosse transmitida por instrumentos de telecomunicação. Tudo isto comprova que não estou divagando, quando embaso minha Teoria Psicológica no Sincronismo e na Ressonância. Álvaro Pascual-Leone, diretor do Centro de Berenson-Allen e Professor de Neurologia da Escola Médica de Harvard, descobriu que o pensamento pode ser transmitido com sucesso entre dois cérebros humanos em distâncias superiores a 5.000 milhas. E isto só pode ser possível se acontece o sincronismo e a ressonância energética entre estas duas fantásticas “usinas” psicológicas humanas. Também se comprovou, para assombro dos pesquisadores, que a luz viaja na dimensão Tempo com a velocidade de 300 vezes 300.000 km/s. As ondas psi emitidos por nossa mente possivelmente também percorram o espaço a esta velocidade assombrosa ou até a velocidade maior. Este novo conhecimento sobre a velocidade da luz no Tempo, está exigindo mudanças sobre os conceitos de passado e futuro e talvez possamos, um dia, acessar o Arquivo dos Arquétipos Humanos, o que será um impulso e tanto para nosso conhecimento íntimo. Como é claro para quem queira pensar, não temos consciência do Inconsciente Coletivo porque nosso cérebro físico de agora, desta vida, não está equipado neurologicamente para apreender todas as memórias de vivências pretéritas vividas por milhões e milhões de mentes que já deixaram de existir. No entanto, aquelas memórias fortemente energizadas se mantêm orbitando nosso planeta e influindo nos cérebros atuais, constantemente, ajudando no impulso para as modificações de formas e criação de novas estruturas, de novos conceitos, enfim, ajudando no desenvolvimento evolutivo da espécie humana.

Você deve buscar compreender o “mundo dos Dilemas” segundo a visão da Teoria da Psicologia Sincrônica Ressonante. Quero dizer que ninguém vive sem que esteja totalmente englobado num mundo de Dilemas virtuais ou prováveis. E estes Dilemas se estruturam e se desestruturam ao redor de cada Pessoa em função de suas intenções e desejos. Assim, graças à sua Pessoa, a entidade social que vive totalmente em função da fenomenologia externa, você está inexoravelmente entrando em situações Dilemáticas que lhe oferecem uma gama variada de alternativas de saída, dependendo apenas de sua capacidade decisória. Se fizer uma Tomada de Decisão inadequada para seu escape do campo dilemático, entrará fatalmente em novo campo dilemático mais complexo e mais “pesado” para você. No entanto, se estiver atento à sua Pessoa e se a mantiver sob o controle de sua Identidade, certamente que ao se deparar com um Dilema você tenderá a lidar com ele a partir dos juízos internos, próprios de sua Identidade, e isto lhe aumentará exponencialmente as chances de fazer uma tomada de decisão adequada para sair-se bem do campo Dilemático e não entrar em outro, pesado, conseqüência daquele. 

E é aqui que entra a história da Sabedoria e da Coragem para tomar decisões mais adequadas, visto que estas podem lançar sua Pessoa em choque com a opinião ou a posição de outras relativamente ao mesmo dilema. A Sabedoria é fruto de uma coleção de tentativas e erros; de experiências frustradas ou desastrosas. Tudo isto obriga à reflexão e ao redimensionamento de valores que já se encontram ultrapassados na Pessoa. Tais experiências passam a integrar a estrutura da Identidade do Indivíduo e esta, gerada no Caráter, seleciona daquelas experiências as memórias dos Dilemas frustrantes que resultaram em “desastres” e sempre que surge algum novo, imediatamente a Identidade o avalia e se coloca em frontal oposição a ele se identifica algum perigo. E surge o conflito e o estresse na Pessoa.

A Coragem é fruto da necessidade de auto-defesa. A Pessoa mais indolente, acomodada e preguiçosa, quando acossada fortemente por um Dilema ameaçador e de grande intensidade, reage e vai à luta em defesa de seu equilíbrio psico-emocional. Assim, não vejo a coragem como um atributo inerente ao Ser Humano, mas sim fruto de uma premente necessidade de defesa. E necessidade de defesa é sempre o que os Dilemas nos impõem quando tomamos decisões equivocadas. 

Vejamos o esquema abaixo:

CONFLITO DE DILEMAS

Suponhamos que uma jovem chamada Sílvia, recebe uma “cantada” de um rapaz com o qual simpatizou. Ela abre sua guarda com expectativa positiva em relação ao rapaz, Aldo é seu nome. Tudo parece ir muito bem nos primeiros encontros. Nada de motel. Ela não se deixa levar facilmente, pois é de família tradicional e se dá muito bem com seus pais e irmãos. O namorico ainda não se apresenta claramente dilemático, até quando, aumentando o grau de conhecimento entre eles, a jovem descobre facetas de Aldo que entram em choque com os valores de seus familiares e, alguns, com seus próprios valores individuais. Tudo o que era muito bom em Aldo, agora constitui fator de insegurança e provável conflito com sua família, se tomar a decisão de prosseguir arriscando suas fichas nele. Para cada campo dilemático positivo em Aldo, Sílvia terá de verificar em si mesma se existe ressonância e sincronismo similares em seus Dilemas Individuais. Para campo dilemático negativo em Aldo, Sílvia terá de verificar quais são suas possibilidades de interferir neles e mudar a Postura Pessoal de Aldo, orientando-o a impor sua Postura de Identidade. E isto não é um trabalho fácil. A Pessoa resiste furiosamente a ser preterida em preferência.

A Pessoa de Sílvia está toda voltada para a Pessoa de Aldo e, em sendo Pessoas, não mergulham fundo nos campos dilemáticos que se delineiam para ambos. Assim, Sílvia tem um Dilema muito mais perigoso para si mesma: reprimir os impulsos de sua Pessoa em favor da razão de sua Identidade. Aqui eu não estou considerando as motivações profundas, carenciais, expectantes, que se aceita como impulsionando um para o outro. Aqui eu trabalho apenas com a parte mais delicada e sensível da vida dos indivíduos: o conflito entre a Pessoa e a Identidade Individual.

O Indivíduo tem condições de vencer a força de tais motivações que cegam a Pessoa e fazer impor sua Vontade sobre o Impulso superficial e leviano da Pessoa. Basta, para tanto, que a Pessoa não venha dominando o Ser Humano a maioria do tempo de sua vida, ou seja: não venha vivendo com predominância sob os impulsos em busca do prazer, ou, como diria a Psicanálise, do sexo – não esquecendo que sexo = prazer; e não = coito.

O Dilema de Sílvia se torna intenso e grave se seus familiares passam a se opor a Aldo devido aos seus defeitos pessoais. Agora, Sílvia está diante de um Dilema Total: arriscar-se a enfrentar toda a família em defesa de Aldo ou afastar-se definitivamente do rapaz para evitar choques indesejáveis e tensionantes em seu relacionamento familiar.

O exemplo de Sílvia e Aldo pode estar sucedendo agora mesmo, às centenas pelo Brasil, ou aos milhares pelo mundo. E similarmente a ele, milhões e milhões de outros Dilemas estão desafiando a todos os seres humanos em qualquer parte em que viva no Planeta Terra. E não há fórmula mágica a ser ensinada a ninguém sobre como atuar em seus Dilemas. No entanto, uma medida educativa pode ser aconselhada a qualquer um: preste atenção aos sinais internos de seu Ser. Eles lhe dirão, “intuitivamente”, quando não deve fazer a opção equivocada. Afinal, a Identidade tem condições de captar a qualidade das energias que energizam os Dilemas prováveis antes mesmo de a Pessoa neles mergulhar de modo imprudente e inadvertido.