A gigantesca Antares. Diante dela nós somos poeira de vírus.

A gigantesca Antares. Diante dela nós somos poeira de vírus.

Quero lembrar, primeiro, do que já escrevi sobre nossa insignificância na dimensão espaço-tempo. No artigo mostro como o Sistema Solar, diante de estrelas como a gigantesca Antares, por exemplo, simplesmente deixa de existir. E pergunto: e nós, nesta dimensão cósmica, o que somos? Muitos leitores se assustaram ao tomar consciência de sua pequenez, menor, como eu digo jocosamente, que a unha de um vírus, se vírus tivesse unha. O belíssimo Sol não ultrapassa um pixel.

Em artigos recentes sobre Dilemas, de passagem citei algumas coisas da Teoria da Antropiatria Sincrônica Ressonante, quando discorri sobre os Dilemas em nossa vida.

Este artigo pretende dar algumas informações a mais sobre minha teoria. E para começar vou-lhe causar outro choque: informo que você e eu e todos os seres humanos somos feitos de 0,000.000.000.000… 1% de Matéria e 0,000.000.000.000…9% de Espaço. Por mais que isto lhe espante a verdade é o que afirmo: Espaço. Não é a água que predomina em nossa constituição, mas o Espaço. Engraçado, não?

Tudo isto, toda esta beleza é apenas um milésimo do átomo de nitrogênio se considerada a Imensidão do Espaço onde ela se insere.

Tudo isto, toda esta beleza é apenas um milésimo do átomo de nitrogênio se considerada a Imensidão do Espaço onde ela se insere.

Só para refrescar a memória, já chamei a atenção para a informação druida de que o Inominado, o Criador de Todas as coisas, o Incriado a que chamamos Deus é justamente o Espaço. E você, por mais que pense a respeito, não encontrará nada que contenha o Espaço, mas verificará por dedução que Ele contém tudo e dentro d’Ele todos os eventos da Criação acontecem.

Galáxias nascem e morrem indefinidamente no Tempo e o Espaço não se abala. Ele é perene, Onipresente e Onipotente. E se assim é, também é Onisciente. Então, Ele é o Inominado. E nós o temos dentro de nós, dominando plenamente este corpo que muitos pensam que constitui eles mesmos. Nós, de verdade, não somos este corpo totalmente ilusório até em sua consistência material. Somos Espaço. Somos Deus. Yehoshua tinha toda razão ao afirmar: “Vós sois deuses. Podeis fazer o que faço e muito mais”. 

Modelo ultrapassado da representação do Átomo químico como era imaginado pela Física.

Modelo ultrapassado da representação do Átomo químico como era imaginado pela Física.

Agora, passemos a outro conhecimento necessário para a compreensão da T.A.S.R. Trata-se do átomo. Antigamente esta imaginária partícula mínima de Matéria era representada como no esquema ao lado.

Neste modelo o núcleo atômico e os elétrons eram imaginados como sendo concretos, objetivos, tendo os elétrons órbitas bem definidas ao redor do núcleo. Algo similar a um Sistema Estelar como o Sistema Solar.

Mas aí veio a Física Quântica e mudou totalmente a representação atômica. Ela dá uma explicação mais plausível do fenômeno que intrigou os pesquisadores por anos e anos a fio. O elétron não gira ao redor do núcleo, como eles pensavam. Descobriu-se que ele surgia e desaparecia num átimo. E uma pergunta angustiosa surgiu entre os pesquisadores: para onde vão os elétrons quando deixam de existir no mundo real? Posteriormente a incógnita aumentou, pois não era somente o elétron que desaparecia misteriosamente, mas todo o átomo, em tempos diferentes. Este Dilema Científico perdurou até que surgiu a Física Quântica. E esta, depois de estudar em aceleradores de partículas o comportamento “incoerente” e inexplicável do átomo, trouxe uma explicação bem mais plausível e aceitável para os cientistas:

O átomo quântico não tem realidade objetiva. Os orbitais são os possíveis espaços em que se podem encontrar os elétrons. São nuvens de elétrons que surgem quando se pensa neles e logo retornam ao seu local na nuvem.

O átomo quântico não tem realidade objetiva. Os orbitais são os possíveis espaços em que se podem encontrar os elétrons. São nuvens de elétrons que surgem quando se pensa neles e logo retornam ao seu local na nuvem.

Os componentes do átomo químico estão numa “nuvem”, misturados no Espaço. E esta nuvem nos envolve e envolve todo o Planeta. Os átomos não existem fixamente, como se imaginava. E seus elétrons não têm um órbita definida. Todos os componentes de um átomo estão na nuvem que, no final das contas, nos envolvem totalmente. Destarte, são altamente sensíveis ao “dínamo” que é nosso cérebro e, principalmente, aos nossos pensamentos com carga intencional. Por isto, os átomos surgem na forma que se pensava que assim eram, quando nós pensamos neles. Ou seja: nosso pensamento organiza o átomo de forma especial no Espaço. Em outras palavras:: nosso cérebro é capaz de gerar energia eletromagnética tão sutil que pode atuar sobre a nuvem atômica. Assim, o termo “órbita” foi substituído por orbitais, para designar uma área delimitada no Espaço em que os elétrons podem surgir ou podem ser encontrados. Esta nuvem constitui-se dentro do que os Cientistas chamam de “Matéria Negra”. 

Diz a Física Quântica que “os orbitais são os possíveis espaços ocupados pelos elétrons, ou seja, há grande probabilidade de encontrá-los nas nuvens eletrônicas representadas em vermelho na imagem acima”. Frisando: o átomo químico na verdade não é constituído de matéria tal e qual nós conhecemos. No entanto, ele dá existência à Matéria densa…

Fótons de luz numa explosão dentro de um colisor.

Fótons de luz numa explosão dentro de um colisor.

Assim como já era afirmado para a luz, que ela atravessa o espaço na forma de pacotes ou fótons com cargas eletromagnéticas, também assim se definiu que, na Natureza, a energia, qualquer que seja, é gerada e absorvida em diminutos pacotes – e não de forma contínua. Cada um desses pacotes é denominado quantum – daí, o termo teoria quântica. O que nos interessa é fixar que toda energia se transmite no espaço organizadamente em “pacotinhos” ou quantum e que nosso cérebro, através de nossos pensamentos ou de nossas imaginações ou de nossas fantasias, imantados por nossas reações emocionais, influenciam os “pacotinhos” e eles se reorganizam segundo a polarização da carga energética que contêm tais pensamentos, fantasias ou imaginações. Assim, um pensamento negativo estrutura os fótons e os energiza negativamente. Um pensamento positivo estrutura os fótons e os energiza positivamente. Não há energia transitando num continuum no Espaço e isto deve ficar fixado em nossa mente. Os fótons se organizam de conformidade com suas cargas energéticas naturais e fluem de determinada forma, organizadamente, quando não sofrem a interferência de fora.

Os três cérebros humanos.

Os três cérebros humanos.

A Física Quântica só nos interessa até aqui, no momento. Vamos, agora, passar a um processo velho conhecido dos estudantes de Neurologia e de Psicologia: a Estruturação de nosso cérebro. Aprendi na Faculdade de Psicologia e quando fazia estudos de neuroanatomia juntamente com os estudantes de medicina, na extinta U.G.F. (Universidade Gama Filho – RJ), que o cérebro humano é constituído de três partes fundamentais e uma acessória, que funcionaria, em má comparação, como a Lua que, na visão Teosófica, guarda a memória do passado extinto da Evolução de todas as formas que, hoje, habitam e constituem a Vida manifestada nas formas vegetais, animais e humana, no Planeta Terra. 

Localização do lóbulo frontal.

Localização do lóbulo frontal.

Nossos três cérebros são: o neocórtex, com destaque para o lóbulo frontal, onde se supõe situa-se a Estrutura Pessoal com seus processos psicológicos; o mesencéfalo ou cérebro límbico, onde se centram todas as reações instintivas de proteção animal e humana. Teorizam os pesquisadores que é aqui que se processa o fenômeno da aprendizagem e transformação em memória das experiências emocionais vivenciadas pelo indivíduo humano e pelo animal. O paleoencéfalo ou cérebro visceral – que muitos denominam, atualmente, de cérebro reptiliano, devido a ser muito antigo em nossa filogenia. Este cérebro visceral é o responsável pelo peristaltismo ou funcionamento autonômico dos órgãos que, comumente, independem de nossa Vontade – como a pressão arterial; os batimentos cardíacos; a função renal; a função digestiva, a função transpiratória etc…

O cerebelo dissecado pela Ciência Médica.

O cerebelo dissecado pela Ciência Médica.

Além destes três cérebros, ainda temos o que chamei de cérebro acessório. Este é o cerebelo. É o “arquivo morto” da evolução psicossomática e emocional do animal humano através dos éons e  a divisão filogenética considera o cerebelo constituído de 3 porções segundo as suas diferentes origens no tempo: 1. Arqueocerebelo – corresponde ao lobo flóculo nodular. É o centro de equilíbrio, recebendo informação dos núcleos vestibulares (feixe vestíbulo-cerebral). 2. Paleocerebelo – corresponde ao lobo anterior+pirâmide e úvula. É o centro de tratamento de informação proprioceptiva. Regula o tônus muscular e a postura. As vias aferentes são as da sensibilidade Proprioceptiva (feixes espinho-cerebelares posterior e anterior). 3. Neocerebelo – lobo posterior, responsável pela coordenação de movimentos finos. Está em relação com o córtex cerebral através da via córtico-ponto-cerebelosa (aferente) e do feixe dentato-rubro-talâmico-cortical (eferente). Para o leigo e curioso que esteja lendo este artigo, Propriocepção também é denominada cinestesia e é o termo utilizado para nomear a capacidade que temos de reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão.

Você já deve conhecer o esquema de uma Cadeia Planetária. Mas ei-lo aqui novamente.

Você já deve conhecer o esquema de uma Cadeia Planetária Setenária. Mas ei-lo aqui novamente.

Teosoficamente – e a Teosofia entra como forte colaboradora na Teoria da Antropiatria Sincrônica Ressonante – o Cerebelo vai muito além desta existência e desta Cadeia Planetária Terrestre. Segundo seus ensinamentos, o arqueocerebelo guarda relação com os arquétipos que criamos ainda quando, na Cadeia Planetária Lunar, evoluímos de vida primária, unicelular, até a condição de gigantescos monos, a maior evolução humana naquela Cadeia Planetária. Atingido esta condição evolutiva, a raça humana chegou ao seu clímax naquele planeta que, agora, conhecemos como Lua, seu resto mortal que se desfaz lentamente no Espaço.

O paleocerebelo guarda relação com os arquétipos antiquíssimos que desenvolvemos nesta Cadeia Planetária Terrestre, desde o tempo mesmo em que demos início ao nosso desenvolvimento como animais unicelulares.

O neocerebelo guarda relação com os arquétipos muito arcaicos em nossa evolução terrestre, desde quando estávamos no estágio de monos, passando pela condição de Neandertais e chegando à condição de Homo sapiens sapiens. Então, o Cerebelo é de fundamental importância para a Ciência da Psicologia e creio que Carl Gustav Jung confirmaria isto.

Segundo a Teosofia, os Arquétipos de Pai, Mãe, Família e Grei são reminiscências ainda da Cadeia Planetária Lunar. Um Arquétipo não finda, mesmo quando uma Cadeia Setenária Planetária tem fim. Eles são a herança da raça humana e esta transcende o limite tempo-espacial de existência de uma Cadeia Planetária. Prosseguem não somente influindo na organização psicoemocional e psicossomática humanas, mas também na evolução de sua forma física e Mental.

Sei que as informações que dou aqui, se o leitor não tiver formação em alguma Ciência da Área das Humanas ou Médicas, fica perdido e, pior, perde o interesse no texto. Mas não escrevo para leigos e, sim, para colegas psicólogos, para psiquiatras e afins. Vamos fixar três informações muito importantes:

a) Somos formados mais por Espaço do que por Matéria, o que, no mínimo, significa que somos Um com o Todo;

b) Vivemos em uma realidade energética e a energia nos envolve e nos penetra na forma de fótons;

c) Nosso Cérebro Pré-frontal é um tremendo gerador de energia na forma pensamento, imaginação ou fantasia.

d) Podemos influir nos fótons energéticos polarizando-os ou magnetizando-os negativamente ou positivamente, mudando, deste modo, seu fluir natural no Espaço;

e) Trazemos em nosso Cerebelo todo o registro arquetípico de nossa Evolução desde quando ainda evoluíamos na Cadeia Planetária Setenária Lunar.

Em nossa próxima aula vamos falar dos neuropeptídeos, que são proteínas com hormônios neurais, formados no hipotálamo e têm relação direta com nossos estados emocionais. A definição de neuropeptídeos mais ampla pode ser dita assim: Neuropeptídeos são  cadeias de aminoácidos, muito importantes na comunicação intercelular. Funcionam como neurotransmissores e têm relação direta com nossas reações emocionais. Além disto, eles controlam a fome, a dor, o prazer, a memória e a capacidade de aprender.

Vamos focar mais na relação dos neuropeptídeos com nossas reações emocionais.