Parece que estas aulas despertaram o interesse de muita gente.

Parece que estas aulas despertaram o interesse de muita gente.

Recordemos os pontos principais de nossa aula número 2: a) os Mitos e Símbolos com os quais vivemos durante Séculos e Séculos perderam sua dinâmica, perderam seus valores místicos; b) Paradoxalmente cresceram as Religiões Exotéricas Desesperadas e tenta-se retornar a tempos de escuridão, com religiões eivadas de ódio em vez de Amor: matou-se Deus e se glorificou o Diabo; c) A mulher se vulgarizou. É apenas  “um púbis que anda” e “uma vagina que deve ser possuída“. Deixou de ser humana; d) vivemos mergulhados em uma nuvem atômica quântica que nos interpenetra e traz consigo milhões de formas-pensamento cujas cargas emocionais são quase sempre negativas, odiosas e destrutivas; e) todo pensamento estimula uma reação emocional e toda reação emocional deflagra neuropeptídios, que são as resultantes químicas de nossas emoções; f) “astrossomas” são corpos artificiais, formas moldadas por átomos magnetizados pelos pensamentos das pessoas reunidas com um objetivo psíquico, seja este religioso ou não; g) As Pessoas vivem, atualmente, voltadas para o exterior e seus apelos ansiogênicos e impositivos. graças ao novo Deus a que são induzidas a adorar e dele depender até no ar que respiram – O Mercado.

Nesta Aula vamos abordar nossa “usina energética emocional”. Primeiramente esclareçamos que a Psicologia da Antropiatria Sincrônica Ressonante entende diferentemente o conceito de Sentimento e o de Emoção. De modo geral, toma-se um pela outra indistintamente. Mas há grande diferença. O Sentimento é uma Energia Cósmica, como o Prana Solar, por exemplo. É intenso, tão intenso que não pode avassalar o ser humano de modo puro, pois o mataria incontinenti. Assim, a fim de que o Ser Humano possa ter essa Energia indispensável para a manifestação da Vida na Forma Humana (e em todas as formas Animais e Vegetais), a P.A.S.R. a entende segundo o esquema a seguir:

As três Emoções Básicas e a Emoção Fundamental.

As três Emoções Básicas (Ódio, Culpa e Medo) e a Emoção Fundamental (Amor).

O Ambiente, Natural ou Social, nos faz desenvolver estas emoções e as manifestamos como reações emocionais reativas diante dos variados estímulos que estes ambientes nos apresentam em nosso dia-a-dia. A Emoção Fundamental central é a de Amor e esta deve ser incentivada pelos pais ainda quando o feto se desenvolve no útero materno. Ela integrará e permeará a estruturação da Identidade Pessoal do futuro indivíduo e quando isto suceder ter-se-á um cidadão apto ao exercício de reações emocionais Nobres, como a Compaixão, a Piedade, a Caridade, a Compreensão etc… No entanto, os pais não devem exagerar na expressão de carinho amoroso, pois o excesso disto, como tudo que envereda por este caminho, se tornará desastroso para a futura Pessoa que se irá formar no Indivíduo a partir de suas vivências e convivências sociais.  Mas a coisa não é assim tão simples. As emoções básica se multiplicam em verdeiras “famílias” de reações emocionais diversas, muitas similares entre si e quanto à raiz de sua origens. Apreende-se melhor o que digo com o estudo visual do esquema abaixo: 

As "famílias" de reações emocionais originadas nas Emoções Básicas disfóricas.

As “famílias” de reações emocionais originadas nas Emoções Básicas disfóricas.

Um medroso pode surpreender um odioso reagindo furiosamente a ele diante de uma ameaça as algo que o medroso valoriza muito.

Um medroso pode surpreender um odioso reagindo furiosamente a ele diante de uma ameaça a algo que o medroso valoriza muito.

O quadro parece muito elucidativo, mas é necessário que o Psicólogo Clínico ou o Psiquiatra averigue mais profundamente as raízes dilemáticas para encontrar a probabilidade mais alta possível que indique que uma determinada reação emocional, como a de Depressão Forte, por exemplo, é mesmo derivada da Emoção Básica de Medo e, não, da Emoção Básica de Culpa. Do mesmo modo, a reação emocional de Explosividade pode ocorrer numa determinada Cadeia Dilemática (quando, a partir de uma tomada de decisão equivocada, a Pessoa entra numa série de dilemas mais angustiosos e desestruturantes) como integrando temporariamente a “família” da Emoção Básica do Medo. Uma pressão acima da capacidade de suportamento da Pessoa caracteristicamente Medrosa pode fazer que reaja explosivamente contra uma situação que percebe como”crucial” para si ou para algo que ela deseja ardentemente. Geralmente, em tais casos, o”Medroso” perde totalmente a capacidade de enxergar objetivamente o campo dilemático em que se debate, o que não acontece com o “Odioso”. Este, não costuma perder o foco cognitivo do sistema dilemático em que se encontra, embora, cheio da Energia Emocional de Ódio, tenda a reagir como a pólvora diante de fogo, quando algo se lhe apresenta cognitivamente como ameaçador de algum de seus valores ou objetivos Pessoais.

A recorrência às Entidades de Umbanda, como Pretos-Velho, Caboclos, Exus etc... é um indicativo forte da condição de "desamparado aprendido", no Brasil.

A recorrência às Entidades de Umbanda, como Pretos-Velho, Caboclos, Exus etc… é um indicativo forte da condição de “desamparado aprendido”, no Brasil.

É preciso chamar a atenção para uma classe de Pessoas cujas Identidades foram “sabotadas” por pais super-protetores. A esta classe a moderna Psicologia norte-americana denomina de “desamparado aprendido”, ou seja: tendo pais que assumem a direção de seus filhos até quando estes atingiram idade suficiente para enfrentar seus próprios dilemas e decidir sobre suas melhores opções, não o fazem porque seus pais continuam assumindo tais tarefas de vida, inibindo a Identidade Individual de se fortalecer no Aprendizado necessário diante dos difíceis Dilemas de Vida que todos temos obrigatoriamente que encarar. Em tais casos, a Pessoa em que o filho ou a filha se tornou nunca amadurece verdadeiramente e, embora possa chegar a fazer um PhD em Medicina, ou Engenharia ou em outra área do Conhecimento, ainda assim é profundamente insegura diante de situações dilemáticas e necessitam recorrer aos pais sempre que um campo Dilemático se lhe apresenta, mormente se tal campo trouxer consigo, latente, a ameaça de intensa ansiedade, percebida como “perigo”. Neste caso, o Dilema para o Clínico em Psicologia se torna delicado, pois ele terá, primeiro, que definir com o máximo de certeza possível, qual é a característica emocional do Caráter Individual de seu cliente. Em nosso país é muito comum que os “desamparados aprendidos” vivam nos Terreiros Espíritas, seja qual seja – de Umbanda ou de Mesa -, sempre em busca de orientações dos espíritos, na esperança de que eles lhes indiquem qual a melhor Tomada de Decisão em algum dilema que o angustia. Não é incomum que fantasiosamente atribuam seus fracassos seguidos, mercê de Tomadas de Decisões equivocadas em uma seqüência de infortúnios, a algum inimigo provável, um desafeto – como um parente do qual não gosta, ou um colega de trabalho que vive “pegando em seu pé” etc… quando não o fazem a algum “trabalho” de magia negra levado a efeito por alguém que o detesta.

Não sei qual é a postura religiosa de outros povos, mas entre nós o Espiritismo em vários níveis predomina e se está caracterizando como uma Religião e não mais uma Seita. Muitas vezes este apego ao “outro mundo”, que na maioria das vezes não passa de uma grande incompetência para assumir os próprios erros e a própria vida desorganizada porque a Pessoa é descontrolada e facilmente manipulável até mesmo e com muita freqüência pelo Consumismo, torna-se um grande dilema para o psicoterapeuta. Como sou adepto do Espiritualismo e o tenho como um campo fértil e rico de pesquisa, posso afirmar que uma parcela significativa dos que buscam a ajuda do “Astral” precisa muito mais é de um bom profissional psicoterapeuta.

Retomando o quadro das Reações Emocionais, o leitor deve estar lembrado do que foi dito sobre a nuvem quântica atômica que nos cerca e a toda Terra. Também deve estar lembrado de que os átomos quânticos sofrem a poderosa influência de nossos pensamentos e de nossas reações emocionais. Por isto é que eu disse que é comum encontrarmos Pessoas que reclamam, angustiadas, que não conseguem se livrar de pensamentos “obsessivos”, que as perseguem e nelas se grudam como carrapatos. São imaginações ou fantasias tão chocantes que muitas vezes as amedrontam, roubam-lhes o sono durante a noite e a tranqüilidade durante o dia. Na verdade, tais Pessoas sofrem estes “ataques” de formas-pensamento artificiais porque vivem quase totalmente para o Exterior, em detrimento de sua rica e verdadeira vida interior.

O viver para e pelo exterior requer um estar pensando permanentemente. Mas este estado psíquico não traz para a Pessoa nenhum benefício, visto que a maioria se esvazia de valores que deveria aprender a cultivar e fortalecer em si. Valores que foram perdidos e que, de modo muito mais poderoso do que ela compreende, têm grande influência no engendramento de Dilemas Nacionais, os quais as atingem como um furacão. É o caso, por exemplo, do valor de Pátria. Neste momento em que todos estamos sendo tangidos feito gado em direção a uma situação desconfortabilíssima no panorama econômico e social, uma radícula daquele valor social positivo se manifesta em muitos de nós e os movimentos contra a Corrupção, os Corruptores e os Corruptos se espalham por todo o país. Mas basta que a situação nestas duas áreas se enquadrem mais ou menos num estado de regularidade, aquele valor social volta a adormecer em nós. O valor “Pátria” devia ser um valor mantido constantemente em todo o país, como fazem os norte-americanos que de modo algum deixam que ele se enfraqueça no seu povo, mantendo o símbolo de sua Pátria, a bandeira listrada vermelho e branco, em todas as suas cidades e bem à vista em todas as ruas e prédios, escolas e universidades. Entre nós, a bandeira brasileira surge apenas nos campos de futebol, em algumas solenidades oficiais e em movimentos esporádicos contra os ladrões de colarinho branco. É pouco. Muito pouco. Os Valores Sociais Nacionais de um povo devem ser não somente preservados mas incentivados em todos os cidadãos. Eles são arquétipos positivos que unem Pessoas em torno de um ideal positivo. Falta-nos esta compreensão, infelizmente. Este Valor é um Símbolo que, entre nós, está quase morto. Outro valor social que os povos mais evoluídos que nós mantêm ciosamente é seu idioma. Nós temos o idioma português como o nosso. Até já o adaptamos às nossas condições ecológicas e regionais e, ainda, às nossas idiossincrasias. Mas, talvez em obediência a um planejamento macabro e sub-reptício que o brasileiro ainda não se deu conta, nossa língua vem-se degradando com tamanha velocidade que, atualmente, são poucas as pessoas capazes de ler artigos “longos” e técnicos como este. Abandonam-no já nas duas primeiras linhas por absoluta incompetência para assimilar e compreender o que nele se contém. Os erros mais crassos e comezinhos são lançados ao ar pela televisão, como a comuníssima cacofonia paulistana; ou a supressão assassina dos elementos de ligação entre vocábulos (de, para, a etc…), dizendo-se, “paulistanamesmente”, “daqui três meses” em vez de, corretamente, “daqui a três meses”. Suprime-se, também, os pronomes oblíquos nas conjugações verbais e as orações ficam capengas, como esta: “preocupo com a situação da Educação”, em vez de, corretamente: “Preocupo-me com a situação da Educação”. Quando chamo a atenção para este estado de deterioração de nosso idioma é porque sei que isto nos leva, enquanto nação, a um precipício onde haverá hienas prontas a nos dilacerar o tesouro chamado Brasil.

Pense nisto e até nossa próxima aula.