"Essa alta de preços não tem nada haver com nossa ladroagem, cumpãeiro! É coisa de aproveitador que embarca na rabeira da gente!"

“Essa alta de preços não tem nada haver com nossa ladroagem, cumpãeiro! É coisa de aproveitador que embarca na rabeira da gente!”

Meu celular é um Samsung Slin III. Comprei por R$ 880,00 (em promoção nas lojas americanas), mais ou menos em fevereiro ou março de 2014. Ele vem-me enchendo o saco descarregando a bateria numa velocidade de super-homem. Bastou ligar e fazer uma chamada e lá se foi metade da carga. Fiquei fulo da vida e por pouco ele não vai parar na parede. E como o melhor judas a ser malhado hoje é o Lula, danei de xingar o desgraçado de todos os palavrões que sei e imaginei. Decidi ir a uma loja devidamente legalizada e adquirir outra bateria. Pressupus que o desgraçado estava com a bateria velha (tem oito meses, se não estou enganado), mas aí entrou em ação minha mulher que sempre busca “levar vantagem” e me convenceu a ir procurar a pilha no camelódromo. Não sou muito fã disto. Material vindo do Paraguai é sempre uma furada.  Mas cedi e fui. Levamos 45 minutos esperando enquanto o trambiqueiro tentava encontrar a bateria do desgraçadinho. Enfim, ele jogou a toalha e nos levou a um “cumpãeiro” seu que, segundo garantia, tinha a tal bateria. O sujeito colocou a peça no telefone, após três minutos de carga, e o peste funcionou. Todo satisfeito, paguei os R$ 50,00 e vim embora. No primeiro dia, beleza. Afinal, o celular ia da mesa de trabalho para minha mão e desta para a mesa de trabalho. Nenhum abalo importante.

O jantar não se deu na Ilé (casa) do terreiro, mas na Ilè do babalawô.

O jantar não se deu na Ilè (casa) do terreiro, mas na Ilè do babalawô.

Ontem, fui a um jantar beneficente, a convite de um amigo, e levei o empata-tempo comigo, coisa rara, pois detesto andar com aquele trambolho no bolso da calça e não sou escravo da maldita telinha hipnotizante. Durante o jantar senti que o peste estava pegando fogo dentro do bolso. Intrigado, retirei-o de lá e vi que estava apagado. Tentei ligá-lo e ele me confessou que tinha se filiado à CUT. Estava em greve e não ia obedecer ao comando. Cuspi fogo pelas ventas, mas não joguei o desgraçado no muro da casa porque havia muita gente ali e pegaria feio. Iam pensar que eu estava tomado de Exu (era a casa de um dono de terreiro de Candomblé, e só  quando eu estava aboletado lá dentro é que vim a saber disto).

Meu celular SAMSUNG anda de namoro com o peste aí em cima. Vive de greve e adora São Fudêncio.

Meu celular SAMSUNG anda de namoro com o peste aí em cima. Vive de greve e adora São Fudêncio.

Ruminando aqueles palavrões contra o imprestável (é da SAMSUNG), eu o enviei novamente para o fundo do bolso desejando ardentemente que dali ele se escafedesse para as profundas do inferno. Mas o desgraçado birrentamente não obedeceu. Ficou lá, esquentando minha perna e me gozando. Agora que é filiado ao partido dos Filhotes de Capeta estava se achando o tal. Voltamos do acepipe eram quase 23 horas. Vim sonado e entupido de um macarrão que, melhor, nunca encontrei. Só que estava danado de puxado no sal e despertei, a uma da madruga, com a pressão querendo levantar vôo. Fui tomar o comprimido para derrubá-la e, sonado e sem óculos, guiando-me apenas pela cor da caixa de comprimidos, tomei o comprimido errado. Voltei a me deitar, mas, antes, enfiei o cabo do carregador no rabo do infeliz fabricado pela SAMSUNG e voltei para a cama.

Empregados da SAMSUNG fabricando a droga do SAMSUNG S-III.

Empregada da SAMSUNG fabricando a droga do SAMSUNG S-III.

Não deu certo. A pressão continuou a sambar feito quem tivesse fumado crack de mistura com ópio. Voltei à farmácia de casa (tenho mais de trezentos remédios para tudo. Até para peido engasgado no ânus). E foi quando descobri que tinha tomado Nimesulida em vez de Hidroclorotiazida. O primeiro é destinado a dores de pós-operatório, que usei quando retirei a vesícula biliar. O segundo, Hidroclorotiazida, tem indicação no tratamento da hipertensão arterial, quer isoladamente ou em associação com outros fármacos anti-hipertensivos. Engoli este último de mistura com Losartana Potássica e dei uma olhada no viado da SAMSUNG. Escurinho que nem a madrugada sem lua. Novamente tive de lutar para refrear minha raiva contra ele. A idéia de mandá-lo beijar a parede continuava firme e forte comigo. EU DETESTO ESSA PORCARIA. Tenho um Nokia velhinho como minha bisavó, MAS NUNCA DEU CHABU. E ele é como eu gosto: telefone. Sim, sim, bate foto, filma e transfere tudo para o computador de mesa sem encrenca. Mas não é escandaloso e não aceita os grupos de aperreio (os famosos what’s up). A gente o toma entre as mãos e ele não enfia uma porção de janelinhas safadas em nossa cara. Espera calmamente que se dê a ordem. Como já sabe que eu só o uso para TELEFONAR, pois esta é sua verdadeira função, já se condicionou. Quando vem para minhas mãos vem pronto para eu puxar o contato e é assim que eu gosto. Já o peste do SAMSUNG é uma desgraça. Coisa criada para alienados.

Voltei para a cama. Tinha uma toalha encharcada de água dependurado na janela; um “R2D2” no chão do quarto cuspindo vapor d’água e mais um umidificador em forma de pêra cortada ao meio, também cuspindo uma nuvem de vapor d’água lá de cima do guarda-roupa, tudo no meu quarto. Ainda assim a pele de meu braço repuxava com a secura do ar. Tá danado!

Eu fico a ponto de puxar todos os cabelos da cabeça, quando preciso do maldito SAMSUNG e ele faz greve.

Eu fico a ponto de puxar todos os cabelos da cabeça, quando preciso do maldito SAMSUNG e ele faz greve.

Rolei na cama por muito tempo, mas finalmente, lá pelas três da madruga, adormeci. Acordei meio bêbedo de sono. Fui ao banheiro andando como se estivesse num navio em tempestade. Dei aquela urinada, escovei os dentes, engoli café com leite, comi pão torrado e voltei a me deitar. E parecia um boneco autômato descontrolado. Despertei ao meio-dia com a mulher chamando para almoçar. Fiz isto. A pressão estava calma, mas eu estava de ressaca e não sei ainda qual a causa. Minha filha chegou. Falei com ela sobre o filiado da CUT. Ela mexeu e mexeu e mexeu e descobriu que a pilha nova era quatro milímetros mais estreita que a original. Talvez, dentro do bolso, sacudido de um para outro lado, a nova pilha tenha corrido para o lado e desconectado o contato. Olhei pr’aquilo, ainda abufelado das idéias, mas disposto a uma contemporização. Ela recolocou a pilha antiga e tentou formatar o peste, pois, disse-me, talvez fosse um vírus. E tem mais esta! O peste pode ser invadido por vírus! Mas eu tenho instalado nele o melhor antivírus que há, o AVAST. Como é que ele fôra infectado? Mistério. Ela tentou por uma hora e não consegui nada. Então, veio-me dar a notícia funesta: o senhor tem de comprar outro, pois este aqui, talvez por causa de um vírus, está estragado. Nem dá nem para formatar.

É só procurar que se encontra. Os preços desembestaram como a Dilma.

É só procurar que se encontra. Os preços desembestaram como a Dilma.

Aí foi que meu diabinho no ombro esquerdo deu de saltar feito praga de mãe. respirei fundo por três vezes e fui consultar os preços na internet. E tomei aquele baita susto! Os preços estão nas nuvens. Qualquer porcaria está acima de R$ 1.499,00. Há-os de até R$ 3.899,00!!! Não prestou. Decidi que ia ficar mesmo com o velho NOKIA, que nunca deu chabu, mesmo já indo para dez anos, e condenei o SAMSUNG ao martelo. Vai virar pó, pois vou bater nele tanto, mas tanto, mas tanto e com tanta raiva que não vai sobrar poeira pra contar história.

VÃO PRO INFERNO, TODOS OS LADRÕES FABRICANTES DESTAS GERINGONÇAS DOS DIABOS! E APROVEITANDO, LEVEM A DILMA E LULA JUNTO COM O PT E DIGAM A SATàQUE OS PRENDA BEM PRESOS, SENÃO ELES LHE TOMAM A CADEIRA DE CHEFÃO.