Varrei os mares do centro-oeste, tufões!

Varrei os mares do centro-oeste, tufões!

O Juiz Moro botou limão azedíssimo na sopa de muita “gente boa”. E fez mais: tirou o sono de todas elas. A Lei lhe permitiu seguir o dinheiro do propinoduto e o resultado foi desastroso para toda aquela “gente boa”. Vai daí que a Porca Gorda entrou em ação, claro que mancomunada com Renanzinho Safadinho. Primeiro, fizeram aquele barulhão. A Porca Gorda declarou para todo o Brasil que tinha “tocado de mau” com a Desorientada do Planalto. E para provar que realmente tinha feito isto, danou a torpedear qualquer movimento no tabuleiro de Xadrez que a coitada tentava fazer com vistas a minimizar ao máximo as burradas que tinha cometido em seu mandato anterior. E foi aquele festival de vai e volta. Projetos vinham para a Câmara e voltavam do mesmo jeito ao colo da Desorientada. Ela bem que tentava por todos os lados conseguir aplacar a fúria da Porca Gorda que, na verdade, só lhe causava espanto. Por que a danada estava furiosa com ela? E foi quando veio a bomba: a PF estava como perdigueiro no rastro da Porca Gorda e esta bem que tinha razão de sobra para estar doida para encontrar um meio de escapar do Moro, pois este, quando a PF aponta para uma “vítima”, vira contra ela suas poderosas baterias legais.

"São Fudêncio,Estamos perto. Falta um tiquinho assim. Aguenta aí e nos ajuda!"

“São Fudêncio,Estamos perto. Falta um tiquinho assim. Aguenta aí e nos ajuda!”

Os dias se aproximavam fatidicamente. Os dias da agonia de saber que não tem escapatória senão ir depor na Polícia. O Cachacinha Maroto entrou em ação e tentou obter a colaboração dos Togados que ganharam o Olimpo da Lei através do PT, mas a maioria deles, temerosos dos danos que podem-lhes causar abraçar a causa dos petralhas a esta altura dos acontecimentos, esquivaram-se do compromisso de safar o lombo luzidio da Porca Gorda.

O bicho pegou feio.

O Cachacinha Maroto sentiu a mordida da PF na canela e tomou aquele susto. Agora, para ele, é no “salve-me quem puder!” Mas, calma, gente. Calma, petralhada. Tudo isto é somente cenário de mais uma peça polititica para enganar trouxa.

A coisa está no seguinte pé:

"Aí, palhaços, nós vamos vencer. O Moro é só um incidente sem importância!"

“Aí, palhaços, nós vamos vencer. O Moro é só um incidente sem importância!”

A Porca Gorda e o Renazinho, juntos como deve ser com os pares em qualquer situação, enviaram para sanção presidencial a Lei da Roubalheira que se resume no que já denunciei (e a TV também) em manter as doações empresariais, não a polititicas, mas aos partidos polititicas sem a devida identificação do doador. A Desarvorada do Planalto está encostada na parede. Se não sanciona a Lei da Patifaria, seu plano de atarrachar o fio-fó dos Zé Nings em nome do “equilíbrio fiscal” (que ela mesma desequilibrou), os chefões da gangue não aprovam nada. A barganha sem-vergonha é: você sanciona a Lei e nós liberamos seu plano de atarrachamento. Simples assim…

Simples?! Como assim, simples?

É a derrota do Brasil; é a derrota dos Revoltados on Line; é a derrota do Vem pra Rua; é a derrota do Acorda Brasil e de outros grupos de brasileiros que batalharam para conseguir fazer impor a Vontade do Povo. É a derrota da Justiça. É, enfim, a derrota de uma Nação de gente que trabalha duro para sustentar seu país e, não, patifes ladrões encastelados na “Classe Política”.

Seu canto ainda reboa nos ares de nosso Brasil.

Seu canto ainda reboa nos ares de nosso Brasil.

É isto aí. Estamos dependurados no bico da pena da Desorientada do Planalto. E pior, muito pior que a derrota do povo, é o retorno vitorioso da dupla satânica ao domínio de nossos Destinos: PMDB/PSDB. 

Na verdade, eles já voltaram. A Desorientada do Planalto já jogou a toalha e está ressuscitando todos os aleijões de Ministraços do passado recente de nossa pátria, como a maldita CPMF. E eu me lembro, com angústia, de um cântico que nunca silenciou no Espaço Brasileiro:

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura… se é verdade

Tanto horror perante os céus?!

Ó mar, por que não apagas

Co’a esponja de tuas vagas

De teu manto este borrão?…

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!

Mas que tufões vão varrer

os mares de cimento e ferro

do Planalto Brasileiro?

Nenhum…

Ou nós nos levantamos em brado uníssono contra eles,

Ou eles nos levam de roldão;

e, às gargalhadas,

De nosso desespero escarnecerão.