No lugar onde há este muro branco, havia o velho prédio onde criei a PSI-PHI - SOCIEDADE MÉDICO-PSICLÓGOCA LTDA, na Rua Barão do Bom Retiro, 833.

No lugar onde há este muro branco, havia o velho prédio onde criei a PSI-PHI – SOCIEDADE MÉDICO-PSICLÓGOCA LTDA, na Rua Barão do Bom Retiro, 833, Rio de Janeiro.

Quando eu vivia no Rio de Janeiro este lema foi lançado pela SCUDERIE DETETIVE LE COCQ. Por quase quatro anos fiz parte da equipe, na condição de psicólogo que atendia aos policiais integrantes do grupo e a seus familiares. Meu trabalho era gratuito, mas me garantia defesa total contra policiais “bandidos” (era comum, naqueles idos, as “batidas caça-níqueis”, quando uma gangue de policiais corruptos montava batidas policiais para intimidar os cidadãos e obter deles propinas para se livrarem do crime de estar transportando armas ou drogas. Estas, eram colocadas dentro dos veículos pelos próprios policiais e à vista do motorista que, impotente, era, em seguida, afrontado pelo policial, que o ameaçava de prisão, caso não pagasse a taxa de liberdade). E também me garantia a segurança do prédio onde eu tinha minha clínica, na rua Barão do Bom Retiro, nº 833 (na foto ao lado, o prédio onde ficava a clínica foi demolido para dar lugar a uma garagem de ônibus, cujo muro branco se vê onde era a PSI-PHI).

Esta caveirinha era o terror para os bandidos do Rio de Janeiro, na época em que a Le Cocq não tinha sido tomada pelos criminosos.

Esta caveirinha era o terror para os bandidos do Rio de Janeiro, na época em que a Le Cocq não tinha sido tomada pelos criminosos.

As peripécies que vivi antes de me filiar à Escuderie Detetive Le Cocq foram muitas, que, no momento não me interessa narrar aqui. O certo é que fiz a prova e passei para a filiação. Conheci e me tornei amigo de Guilherme Godinho Ferreira, o Sivuca, um “doce” de pessoa, mas um demônio enquanto policial. Não sei dizer se foi ele quem criou o bordão acima, mas elegeu-se Deputado Estadual apregoando-o por toda a cidade do Rio de Janeiro em faixas e quanto mais pudesse colocar à vista dos cariocas.

Hoje leio, Na Folha On Line, que metade da população brasileira defende o dístico: “Bandido bom é bandido morto.” Foi uma pesquisa levada a efeito pelo DATAFOLHA, segundo informa a Folha on line. Quando, no Rio de Janeiro, a população apoiou os que defendiam esta assertiva (Bandido bom é bandido morto), a criminalidade ali estava à solta. Tudo graças a Leonel Brizola, o famoso Pangaré dos Pampas.

Durante muitos anos, quase a metade de minha vida, acreditei no dístico do Sivuca e da Le Cocq. Mas, hoje, não mais o apoio. Ninguém nasce bandido, mas a Sociedade Cruel torna a pessoa o bandido que ela mesma teme. Se formos apurar as responsabilidades por isto vamos cair, fatalmente, bem no plenário da Câmara dos Deputados Federais, da Câmara dos Deputados Estaduais e dos senhores Vereadores. E lá, pasmem, vamos encontrar os maiores bandidos do Brasil, que recebem desde sei lá quando, este país como herança passada de pais para filhos.

Alguns leitores se chocam comigo porque ouso chamar a “Classe Política ” de POLITITICA, ou seja, “A Merda da Cidade”. Mas me digam: onde é que esta coisa espúria (classe política) não é uma merda bem fedorenta?

Eles são frutos do meio e não se pode negar tal verdade. Mas isto não é desculpa para matar impiedosamente.

Eles são frutos do meio e não se pode negar tal verdade. Mas isto não é desculpa para matar impiedosamente.

Diz o analista da Folha On-line que o resultado da pesquisa reforça a sensação de que Sociedade brasileira é tolerante com a matança de suspeitos pelos policiais PM’s e policiais civis. Ora, é até ridículo falar neste tom. O que a Sociedade Brasileira não suporta mais é ver no mínimo CENTENAS de famílias irem, todos os dias do ano, se domingo a domingo, aos cemitérios enterrar seus parentes vítimas da bestialidade descontrolada dos criminosos, que não têm idade para assim se tornarem. recentemente foi para a internet um filminho onde menores de idade disparavam contra a polícia com armas automáticas. “Crianças” que atiram com a intenção de MATAR não pode ser considerada CRIANÇA nem aqui nem no Inferno. São adultos; pensam como adultos e agem com a maldade do adulto. Então, por que não MORREREM como adultos, já que a guerra está há muito tempo instalada nas cidades brasileiras na forma de guerrilha urbana, tudo em função das drogas (que alguns cretinos polititicas querem liberar de vez)?

O Ouvidor das Polícias paulistas, Júlio César Fernandes Neves, diz que esta fatia da população que defende o “bandido morto” fomenta a letalidade das corporações policiais. Eu fico fulo da vida com os enfatiotados que NÃO VÃO PARA AS RUAS ENFRENTAR AS “CRIAS DO DIABO” COM MENOS DE 16 ANOS. O pobre policial, quando encurralado e sob intenso tiroteio, não pode sentir, nem pensar, nem ter medo como qualquer cidadão de bem. Ele é somente um reles policial. E como reles policial, tem de respeitar a vida do bandido que está se divertindo atirando neles com a intenção de matar. Segundo o Ouvidor, a fatia da população que defende o “bandido morto” está incentivando o “mau policial” a fazer justiça com as próprias mãos. Olha aqui, fui militar e uma vez estive diante de uma chusma de civis furiosos, que avançavam sobre o terminal de trem, numa cidadezinha próxima a Niterói, em 1961. Mesmo armado com fuzis e tendo dez homens sob meu comando; mesmo tendo tido treinamento para me controlar e pensar com clareza, naquele momento em que vi mais de duzentos seres humanos animalizados vindo sobre nós aos gritos de “mata”, senti medo. Ponham-se na pele do “mau” policial que tem filhos menores e família para sustentar e sejam sinceros: vocês, no lugar dele, também não teria um impulso quase incontrolável de revidar com a mesma intenção: matar? Se disser que não eu lhe digo que você é um baita mentiroso. 

O santinho preso e curvado, humilhado, quando solto é pior que leão enlouquecido.

O santinho preso e curvado, humilhado, quando solto é pior que leão enlouquecido.

O Presidente dos Direitos Humanos da OAB de SP, Sr. Martim Sampaio, diz que o argumento da morte de bandidos coloca nas mãos dos PM e Policiais Civis o direito de julgar e aplicar a pena capital. E eu pergunto: Quem é que coloca nas mãos dos bandidos, menores ou não de idade, o direito de matar sem julgar qualquer pessoa, desde que ela tenha ao menos um celular nas mãos? 

Olha ele aí. O símbolo da desfaçatez da Polititica Nacional Brasileira e de uma Constituição Bandida.

Olha ele aí. O símbolo da desfaçatez da Polititica Nacional Brasileira e de uma Constituição Bandida.

Vou dar a dica:

a) Primeiro – ele é filho de polititica, sempre teve boa vida e as coisas lhe vieram fáceis graças aos seus pais privilegiados. Assim, estudar não fez parte de sua existência. Bastou, usando a influência dos pais, comprar um canudo e, pronto: virou doutor;

b) Segundo – ele é egresso da classe mais pobre, mais baixa, menos instruída dentre as classes sociais brasileiras. Mal concluiu o primário, entrou para um partido político, aprendeu as “manhas” de como conseguir votos e de como se vender a uma empresa e pronto. Chegou lá em cima.

c) Terceiro – Ele é uma personalidade popular, de grande fã-clube, mas que não possui nenhuma ou quase nenhuma instrução. No entanto, é um excelente “puxador de votos” e, por isto, é disputado porque qualquer partido político, pois estes não estão voltados seriamente para as necessidades prementes do povo, mas sim, para seus interesses partidários. E foi por isto que tivemos lá em cima um Tiririca.

Deu para compreender quem é o responsável pela zorra criminal que grassa entre nós? Como seria bom que os idiotizados, elitistas e tecnocratas defensores dos  “Direitos Humanos” tomassem juízo e primeiramente DEFENDESSEM O DIREITO DO CIDADÃO, independente de ser ele da classe dos bandidos ou da classe trabalhadora. O direito do cidadão de poder contar com a volta ao lar de seu ente querido que saiu para fazer alguma coisa na rua e terminou levando um tiro de um patife, menor ou não de idade, cuja longa vida na criminalidade já o levou a ultrapassar há muito o ponto de não retorno (aquele ponto em que um avião ultrapassa o limite de segurança para retornar ao aeroporto de onde levantou vôo). No psiquismo humano, este ponto se encontra num determinado momento do desvio da humanidade e sua substituição pela bestialidade inata, que dormita sob uma camada muito tênue de “civilidade” em todos nós.

Cidadãos "de bem" transformam-se em animais em torcidas de futebol.

Cidadãos “de bem” transformam-se em animais em torcidas de futebol.

E digo em todos nós porque qualquer cidadão, acuado ao extremo, tem tudo para “virar bicho” e matar. Nem é preciso ir muito longe para dar exemplo: as brigas por exacerbação emocional em campos de futebol. Ali, os falsos civilizados mostram o quanto são animais sob a capa de humano.

Mesmo não mais defendendo ardorosamente, como já fiz, o dístico da Le Cocq, ainda acho que bandido bom é bandido morto. Enquanto vivermos neste inferno chamado Brasil Petralheiro, Psdmerdeiro e coisas que tais, temos de encarar o bandido como uma praga infecciosa para a qual o remédio se chama REVÓLVER DE POLÍCIA.

Não temos outra alternativa. E em vez de invectivar contra o policial que mata bandido, devemos, sim, é defender para ele um aumento de salário e uma Cruz de Ouro pelo heroísmo de ir para as ruas, nas madrugadas, armado com miseráveis .38 cujas balas são tão velhas que quase sempre não disparam, simplesmente para defender as vidas dos que dormem tranqülamente em suas camas quentinhas, com seus filhinhos a seus lados. 

E me refiro ao cidadão de bem e ao bandido de colarinho branco…