Deputada Jandira Feghali. Esta mulher entrou para um partido que só traz infelicidade aos países onde predomina. Que lástima.

Deputada Jandira Feghali. Esta mulher entrou para um partido que só traz infelicidade aos países onde predomina. Que lástima.

Jandira Feghali, da bancada do Partido Comunista (que jamais deveria ter o final “do Brasil”, pois nós não temos propensão a isto, exceto, é claro, os curtos de espírito, instrução, informação e religião. Enfim: os broncos). Ela pronunciou esta pérola de sentença na defesa dos “insultados pela Mídia” quando esta denuncia, nomeando, as falcatruas dos larápios de colarinho branco (e assassinos em massa, pois suas roubalheiras retiram dos brasileiros o direito ao hospital decente, a um atendimento digno pelo INSS e ao fornecimento de medicamentos pelo SUS). É que a Porca Gorda fez aprovar a Lei que regulamenta o Direito de Resposta de indivíduos ou empresas que se sentirem ofendidos com publicações midiáticas. Ainda bem que os blogueiros e os que escrevem em páginas de relacionamento ficaram de fora, senão…

"É isto aí. Desta vez, você acertou!"

“É isto aí. Desta vez, você acertou! Mas ela só vale para os outros. Eu sou intocável porque sou puríssimo, eu garanto.”

A Lei, em si, apenas regulamenta o que a Constituição estabeleceu. Nada demais. Se se pensa que ela vai dar aso a que os larápios engravatados se safem da marreta da Imprensa engana-se redondamente. Só fará que as reportagens, agora, venham com fotocópias de documentos que comprovem o que o repórter informa. Quando não, com citações de fontes preferentemente oficiais, que poderão ser envolvidas numa querela típica da que seria e poderá ser criada pela Porca Gorda, quando um larápio de colarinho branco for flagrado com a mão no melado.

E o que tem de mãos com dedos de salsichas metidas no pote de melado do Erário Público não está no Gibi…

"Meus dedinhos, agora, não são mais de salsicha, mas ainda ando doidinho para metê-los na cumbuca de mel..."

“Meus dedinhos, agora, não são mais de salsicha, mas ainda ando doidinho para metê-los na cumbuca de melado…”

Fiquei pensando, como psicólogo, que Jandira tem toda razão. Por detrás de quase todos os brasileiros ou brasileiras (detesto esta divisão estúpida, reflexo de um racismo rançoso que se alastra até para nosso idioma), há uma família. Se não a que criou, há, pelo menos, aquela de onde descende. Mas que há, há. E certamente que as notícias das sujeiras que o indivíduo faça (pergunta: quando é que os racistas vão criar o termo “indivídua” para diferençar do já tão batido “indivíduo”, machista em sua raiz mesma?), quando jogadas no ventilador da Moral e da Ética, terminam por se espalhar primeiramente sobre os membros de suas famílias.

Mas serão estas famílias tão inocentes e boazinhas e patriotas assim?

Duvido!

"Ih! Lembrou-se de novo de mim, diabo? Eu já estou fora!"

“Ih! Lembrou-se de novo de mim, diabo? Eu já estou fora!”

Diz o velhíssimo dito popular: “Uma maçã podre põe a perder todo o cesto.” Assim, um criminoso, ladrão de colarinho branco, leva para dentro de sua casa seus vícios e, pior, ensina-os a todos. Ensina o desamor à Pátria e à Luta pelas camadas mais pobres; e o apego desmesurado aos bens facilmente e criminosamente conseguidos. Ensina o apego à mentira e sua aceitação como algo normal, se se deseja ter algo excelente sem fazer qualquer esforço para isto. Ensina a prepotência do arrogante; a grosseria do egoísta e a violência dos que não toleram serem desmascarados. Vejamos, por exemplo, o que aconteceu com a família Sarney. O ancião agiu SEMPRE de modo corrupto e afanador do bem que não lhe pertencia, mas ao povo. Sua família, seus filhos, aprenderam que aquilo era natural e bom de se fazer. Resultado? Roseana Sarney fugida do Maranhão porque agiu ipsis literis como seu pai. E agirão assim também os netos e bisnetos de José Sarney, pois o vício do crime já está na tradição educacional subliminar de sua família, de seus descendentes. A criança aprende desde quando ainda está no ventre materno. Se os seus familiares, principalmente seus pais, falam e se comportam de modo a exaltar o erro e a corrupção de valores sociais, políticos e religiosos, a criança crescerá com uma “tendência” ao crime que parecerá inata, visto que lhe foi inculcada muito cedo. Ela será sempre uma cidadã defeituosa ou com forte tendência a isto.

A tirada de Feghali é meramente retórica. Ao ladrão deve-se reconhecer o “jus sperniandis”, conforme nos ensinou nosso saudoso “Negão” que se afastou cedo demais do Supremo. Mas é só o que lhe deve ser concedido como direito certo e justo. A sua criminalidade deve, sim, ser exposta ao público, mormente quando esta criminalidade se volta contra um povo inteiro – seja o de um Município, seja o de um Estado, seja o da Nação Brasileira.