"Cruzes! Eu não estou ratificando nada! Eu estou defendendo que se fortaleça o Executivo através da cessão democrática de poderes, só isso!"

“Cruzes! Eu não estou ratificando nada! Eu estou defendendo que se fortaleça o Executivo através da cessão democrática de poderes, só isso!”

Palavras de FHC publicada na Folha de São Paulo eletrônica, hoje. É de uma entrevista concedida ao jornal pelo ex-Presidente, sobre um livro no qual pretende esclarecer o que é política para o povo. É curioso…

Ele diz que a herança cultural brasileira é corporativista. Eu digo que não. Esta “herança foi construída pela famigerada “classe política”. Ela nos moldou a isto, ao corporativismo. São as autoridades que dão o exemplo e, no caso do Brasil, elas só nos deram maus exemplos. E continuam dando. FHC, de certa forma, dá respaldo filosófico ao toma-lá, dá-cá sem-vergonha do politicismo doentio que nos atormenta. Ele diz que Qualquer sistema implica em distribuição de poderes. O Sistema Político já é estruturado na ordenação da Distribuição de Poderes – o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Esta é a base do que se chama de Democracia – três Poderes Independentes entre si, trabalhando em harmonia, inter-regulando-se para bem gerir a Nação. FHC também diz que “a questão é: para quê?  Por que eu estou cedendo nisto?”  E ele mesmo responde: “Porque eu preciso daquilo e aquilo é mais importante”. Na sua entrevista ele deixa claro que o Executivo só se torna forte se barganha “Poder” com o Legislativo. IMORAL!

"E eu pergunto: ???"

“E eu pergunto: ??? O que mesmo, hein?”

E eu pergunto: em quê o Poder Executivo tem de ceder poderes ao Poder Legislativo a fim de conseguir Governar? Na visão de FHC, para que um Poder, no caso o Executivo, se torne forte, tem de ceder algo em troca de outro algo que sente necessidade de que precisa. Isto é, em palavras bem diretas, a ratificação da patifaria do toma-lá, dá-cá. Enquanto este vício danoso prosseguir no exercício da falsa Política, nós não sairemos do atoleiro em que somos mantidos. O que FHC chama de Distribuição de Poderes eu chamo de troca de favores interesseiros. A Política Nacional Brasileira virou um balcão de comércio de feira livre. 

Por que existe esta “Distribuição de Poderes”? Simplesmente porque se institucionalizou um procedimento político-governamental jamais sancionado pela Constituição. Refiro-me ao mau costume que se tornou obrigatório no pensar político: Os Partidos Políticos têm poder demais para interferir com o Legislativo e o Executivo. Tão logo um Presidente é eleito, já surgem as disputas partidárias prejudiciais aos interesses da Nação. Cada Partido obriga seus Deputados a litigar pela posse de Ministérios no Executivo. Quanto mais Ministérios os Deputados da sigla partidária obtiver para nele colocar os êmulos de seu partido, mais este se torna forte. Forte na usurpação do Poder Executivo e forte na capacidade de poder tramar redes de corrupção que carreie para os cofres dos Partidos o dinheiro público. Esta prática , além de criminosa, é absolutamente prejudicial ao Brasil. 

"Ué! Sem o toma-lá, dá-cá, como é que eu ia enricar, hein?!"

“Ué! Sem o toma-lá, dá-cá, como é que eu ia enricar, hein? Como é que o Edu ia poder mandar a mulher e a filha viver no exterior gastando uma baba com bobagens?”

Já fiz esta pergunta uma centena de vezes: por que Deputado abandona o mandato que lhe concedeu o povo, para se tornar empregado do Executivo, chefiando Ministérios e Secretarias de importância nacional? Até agora, ninguém me respondeu.

A Constituição, mesmo que tenha sido feita por uma plêiade de espertalhões, não sanciona este procedimento, pois, de tão absurdo, seria criticado no mundo todo. Se você, leitor, baixar a Constituição e se dignar ler as atribuições delegadas a um político pela Nação, verá que são de altíssima responsabilidade. Nenhum Deputado necessita de um “emprego” no Executivo para conseguir “trabalho”. Suas obrigações constitucionais são suficientes para lhes tomar todo o tempo de que dispõe para atuar como Deputado pura e simplesmente. Mas não. Ano após ano, eleição após eleição, desde que os Militares devolveram o Poder aos civis, Deputado litiga por seu partido para ganhar Ministérios no Executivo. Com isto, os trabalhos que lhe são atribuídos constitucionalmente ficam em segundo plano e só são usados como moeda de troca. Um absurdo! 

E O POVO BRASILEIRO NÃO ESTREBUCHA CONTRA ISTO. Por que? Simplesmente porque é um ignorantão no que diz respeito à Constituição que traça as profundas linhas gerais da vida da Nação.

Amigo, se você é dos que vão para as ruas bater panelas e gritar “FORA DILMA; FORA FHC; FORA CUNHA” etc, etc, etc… acrescente à sua gritaria uma exigência: “CONSTITUINTE JÁ!”. Mas exija que no processo da Constituinte o POVO também tenha voz e possa dizer se aceita ou não, o que os políticos e os partidos políticos tentarão a qualquer custo ou incluir, ou manter de modo errado no Documento Maior de uma Nação Democrática.

"Não insufla! Não dá idéia! Como está, está ótimo! Pra que mudar?"

“Não insufla! Não dá idéia! Como está, está ótimo! Pra que mudar?”

A luta será mais feroz e mais dura do que a que travamos para arrancar de nosso Poder os polititicas do PT e seus aliados. Aqui, realmente, seremos NÓS CONTRA ELES. E para o bem do povo e felicidade geral da Nação, temos de ganhar esta guerra. Não em tiros e bombas (o que talvez não consigamos evitar), mas através de agremiações legais, politizadas corretamente, que tenham Poder real devido à quantidade de filiados e à legalidade de seus propósitos. Muitas raízes de tais agremiações já existem pré-formadas nas redes sociais. Basta só que suas lideranças se articulem para, sem formar um Partido Politico (que cairia no rame-rame da criminalidade institucionalizada), se juntarem à Ordem dos Advogados do Brasil e à Associação dos Magistrados Brasileiros. Com estas forças poderosas da Lei, nós, unidos em um só coração venceremos a podridão.

Pense nisto. Divulgue isto. Ajude nisto. Não fique apenas na troca de mensagens tolas pelo seu celular. Por um momento tenha um relâmpago de sensatez e divulgue a idéia. Talvez, num Brasil robotizado pelo what’s up, ainda seja possível encontrar quem fale a sério e esteja disposto a lutar pelo nosso país.