Charles Webster Leadbeater, bispo católico que foi expoente da Teosofia em parceria com Mme. H. P. Blavatsky.

Charles Webster Leadbeater, bispo católico que foi expoente da Teosofia em parceria com Mme. H. P. Blavatsky.

Sem hesitar eu digo que os não religiosos são mais humanos e, no Brasil, mais éticos e morais. Os padres católicos escondem, por debaixo da batina, uma tara maldita, voltada quase sempre para os ânus dos meninos. O Papa Francisco pode espernear à vontade, mas a Santa Cúria no mundo todo não vai deixar por menos. E no cerne mesmo do Poder Católico a corrupção de valores, o apego ao luxo e a luxúria, de braços dados com a Mentira, lógico, grassa como lepra. Uma vez eu li, em um romance de autor conhecido dos estudiosos da Teosofia, que não é o homem-padre que importa e, sim, os gestos sagrados que executa durante a Missa ou na encomenda de um defunto a Deus. O autor a que me refiro foi o Bispo Católico Charles Webster Leadbeater, de cujos livros fui leitor assíduo. Ainda assim, sempre discordei de sua afirmativa. Talvez a tenha feito porque estivesse no meio do Catolicismo e, como sabemos, “o homem é o produto do meio”. Se não completamente, ao menos para não ser fulminado por ele. Mas eu sempre me disse: ora essa, desde quando os rituais e os ritos por eles praticados e executados estão isentos da influência nefasta daqueles que os praticam ou os executam? A intenção, ressalvada pelo Bispo Teosofista, a meu ver não impede o magnetismo do vício que impera no homem e que torna imundo o que quer que faça, independente de que use ou não, batina. Eu creio firmemente que a Mentira escondida por suas ações supostamente sagradas apenas aumenta seu crime e o desvalor do que execute em nome do Sagrado. A capa fingida de bom moço, de beato, de santo etc… apenas ratifica a Mentira entranhada no mais profundo de seu caráter. Um sorriso afável e roupas ritualísticas não afastam o Vício nem o aleijão moral de ninguém. Se assim fosse, o Presidente da Câmara dos Deputados, no Brasil, estaria em excelentes condições físicas e morais. Mas não é o que vemos acontecer.

Fanatismo religioso que o mundo, estarrecido viu pelos meios televisivos de comunicação.

Fanatismo religioso que o mundo, estarrecido viu pelos meios televisivos de comunicação.

E esta regra, que para mim é Lei, vale para Bispos Evangélicos tanto quanto para aloprados líderes Muçulmanos. Atualmente a Religião, qualquer que seja, não torna ninguém um bom moço. Com exceção daqueles que não têm grande instrução e trabalham na base da Pirâmide Social. Estes, quando “capturados” por um Pastor Evangélico ou por um Padre Cristão, indiferentemente de ele ser ou não, corrupto, entrega-se todo, de corpo e alma, ao Evangelho. É até de enternecer ver a Fé que dedicam ao que está na Bíblia. Os Evangélicos muito mais intensamente que os Católicos. Pena que se tornam robotizados e seguem seus pastores, evangélicos ou católicos, de modo burro, cego e dócil demais. No entanto, e isto é o que vale, praticam o que acham que é o que devem praticar para ganhar merecimento diante do Altíssimo. São humildes de verdade, embora não abdiquem de sua dignidade humana. Sou amicíssimo de um pedreiro que é evangélico convicto. Para ele, o pastor a que segue é um enviado de Deus e ninguém lhe retira isto da cuca. Que seja, se isto o satisfaz. O que mais me enternece nele é a alegria sincera e constante. Nunca o vi trabalhar maldizendo a vida. E ri por tudo. Ele é feliz, embora não tenha uma casa para chamar de sua. Construiu centenas, mas nunca ganhou o suficiente para comprar um pedaço de terra e material para construir sua casa. Vive de favor num quartinho de um “irmão” de igreja. Não sei de seus medos nem de suas emoções disfóricas. E prefiro não saber. Quero ter sempre em minha mente seu sorriso de mulato baiano. E se eu for vivo quando ele também chegar à velhice, eu lhe garantirei um quarto em minha casa para ter sempre sua cara preta, de cabelos de tuim, sorrindo alegre para mim.

Os pobres religiosos são felizes porque se crêem salvos, ainda que não saibam bem do quê. E se fecham para os vícios – principalmente os evangélicos. No entanto, mesmo entre eles, o ramo cristão denominado Evangelismo, ou Protestantismo, com suas inúmeras e quase incontáveis ramificações, não consegue mais humanizar a criançada da atualidade. Não mais há como fazer que “temam a Deus”. Parece que nascem já iconoclastas. O que lhes manda nas emoções e forma suas intenções está em suas mãos desde muito cedo: a internet.

Pais "amorosos" colocam seus filhos na porta do inferno sem notar que o fazem. Deviam, em vez do Tablet, dar a eles um parque com brinquedos naturais: balancinhos; areia para brincar de construir etc... Lugar para interagir, pois isto faz muita falta na formação da Identidade Humana.

Pais “amorosos” colocam seus filhos na porta do inferno sem notar que o fazem. Deviam, em vez do Tablet, dar a eles um parque com brinquedos naturais: balancinhos; areia para brincar de construir etc… Lugar para interagir, pois isto faz muita falta na formação da Identidade Humana.

Lamentavelmente a internet tanto serve ao Bem como ao Mal. Sendo um Instrumento de veicular informação e nada mais, esta criação da genialidade humana tem, lastimavelmente, incentivado a incredulidade e a violência íntima de cada um. E, o que é pior, leva às mentes infantis os vícios mais condenáveis do Prazer. Entre eles, o mais terrífico – o prazer do corpo. E adultos anormais, sob a capa da Liberdade ampla e irrestrita, exploram seus corpinhos ainda em formação, tornando-os “apetitosos” para os retardados Morais. Hoje, vendem-se sutiãs com enchimentos para meninas de 4 anos de idade. E lhes pintam de vermelho-vivo as boquinhas. E lhes pintam as faces para que fiquem parecendo bonecas vivas. E lhes colocam roupas provocantes, que exibem suas coxinhas ainda em desenvolvimento. E lhes colocam nos pés sapatinhos de saltinhos, para ressaltar suas bundinhas, que ficam naturalmente “empinadas” pela má postura corporal que os saltos lhes emprestam.

A mulher ainda terá de lutar ferozmente para vencer não o machismo, como alegam, mas o apego doentio e subliminar de se oferecer como petisco ao apetite animal do macho humano. É por conhecerem esta tendência inata na fêmea humana que os “estilistas” deitam e rolam na exploração do feminino. Os resultados danosos não lhes interessam. Que os políticos se engalfinhem. Não vão retirar a “liberdade feminina de se expor quando quiserem”. 

O mundo humano está louco? Alguns acham que sim. Outros, que está indicando o “Apocalipse”, como se este termo significasse o fim de tudo. Na verdade, Apocalipse significa “revelação”. Só isto. Não tem nada haver com o Fim do Mundo. Este “Fim” está em cada um de nós. E está naqueles que dirigimos para ele desde cedo. Cabe-nos a responsabilidade por nosso crime. Por nos deixar manipular psicoemocionalmente pela exploração do que devia ser sagrado no ser humano: o sexo coital.

As religiões não mais educam as crianças porque o apelo ao fútil e ao consumismo desenfreado e doentio não permite mais isto. Até porque as religiões exotéricas não evoluem. Prendem-se a velhos e arcaicos dogmas já de muito ultrapassados. Ele veio trazer a “boa nova”, mas a esta ninguém deu ouvidos. E os que a ouviram trataram de entortá-la para que gerasse frutos terrenos e, não, divinos. 

E quem receberá a pesada carga da Ganância e da Luxúria explorada com fins lucrativos são nossos descendentes – filhos, netos, bisnetos… Se é que o futuro ainda permitirá que os bisnetos nasçam de modo normal – isto é, como ainda se nasce hoje.

Quer saber? Lamento muito que meus filhos que me deram netas tenham errado. Deviam ter “fabricado”  meninos. Mesmo que estes corressem o perigo de serem transformados em “florzinhas”, este perigo seria bem menor considerando os pais que teriam. Salvar as filhas do ataque covarde do Consumismo desenfreado é bem mais difícil e árduo que salvar os ânus dos meninos de pênis desgovernados.

Eu creio que os não religiosos são mais pés-no-chão e são melhores para se tornarem PAIS e MÃES sadios. Os não religiosos não andam dopados pelo ópio religioso e, por isto, têm os olhos bem abertos para os perigos que cercam suas proles indefesas.