FÉ. O QUE É ISTO?

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"O que é fé? Eu lhes digo..."

“O que é fé? Eu lhes digo…”

Recebo a visita de velhos amigos – Felício e Vera, Orozimbo e Jesus de Deus. Chegaram todos juntos. Uma algazarra danada. Muita coisa para contar, principalmente os dois primeiros. Jesus de Deus ri muito, mas é reticente e fala pouco. Diz que esteve em Roma e andando por aí. Conversa vai, conversa vem, e de repente surge um debate sobre a Fé.

A discussão se acirrou. Felício defendia a tese católica: a Fé é um Dom de Deus. O homem só a recebe se ora com contrição e se entrega de corpo e alma ao Criador. A Fé não está no homem, mas em Deus. É Ele que a concede como um bem. Jesus teria provado isto, quando seus discípulos não conseguiram curar o menino endemoniado. Jesus os teria censurado pela falta de Fé. Trouxeram a criança a Ele e ele expulsou o demônio que a atormentava. A discussão se acirrou e eu notei que Jesus de Deus sorria e se abstinha de dar opinião.  Mais

ADEUS ANO VELHO… QUE MEDO DO ANO NOVO!

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"Como é para felicidade geral dos ladrões e desespero total dos Zé Nings, digam aos colarinhos brancos que fico!"

“Como é para felicidade geral dos ladrões e desespero total dos Zé Nings, digam aos colarinhos brancos que fico!”

23:42 horas. Perdi o sono, embora, que droga, a noite esteja sumamente agradável, depois de uma semana com elas pegando fogo. O engraçado é que às 19 horas eu estava cabeceando de sono. Fui deitar às 21 h e fiquei rolando na cama, com mil recordações sobre o que vivi nas décadas de inflação galopante. Tudo porque li as revistas Época e Veja e suas previsões para o ano que já nos bate à porta. Piorando as coisas, estou com uma dor de cabeça estranha. E estou cansado. Mesmo assim, não quero ficar deitado olhando para o teto e me revirando na cama sem encontrar um lado que me satisfaça para dormir. Então, vim para meu velho vício. Sim, escrever é um vício para mim, como o é o fumar para outros. Dilma fica? Dilma será cassada? Cunha vai ou não, ser retirado do Poder antes que leve avante seu plano de nos jogar no fundo do poço de um governo parlamentarista? Quem se preocupa com isto, entre os que não são senão simples pessoas honestas e trabalhadoras, como eu? Mais

É NATAL. DIZEM QUE É DIA DE FESTA. OUVI ATÉ FOGOS NO AR. MAS…

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"Tá rindo? Não sabe de nada, inocente!"

“Tá rindo? Não sabe de nada, inocente!”

Nós somos um povo festeiro desde ainda quando estamos no ventre de nossas genitoras. Então, o foguetório ou é por impulso inconsciente, ou é por necessidade de descompensar as frustrações do ano que está indo para o cemitério do tempo (em nossa percepção, claro). Minha noite foi em casa de minha filha, a quarta na sucessão. Os outros três estão no Rio de Janeiro e o “cabo cerra-fila”, no momento, trabalha na Secretária de Segurança Nacional na área de T.I. Hoje, contudo, está conosco. Compenetrada, minha filha dava sua primeira festinha familiar de Natal. Coruja, como todo pai que se preza, eu a olhava cheio de ternura, carinho e intimamente agradecido por ter criado uma pessoa tão bonita fisicamente e interiormente. Seu marido, orgulhoso, também a olhava com embevecimento. Um belo casal. Um casal que, antes desta noite, teve um ano duríssimo, com embates contra a corrupção em seus locais de trabalho. São funcionários públicos e, por serem extremamente rijos no que diz respeito à honestidade, são perseguidos onde trabalham. Intimamente eu gostaria de poder dispor do necessário para fazer uma visita “terminal” a seus perseguidores. Mas de que adiantaria se outros viriam substituí-los? Digo insistentemente para mim mesmo que a violência não leva senão a mais violência. Mas, em determinados momentos, meu treinamento militar e minha vida de embates constantes, emocionais, psicológicos e físicos, ruge dentro de mim como uma fera enjaulada. Mais

VAMOS PASSAR PARA O PARLAMENTARISMO.

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"Hummm... Acho que ele está certíssimo..."

“Hummm… Acho que este sujeito está certíssimo…”

Uma significativa parcela (de corruptos, é bom que se frise) anda desesperada para implantar entre nós um sistema que já foi ventilado há tempos e deu errado, totalmente errado. Mas com a Polícia Federal nos seus calos e o Moro dando “mau exemplo” para a classe de juristas, a saída é pela porta do trambique: Parlamentarismo.

A maioria esmagadora dos brasileiros não faz idéia de quanto este tipo de governo é delicadíssimo e só dá certo quando os políticos têm pelo menos 60% de honestidade, o que nem de longe se configura no nosso meio social. Político, no Brasil, há séculos é sinônimo de Oligarquia, roubalheira, mentira e desrespeito à Nação. É, enfim, crime de lesa-pátria praticado sem qualquer vergonha de quem o comete. Mais

“YES, WE WILL PAY”

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"Agora, sim, vocês entenderam o que nós queremos"

Agora, sim, vocês entenderam o que nós queremos”

Pagaremos pelos gastos irresponsáveis levados a efeito pelo desgoverno Dilma Petralha.

Pagaremos pelas malditas pedaladas que ela deu para levar a efeito seu desgoverno populista sem-vergonha.

Pagaremos pelos robôs campesinos, que nada produzem, mas vestem a camisa vermelha e põem o maldito boné também vermelho em suas cabeças ocas para aplaudir o… nada aliaado ao Crime Político Organizado.

Pagaremos aposentadoria para os vermelhos que nunca colocaram um centavo no INSS, mas foram nele dependurados descaradamente pelo petralhismo maldito. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – LXXVII: YEHOSHUA DANÇA EM SEU ANIVERSÁRIO.

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Ele sabia ser feliz, mas quando seu dia de dor se avizinhava, não podia escapar a uma grande tristeza e à solidão que sentia cada vez mais crescer ao redor de si...

Ele sabia ser feliz, mas quando seu dia de dor se avizinhava, não podia escapar a uma grande tristeza e à solidão que sentia cada vez mais crescer ao redor de si…

O que foi mostrado aos irmãos de Yehoshua ninguém pôde ver, senão eles. O certo é que saíram da gruta totalmente transformados. Estavam envelhecidos, cabelos encanecidos, barbas embranquecidas e faces um pouco enrugadas. Mas no olhar de cada um deles via-se um quê de assombro, maravilha e reverência jamais vistos em ninguém. Entraram no Mosteiro com passos firmes, maneiras brandas e altaneiras. Jeroboão os observou de longe, em companhia de Míriam, a mãe. Ambos permaneceram silenciosos até que os irmãos de Yehoshua sumissem templo a dentro. Então, os dois se entreolharam e acenaram afirmativamente com as cabeças. Jeroboão desceu e foi ter com os irmãos. Eles estavam sentados nos almofadões, olhos fechados e expressão de grande inebriamento. O Rimpoche tocou no ombro direito de cada um e quando eles abriram os olhos convidou-os, com um aceno de cabeça, a acompanhá-lo em silêncio. Foram conduzidos para uma gruta de pedra, por onde desceram até um corredor iluminado por velas de cera grossas e compridas. Um a um eles foram introduzidos em pequenas celas, onde havia uma cama, uma jarra com água e grossos lençóis feitos com o couro peludo e curtido de iaques. As portas das pequenas e frias celas foram seladas e o rimpoche se retirou sem falar nada.

Yehoshua, por sua vez, só voltou a ser visto em Hemi à noite, na décima segunda hora. As últimas orações da noite tinham sido feitas e Jeroboão estava reunido com a mãe, a esposa e as irmãs do Mestre. Mais

NÓS CONTRA ELES. ATÉ QUANDO?

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Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...

Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá…

Éramos um país irmão. Bagunçado, mas irmão. De Norte a Sul e de Leste a Oeste, o brasileiro sempre foi solidário, amigo, gozador, brincalhão, irresponsável… Mas ordeiro. Na década de 60, final da década de 50, quando cheguei ao Rio de Janeiro vindo de Teresina, encontrei um povo totalmente diferente daquele de onde sou nascido. O nordestino era brigão, apegado à peixeira e a valores tradicionalmente católicos, como a tal “virgindade” da mulher. O nordestino colocava a honra do homem entre as coxas de sua futura esposa. Até conhecê-la, ela não importava. Mas a partir do momento em que se via “enrabichado” pela “bichinha” ela estava literalmente lascada. Ele tinha direito de vida ou morte sobre ela, dissesse a Lei o que dissesse. Se a pobrezinha o deixasse e se passasse de mala e cuia para o lado de outro macho “pica doce”, a do abandonado entrava em desespero porque se via diminuída diante da nova “cabeçuda”. E corria sangue.

Grande parte de minha vida eu passei zanzando por este calçadão em Copa e Leblom.

Grande parte de minha vida eu passei zanzando por este calçadão em Copa e Leblon E como era lindo...

Já entre os cariocas daquele tempo, a coisa não era levada tão a ponta de faca (ou de peixeira). A mulher não queria mais o cara? Bom, o sujeito ia para um bar, enchia a cara com alguns uísques se segunda ou algumas garrafas da “branquinha”, depois curtia uma baita dor de cabeça no outro dia e ia xingando todo mundo a uma boa praia. Ali, depois de alguns mergulhos nas águas geladas do Atlântico, entrava de corpo inteiro numa pelada ou num frescobol; dava risadas e soltava palavrões na companhia de amigos de verdade, bebia muita água de coco e pronto. A dor de cotovelo se esvaia como a noite ao romper do dia. O Rio era farto de garotas bonitas. Não uma única “garota de Ipanema”, mas milhares delas. E a paixonite do abandonado voltada com força total e a musa antiga era logo substituída pela nova.

Foi assim que eu conheci o belíssimo Rio de Janeiro. Foi nele que vivi as mais lindas aventuras amorosas de minha vida. Eu e milhares de cariocas que me receberam com gozação, alegria e muito, muito carinho e aconchego. O Rio era mesmo uma Cidade Maravilhosa… Mais

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