"Eu? Engraçado? Uma ova! Sou é um revoltado de marca, isto sim!"

“Eu? Engraçado? Uma ova! Sou é um revoltado de marca, isto sim!”

Nos EUA nós, brasileiros, somos comentados com desdém. “Aquilo lá não é um país”. “Aquilo não é sério”. “Um país de corruptos governado por uma quadrilha de ladrões. Fala sério!” Que de opróbrio devíamos ser tomados se o tivéssemos. Mas não o temos. Falta-nos uma coisa que tinha muito valor até meados do século passado: BRIOS! Não mais temos brios. Nem no povo, nem, pior ainda, nos que ocupam os cargos que decidem sobre nossas vidas. Um homem assenhoreia-se do Poder de Presidente da Casa Legislativa e usa de todas as manobras cretinas, vergonhosas, insultuosas, para se livrar de uma punição merecida. E ao fazer isto, desrespeita acintosamente a todos nós. E agüentamos isto um ano inteiro! Que de absurdo tal comportamento seria, se praticado em outra Nação. Mas estamos no Brasil e aqui, “em se plantando tudo dá”. Deu até Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Delcídio Amaral, Nestor Cerveró, José Sarney, Luis Inácio Lula da Silva e uma caterva de tantos patifes que de nomeá-los encheria páginas e páginas de uma enciclopédia. E isto só considerando os nascidos do Século XX para cá. Que de pejo devíamos chorar, se ao menos uma gota desta emoção ainda tivéssemos em nosso peito varonil.

"Tem uma vaguinha aí, pra mim, não? Não importa que você fale mal da Classe Política. O que importa é que meu rosto apareça."

“Tem uma vaguinha aí, pra mim, não? Não importa que você fale mal da Classe Política. O que importa é que meu rosto apareça.”

Mas não temos. Nada do que aí está nos ruboriza as faces. Nem as roseia. Não toca nenhuma fibra que, outrora, levara nossos antepassados a se deixar matar de foices e pás nas mãos, contra as forças furiosas de portugueses, no Nordeste do Brasil. Falo da Batalha do Jenipapo, apagada dos livros de História do Brasil por muitos e muitos anos. Batalha na qual tive parentes ilustres massacrados pelas forças do Major João José da Cunha Fidié, um comandante português que não tinha dó nem piedade dos naturais da região nordestina.

Outrora, escrevia-se nossa História batalhando e morrendo pelo nosso torrão. Atualmente, nós a escrevemos através de vergonhosas ações políticas que só enlameiam nossa memória diante do mundo.

Que de desgosto sou assolado ao escrever este artigo.

"Sou ou não sou o bom? Ele sempre se lembra de mim!"

“Sou ou não sou o bom? Ele sempre se lembra de mim!”

Eduardo Cunha devia ser varrido da História do Brasil. Mas não. Certamente que não. Daqui a alguns anos, não muitos, infelizmente, seu nome brilhará nas páginas dos livros didáticos como herói do PMDB que lutou contra uma péssima presidenta da República, eleita através de mentiras e manobras sujas, para um cargo ao qual jamais fez jus, mas que surgirá das páginas branquinhas ou das telinhas brilhantes em quarta dimensão, como uma Presidenta Injustiçada, se o partido vencedor na época futura vier a ser algum que siga a linha bolivariana. 

Que de tristeza sentirei, mesmo já do lado de lá, ao ver uma Nação de gente boa, execrada por uma caterva de indivíduos indignos do gentílico que insultuosamente ostentam: brasileiros. 

Marxista Leninista de araque, ele é um pentelho encravado e doloroso na América Latina. Mas nosso Zé Ning maior andou de beijos com ele...

Ele humilhou o povo venezuelano e deixou naquele país sua marca maldita: Maduro.

E depois de dançar ao som da grita das ruas, eis que os políticos que nos enxovalham a memória, em um desgoverno que foi eleito pela mentira e o engôdo, berram que a mulher tresloucada e envenenada por uma ideologia vil, que adora a loucura de um maldito já no Inferno, de nome Hugo Chavez, outro tresloucado sul-americano, que enebriado pela doutrinação de uma Ideologia esquizofrênica vendeu seu país ao narcotráfico e aos guerrilheiros apátridas, eis que tais políticos, “brasileiros”, repito, defendem furiosamente e insanamente a permanência no Poder de alguém que nos conduz às profundezas da Vergonha Mundial e à perigosa condição de nos ombrearmos com a atual situação da Venezuela, onde o povo, por ser tão ou mais ignorante e burro quanto nós o somos, mantém no poder o flátulo de Chavez, chamado Maduro (?).

Que de tamanha revolta me assoma o peito e me traz à memoria o grito de Castro Alves:

“Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais … não pode o olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador.
Mas que vejo eu ali … que quadro de amarguras!
Que cena funeral! … Que tétricas figuras! …
Que cena infame e vil! … Meu Deus! meu Deus! Que horror!”

Seu canto ainda reboa nos ares de nosso Brasil.

Seu canto ainda reboa nos ares de nosso Brasil.

Sim, somos o terrível Navio Negreiro que assombrou o nobre Castro Alves. Não um brigue a voar como o Vampiro da Noite sobre ondas revoltas. Somos um país que, qual aquele brigue, levamos em nosso bojo um povo tresloucado, sem moral, sem pudor e sem Poder, ainda quando a Constituição lhe assegure que Todo Poder Emana do Povo. Não, não é assim na Casa Legislativa que pertence inteiramente ao jogo político traidor do Brasil. Não é assim no país chamado Brasil.

Que de dor e revolta me assoma o peito quando leio as manobras vis de políticos “de nome” desesperados, agindo a qualquer preço para escapar à punição merecida. Não à vergonha de terem sido desmascarados em suas tramóias, que eles não mais a têm. Mas ao desespero de virem a  defenestrados ser e perderem a teta gorda do Erário Público do Brasil, mantido, em cada níquel que ali cai, por suor, e sangue, e lágrimas, e dores mil de um povo desnorteado e… vil.

Até quando vamos nos deixar insultar e humilhar diante das nações do mundo por uma caterva de criminosos de colarinho branco? Até quando vamos entregar a eles nossos destinhos?

Nem Deus sabe…

E logo cantaremos em desespero:

“Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!”