Os espartanos não eram flor que se cheirasse. Brigões até à alma, deles não herdamos nem um tiquinho assim daquele sangue valente.

Os espartanos não eram flor que se cheirasse. Brigões até à alma, deles não herdamos nem um tiquinho assim daquele sangue valente.

Há muitos milênios atrás, um povo que habitava uma ilha perdida no Oceano adotava um sistema de governo que fazia alguns dos mais distintos homens da História torcer seus narizes e suas longas barbas de sábios pensadores, para o lado. Naquela ilha, chamada Atenas, havia um espaço muito grande, uma espécie de praça circular – mal comparando, como o Maracanã, só que sem as arquibancadas cobertas e sem um bando de doidos ululando e se atacando furiosamente, e um gramado verde no chão. Aquele espaço era conhecido como ágora. Na ágora, os homens escolhidos por sorteio para representar o povo por um ano, sem direito à reeleição, reuniam-se para debater os dilemas da comunidade ateniense e decidir sobre a melhor opção. Não me lembro bem, mas creio que o nome do ateniense que teve a idéia de colocar nas mãos dos próprios cidadãos atenienses decidir sobre os destinos da comunidade chamava-se Sólon. E ele viveu lá pelos idos de 550 a.C. (ou a.a.D. = antes do ano Domine). Se nome e data não estiverem corretos, me perdoem, mas faz mais de 65 anos que estudei História Geral (era assim que se chamava no meu tempo).

Burguês convicto, ele olhava para os democratas de Atenas assim, do alto de seu saber e de sua posição grega.

Burguês convicto, Sócrates olhava para os democratas de Atenas assim, do alto de seu saber e de sua posição grega.

Pensadores gregos renomados, que até hoje têm seus nomes lembrados, torciam seus narizes de filósofos para aquele tipo de governo. Entre eles está Aristóteles e creio que também Sócrates e mais alguns, dos quais já não recordo. Eles teriam sido os representantes dos “burgueses” daquela época…

Bom, o certo é que aquela idéia dos atenienses chegou até nós, brasileiros. Um povo descontraído, herdeiro da alegria dos negros africanos (que me perdoem os “afro-descendentes”, mas seus antepassados eram negros mesmo e, atualmente, eles também o são, gostem ou não. Eu não apoio o esfacelamento de nosso povo no sistema “nós contra eles”, onde os descendentes dos negros africanos ficam de cabelos em pé só de ouvir alguém falar a palavra negro) e da sisudez e cupidez dos brancos europeus. Apimentando toda esta herança, a simplicidade, a inocência e a tendência à receptividade irrestrita dos silvícolas (não índios) de nossas matas (que já estão quase extintas, graças às madeireiras e aos políticos criminosos). Uma mistura e tanto de raças humanas tão diversas.

Cena da Segunda Grande Guerra Mundial.

Cena da Segunda Grande Guerra Mundial.

E aí veio a segunda grande guerra mundial. E para cá vieram levas e mais levas de europeus e nós terminamos nos misturando também com eles e absorvemos um tantinho assim de suas culturas. Mas, na verdade, a nossa “cultura” mesma, a verdadeira e que ninguém entende, é um misto de qualquer coisa com coisa qualquer. Depois que a negrada africana se miscigenou com os os silvícolas nacionais, deu uma zorra daquelas. Nasceu o cafuzo. E o cafuzo herdou um tanto da inocência do brasileiro nato, verdadeiro; e um tanto da alegria negróide dos africanos. Mas não paramos por aí, pois a “cabeça de baixo”, no homem, tenha ele a cor de pele que tenha, não pensa nem escolhe. Quando lhe dá aquela agonia danada; quando fica dando aqueles pulinhos incômodos, o cabeçudo não escolhe loca, toca, buraco ou frincha. Mete a cabeça em qualquer lugar para se aliviar. E aí vieram os caboclos, casamento de índias com europeus. E o caboclo deu a maior leva de novos brasileiros, matreiros, espertos, briguentos, fáceis de ser manipulados e dirigidos. Na Umbanda eles são os melhores Exus não-batizados que se conhece, pois seus espíritos são encrenqueiros, maliciosos e mestres na arte da futrica e da traição. Mas, voltando ao mundo dos encarnados, foi assim, na raça cabocla, que vicejou entre nós o PT, o PC do B, o PCB, o PSDB, o PSC e vai por aí. Temos até um tal de PSS (Partido da Sacanagem Socialista, já na fila para registro. Um dia ele estoura e vai ser aquele chuáááá!).

Aqui está um cafuzo que tem orgulho dos sangues que correm em suas veias..

Aqui está um cafuzo que tem orgulho dos sangues que correm em suas veias.

O tempo correu e, correndo, o Brasil, o novo nome dado à terra de Pindorama, veio aos trambolhões, numa desordem danada. Como é que este país deu certo? Ninguém sabe. Há até um belíssimo livro abordando este tema intrigante, de cujo nome, lamentavelmente, não recordo agora e minha preguiça não me deixa ir futucar a biblioteca desorganizada e cheia de livros dos mais variados assuntos, que possuo abandonada lá em cima, no sótão de minha casa. Há até uma centena deles que já não mais são publicados. Uma pena, pois são bons livros nos ramos do Conhecimento Científico ou Histórico que abordam.

Mas voltando ao feijão com arroz, veio um tempo de anarquia, antes de 1960. Depois, veio um tempo de arrumação da casa, bagunçada até o extremo pelos caboclos letrados deste país desorganizado. Este tempo, que durou de 1964 até o final de 1985, quando Figueiredo passou a batuta para as mãos dos redivivos, foi chamado de “Ditadura”. Eu discordo, mas… Bom, o certo é que deu aquela merda. Aliás, é bom recordar um pouco da história daquele milico. João Baptista de Oliveira Figueiredo era da linha moderada, representada pelo MDB (um dos dois partidos permitidos no período de arrumação da casa brasilis e que pariu, depois o PMDB atual, onde raposas perigosíssimas se acoitam). Figueiredo devia estar no maior porre quando decretou a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil aos politiqueiros, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. E foi ele quem restabeleceu o pluripartidarismo no país. Eu creio que neste momento de sua vida, João Figueiredo estava aloprando de vez. Os partidos voltam a funcionar dentro da “normalidade”. E estão nesta coisa esquisita até agora. É só a zorra alcançar os píncaros, como nestes tempos de PT, e a gritaria de todos os polititicas nacionais é: “tudo, todas as Instituições Democráticas, funcionam dentro da normalidade”. Ainda não sei o que diabo eles entendem por isto, mas que desfunciona, lá o Brasil desfunciona mesmo. Se você tem as bolas de aço, ligue sua TVzona a cabo e assista na GLOBO NEWS o desfuncionamento a pleno vapor na constituição de um grupelho de safados que deverá arcar com a responsabilidade de cassar o patife maior, atual Presidente da Câmara. Ali você verá o sangue puro do caboclo em ação. É tanto caradurismo que estarrece o telespectador. Você não conseguirá permanecer diante da sua TVzona mais que dez minutos, se tanto. É um teatro chinfrim que só quem tem sangue caboclo pode agüentar. O meu é mais cafuzo, logo, minha paciência não suporta aquilo.

Dilma, assustada com a carta de seu Vice.

Dilma, assustada com a carta de seu Vice.

E a guerra dos caboclos encastelados no Poder “que emana do Povo” (?) é contra uma descendente de brancos europeus que, endoidada nos tempos dos governos Militares, bandeou-se para o lado de Fidel Castro e dos russos da extinta URSS. Pois bem, a mulher, que se tinha tornado uma bandidona de marca, nos tempos das guerrilhas de araque que por aqui andaram tentando alçar vôo (como se os caboclos brasileiros fossem de tomar alguma coisa nos dentes…), sofreu uma lavagem cerebral furiosa e, agora, defende uma ideologia política do tempo da onça (como se dizia entre os nordestinos do passado). E por causa dessa ideologia adventícia entre nós, voltamos aos tempos de antes da milicada que teve a coragem de se levantar para colocar a casa brasileira em ordem, na década de 60.

E aqui chegamos à História do Brasil sendo construída (ou destruída?) nas futricas do Poder que do povo é que não é. Estamos numa enrascada dos diabos. De um lado, os PTralhas, furiosos e burros, querendo à força manter a doidona do Planalto no desmando total. Acho que eles querem ver até onde este país pode ser esculhambado, desmantelado e desorganizado… Do outro lado, os caboclos traidores da Nação Brasileira que estão doidinhos, doidinhos, para novamente colocar os fundilhos de algum êmulo de sua gangue na Cadeira Quente que ainda é da Aloprada.

No meio disto tudo, um “branco” que mais parece uma porca grávida, mas de uma inteligência infernal, colocando os caboclos do Legislativo a se esmerarem na criação de novos modos de entravar o avanço social do Brasil.

Cara, quem mandou a danada da cegonha abrir o bico justo sobre esta terra de doidos, quando estava-me levando para algum lugar? Caí aqui, bem no meio desta zorra.

SOOOOOOCOOOOOOORRRRROOOOOO! Alguém me ajude!