"Tem saída nada, mané! Eu também já pensei assim, um dia!"

“Tem saída nada, mané! Eu também já pensei assim, um dia!”

Olho sempre com uma lente para os noticiários e os ouço com um aumentativo de som, para não perder nenhuma palavra. Entre nós, nada é totalmente bem compreendido nem, pior, corretamente divulgado. O que temos é uma tremenda Babel. Uns dizem que é preto, mas outros asseguram que é branco. Uns terceiros, bagunceiros de carteirinha, negam a negritude e o branquelismo e afirmam que tudo aqui é mulatíssimo. Bom, seja como for, a zorra é que impera desde quando os Militares decidiram jogar a toalha e cair fora antes que o teto deste país das “maravalhas” lhes desabasse sobre os quepes. Ser Político no Brasil é mais difícil que andar de patins sem rodas. O mais interessante é que um dos Poderes, que sempre andou longe dos holofotes da Imprensa bisbilhoteira, estão com seus dias de paz perturbados.

"Digo sim ou digo não? Êta questão danada de ruim!"

Digo sim ou digo não? Êta questão danada de ruim!”

Seus membros estão bem debaixo de todos os holofotes. Falo do STF. Acho que nosso “negão” foi bem esperto, quando deu no pé antes que a Mídia chegasse com tudo sobre os togados. Edson Fachin tem um peso de uma tonelada sobre os ombros. Se diz sim, é vermelho. Se diz não, é azul. Se fica em dúvida é cinza, logo, escorregadio e joga do lado que esteja vencendo. Eu é que não queria estar na pele dele.

Agora, eis que tem de decidir sobre o andamento ou não, do impeachment da Socorro-Que-Não-Sei-Mais-O-Que-Fazer. Se optar pelo SIM, os vermelhos vão se armar contra ele. Vai ser o diabo. E se a cassação da distinta velhota feia pra diabo redundar num futuro imediato caótico, onde todas as mínimas garantias individuais vão pro ralo, seja pela ação das Polícias, seja por uma intervenção militar, seja pela soltura absoluta e total da bandidagem nacional ou internacional entre nós, Fachin vai parar na cruz ao lado do mau ladrão, pois nem o bom vai querê-lo a seu lado.

Isto é Brasil.

E também é Brasil no caos que se avizinha. Um caos onde o calor fará secar mais rios e mais reservatórios de água, pondo muitas cidades interioranas e praianas em desespero. O suor descendo pelo corpo durante o dia vai azedar à noite e não havendo água pra se tomar banho, a fedentina de mulato azedo vai encher a casa. Se esta não possuir ar refrigerado – que, a bem da verdade, quando o calor desembesta, vale pouca coisa -, as pessoas terão mais um incentivo para não ficar deitada no mesmo quarto em que houver outra.

Carnaval, o império dos sentidos. Depois é só arrependimento para muitos e dívidas para outro tanto.

É disto que o brasileiro gosta e o MERCADO disputa.

O calor fará suar as virilhas de machos e fêmeas e o resultado será uma coceira danada, podendo até acontecer ferimentos ali. E ferimento aberto com unha em lugar onde há bilhões de bactérias tem alta probabilidade de se infeccionar. Mas aí, vem mais uma desgraça: temos super-bactérias em todos os nossos abandonados hospitais, públicos ou não, que as danadas não se incomodam com isto. E lá vamos nós tomar centenas de remédios em experimentos. Mas somos bons para isto. Os norte-americanos há muito tempo (e a moda se espalhou também pelas ‘oropa’) fazem de nosso povo suas cobaias por excelência. É algo novo, ainda não testado? Brasileiro é bom pra isto. Tasca no danado. Se não se ferrar, então, a probabilidade de que o negócio presta é bem alta. Se se ferrar… bom, brasileiro é um miserável terceiro-mundista imprestável (exceto no quesito mulheres mulatas. Aqui, são imbatíveis) e não há porque a gente se preocupar só porque alguns deles se danaram, levaram a breca com um experimentozinho de nada. Afinal, eles se matam à granel. Então, por que nós não teríamos o direito de usar alguns deles, enquanto ainda estão vivos?

Estão certos, os gringos de todas as partes do mundo. Servimos às mil maravilhas para quaisquer tipos de experimentos laboratoriais. Os traficantes que o digam. Eles lançam qualquer porcaria no comércio do crime e imaginem onde aquilo pega feito sarampo? Entre os classe média-baixa, entre os classe média-baixa-baixa e entre os miseráveis (celeiro de colheita de futuros petralheiros) brasileiros de quarta e quinta categorias.

O que vamos ver a partir de janeiro de 2016 é brasileiro se derretendo assim.

O que vamos ver a partir de janeiro de 2016 é brasileiro se derretendo assim.

Sim, nós temos saída. A casa caiu também para o PMDB e, com certeza, vai cair para os do PSDB também. É o resultado do calor fora do normal. A PF, vítima por excelência deste descontrole do tempo, tendo de trabalhar com uma pesada roupa negra e de coturno e tudo, termina por ser a primeira turma a andar por aí feito zumbi. E zumbi não tem coração. É Excelência, logo, intocável? No Brasil isto não vale. Já valeu, sim, quando ainda tínhamos as quatro estações do ano e as cariocas eram as mulheres mais bonitas desta Terra de Vera Cruz. Hoje, elas são horríveis de feias e maltratadas pela vida. Excelência, entre os brasileiros, é sinônimos de bandidos de colarinho branco. E é tempo de caça a estes bichos escorregadios… E como é tempo! Perguntem ao Moro. Ele sabe, ora se sabe!

E qual é nossa saída? Fundar um partido só nosso. O Partido da Anarquia Tupiniquim – PAT. Ele será nossa saída desta enrascada. Vamos votar em seus candidatos, pois estes não estarão defendendo a roubalheira herdade de partidos de ideologias estrangeiras. A ideologia do PAT será toda nossa. Absolutamente nossa. Sabe qual será ela? Ideologia do “Salve-se quem puder porque a farinha é pouca e o meu pirão é o primeiro!”

Não é legal?