"Tá rindo? Não sabe de nada, inocente!"

“Tá rindo? Não sabe de nada, inocente!”

Nós somos um povo festeiro desde ainda quando estamos no ventre de nossas genitoras. Então, o foguetório ou é por impulso inconsciente, ou é por necessidade de descompensar as frustrações do ano que está indo para o cemitério do tempo (em nossa percepção, claro). Minha noite foi em casa de minha filha, a quarta na sucessão. Os outros três estão no Rio de Janeiro e o “cabo cerra-fila”, no momento, trabalha na Secretária de Segurança Nacional na área de T.I. Hoje, contudo, está conosco. Compenetrada, minha filha dava sua primeira festinha familiar de Natal. Coruja, como todo pai que se preza, eu a olhava cheio de ternura, carinho e intimamente agradecido por ter criado uma pessoa tão bonita fisicamente e interiormente. Seu marido, orgulhoso, também a olhava com embevecimento. Um belo casal. Um casal que, antes desta noite, teve um ano duríssimo, com embates contra a corrupção em seus locais de trabalho. São funcionários públicos e, por serem extremamente rijos no que diz respeito à honestidade, são perseguidos onde trabalham. Intimamente eu gostaria de poder dispor do necessário para fazer uma visita “terminal” a seus perseguidores. Mas de que adiantaria se outros viriam substituí-los? Digo insistentemente para mim mesmo que a violência não leva senão a mais violência. Mas, em determinados momentos, meu treinamento militar e minha vida de embates constantes, emocionais, psicológicos e físicos, ruge dentro de mim como uma fera enjaulada.

Filhota número 3. Suas irmãs estão no Rio.

Filhota número 3. Suas irmãs estão no Rio.

Odeio mortalmente os polititicas que nos levam a assistir nossos filhos enfrentando uma situação que já devia estar morta e sepultada no nosso passado recente e muito amargo. Desejo intensamente a morte violenta para todos eles (não enxergo nenhum que preste, sinto muito. Os que eu tinha como bons me decepcionaram um a um). Sei que é o sistema que é podre, mas também sei que a ganância e a fraqueza de caráter dos polititicas facilmente faz que se deixem enredar por ele, em vez de corajosamente o combaterem.

"Descobri que ainda estamos na Intentona Comunista. Ela nunca acabou."

“Descobri que ainda estamos na Intentona Comunista. Ela nunca acabou.”

Tenho feito algo que sempre evitei: estudar sobre a História Política do meu país. E venho sofrendo duas reações doídas. A primeira, o arrependimento profundo de só me ter voltado (e forçado) para esta área, agora. Se eu tivesse tido interesse em Política quando Negrão de Lima me convidou para ser candidato por seu partido a Deputado, a História do Brasil teria tido um capítulo agitado. Eu gostava do Dr. Negrão de Lima. Tinha uma autoridade natural e era uma pessoa que sabia tratar com os outros. Eu era (e ainda o sou, mas arrefecidamente, agora) uma pessoa que, quando me afeiçoava a alguém era-lhe fiel para o que desse e viesse. E isto chamou sua atenção para mim. Mas eu detestava os Deputados que pululavam pelos salões do Palácio Guanabara e terminei por encrencar com muitos deles. Isto me fez ser jogado para a Secretaria Sem Pasta, onde fiquei “ilhado” para não mais dar trabalho ao Dr. Negrão com os patifes que orbitavam sua área.

Muitos de nós lançamo-nos ao Mar desconhecido da Busca, atrás da Verdade. Às vezes o caminho está bem próximo e a gente não percebe.

Eu teria feito uma viagem e tanto ao redor do mundo no Cisne Branco.

A segunda reação doída diz respeito a não ter seguido a carreira militar como queriam meus parentes maternos, todos de Marinha. Também se tivesse enveredado por este ramo opcional de minha vida, certamente que a História do Brasil teria tido um capítulo diferente. Eu estaria ombro a ombro com Costa e Silva e Garrastazu Médici, ambos de linha duríssima. E podem ter certeza: os polititicas daqueles tempos não estariam fazendo as “cagadas” maldosamente e intencionalmente planejadas que fazem, hoje. Não estariam, então, infernizando a vida das pessoas a que mais amo na vida – meus filhos.

Estudos gráficos computadorizados concluem que a face de Jesus era assim...

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem não vier por mim, não chegará ao Pai.”

Em primeiro lugar, Natal não tem nada haver com Seu nascimento. Ele nasceu realmente em agosto. Não se sabe precisar o dia, mas há quem suponha que tenha sido em 21 de agosto. Logo, Yehoshua era de Leão, um signo que se adéqua perfeitamente com Sua Origem Real Divina. Sua impetuosidade, sua impulsividade, sua explosividade se coadunam com os nascidos sob a regência deste signo. Dizem que os Librianos são amantes do luxo e da beleza. Quanto ao primeiro atributo, não caiu bem comigo. Nunca tive atração pelo luxo, embora tenha compartido do luxo com algumas de minhas companheiras de caminhada. Aliás, os ambientes luxuosos que eu conheci me causavam mais enfado e grande ânsia de me safar dali pela superficialidade que notava nos que àquilo pertenciam. No entanto, sou amante inveterado da beleza. Por isto, mulher feia comigo nunca teve vez. Não que eu as maltratasse, longe de mim. Apenas eu não lhes dava qualquer esperança e de algumas ouvi reclamação contra isto, até com lágrimas nos olhos. Mas não dava. Nunca me coadunei com a feiura. Em tudo. Nisto, creio que Yehoshua e eu somos profundamente diferentes, pois Ele não ligava para a aparência exterior das pessoas. Mas Ele podia ver onde eu nem suspeitava (e ainda nem suspeito, mesmo tendo-me formado Psicólogo).

Os Banqueiros (Joe Fraser) atacam. Vovozona (Ali) se esquiva. Até quando ela vai aguentar os rounds? Ela é o Brasil. Ela somos nós...

Só desvairado gosta disto.

Em outro campo também somos bem diferentes. Ele pregava a Paz e a Fraternidade entre os homens, embora fosse de um signo de guerreiros. Eu, por natureza cósmica, tendo a ser pacífico e não gosto nem um pouco da porradaria. No entanto, minha vida sempre me colocou em situações em que não tive escolha, como, por exemplo, ter sido obrigado por um coronel do Exército a lutar boxe. Motivo? Eu era magricela demais e fã de capoeira. Ele, um Schwarzenegger “deste tamanho”. Como dizia que gostava de mim, decidiu que eu iria ser boxeador para melhorar meu físico. Uma droga! Nunca levei tanta porrada na cara por nada. Detestei. E quando me meti no Terceiro Regimento de Infantaria, no RJ, me danei. Era tempo da guerra do Vietnã e os americanos estavam levando aquela surra dos amarelos danados. Um coronel maluco, comandante do 3º R.I., decidiu que os melhores dali iriam receber treinamento especial para participar da guerra americana. Como eu tinha uma pontaria danada de boa, com fuzil e com pistola, fui designado para receber treinamento de atirador de elite. Depois, por ser safo a mais não poder, fui treinado para ser um “eliminar de obstáculos”. Que droga, rapaz! Tudo de que eu não gostava. Por isto sou uma pessoa estranha até para mim mesmo. Tenho medo de mim, quando me enraiveço. E neste momento, tô danado de raiva dos que se dizem socialistas, comunistas e afins. Por mim, todos deveriam ser varridos do meu país. Se gostam tanto dessa ideologia pútrida, por que diabos vivem aqui, infernizando nossas vidas? Vão para CUBA! Vão lamber as botas do Putin. Vão pro diabo que os carregue, mas nos deixem em paz, bandidos!

E estou de volta à sala do apartamento de minha filha. Tudo festivo. Pouca gente. Só os parentes seu e de seu esposo. Mesmo assim, foi aconchegante…

Só espero que em 2016 possamos chegar ao final do ano bem melhores que agora. Que possamos festejar o Natal sem ter que estar preocupado com uma inflação galopante e um salário minguando cada vez mais. São meus votos ardentes:

a) que a Dilma se dane;

b) que o Cunha vá pro diabo que o carregue – com sua gangue toda;

d) que o Renan Calheiros e o Lulaça Cachaça sejam condenados a ver o Sol nascer quadrado por muitos e muitos anos;

e) que o Comunismo seja, novamente, posto na marginalidade e proibido de ser divulgado e praticado no nosso Brasil.

AMÉM.