Um deles, em São Paulo. É horrível ver caras como estas em minha TVzona. Desvaloriza o investimento que fiz nela.

Um deles, em São Paulo. É horrível ver caras como esta em minha TVzona. Desvaloriza o investimento que fiz nela.

2015 foi o ano em que o Brasil descobriu que é governado e dirigido por ladrões. Dos vereadores aos Senadores, todos são mais ou menos envolvidos com o Crime Organizado do Colarinho Branco. É verdade a música que diz que “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”. Não fica mesmo. Foi o ano da Lava a Jato. A operação mais famosa de nossa História, que verdadeiramente desencrava a História suja, traiçoeira que se desenvolve à sorrelfa, escondida nas quebradas da noite e entre os salões esconsos onde os fiéis seguidores de Ali Babá trabalham contra a Nação.

Este ano é de eleição. Os crápulas descarados, vereadores já entronados e candidatos a entronamento, aparecem na TV com as mesmas caras limpas e com os mesmos velhos discursos que já não mais a gente agüenta ouvir.

Tomando uma ducha de cachoeira. Só eu e os mais íntimos neste momento de minha existência. A gentalha barulhenta ainda não tinha chegado e isto foi ótimo.

Tomando uma ducha de cachoeira. Só eu e os mais íntimos neste momento de minha existência. A gentalha barulhenta ainda não tinha chegado e isto foi ótimo.

Nos lares brasileiros os dramas continuam a suceder na surdina, nas sombras, no silêncio dos corações emocionais amargurados, angustiados, desorientados. O seu, o meu, o nosso estão entre estes. Não sei de você, mas eu sempre arrastei várias vidas amorosas desgraçadamente sem sal. E o sal, reconhecido pelo Rei dos Reis, é Vida. Rancor, raiva surda, vingança, mágoa, “a culpa é sua; eu sou perfeita; eu não erro”… são os ingredientes da maioria esmagadora dos lares brasileiros. Não por culpa dos polititicas. Eles bem que tentam piorar as coisas, mas na intimidade do que devia ser um Lar o que pode mesmo transformar em fel o dia-a-dia da dupla que se uniu sob os arroubos da paixão o que há é a fedentina de reações emocionais más, que não são expostas às claras por vários motivos, embora, dramaticamente, não haja um casal unido há muitos anos que não tenha uma pesada carga de amarguras que tem de calar para fingir que tudo está verde-amarelo. Mas estas cores escondem patifarias, roubalheiras, traições, vilanias que dá vergonha quando vêm à luz. Diziam os antigos que as cores verde e amarela  da nossa bandeira simbolizavam as matas e o ouro do Brasil. Não. Mentira. Aliás, mentira como tudo o que diz respeito a este país das maravalhas. Verde é a cor da inveja, dizem os sábios das antigas artes ocultas. E o amarelo é a cor do Medo, o Único Sentimento que realmente impera às claras entre todas as raças e todos os povos, mas principalmente entre os polititicas nacionais brasileiros da atualidade. Como eles desejariam ter nascido há algumas décadas passadas, no tempo de seus bisavós, quando ser polititica era uma honra e era sinônimo de tratamento cerimonioso por parte da plebe ignara. Mas desgraçadamente foram nascer nas décadas de 1940-1960, e terminaram vindo dar com os costados nas primeiras décadas do terceiro milênio, quando o povinho sem-vergonha não mais fica quieto dentro de suas tocas, a que chamam Lar, e vêm pras ruas reclamar do que sempre foi feito por todos os polititicas de todos os tempos e em todos os países pelo mundo a fora. Tudo porque uma tal de Polícia Federal, que não tem a mínima parecença com o tresloucado S.N.I. que assombrou os sonos dos polititicas recentes, os quais, depois de cassados, retornaram para plantar o terror no meio deste povinho desgraçado, tudo por causa da tal P.F. que, capitaneada pelo traidor juiz chamado Moro, deu de descer o cacete no lombo luzidios de quem jamais apanhou nem de meia lavada. Eles, os velhos viciados, voltaram e trataram de encher a burra, ensinando aos novatos o caminho das pedras jamais abandonado por quem é polititica nacional brasileiro. O amarelo também é a cor do intelecto, uma construção social que só contém um falso conhecimento, que serve tão-só para que a Consciência justifique perante si mesma sua vilania, sua covardia e seu impulso destrutivo incontrolável.

Zumbis humanos, prontos para brigar por ideologias estúpidas, que só destroem suas vidas e nada mais.

Zumbis humanos, prontos para brigar por ideologias estúpidas, que só destroem suas vidas e nada mais.

Não, não, seu idiota. Não somos a criação perfeita do Criador. Somos criaturas que não deram certo no trabalho do Inominado. Mais uma vez, pois, a considerar o que ensina a Teosofia de Blavatsky e seu instrutor, Mestre K. H., o Criador fez várias tentativas até chegar a esta que Ele sabia ser a melhor para o planeta que havia criado, mas nem de longe se aproximava do que Ele desejava. Então, aborrecido, Ele teria criado a tal Lei do Karma ou, no popular mesmo, Lei do Retorno. E deu no que está dando. Eles se vão; a “Magra” os leva, mas voltam como o pó que a dona da casa varre com afinco e o vento sopra de volta. Nós não prestamos nem mesmo para nós próprios. Somos maus desde a fecundação. E somos gerados dentro da mentira do “amor materno”. A menina, transformada em adolescente, não é educada para ser mãe, mas sim, com destaque para esta atualidade infernal, para ser prostituta de motel. O negócio é dar. Dar seu corpo, sua juventude, sua beleza e sua inocência temporária (já que todo ser humano deixa de ser inocente assim que fixa os olhos nas malditas telenovelas da Rede Globo de Televisão com suas bichas descaradas), aos machos atiçados pelo Mercado de Consumo. Depois, prenha, que se dane. Que vá parir sua peste ou aos cuidados de sua família, ou ao léu, depois de levar um baita pé-na-bunda de seus pais “amorosos”, mas frustrados. “Pé-na-bunda” é o que mais acontece entre membros de famílias pobres. Não miseráveis, que estes já não têm mais forças para reagir a nada. Falo dos que vivem no limbo entre a classe média-baixa “C” e o inferno da mendicância e se entregam ao PT acreditando que ele é sua tábua de salvação. Falo destas famílias, que são, atualmente, o maior contingente entre nós, brasileiros.

Às vezes uma gripe deixa a gente tão quebrado como aquele que é pegado na marrada do touro.

O touro selvagem não se deixa domar facilmente. Morre, mas não curva a cabeça. Minha índole de macho é assim.

Eu não entro 2016 com nenhum ânimo positivo, quer no sistema do “lar”, ou no sistema do “cidadão político”. Entro o ano emocionalmente frio, distante, enojado, enraivecido e frustrado. Estou tentando controlar um impulso que ruge como um vulcão dentro de mim: mandar tudo à merda, inclusive o “lar” e sair por aí (sem violão debaixo do braço, que não sei tocar nem flauta), como fiz pelo menos quatro vezes, antes desta última união. Por que não nasci eunuco? O acicate do sexo não me teria lançado nos braços de garotas que eram pura armadilha e que, depois de dobrar o touro, tentaram montar nele como se monta uma cavalgadura dócil. Só que este touro não é domesticável. É paciente, como todo bovino, mas se diferencia quanto à pacificidade. Este touro é impetuoso e empina e corcoveia furiosamente quando sente que há alguém que, com falas doces e gozos carnais; sussurros melosos e maquiagens enganadoras, tenta, logo, cavalgá-lo. Não dá. Jamais deu. Não dará nunca. E faço um balanço. Outrora, jovem, eu não me preocupava com o que ia me acontecer depois que chutasse o pau da barra e saísse com a mão na frente e outra atrás. Eu sempre vencia e sempre reencetava a subida do Himalaia da vida. Agora, idoso, na idade do condor, olho ao redor e não tenho muitas opções. Meus irmãos também são velhos. Estão caindo aos pedaços e, merda, o melhorzinho nem conseguiu aposentadoria. Minha irmã, com quem eu poderia ir ficar, tem uma filha, minha sobrinha, que não gosta de nós, seus tios. E a mim, chama de “manso”, buscando um meio de me ferir. Não consegue. Não me toca. Não no sentido maldoso que empresta ao termo. Sou paciente, mas manso? Nunca! Eu não sei como ia reagir se isto acontecesse cara a cara e me pegasse de mal-humor. Saio dos trilhos rapidamente quando o insulto não é absorvido. Não apelo para a violência física, mas a reação é pior. Deixo no outro uma tremenda culpa da qual ele não pode se livrar, o que só vai piorar mais ainda sua condição miserável de ser “quase” humano. Como psicólogo eu salvei muitos desgraçados do inferno em que se colocaram por pura estupidez. Mas também como psicólogo posso colocar alguém num inferno muito pior. Basta me deixar levar pela raiva. A raiva que sempre mantive sob cabresto. Mas até quando?

Acampamento humano. Quem sabe que tipo de bichos bípedes há aqui?

Acampamento humano. Quem sabe que tipo de bichos bípedes há aqui?

No meu íntimo, não quero mais conviver com ninguém. As pessoas me enojam. Eu as vejo apenas como corpos sem alma, sem sentimento que valha a pena elogiar. São menos que bichos. Vejo-as distantes de mim. Egoístas, briguentas, capazes de enxergar o argueiro no olho de seu vizinho, mas incapazes de tirar a trave gigantesca de seu próprio olho. Traiçoeiras, mentirosas, falsas, apegadas ao “venha a mim o vosso reino”, é assim que isto a que se chama de gente, pessoa, civilizado etc… vive. Fui à “minha” fazenda predileta neste dia 1º de janeiro e vi o acampamento, do qual publico aqui uma foto. Mesmo quando jovem eu não gostava de aglomerações. Todos são egoístas. Um quer ouvir seu “sertanojo” a todo berreiro; o outro, seu samba rasgado; o outro seu pagode; o outro seu rock metaleiro; o outro, a gritaria desembestada de sua prole mal-educada… Uma zorra grupal. Quando acampei, e só fiz isto três vezes (não contando com os do quartel), eu o fiz sozinho com uma companheira corajosa, pois íamos para praias do Rio de Janeiro contando somente conosco mesmos. E já naqueles tempos havia um pequeno grau de perigo para uma barraca sozinha, fosse em alguma praia deserta, fosse numa mata fechada. Mas eu preferia (e prefiro mil vezes encarar o perigo, 99% nascido em gente com o mesmo aspecto físico que eu), preferia, eu dizia, encarar o bicho homem do que compartilhar sua má-educação em grupo. De macho pra macho eu ficava de pé em 80% das brigas. Nos 20% restante apanhava de meia, isto é, o outro sempre saía levando a sua quota de dor.

A Mata é uma inimiga direta, sem ocultamento. Por trás de sua beleza selvagem, há um infinito de perigos que ela não esconde. Não há falsidade. Seu coração pulsa ali, abertamente, diante dos olhos do incauto.

A Mata é uma inimiga direta, sem ocultamento. Por trás de sua beleza selvagem, há um infinito de perigos que ela não esconde. Não há falsidade. Seu coração pulsa ali, abertamente, diante dos olhos do incauto.

Prefiro sentir o peso de uma noite sem lua acampado dentro da mata fechada. Mesmo sabendo que por ela zanza atrás de caça a temível onça pintada ou o perigoso queixada. Eu os prefiro à traição do bicho gente. A Mata é como a bruxa má dos contos de fada. Ela nos avisa de que tem perigo se alguém se mete com ela. É clara. Sua beleza é pura armadilha. Há, ali dentro, feras terríveis, insetos mortais, cipós venenosos, aranhas peçonhentas, escorpiões escorregadios, lacraias venenosas… Enfim, abaixo do colorido das penas multicores das belíssimas aves de canto mavioso, que são como a flauta de Hamelin, o flautista mágico encantador de ratos, há o perigo mortal a todo momento. A tucandeira, formiga carnívora, pode surgir de repente, aos bilhões, devorando tudo o que esteja em seu caminho. A Taçuíra, formiga de fogo, cuja picada arde e queima como se fosse a chama de um maçarico. Em segundos, Taçuíra e Tucandeira, devoram suas vítimas como fazem as piranhas. A mata não engana. Ela é sincera. Tão sincera como nenhuma jovem dengosa jamais o é para conosco, os machos idiotas de nossa espécie.

E temos uma fêmea nossa no Poder Maior de nossos destinos. E ela não me deixa mentir, pois a mentira, já provou de sobejo, é seu galardão. Agora mesmo se diz uma pessoa sem rancor, sem mágoa das massas que foram às ruas gritar por seu impedimento. Afirma que vai fazer este ano de 2016 ser diferente do que ela mesma transformou no inferno. Como pode o diabo, mesmo que de saias, jurar bondade?

Só no país da polititica nacional.