Ele surpreende o Brasil. Que continue assim.

Ele surpreende o Brasil. Que continue assim.

Escárnio = zombaria, mofa, menosprezo, galhofa. Cinismo = descaramento; desfaçatez; desvergonha; impudência. Segundo Carmen Lúcia, Ministra do STF, vivemos a era do Escárnio. O Brasil desmorona. Culpa do PT? Difícil dizer. Que o partido tem grande parcela de responsabilidade nisto, tem mesmo. Mas não lhe cabe a culpa total pelo desastre que se abate sobre nós. Os empresários estão com medo de investir através da participação em licitações públicas. Qual dentre elas é honesta? talvez apenas um milésimo. Em mil, uma, e olhe lá! Num país onde a Polícia Federal a cada dia levanta mais uma capa negra e revela sob sua bruma ladrões de colarinho branco e empresários corruptores, fica difícil realmente, quem é honesto, arriscar-se a ser envolvido inadvertidamente na trama suja da traição ao Brasil. Sou leitor assíduo da Folha Digital, um dos melhores jornais do nosso país. No entanto, ontem, dia 8/jan/2016, fiquei confuso com o artigo do articulista Ricardo Sayeg, Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Instituto dos Advogados de São Paulo, que ecoa a lenga-lenga da Dilma sobre a tese de que prender investidores e empresários corruptores é colocar o país em situação de perigo de estagnação. Será mesmo?

Quem não sente uma onda de terror na própria alma, diante da perspectiva de vir a parar nesta jaula inumana?

Isto nem vergonha nacional é. Isto é a desumanidade levada ao máximo por polititicas que jamais pensaram no cidadão brasileiro.

Primeiramente, nunca vi um artigo semelhante, deste ou de outro articulista, defendendo o Zé Ninguém que rouba e mata porque a Sociedade Corrupta não lhe dá alternativa. Ele é preso, surrado, estuprado e metido numa gaiola sem qualquer privacidade, sem nem mesmo um pouco de chão para poder dormir e descansar o corpo quebrado e a cabeça revoltada pela desesperança. Desesperança que é fruto da corrupção dos políticos e de empresários ultra-gananciosos. Já os ladrões de colarinho branco, coitadinhos, choram em depressão porque estão presos em uma cela limpa, com cama e espaço para ele e no máximo mais dois ou três companheiros de crime. Comer marmitex? Terrível para quem degustava acepipes caríssimos em restaurantes chiquérrimos. Tomar banho frio debaixo de um cano sem chuveiro e com os pés apoiados no “boião”, o vaso sanitário? Um terror! Defecar de cócoras e à frente dos companheiros? Indescritível humilhação para os “insolências” e seus corruptores. Mas… E o Zé Ninguém, que é obrigado a dormitar sobre a urina dele mesmo e de outros, em uma cela com capacidade para 100 e onde se comprimem mais de 200? Mas as lágrimas dos “gente bem” e seus “desesperos” é assunto para vários comentários entre os “grandes” articulistas. No entanto, nem uma linha sobre a morte cruel que um Zé Ning sofre nas mãos de outros iguais a ele, bestializados pelo sistema penitenciário que nenhum dos “insolências”, agora em leves apuros com a Justiça, jamais teve qualquer interesse em reformar e tornar humano.

Janot, descascando uma batata quente...

Janot, descascando uma batata quente…

O artigo a que me refiro deixa entrever, em suas entrelinhas, que a Polícia Federal, o Procurador Geral e o Supremo Tribunal não estão “respeitando os direitos constitucionais” dos pobres ricaços cidadãos corruptos e corruptores. As prisões preventivas são um absurdo. Há que se perder entre um emaranhado de “direitos legais” que vão terminar… em NADA. E enquanto os advogados ganham rios de dinheiro dos enrolados (dinheiro, com toda a certeza, advindo das roubalheiras do Erário Público), seus clientes continuam soltos e aprontando como só o Diabo apronta. Segundo o articulista, “empresários, banqueiros e investidores presos, assim como todos os demais cidadãos do país, são protegidos pelo direito de ampla defesa e presunção de inocência”. É mesmo? Não acredito, desculpe-me. Estes direitos são invocados quando se trata de quem tem muito dinheiro e muita corrupção a esconder. E Rodrigo Janot, assim como os togados do Supremo, tem-se esmerado para andar totalmente na linha da Lei escrita pelos próprios corruptos. Tanto eles quanto o Juiz Moro, este, a ponta de lança da luta contra a pouca vergonha que grassa há séculos entre os políticos brasileiros, sabem que um mínimo escorregão e virão sobre eles todos os advogados do Brasil, doidos para ser aquele que teve o galardão (triste e reprovável) de colocar em liberdade Sua Excelência, o Corrupto. Com tal façanha, seu escritório de advocacia é guindado aos píncaros do sucesso e ele passará a ser o Advogado da Elite corrupta e corruptora. Ganhará rios de dinheiro mantendo os desgraçados fora das grades da Justiça. Que glória, Sr. Advogado!

Atualmente eu prefiro as aves e os animais irracionais, aos racionais...

Atualmente eu prefiro as aves e os animais irracionais, aos racionais…

Ainda bem que sou um simples cidadão formado em somente Psicologia, nada mais. E me basta. Enquanto os advogados vêem e exploram a miséria humana socialmente escancarada, batalhando para dali tirar fama e dinheiro, nós, psicólogos, vemos as misérias individuais resultantes daquelas primeiras, que esmagam corações e estraçalham vidas demoniacamente. E, na privacidade de nossos consultórios, lutamos para catar os pedaços daquelas pessoas honestas que, de crime, só cometeram, involuntariamente, o de terem nascido brasileiros.

E o brilhante articulista fecha seu artigo com uma tirada típica de um causídico diante do juri: “Sem o respeito aos direitos primordiais de defesa, o empresário, o investidor, o banqueiro e também o trabalhador comum não terão segurança e condições jurídicas para construir o futuro do Brasil”  (Palmas! Urras! Vivas! O Causídico falou!).

Eu, como cidadão brasileiro, sou contra esta lenga-lenga. E sou mais radical. Quem desrespeitou absolutamente os Direitos Humanos, como os políticos corruptos e seus corruptores, merecem bem mais, muito mais mesmo, que o que estão “sofrendo”. Merecem ter seus bens cassados. Todos eles. Sem ressalvar nem um alfinete. Merecem ir para a prisão perpétua, com trabalhos forçados até à morte. E é pouco. Ficarão devendo ainda outra pena perpétua por mais três encarnações.

"Meu bom Deus, não ouve ele. É um caduco do INSS, eu juro!"

“Meu bom Deus, não ouve ele. É um caduco do INSS, eu juro!”

Sobre eles escorre como cachoeira o sangue de milhares de brasileiros e brasileiras que morreram nas portas de hospitais abandonados; de postos de saúde sucateados; e dentro de ambulâncias sem qualquer mínima condição até mesmo de transitar pelas ruas. Sobre eles ecoam os gritos de crianças que, “protegidas em seus direitos”, se perderam da Educação Familiar e se tornaram pequenos tiranos, pequenos monstros que, depois, como animais bípedes, foram para as ruas matar e roubar sem qualquer consciência culpada pela dor que espalharam entre outras famílias desorganizadas pelas Leis de políticos como os que amargam um pouquinho de dor, quando deviam apanhar todo dia, de relho, para sentir realmente o que é sofrer.

Não, senhor advogado, o senhor não devia gastar sua verve para destilar veneno contra as Instituições brasileiras que ainda funcionam num país onde o Crime de Colarinho Branco viceja a todo vapor.

Esta dupla não inspira confiança. Principalmente o "Chuck Brasileiro".

“Alkimin, temos de fazer calar a voz de povão como essa desse velho caquético. Ele é perigoso!”

O senhor sabe muito bem, tanto quanto eu, que a todo Deputado Estadual ou Federal, há uma dezena de OS, INSTITUTOS, FUNDAÇÕES, ASSOCIAÇÕES DE MORADORES etc… que são “escoadouros legais” para as Verbas obtidas através das Emendas Parlamentares. Verbas que deviam ser realmente usadas pelas Prefeituras nas áreas carentes da Saúde Pública, do Saneamento Básico, no Transporte Público, na Educação etc… No entanto, o dinheiro das Emendas Parlamentares desaparecem quase totalmente porque são desviados para estas organizações dependuradas em seus Gabinetes e sob a direção de seus 25 secretários (CADA DEPUTADO FEDERAL TEM 2 GABINETES EM BRASÍLIA E MAIS UM EM SEU ESTADO DE ORIGEM) de cada um de seus três gabinetes. Aliás, para que um Deputado precisa de tantos Secretários? Ninguém explica. Ninguém nem mesmo faz esta pergunta, pois não há a quem perguntar, não é mesmo, Sr. Advogado? O povo, agora, está sendo empurrado a engolir a entrega dos serviços básicos, como Saúde e Educação, a ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, as mesmas que pertencem, por debaixo dos panos da Lei, aos tais Deputados. E os Governantes, como Pezão, no Rio de Janeiro, Perillo, em Goiás, e Geraldo Alkimin, em São Paulo, afirmam de pés juntos que isto vai melhorar “estupidamente” o atendimento ao público usuário, já que o Estado se encontra falido. No entanto, entra OS e mais OS no jogo imoral e nada melhora. Os hospitais continuam caindo aos pedaços (vide Rio de Janeiro na atualidade) e as escolas continuam em petição de miséria (vide S.P.). Uma vez que a Polícia Federal apertou o cerco às torneiras da corrupção de colarinho branco em alta esfera, o negócio é sair pela tangente. E a tangente são as OS e os demais órgãos agregados aos gabinetes dos Deputados, por onde as verbas públicas continuam sumindo imoralmente.

E o senhor vem melifluamente defender os “direitos primordiais de defesa” de crápulas como esses que estão sendo aprisionados pela Polícia Federal e condenados pelo Juiz Moro, com ratificação do Supremo Federal?

Tenha dó!