"É, reconheço: sou um chato de galocha. Mas até que gosto disto, sabia?"

“É, reconheço: sou um chato de galocha. Mas até que gosto disto, sabia?”

Sou um chato de galocha, eu sei disto e não me importo. O mais grato em não escrever para ninguém, senão para mim mesmo, é porque posso escolher o que dizer e como dizer, sem mirar agradar a ninguém. Quando eu pretendia escrever sobre minha Teoria de Psicologia; quando, inocente, eu acreditava que pelo menos as Universidades obedeciam à Lei de Diretrizes e Bases, havia um tema muito importante, causa de meu sucesso como psicoterapeuta clínico. Eu o chamava de Teoria da Vinculação. Não vou falar disto aqui, mas a teoria se prova válida a cada dia em que, analisando os envolvidos nos escândalos que estão sendo expostos como feridas pútridas ao povo brasileiro, eu dela me utilizo para escarafunchar a Identidade dos pobres políticos nacionais e me espanto porque vejo que ela continua excelente para se mergulhar no âmago das pessoas. E eles são excelentes cobaias, embora eu jamais vá-me encontrar com qualquer uma. E dou graças a Deus por isto. Já pensou eu frente a frente com o “Furioso”, a quem nunca perdoei o que nos fez, a nós, empregados das Estatais brasileiras? Não ia prestar…

"Baranguinha, veja como marquei fundo o povo brasileiro. O aposentado não se esquece de mim!"

“Baranguinha, veja como marquei fundo o povo brasileiro. O aposentado não se esquece de mim!”

Meu interesse, neste momento, foca-se totalmente no Lulaça Cachaça, pois o “Furioso” vai ganhar a dele, antes que se consiga trucar as Leis de tal modo que os patifes se vejam anistiados. Para isto a Dilma trabalha à sorrelfa, mas tenazmente. A P.F. está com fogo cerrado sobre o escorregadio Chefão da elite das Lideranças Partidárias do PT. Uma elite que já se deixa vender ao PSDB e anda toda rebolativa para o Alkimin. É certo que Lula vai parar atrás das grades e terá de usar o “boi” para suas necessidades mais fedorentas. Mas não vai estranhar muito, não. Sendo do sertão nordestino, quando ainda totalmente desconhecido e esquecido lá nas brenhas do mato ralo e inóspito, ele fazia mesmo era de cócoras na terra seca e se limpava com folhas até de urtiga, pode crer. O “boi” da cela em que um dia, muito em breve, irá residir por algum tempo, é até luxuoso, coisa que não sucede a outros cupinchas seus, como Marcelo Odebrecht, Otávio Marques de Azevedo, André Luiz Vargas, José Luiz Argôlo, Pedro Corrêa, José Carlos Bumlai e outros similares. Para estes, o “boi” é um horror. A humilhação das humilhações. Pois bem, vocês podem até ficar pasmos, mas eu defendo que um vaso sanitário decente devia ser concedido a todos os encarcerados do brasil. Só que a ralé, já animalizada e sem recuperação graças mesmo aos “não-me-toques”, tomaria os cacos do vaso para transformá-los em arma e aí… 

"Brasileiros, aqui pra eles, ó!"

“Brasileiros, aqui pra eles, ó!”

Todos sabemos que, desde quando a República foi proclamada, o apadrinhamento e o compadrio vicejaram com força total no terreno da política brasileira. Mas isto ficou exacerbado com a ação do Lulaça e seu PTzão. E todos os governadores de Estado mergulharam de cabeça nesta farra. O resultado, agora, é que estão em uma tremenda saia justa com as aposentadorias estaduais. Aquelas que, à parte do INSS, sustentam aposentados e pensionistas estaduais. Pois bem, em vez de chamar os aprovados em concursos públicos, os governadores danaram de colocar em suas vagas apadrinhados à granel. Mas estes, são admitidos através de contratados de prestação de serviços; e na qualidade de prestadores de serviços são regidos pela CLT, logo, seus descontos vão para a Previdência privada. Agora, os excelsos incompetentes e gananciosos governadores de todos os Estados brasileiros estão às voltas com o déficit das aposentadorias estaduais. Não há contribuidores suficientes para sustentar os aposentados e pensionistas dos Estados. E estes, à imitação do que sucede nas aposentadorias federais, saem com todas as regalias conquistadas durante o tempo em que enrolaram como servidores públicos. Nem todos, mas a maioria enrolou, sim. E são justamente estes filhotes do descaso, da preguiça e da sensação ilusória de que esta aposentadoria era muito superior àquela do INSS, que, agora, esperneiam, angustiados, porque se vêem ameaçados de perder a boca que cultivaram por anos e anos a fio. Quando trabalhei no Ministério Público, concursado e aprovado, conheci uma centena desses sangue-sugas. Eles iam ao Ministério assinar o ponto e se escafedeavam. Muitos, amiguinhos das “Chefas” (a maioria das chefias eram exercidas por mulheres), só compareciam ao Ministério no final do mês. Assinavam o livro de ponto, iam receber o salário e sumiam até o próximo dia 30 do mês seguinte. Então, sei bem do que estou falando.

"Graças aos céus o maldito blogueiro não está falando de mim, desta vez. Tomara que fique mesmo só no FURIOSO!"

“Putz grila! Eu não preciso disto, agora, quando prendo vôos mais altos.”

Não é somente o Governo Rio Grande do Sul que está com esta batata quente nas mãos. O do Rio de Janeiro, o de São Paulo, o de Goiás… enfim, todos eles estão sendo inquietados em suas pazes celestiais com a grita dos que se sentem ameaçados de perder o rico dinheiro, pelo qual nada fizeram realmente para merecer.

Mas por que se preocupar? O povão está aí para pagar sempre. Para tampar o buraco, sempre. Para amargar a pior parte dos desgovernos brasileiros. Ninguém vai sair perdendo, exceto os aposentados do INSS. Fora isto, todos ganharão. Somos 210 milhões de almas prontas a carregar a canga da inépcia governamental em todos os níveis. Um dia, quem sabe? aprenderemos a votar. Um dia, quem sabe? nos rebelaremos contra o SISTEMA que sustenta patifes nas alturas e os coloca sempre nas TV’s, nos horários gratuitos (e pelo amor de Deus, pronuncie “gratúito” e não “gratuíto” como ouço na TV a toda hora). A incompetência foi nossa e devemos pagar com resignação o termos cometido tal crime de lesa-pátria: votar em patifes, mesmo sabendo que o são.

"Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa..."

“Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa…”

Mas voltando ao Lulaça, o “oin caidim” deu com a língua nos dentes. Ele já não agüenta ficar sozinho na cela privativa, entre doidos e loucos que urram a noite toda e que têm seus uivos devolvidos por um furioso revoltado chamado Renato Duque. Mais dia menos dia, ele também estará no andar de baixo do Pavilhão 6, no Complexo Médico-Penal de Pinhais, entre os que já não mais têm juízo perfeito… Bom, vamos ao que a imprensa fala sobre o novo adendo do “oin caidim”, que enrola mais ainda a já enrolada vida do Cachaça escorregadio. Segundo o delator, ele recebeu de Lula, como prêmio pelos “excelentes” serviços prestados, um cargo público. Este prêmio custou a bagatela de 12 milhões de reais a todos nós, que pagamos as contas. Mas isto não tem importância para quaisquer lideranças partidárias do Brasil. Muito mais o “oin caidim” fez desaparecer dos cofres do Brasil. Mas como eu disse acima, não tem problema. Nós, Zé Nings, nascemos para pagar a conta e ponto final. Ele esteve diretamente, ou apenas com suas oiças bem atiladas, enrolado nas sujidades dos PETRALHAS e deu mais uma dica, horrível para José Carlos Bumlai e seu grande amigo Lulaça. Segundo o “oin caidim”, Bumlai teve de repassar nada menos que 6 milhões de reais a um tal Ronan Maria Pinto. Este sujeito é detentor de informações altamente comprometedoras das negociatas levadas a efeito pelas lideranças partidárias petralhas. Não vai demorar para que o Cachaça volte a depor na P.F. Aliás, acho que esta Polícia está “amaciando” o bicho, pois sendo idoso e já viciado na boa vida criminosa, pode ter um infarto e cair duro, quando se vir trancafiado com um “boi” à sua disposição.

Afe!!!