Noite aperreada do Lulaça, atualmente. O maldito triplex já o está fazendo se tornar tricotilofagista.

Noite aperreada do Lulaça, atualmente. O maldito triplex já o está fazendo se tornar tricotilofagista (dê dois cliques pressionando as teclas Ctrl e (+). A cada toque, o texto aumenta e você pode ver melhor a figura).

“Chora, doutor, chora!/Eu sei que o medo de ficar pobre/ Lhe apavora/ O senhor tem um triplex/ pra morar/Mas eu tenho um barraco e um amor/Ai, ai, ai, doutor/Ai doutor/E devo isto à Dilma doida/E ao senhor/Chora doutor!”  É, Lulaça Cachaça já começa a, escondidinho como sempre, derramar lágrimas de arrependimento. Mesmo que a Lava-a-Jato não o meta em cana, certamente que este horror porque está passando vai-lhe fazer um bem “danado“. E é danado porque foge à diretiva sempre adotada pelo Social-comunismo, goste ou não quem seja disto e me lê. Como estamos vendo, no Social-comunismo os países sempre derrapam para a zorra em que se encontram Brasil, Argentina, Venezuela e Bolívia. Mas o que diabo é Social-comunismo? Bom, até onde pesquisei a coisa começa com Jean Jacques Rousseau, lá nos tempos do assim chamado Iluminismo, mais precisamente no Século XVIII, com a França disparando na frente com idéias revolucionárias não somente para aqueles tempos pretéritos, como também para os nossos dias. Sempre os franceses à frente. Ô gente danada, sô! Mas vamos lá. Vamos ver se consigo colocar ao rés do chão o falatório enrolado dos emproados conhecedores e estudiosos do assunto. Eu não o sou, logo, tenho o direito de errar e dizer besteira, embora vá batalhar para não o fazer.

Obelix, o gaulês que representa a garra do povo francês e sua capacidade de lutar.

Obelix, o gaulês que representa a garra do povo francês e sua capacidade de lutar.

Os franceses passaram a defender o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”. Isto custou alguns pescoços famosos de nobres arrogantes, mas o lema fixou-se na mente dos grandalhões com inhaca de branco-azedo. O pau comeu lá nas terras do Obelix, mas o país deu uma guinada e tanto e chutou a bunda de muitos nobres metidinhos a besta. E foi desta corrente de pensamento que se pariu o pensar socialista e o pensar liberalista.

O socialismo, a princípio, surgiu como a corrente de pensamento que se voltava para a criação de algo novo, baseado no ideal de um modelo tanto cooperativista como harmônico de sociedade, procurando encontrar uma conciliação das perspectivas liberais e igualitaristas do Iluminismo. Destacaram-se os pensadores Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837) e Robert Owen (1771-1858). Mas a coisa estava muito amórfica e não havia diretivas nem organização político-social capazes de serem compreendidas e, melhor ainda, postas em prática pelos cidadãos iletrados (naqueles tempos poucos eram os que sabiam ler e escrever, embora a França já se destacasse entre os países como o mais culto). Exatamente devido a esta incapacidade de colocar em prática objetiva o ideal, o Socialismo passou a ser designado, pejorativamente, de Utópico. Utopia, todos sabemos (e quem não sabe e me lê vai saber agora), quer dizer algo que está fora da realidade; algo que nunca foi realizado no passado nem poderá vir a sê-lo no futuro. Pronto, você pode seguir em frente e me entender, bixim.  

Karl Marx, o pensador que terminou nos legando uma diarréia ideológica dos diabos. O Lula que o diga.

Karl Marx, o pensador que terminou nos legando uma diarréia ideológica dos diabos. O Lula que o diga.

Na prática, embora a idéia do Socialismo fosse bonita e se tivesse tornado o assunto das elites, não havia uma estratégia capaz de colocá-lo em prática no País. E foi quando surgiram dois sujeitos mais instruídos na prática da Ciência da época. Falo do Socialismo Científico, modelo de socialismo elaborado por Karl Marx (nascido em 1818 e falecido em 1883) e Friedrich Engels (nascido em 1820 e falecido em 1895) que ficou conhecido também como marxismo.

Do pensar marxista brotou, ao mesmo tempo, um método que possibilitava compreender o processo histórico chamado Materialismo Histórico e, concomitantemente, Materialismo Dialético. Este processo foi profundamente inspirado na filosofia de Hegel, que se pode compreender como um método de se compreender as relações das produções econômicas, destacando-se a teoria da mais-valia e da exploração. Finalmente, como uma proposta revolucionária de implantação de uma sociedade socialista por meio da “ditadura do proletariado”, cuja fase última seria o comunismo – termo que já tinha sido usado por Robert Owen, mas que só se tornou popular com a tradição do pensar de Karl Marx.

"Então, meu caro, você concorda comigo: ser Oligarca é muito melhor, não é?"

“Então, meu caro, você concorda comigo: ser Oligarca é muito melhor, não é?”

Bom, ao surgir a tal “ditadura do proletariado” as idéias francesas degringolaram para o buraco da violência do nós contra eles, que, atualmente, experienciamos de modo amargo, mas que, espero eu, nunca mais vamos esquecer — se conseguirmos retirar o nosso país deste modo de vida horrível que é dividir o povo de uma nação em grupos antagônicos entre si, o que, de certo modo, nos leva aos antigos romanos, cuja filosofia de dominação se baseava justamente no dividir para governar.

Marx e Engels criam que o Capitalismo viria, no futuro, a ser totalmente superado e destruído. (Tadinhos, como estavam errados…). Mas o certo é que para eles o capitalismo, devido a que estimula desmesuradamente a gula e a ganância, o domínio do rico sobre o pobre e a exploração do operário pelo industrial e coisa e tal, que aos seus olhos (e aos nossos também) constituem seus defeitos (e que ainda vigem com vigor neste século III a.D.), terminaria se auto-destruindo. Então, superado o capitalismo, restaria a revolução do operariado para a implantação do comunismo marxista. A classe trabalhadora, expropriada de seus meios de subsistência, iria se tornar decisiva na destruição da ordem burguesa e sua substituição pelo Socialismo. Mas Marx e Engels não pregavam o Socialismo como fim. Viam-no tão-só como uma etapa intermediária e necessária na transição para se alcançar o “paraíso” da sociedade comunista. E este “paraíso” se concretizaria no momento máximo da história humana, quando a sociedade não mais possuiria as horríveis classes sociais, destruidoras da Moral e da Dignidade humanas. Ideal é ideal, né não, gente? 

"Pra cima dos petralhas, brasileiros! Abaixo o social-comunismo. Ou isto, ou morrer lutando!"

“Pra cima dos petralhas, brasileiros! Abaixo o social-comunismo! Ou isto, ou morrer lutando!”

No Comunismo Ideal a sociedade já não se dividira em classes sociais e não haveria a propriedade privada, tão defendida ferrenhamente pelo modo Capitalista de se viver (e que é o em que estamos acostumados, aqui, no Brasil). A idéia de possuir uma propriedade estimula na pessoa males morais, como a usura, a ganância, a disputa, o exibicionismo, a concorrência, a traição, a mentira, a corrupção, a crueldade, o assassinato por ganância e, finalmente, o crime de lesa-pátria (e os petralhas são exemplos gritantes de tudo isto e muito mais). 

O Estado, no ver de Marx e Engels, transformar-se-ia num instrumento da classe dominante (ué, mas eles não eram contra as classes na sociedade humana?). Mas a saída a este impasse é que o Comunismo não aceita as classes sociais entre os serviçais, o povão, os Zé Nings, entre nós. Só há a classe dos cabeças do Partido (e é aí que o diabo se solta, como acontece na China na Rússia e no Brasil dos Petralhas).

"Errei sim, manchei o Brasil, mas foi a Dilma a culpada! E o triplex não é meu!!!"

“Errei sim, manchei o Brasil, mas foi a Dilma a culpada! E o triplex não é meu!!!”

E ao determinar o Estado como propriedade da Classe Dominante todo o pensamento bonitinho dos dois espertalhões vai pras cucuia. Na verdade, o Comunismo é um imperialismo cretino, safado, cruel e mentiroso (e a Dilma segue à linha este último traçado filosófico deste pensar torto). Ainda que não percebendo que sua má idéia disfarçada numa extensa explicação filosófica para justificar o injustificável, os precursores dessa desgraceira que caiu sobre nós, o pensar Social-Comunista, pregava que através do Comunismo a humanidade chegaria, finalmente, à mais completa igualdade entre os cidadãos. Eu não se eles estavam num tremendo pileque, quando chegaram a tal conclusão, ou se aqui chegaram porque eram mesmo danados de maliciosos e gananciosos. O certo, contudo, é que eles trabalharam com afinco na construção de uma prática combativa, sempre na linha do nós contra eles, buscando organizar a classe operária, a assim reconhecida “classe trabalhadora” (como se empresário não trabalhasse) para uma guerra feroz contra a classe dos “burgueses”. 

Esta idéia é a que rege o PT e nós, brasileiros, que sempre fomos livres nesta terra onde cantavam os sabiás (hoje quase extintos, como tantas aves canoras lindas que vêm desaparecendo sem defesa e tornando nossa natureza silenciosa, graças aos desgraçados contrabandistas de aves), estamos, neste início de Século, amargando um desgoverno estarrecedor. Ainda bem que os Tribunais Regionais Federais estão seguindo os passos do brasileiro MORO e se danaram a caçar os Quasímodos políticos do PT e, por extensão, do PMDB, do PSDB, do DEM, do PP, do PSOL, do PROS e vai por aí a fora.

Gente, quiçá muitos de meus leitores vão parar a leitura pela metade só porque adentro um passo, somente um passo, na intrincada rede suja do estudo das filosofias Políticas. Mas, gostando ou não, a humanidade – e nela estão os que não gostam de Política – está inteirinha enredada nas malhas dos que pensam, vivem, criam e implantam regimes políticos. Não há um único ser vivo humano, a não ser os silvícolas que vivem sem contato com os assim chamados “brancos”, que não esteja totalmente dominado pela Política. Ela se deita com ele e se levanta com ele. Ela passa o dia todo ditando cada segundo de sua vida. E não adianta bobamente dizer “eu não gosto de política”, pois a Política adora esses idiotas alienados. São os votos irresponsáveis deles que mantêm os corruptos no Poder.

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