Foto do Dr. André Luiz, quando encarnado.

Foto do Dr. André Luiz, quando encarnado.

Li, numa mensagem de watsup que um médium da confraria de André Luiz, em uma sessão interna, recebeu uma mensagem onde alguém do alto astral diz que o zika virus é uma provação que espíritos devem passar porque, em encarnações anteriores, estragaram sua mente com maquinações perversas (assim como fazem os “cumpãeiros petralhas da cúpula). Foram maquinadores contumazes de corrupção (te cuida, Honesto Lula!), intriga, traição, mentira, falcatruas das mais sujas etecetera e tal, sempre visando “levar vantagem em tudo”, ainda que às custas de enormes prejuízos de terceiros (Ih, Honesto Lula, este negócio tá fedendo a barba suja, não tá não? E a tua…). A mente pervertida das vidas anteriores, são, agora, punidas e os espíritos voltam à encarnação com uma dura provação: por toda a existência carnal de agora, serão incapazes de atingir o nível sub-humano em que nos encontramos (embora creiamos firmemente que somos verdadeiramente humanos, nós não somos. Vejam, a Dilma e sua turma, por exemplo. São expoente de um dos mais abjetos pecados mortais humanos: a Mentira = holocausto de pobres e miseráveis, no Brasil petralha.).

O médium ainda transmitiu a mensagem do espírito oculto que afirma que “aqui em cima há centenas de doces almas femininas batalhando por uma oportunidade de virem a ser as mães ternas de infelizes criaturas, etc, etc, etc…).

Eu, no ambiente em que mais gosto de estar - a Natureza Pura. Não sou de Ogum, sou de Oxóssi.

Eu, no ambiente em que mais gosto de estar – a Natureza Pura. Não sou de Ogum, sou de Oxóssi.

Bom, tenho dito – porque é verdade – que sou espírita. Mas também tenho dito – porque também é verdade – que não sou, nunca fui nem jamais serei um dominado por qualquer doutrinação. Mesmo tendo visto acontecer em meu corpo, meu Elemental Físico, maravilhas realizadas em poucos minutos por uma entidade espiritual, ainda assim não sou de me curvar e aceitar todos os delírios de certos fanáticos da doutrina espírita. Até prova em contrário, para mim o médium acima teve um surto deliróide. Já deve andar misturando realidade material com realidade virtual espiritual, graças aos milhares de livros que eu, pessoalmente, não agüento ler porque são escritos num linguajar exageradamente meloso. Tão meloso que me dá arrepios. E para não fugir à regra, a mensagem que me enviaram também era cheia de salamaleque gongórico de dar náusea. Mesmo assim, estoicamente, fui até o fim.

Bom, que me desculpem os espíritas fanáticos, mas discordei do tal espírito superior. Esse negócio de o espírito ter de vir à encarnação para resgatar um débito anterior já me perturbou um tempão. É verdade que por um tempo eu aceitei a tese porque não tinha nada a lhe opor. Mas não significou que eu me curvaria totalmente a ela. E tanto estudar e pensar sobre o tema, cheguei à conclusão que a história não é bem assim. Senão, vejamos:

a) O Criador de Tudo, absolutamente Tudo, não conhece os conceitos humanos de bom ou mau, de bem ou mal. Também não conhece o significado de “punir”, “errado”, “erro”, “certo” e coisas semelhantes. Ou seja, no meu modo de entender as coisas, Ele não vive numa realidade dicotômica, como nós vivemos enquanto espíritos humanos encarnados em elementais físicos (corpo orgânico). Assim, na Realidade do Supremo, d’Aquele Que Não Tem Nome, não há oposições. Há uma Realidade que é Única, Global, onde não vingam conceitos avaliativos nem classificativos. Ora, a partir daqui, pode-se concluir rapidamente que a idéia de pecado opondo-se à santidade é inócua. Ou seja, é uma criação de um punhado de homens que só podem explicar a excelsitude em contraposição a uma suposta indecorosidade. No Reino do Absoluto tal dicotomia não existe, senão aquele Reino não seria do Absoluto.

O anoitecer é um fenômeno cósmico que influi poderosamente não somente no corpo físico-químico, mas também na imaginação criativa do corpo Mental.

O anoitecer é um fenômeno cósmico que influi poderosamente não somente no corpo físico-químico, mas também na imaginação criativa do corpo Mental.

b) Nossa necessária e indispensável vivência de uma realidade dicotômica de opostos assim o é devido mesmo às condições planetárias terrestre. Por exemplo: o fenômeno mais total que sucede a cada 12 horas é a alternância da luz com as trevas. A ausência daquela, causada pela rotação do planeta sobre si mesmo nos dá e a todos os seres viventes aqui, a ilusão de que há um “dia” e uma “noite”. Nossos corpos, por sua vez, reagem à luz e à sua ausência com respostas de despertar (ação) e de dormir (quietude). Mas estes vocábulos são termos que só têm significados quando referidos àqueles períodos da rotação planetária. Do mesmo modo, ainda quando não tínhamos a capacidade de nos expressar com uma linguagem gramatical coerente, nem por isto deixávamos de perceber algo alto em comparação com algo baixo. Uma montanha com um vale, por exemplo. Uma cachoeira com o lago abaixo, formado por suas águas despencando lá de cima. No mesmo raciocínio, ainda quando sem a capacidade da expressão lógica verbal, podíamos perceber, como todo animal assim o faz, a distância e a proximidade; o frio e o calor; o cansaço e o repouso, a alegria e a tristeza, a fome e a saciedade, a atração e a repulsa… e assim por diante. Percebíamos independentemente da fala, estas dicotomias da realidade objetiva na existência terrena, por isto, não foi senão natural que estruturássemos nosso modo de conceituar o mundo ao nosso redor (e aquele interno a nós, relativo às reações emocionais e aos nossos pensamentos e juízos) num sistema dicotômico.

À noite seu rugido faz arrepiar os pelos de qualquer um.

À noite seu rugido faz arrepiar os pelos de qualquer um.

c) No princípio, tudo o que nos era desconhecido, amedrontava-nos. A escuridão e os ruídos causados por insetos, batráquios, animais de médio ou grande porte caçando, queda de galhos secos, farfalhar de folhas sopradas pelo vento, o pio do Urutau ou da Coruja, o estralejar das pinças de milhares de formigas caçando à noite… enfim, uma infinidade de ruídos estranhos nos amedrontava. Éramos – e ainda somos – os seres mais fracos dentre os que viviam e vivem sobre a crosta terrestre. Em todos os sentidos. Por isto talvez tenhamos sido impulsionados pelo MEDO a acelerar o desenvolvimento de nosso cérebro físico, de modo a que respondesse às nossas necessidades emocionais, das quais, a principal era (e ainda o é fortemente) a de segurança. Em um mundo dicotômico, não podíamos desenvolver uma estrutura perceptiva e cognitiva que não fosse baseada também nestes dois pilares fundamentais para nós: segurança e insegurança.

d) Centenas de livros já foram escritos sobre a necessidade que temos, inata, de encontrar uma explicação para tudo o que nos rodeia. Esta necessidade, eu pude comprovar quando estudei hipnose para empregar em psicoterapia. Um dos experimentos da hipnose que mais nos demonstra o quanto a segurança e o controle sobre nosso ambiente e nossas ações são poderosos no ser humano foi o seguinte, feito por nós, estudantes da extinta U.G.F. Coloca-se uma pessoa hipnotizável (nem todas o são) em estado hipnótico e se diz a ela que assim que despertar irá pegar o guarda-chuva (colocado propositadamente dentro da sala de aula antes que os sujeitos experimentais ali entrassem), e o abrir, dando três voltas pela sala com ele aberto. Então, fechará o guarda-chuva, recolocá-lo-á no lugar onde estava e voltará a se sentar na cadeira. Tão logo retirávamos os sujeitos experimentais do estado hipnótico, eles faziam exatamente o que lhes tinha sido sugerido quando hipnotizados. Perguntávamos, então, a cada um dos quinze sujeitos, porque tinha feito aquilo. Ele pensava um pouco e respondia: “Eu queria confirmar se o guarda-chuva tinha mesmo um furo que eu pensei que tivesse”. Outros davam respostas semelhantes, como “eu vi uma haste torta e quis confirmar se era verdade”; ou “não sei. Achei que era um velho guarda-chuva que eu perdi no mês passado, aqui na Faculdade”. Ou seja: todos eles (quinze sujeitos experimentais em experimentos realizados em dias diferentes e todos estudantes de cursos e de turnos diferentes do nosso, logo, sem se conhecerem entre si) deram desculpas que explicavam aquele comportamento inusitado dentro da sala de aula. Isto confirma o que muitos antropólogos, psiquiatras, psicólogos, sociólogos, historiadores e outros estudiosos que afirmam que precisamos explicar tudo o que sentimos, vemos, ouvimos, tocamos ou provamos por uma forte necessidade de coerência e segurança. Se não o conseguimos, ficamos fixados nesta necessidade que se remete à necessidade de segurança profundamente enraizada em nossa Identidade Individual como fundamental para nossa tranqüilidade. Assim, quando historiadores dizem que nós criamos os Deuses e o próprio Deus Único por necessidade de nos explicarmos os fenômenos que não compreendemos ainda, não o fazemos em função de milagres ou coisas fantásticas acontecidas fora da realidade conhecida, mas sim motivados pela necessidade de segurança, que só é obtida quando fechamos todas as “gestalties” em aberto na nossa percepção. 

e) Ora, outros pesquisadores já comprovaram, experimentalmente, que quando acontece o falecimento, alguma coisa (chamada comumente de Espírito, Alma etc…) se desprende do corpo e mantém a consciência de fenômenos pós-morte. Há inúmeros livros descrevendo experiências pós-morte, algumas descrições assustadoramente apavorantes, outras, lindíssimas. No entanto, eu não preciso mais deles, visto que fiz vários desprendimentos, como é comumente denominado em espiritismo, ocultismo e teosofia, quando, então, deixei meu corpo e fui a diversos lugares. Lamentavelmente, só “viajei” sobre a superfície da Terra e nunca me encontrei com qualquer entidade boa ou má, em tais “viagens”. Fui avisado, quando estudava Teosofia, que fazer isto fora da supervisão de alguém mais adiantado no assunto e em ambiente não preparado me colocava em perigo gravíssimo, pois meu perespírito (para os espíritas) ou cordão prateado (para a Teosofia, o Budismo e o Ocultismo) podia ser atacado por inúmeras entidades não da Terra Física, mas da Terra Etérica e Astral, como os vermes astrais ou etéricos, e isto poria minha vida em grave risco. Eu não o fazia por querer; acontecia em horas inesperadas, geralmente depois do almoço, na sesta. Mas a idade foi passando e esta capacidade, por não ser treinada e explorada controladamente, desapareceu. No entanto, fui a lugares em que jamais havia ido, antes. Depois, anos depois, estive naqueles lugares e me lembrei de onde, exatamente, estivera no desprendimento. Busquei informações com algumas pessoas e cheguei até o local. Então, há algo, sim, que à falta de melhor denominação, aceito como Espírito. Além de visitar locais onde estivera em projeção astral, também, quando nestas, eu ouvia todos os pensamentos de todas as pessoas de quem me aproximava, mesmo que fossem centenas, como no passeio público da Avenida Atlântica, à beira-mar, no Rio de Janeiro, num domingo. Não somente ouvia, como compreendia todos eles, simultaneamente. E, mais fantástico ainda, eu sentia as emoções que energizavam aqueles pensamentos. É uma experiência que por mais que se deseje, jamais se conseguirá descrever.

f) Então, mesmo quando tentamos descrever uma experiência de projeção astral, temos de nos servir da compreensão dicotômica, ou ninguém nos entenderá. Voltando, agora, ao Incriado, como eu disse acima, em sua Dimensão Divina esta dicotomia necessária aqui entre nós não existe. E se não existe, os conceitos dicotômicos de errado-certo; punição-prêmio, também não fazem sentido. E se não fazem sentido, a conclusão que me parece mais correta é a de que a famosa Lei do Retorno ou Lei do Karma não existe. Ora, alguns leitores também espíritas, baseando-se na passagem bíblica em que Jesus pergunta a seus discípulos “O que dizem os homens (sobre) quem eu sou?” e a resposta de seus discípulos “Uns dizem que és Elias, outros, que és João Batista”, concluem que aqui se confirma, mesmo que os evangélicos neguem isto, que já naquele tempo o próprio Jesus, admitia a reencarnação. A pergunta é: por que um espírito reencarna? Qual sua necessidade disto, visto que o Criador não lhe impõe nenhum resgate de qualquer dívida (erro), uma vez que tais conceitos não são válidos em Sua Dimensão?

Os croMagnons deviam ser assim, segundo a reconstrução dos arqueologistas. E terminaram como somos atualmente.

Os Cro-Magnons, ancestrais de longo passado nosso, deviam ser assim, segundo a reconstrução dos nossos atuais arqueologistas. E terminaram como somos atualmente.

g) Creio firmemente que os Espíritos, conforme o mesmo Jesus o disse taxativamente, são deuses, visto que são centelhas divinas ou criações do Incriado. A razão de estarem aqui; de vivenciarem esta dimensão mínima dentre a infinitude de dimensões que nós desconhecemos (dizem os Budistas e Teosofistas que há 72 dimensões, mas pode haver infinitamente mais. Ao Incriado não se pode impor limites e o que Ele quer e cria está infinitamente fora do alcance de qualquer homem), deve ser a necessidade de fazer um curso de aprendizagem sobre a parte mais densa e mais necessária para o início da Evolução destas pequenas centelhas divinas que, um dia, num futuro jamais imaginável por nós, tornar-se-ão verdadeiramente deuses todo poderosos e criadores e regentes de infinitas galáxias em infinitas dimensões. Ninguém, atualmente, desconhece que a Física Quântica descobriu que realmente existe um infinito de mundos paralelos à Terra, em dimensões muito diferentes da dimensão em que no momento existimos. 

h) Ora, a aprendizagem de um Deus deve ser algo extremamente exigente e extremamente grandiosa. Se aceitarmos, ao menos por agora (pode ser que se venha descobrir que a Terra é somente o princípio do início da aprendizagem espiritual), que aqui estamos para explorar à exaustão não somente a constituição físico-química do planeta e de tudo o que nele há, mas também o que podemos fazer com tudo isto, transformando os elementos e as coisas segundo nossa vontade e nossa necessidade por detrás desta vontade, então, podemos compreender parte do que nos acontece. Temos LIVRE ARBÍTRIO e isto não somente no plano legal ou filosófico humano. Nosso livre arbítrio espiritual deve permitir-nos regressar a esta existência em busca de mais aprendizagem e mais evolução. Os que viveram os Séculos XV e seguintes, não podem se satisfazer com o pouco que tinham ao seu dispor para aprender. Necessariamente gostariam de retornar para ampliar seus conhecimentos. A Terra, vista por este prisma, não é um lugar de provação, mas sim de aprendizagem. Aqui, neste laboratório do Espírito, podemos criar, alterar, modificar, combinar e fazer o que nos esteja ao alcance e, para tanto, temos o direito de retornar quantas vezes quisermos, não porque tenhamos de expiar alguma dívida, mas porque necessitamos de aprender. Quando agimos, por exemplo, de tal modo a ferir emocionalmente, contrariar desejos, frustrar objetivos ou exterminar a existência de um Elemental Físico, talvez seja porque tanto o espírito que o habitava quanto o meu, que habita seu próprio Elemental Físico (corpo orgânico), precisassem experienciar as intensas energias das reações emocionais destrutivas de que somos capazes de vivenciar. Para o Espírito Imortal, um corpo mortal não tem qualquer importância. É um instrumento de aprendizagem, de experimentação e nada mais. O Espírito sabe que poderá ter quantos quiser, depois de ter deixado um que já não mais lhe serve aos objetivos.

i) Um espírita, a esta altura, me perguntará como é que explico a existência do Limbo (purgatório para os cristãos católicos). Eu lhes respondo que não vivemos, enquanto espírito, em um único envoltório denso, para não usar outro conceito mais complicado. Ensinam-nos a Teosofia e Ocultismo, que nosso espírito habita quatro corpos distintos, e só existindo os três além do físico-denso é que podemos viver nesta dimensão trina. O primeiro corpo é o físico-denso ou corpo químico. Este corpo é um elemental da Terra e, como tal, tem vida própria, independente daquela, espiritual. Para que você, leigo, entenda melhor este ensinamento teosófico, veja este fato objetivo. Quando dormimos e estamos totalmente inconsciente de nosso corpo (espiritualmente até mesmo projetado em outras dimensões das quais pouquíssimos de nós se recorda quando de lá retorna), ele nem por isto morre. Ao contrário, suas funções vitais continuam normalmente suas atividades. O coração continua bombeando o sangue; a pressão arterial continua sendo mantida sob a faixa de normalidade e comodidade vitais; as vísceras continuam trabalhando, ainda que em menor intensidade; as defesas orgânicas continuam batalhando contra micro-organismos invasores… Enfim, a vida orgânica segue em frente independentemente da vontade espiritual.

j) O segundo corpo é constituído de um fio finíssimo de matéria sutilíssima em comparação com a que constitui o corpo químico orgânico. Na verdade, é por este fio azul-leitoso, que em tudo é absolutamente igual ao físico denso e o constitui porque só por ele é que as células e suas organelas se prendem em uma ordem perfeitamente funcional; e só por ele é que correm as energias vitais necessárias à Vida na Forma Física, que nós vivemos enquanto seres que aprendem através dos cinco sentidos supostamente pertencentes ao corpo físico-químico. Se você duvida disto, então anestesie uma parte de seu corpo. Sente-se, por exemplo, sobre sua perna direita dobrada sob o corpo. Em determinado tempo você deixará de sentir a parte inferior da perna. Mesmo que a belisque ou a fure, não sentirá a dor disto resultante. É que a interrupção momentânea da circulação do sangue e concomitantemente do fluxo de energia CHI ou PRÂNICA pela expulsão da contra-parte etérica daquele membro, retiram daquela parte física a sensação. Acontece a mesma coisa se você tem seu dente anestesiado pelo dentista. Ele extrai seu dente e você não sente a dor. Isto acontece porque a anestesia física interrompe o fluxo do PRANA vital, expulsando daquela região, momentaneamente, a estrutura etérica que a molda e vivifica. Ou seja: nossos cinco sentidos, pelos quais conhecemos e nos adaptamos às condições necessárias à vida orgânica na Terra, não existem realmente na carne, no corpo físico-químico, mas sim no seu Duplo Etérico ou Contra-Parte Etérica do corpo físico. Este, é como um escafandro que protege o homem dentro dele.

k) O terceiro corpo, luminoso, é constituído de outra qualidade de matéria. Esta, luminescente, é infinitamente mais sutil que aquela das duas outras. Este terceiro corpo é chamado de Elemental Emocional ou Corpo Emocional e é nele que acontecem as reações emocionais, subdivisões especializadas da Energia Sentimento, o Amor Divino, Cósmico, que nos energiza sob as mais variadas formas de reações emocionais, desde a mais rústica, o desejo, até a mais sublime, a beatitude. As emoções são energias cósmicas responsivas aos estímulos sociais e ambientais. A atuação da Emoção no corpo físico se dá especialmente através do sistema endócrino. São as diferentes qualidades de Reações Emocionais que definem a qualidade hormonal que devem ser produzidas pelas diversas glândulas componentes deste sistema. 

l) O quarto e último corpo é constituído de Matéria Mental Inferior (o Plano Mental se subdivide em Mental Superior e Mental Inferior). É neste corpo que se processam os pensamentos e as complexas formas de raciocínios dedutivos, indutivos, inferenciais etc… Ora, em cada um destes corpos há uma vida incipiente, mas que aprende e tende a reter por um tempo suas experiências e suas aprendizagens. Quando o Espírito humano perde a casca física-orgânica, ainda fica aprisionado na casca etérica, que também tem sua aprendizagem e vai batalhar por se manter vivificado o mais tempo que puder. E a matéria densa é muito mais poderosa que a centelha espiritual em aprendizagem. Isto significa que o Espírito Humano está ainda aprisionado em três corpos que precisam “morrer” antes que ele possa, finalmente, ser novamente livre para avaliar sua evolução, suas aprendizagens e suas deficiências. Ele tem de esperar que tanto o envoltório emocional quanto o mental inferior se desfaçam e as emoções e pensamentos a elas adstritos também desapareçam. Enquanto tal não ocorre, o corpo mais forte, mais dominante dos três, o mental inferior, passa a ditar o quê os outros devem fazer e o como agir. Daí que aquelas aprendizagens estreitas que ainda vigem poderosamente nas memórias mentais do corpo mental inferior são dominantes e, penso eu, é com elas que muitos espíritos se manifestam nos mais variados centros espíritas. Se comunicam fatos e dão ensinamentos errados, não cometem crime, apenas são entidades com vida elemental que buscam sobreviver e agir como agiram quando estavam unidas à matéria densa. E se aprenderam que há a tal Lei do Karma, passam a transmitir esta idéia como se ela fosse real, pois na realidade o é ainda para ele.

m) O Espírito Humano, a Centelha Divina que nos faz os deuses a que Jesus fez referência, tem a seu dispor estes quatro corpos e, convenhamos, é um trabalhão danado para ela compreender, coordenas as energias que fluem por cada um deles e organizar todo um processo complicado de aprendizagem espiritual nos quatro “campos” em que deve viver por um tempo.

n) O processo do Desencarne (ou morte, para os mais simplórios), não acontece somente no corpo físico-químico, não. A “morte” sucede pelo menos quatro vezes, antes que o Espírito verdadeiro fique realmente livre para se avaliar e se definir quanto ao que deve aprender ou quanto ao que deve aprimorar em suas aprendizagens anteriores. E estas aprendizagens se deram em seus quatro corpos “densos”. Ora, como se viu acima, o corpo físico-químico tem uma vida que lhe é inerente, própria e independente da vida da Centelha Divina. Ele se volta primordialmente para o mundo ao qual pertence – o físico-denso. Isto faz que a Centelha Divina (Espirito) tenha de executar um trabalho hercúleo para dominá-lo e fazer que lhe obedeça as ordens. Isto é dificílimo, você tem de concordar. Nada é mágico nem fácil no caminho da Evolução. Como bem o disse o Rei dos Reis, “o caminho do céu é estreito, solitário e cheio de espinhos”. Por outro lado, já dizia Hermes Trismegisto: “O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”. Ou seja: o Espirito Humano cria aqui em baixo um reflexo (imperfeito) do que existe no Mundo da Beatitude Absoluta, o Mundo do Incriado. Então, suas tentativas de legislar e regular a vida manifestada na Forma é um trabalho de titã. Ele busca o Equilíbrio entre seus quatro corpos. Sem este equilíbrio, ele erra em suas tentativas e precisa, por si mesmo, buscar o acerto porque é para isto que está nesta aprendizagem de vir a ser um Deus. Por isto, não é crível que tendo de enfrentar tamanho desafio, sem vacilar e sem desanimar, ele se veja preso a uma Lei punitiva, ou corretiva, como querem alguns. Não. O Espírito humano encarna quantas vezes ache que necessita disto e, a meu ver, não cria nenhuma dívida para com outro Espírito ou para com um grupo de espíritos, pois todos agem de conformidade com suas necessidades específicas de aprendizagem. Todos colaboram entre si, mesmo que tais colaborações implique em um país se atirar sobre outro, torturando, aterrorizando, enfurecendo e obrigando aquele povo a reagir com violência proporcional à que sofre. Só assim é que o Espírito aprende grandes coisas a respeito da Dor, do Medo, do Desespero, da Raiva, da Ira, da Revolta, da coragem, do heroísmo, da abnegação, da renúncia e da vingança. É desta experiência fantástica que retira um cabedal de aprendizagem que não teria, sem criar as condições para tais vivências. Ele precisa inarredavelmente deste conhecimento, senão, como poderia ser um Deus criador, no futuro? Se um é violento e o outro é sua vítima, ambos devem saber a necessidade destas experiências. Não há um Juiz condenando ou perdoando o que quer que seja. Cada Espírito é seu próprio juiz. Não há Lei obrigando-o a tal ou qual serviço punitivo, o que lhe tolheria a Liberdade de Ser.

Finalizando: eu não creio mais na tal Lei do Karma porque ela não faz justiça ao Amor do Inominado Senhor Divino, ou a Energia Fôhat que impregna todos os níveis de matéria em todos os Universos paralelos que existam e que desconheceremos por evos e evos à frente.

Não podemos dicotomizar Deus, caso contrário jamais o compreenderemos.