O sorriso que insulta o Brasil (ÉPOCA, 2016, nº 924 - Geraldo Bubiniak, fotógrafo).

O sorriso que insulta o Brasil e mostra o desrespeito por nós todos (ÉPOCA, 2016, nº 924 – Geraldo Bubniak, fotógrafo).

É esta a mensagem subliminar dos ladrões de todos os tipos, colarinho branco ou não, quando, no “brasil” petralha, a P.F. põe a mão no pescoço gorduroso dos bandidos. Não dos miseráveis, que matam a tiros de trintoitão sem dó nem piedade, olhando direto nos olhos de suas vítimas indefesas. Mas nos pescoços luzidios, gorduchos e taurinos, de “gente bem”, que não mata um a um, mas sim a centenas pelo “brasil” a fora. Gente que não se apiada da dor dos que assistem seus parentes morrendo à míngua nas ruas sem segurança, nas estradas esburacadas, nos hospitais e UPAS abandonados, nas enchentes das cidades por carência de infra-estrutura, nas escolas desorganizadas, com professores perdidos com uma grade de ensino ensandecida e racista por natureza. Estes, quando pegados pelos cangotes luzidios, insultados até à alma podre com a ação da Justiça brasileira ainda cambiante; quando percebem que já estão sem qualquer possibilidade de salvação, revoltados com a “falta de consideração” por sua riqueza roubada e suja de sangue inocente, bradam de imediato o bordão que encima esta crítica.

"Não é meu, gente. Acreditem! Foi uma idéia infeliz de alguns amigos. Ele não é meu! Eu juro!!!"

“Não é meu, gente. Acreditem! Foi uma idéia infeliz de alguns amigos. Ele não é meu! Eu juro!!! Snif! Snif!”

“O tríplex não é meu! E não sou dono do sítio de Atibaia. É tudo armação!” Ou seja: apareceu em minha conta, mas juro que não é meu. Alguém botou esta coisa aí para me incriminar, logo eu, a alma mais honesta da face da terra!”

Que grosseira ironia…

Que desrespeito e que menoscabo pela inteligência do povo brasileiro. Mesmo daqueles que já não mais contam com uma escola de qualidade e os que, já envelhecidos, perderam o trem da instrução na juventude.

A Mônica é primária e, como tal, desembestada. Ainda acredita que o que acaba de desabar em sua vida é somente um grão de areia. Que vai voltar para o exterior e continuar a ser paparicada e enricada pelo trabalho do Servo da Mentira, seu marido, João Santana. Um patife que nos envenenou as vidas através da indução à mentira deslavada de Dilma Rousseff, a marionete do Barbudão Belzebu. Mas a mancha que lhe caiu em cima não sai assim, tão facilmente. Se não for condenada à cadeia (e as probabilidades são grandes, pois a impunidade ainda reina com força entre nós), o que bem merece, certamente será sempre olhada com desconfiança pelas pessoas honestas onde quer que estejam. E elas se afastarão da desastrada como se esta sofresse de mal contagioso. E sobrará para seus filhos e filhas e netos e netas, pois o sangue de uma nação não escorre só no lugar onde pisa o assassinado. Ele mancha o olhar, o sorriso, o maneirismo e a própria Imagem dos que colaboraram para que escorresse doridamente, temperado com as lágrimas dos desesperados.

"Eu estou bem. Minha consciência já não mais esperneia. Venci!" Será mesmo, Maluf?

“Eu estou bem. Minha consciência já não mais esperneia. Venci!” Será mesmo, Maluf?

Como estarão se sentindo Renan Calheiros, Eduardo Cunha, José Sarney, Paulo Maluf, Pedro Barusco e uma infinidade de outros ladrões de colarinhos brancos, vereadores, Prefeitos, Deputados, Governadores e Senadores? Eu não gostaria de estar na pele de nenhum deles. Sim, eu sei que podem fechar as portas de suas suntuosas mansões aos olhares rancorosos dos traídos. Mas não podem fugir à Mídia não regulada pelo PT. Não podem deixar de ir às compras, aos teatros e às festas a que são convidados e onde, invariavelmente, verão pessoas discretamente se distanciando deles e evitando apertar-lhes as mãos. Perceberão que, onde quer que estiverem, só estarão bem no meio dos companheiros ladrões e traiçoeiros, que não hesitarão em jogá-los às feras tão logo se vejam ameaçados de escândalo e prisão. Só terão liberdade de circulação entre sorrisos falsos, entre gente traidora, mentirosa, que abraça tendo uma rosa na mão direita e um punhal na esquerda. Como se pode sorrir em tal meio? No entanto, têm que sorrir, pois os holofotes da tortura psicoemocional, os flashes das máquinas da Imprensa, estão sempre sobre eles. Como vampiros que buscam a escuridão do esquife, bem que gostariam de afastar aqueles a quem chamam raivosos de “abutres da Imprensa”, mas não podem.

Noite inquieta. Consciência pesada. Sensação de opressão. Agonia. Insônia. E pela manhã, tem de fingir que está vitorioso, mesmo com o coração aos pulos... Melhor teria sido ter morrido de câncer, quando teve chance.

Noite inquieta. Consciência pesada. Sensação de opressão. Agonia. Insônia. E pela manhã, tem de fingir que está vitorioso, mesmo com o coração aos pulos… Melhor teria sido ter morrido de câncer, quando teve chance.

Como será o encontro com suas consciências, à noite, quando deitam suas cabeças nos travesseiros? Mentira e negação o tempo todo? Tentativa desesperada de fuga de si mesmo? Sim, com certeza é assim. Mas ninguém foge à própria consciência. Ninguém pode silenciar a voz que não tem boca, nem corpo, nem som. Ninguém pode tirar de si a Centelha Divina e esta, quando fala no silêncio da noite, faz um barulho insuportável. Quem tem consciência pesada sabe muito bem disto.

Alguns podem apelar para o álcool. E certamente conseguirão alguns minutinhos de sossego e paz. Uma paz agoniada, nebulosa, confusa e de onde ressurgirão com a boca amarga, o fígado abalado, diarréico, irritado, com o pensamento confuso e, pior, com a bendita consciência a trovejar acima de tudo isto: CULPADO.

CULPADO! CULPADO! CULPADO! E este eco infernal é mantido pela Imprensa que nunca perdoa, sempre em busca de escândalos, pois é nos escândalos que ela se ceva. Ai da Imprensa Livre se não fossem os escândalos, políticos ou não. Seria falência na certa.

Desespero de quem já foi bajulado até pelo Presidente dos EUA. Que feio, Lula. Será que uma Ideologia Partidária vale tanto? Até tua alma?

Desespero de quem já foi bajulado até pelo Presidente dos EUA. Que feio, Lula. Será que uma Ideologia Partidária vale tanto? Até tua alma?

E os culpados desviam o olhar das bancas de jornais, pois não suportam ver suas fotos encimando chamadas desmerecedoras e acusadoras. De que vale milhões, talvez bilhões, nos cofres dos bancos, se a honestidade não pode ser comprada nem, muito menos, silenciada? E eu espero que meus artigos sejam lidos por eles ou por amigos seus, a fim de que ecoem com força em suas almas condenadas. Que minhas palavras não lhes levem paz, mas agrura, muito mais agrura aos seus já desesperados corações. Que minhas palavras lhes azedem o alimento, mesmo aquele da marmitex servida nas celas da Federal. Não, eu não posso perdoar; não posso passar a mão pela cabeça dos genocidas brasileiros. Entendo porque os judeus também não o fazem com os que os mataram à luz do dia. Aqui, mata-se com esmero, com movimentos disfarçados e palavras mentirosas. Aqui, o genocídio é muito mais cruel. Os alemães nazistas eram toscos, rudes, brutos e primários. Os nazistas daqui, ainda que não exibam a suástica como seu símbolo e, sim, a foice e o martelo, cometem o genocídio com requintes de crueldade e mentiras bem estruturadas. Os criminosos daqui são muito mais cruéis e desalmados do que os alemães de Hitler. Acho que para estes, o Criador concedeu perdão. Mas certamente não o fará com os nossos carrascos. E eu acho que esta é a verdadeira Justiça, pois se eles tiverem o direito de retornar ao nosso meio, certamente farão mil vezes pior o que fazem hoje, com nosso país.

Mônica, são meus votos que suas noites sejam cada vez mais aperreadas; mais desesperadoras; mais angustiosas. São meus votos que você amaldiçoe o seu marido por ser o Servo do Mal. São meus votos que sua boca se torne fétida e repulsiva, tão repulsiva que nem o Servo do Diabo consiga mais beijá-la. São meus votos que você venha a sofrer de artrose galopante e que todas as juntas de seu corpo, feio, diga-se de passagem, se torne um desespero para si.

São meus votos, a todos petralhas e amigos de petralhas, que o Diabo logo lhes venha arrebanhar suas almas danadas e queimem por um manvantara inteiro (3.420.000.000 de anos terrestres). Não suas centelhas divinas, que estas são inalcançáveis. Mas isto a que Yehoshua chamava de Alma Mortal e nós, atualmente, chamamos de Personalidade.

Que vocês se danem. Amém.