Mãe de criança morta por bala perdida se desespera. Rio de Janeiro.

Mãe de criança morta por bala perdida se desespera. Rio de Janeiro.

Matheus, 5 anos, negro. Ryan Gabriel, 4 anos, negro. Ruan Bruno, 2 anos, negro. Estas são três das milhares de crianças que foram mortas neste Brasil de aloprados em alguns anos. É o futuro deste país sendo ceifado já no nascedouro. Ora, dizia Aquele que é adorado por todos os que se dizem cristãos, que tudo o que nos acontece não acontece por acaso. Há uma vontade férrea por detrás até das mais mínimas coisas, boas ou más para a visão humana. Então, quando as balas perdidas acertam cabeças e troncos de crianças que vivem nas ruas das outrora favelas brasileiras – hoje “comunidades” – há uma Vontade Superior determinando isto. Uma Vontade que foi revelada por Aquele que se anunciou como sendo O Filho de Deus feito homem (ou feito carne, como quer a Religião Católica). Mas, pergunta-se, por que Ele quer que tantas criancinhas sejam mortas inutilmente, apenas pelo crime de estar brincando à porta de suas casas pobres, nas “comunidades faveladas” das grandes cidades? Afinal, as balas perdidas bem podiam voar um tiquinho mais alto, furar as frágeis paredes construídas com tijolos vazados dos ricos e caríssimos edifícios pavoneados, e atingir a cabeça perfumada e limpa de meninos brancos que também estejam distraídos, brincando com seus brinquedos caríssimos. Mas não. Aquele que Não Tem Nome só faz morrer os filhos de pobres e negros. Filhos de brancos e ricos, não. Estes, são a elite e devem viver para, ao crescer sempre gozando do bom e do melhor, se tornarem polititicas e continuarem a fazer cumprir Sua sentença estranha: “criança negra e pobre, que viva em favela, tem de morrer de bala perdida. Criança branca e rica, principalmente no Brasil, deve viver em paz, estudar em bons colégios e estar sempre a salvo da selvageria do povo. Selvageria que é causada e mantida justamente por pais riquinhos e ricaços às custas da roubalheira desenfreada que praticam sobre os que não têm como se defender” (e aí devemos dar vivas ao PT e sua filosofia demoníaca do “nós contra eles”). 

Mas aí vêm os espíritas e, quais vermelhinhos danados do PT, gritar em defesa do Deus Cruel: “Não é que Deus seja mau. É que aquela criança é um espírito que foi muito mal(*) em encarnações passadas. Seus pais, também, têm dores a expiar em função das dores que causaram a outros, no passado”. Bom, então, pergunto eu, o que vale mesmo é o velho mandamento da Lei de Moisés: Dente por dente e olho por olho. No frigir dos ovos, quem esteve sempre certo foi Moisés e, não, Aquele que veio em Seu Santo Nome. Ou estou errado?

Ônibus em chamas. Será que isto vai trazer de volta a vida ao corpo da criança morta por bala "perdida"? A bandidagem acha que sim...

Ônibus em chamas. Será que isto vai trazer de volta a vida ao corpo da criança morta por bala “perdida”? A bandidagem acha que sim…

Mas voltemos às “comunidades”. Uma criança cai morta por uma bala que jamais será sabido de onde veio. A mãe grita desesperada e com o cadáver nos braços rodopia desorientada aos berros de “Acudam! Mataram meu filhinho!” Pronto. Está dada a ordem para a baderna. Gente tomada de “humana revolta” se atira ferozmente sobre os ônibus, os únicos transportes de que a plebe que vota em partidos comunistas e trabalhistas dispõe para, espremidos e chacoalhantes, irem para o trabalho e de lá voltarem nas mesmas condições miseráveis e desrespeitosas. Uma bestialidade sem tamanho avassala a plebe ignara e ela, furibunda, bestial, ensandecida, toca fogo em doze ônibus de uma só tacada. E como se não bastasse, lá se vai a turbamulta vingativa depredar bancos, saquear supermercados, jogar pedras para todo lado e insultar os policiais burros, que chegaram sempre de armas em punho e mandando bala pra todo lado, tudo porque estão borrando as calças com medo de também serem atingidos por alguma “bala perdida” saída dos canos das armas modernas e sofisticadas das quadrilhas extremamente bem treinadas em guerras de guerrilha. 

Isto acontece pela Vontade do Pai? Mas que paizinho filho daquela senhora, não?

Eis os bandidos sanguinários chamados Policiais Militares. Eles não têm alma nem família nem nada. São apenas assassinos e pronto.

Eis os bandidos sanguinários chamados Policiais Militares. Eles não têm alma nem família nem nada. São apenas assassinos e pronto. E são negros também.

A Polícia é, então, execrada pelos jornais, nos noticiários e em revistas de todas as facções. Vira, ela mesma, neste país de aloprados, a bandida por excelência. Os cidadãos comunitários-favelados se arvoram em juízes e, algozes furiosos, pedem a cabeça dos assassinos de farda. A corregedoria policial arma aquele teatro para punir o policial criminoso. E no final, eis que ele volta à comunidade, dispara mais uma bala perdida, acerta mais uma criança inocente e tudo recomeça. Quem se desespera são os empresários donos de ônibus que, obrigados pela Lei, se esforçam para oferecer condução de qualidade, mas o povão burrão, à morte de uma criança favelada, parte pra cima dos ônibus que estão parados, dentro das garagens, e colocam fogo neles. Enquanto, nos outros países civilizados, a Polícia é símbolo de segurança para o cidadão, ao menos é assim que elas nos são pintadas, aqui, os policiais são sinônimos de bandidos fardados. Eles não são pais de famílias. Eles não têm coração. Eles não são filhos daquele Deus que não permite que nem uma folha caia do galho de uma árvore sem que ele diga: “agora, sim, você pode cair”. No Brasil, policial é a escória da escória da criminalidade. Só o desgraçado policial dispara balas perdidas. O cidadão bandido, não. Eles têm fuzis com mira lêiser e não cometeriam um erro tão crasso e tão vil. Isto é coisa de policial bandido e pronto.

Também desesperados ficam os donos de supermercadinhos que batalham pela vida, pelo pão-nosso-de-cada-dia arduamente. A turbamulta não leva em consideração que sua família (a dele, do comerciante. É preciso que eu esclareça, pois o paulistanês não entende português) também é feita de carne e tem necessidade de casa, comida, saúde e paz, principalmente esta, pois o Estado não dá sossego aos que ousam tentar a vida pelas sendas do Comércio. Quem por aqui se arrisca (pelo comércio, paulistanos. Não é pelas linhas deste texto) é verdadeiro herói anônimo. Se não acredita, pergunte a qualquer cobrador de impostos.  

"É por estas e outras que eu vou ser banqueiro, se Deus quiser! Vou largar este negócio de ser comandante do exército vermelho brasileiro. É uma bagunça, Deus me livre!"

“É por estas e outras que eu vou ser banqueiro, se Deus quiser! Vou largar este negócio de ser comandante do exército vermelho brasileiro. É uma bagunça, Deus me livre!”

Quem torce as mãos rechonchudas com a depredação dos bancos são os banqueiros. Aconteça o que acontecer entre a plebe ignara, eles sempre ganham. E muito. Têm o resseguro do Brasil que cobre com fartura todos os prejuízos dos banqueiros. Por isto, eles torcem para que a plebe ignara arrebentem agências bancárias: torcem intensamente para que guerrilheiros explodam os caixas bancários e levem todo dinheiro ali havido. Eles vão ter muito lucro. Eles ganham sempre. Por isto, uma criança a mais na lista macabra que o Deus Furioso faz crescer entre nossa plebe estupidificada pela bandidagem bem treinada em guerra de guerrilha, não leva nenhum par de olhos banqueiros às lágrimas de tristeza, mas sim de alegria, quando a estupidez dos cidadãos comunitários-favelados, incitados pelos guerrilheiros acoitado no meio deles, os incentiva à desordem e ao quebra-quebra idiotizado. Quanto pior, melhor, não é o que diz a Aloprada do Planalto?

"Peraí, cara! E eu, como é que fico? Onde vou meter minha cara?"

“Peraí, cara! E eu, como é que fico? Onde vou meter minha cara?”

Pois é. E está tudo ficando cada vez pior. Não para os polititicas, que estes jamais se dão mal. O Zorro Moro vai sair envelhecido, corpo caquético, lágrimas nos olhos e arrependido de ter bancado o herói entre um povo de merda, que não está nem aí para a Educação Cívica e para a aprendizagem do que realmente é a POLÍTICA, a Verdadeira. O brasileiro quer a polícia para seu vizinho, para si mesmo nem pensar. Quem erra é sempre o vizinho. O que ele faz é certo e justo e pronto. Não vê o Lula, que, apesar de ladrão e corrupto até à alma se define, na maior cara de pau, como a alma mais honesta do mundo? Ele é o píncaro da sem-vergonhice nacional brasileira.

Mas não fique triste não, bichim. Tudo isto é pela Vontade do Criador, que não permite que caia uma folha do galho de uma árvore sem sua autorização. Deve andar muito ocupado esse deusinho do passado moséico (não mosaico porque mosaico é apenas um ladrilho colorido, não é não, faladores do paulistanês?). 

Diante da realidade enlouquecida deste Brasil de aloprados, onde o Bem é substituído pelo Mal e o Bom perde terreno para o Ruim, O Pai se escafedeu. Largou as rédeas deste povo que já foi Seu (novamente, para os que falam o paulistanês, esclareço que este Seu se refere ao Pai e, não, ao leitor que me lê e é de São Paulo. Não opto pelo paulistanês “foi dele” porque estas palavras formam um cacófato muito feio e condenável pela boa Gramática) e se mandou para outra galáxia, uma bem longe desta Via Láctea, que de Láctea só tem o nome. Nós, brasileiros, emporcalhamos toda a galáxias. Vai ser bom assim no diabo que te carregue, ô xente!

(*) Mal, mesmo, e não Mau. Quero-me referir à danação que jaz na alma do infeliz menino de agora, que morreu de bala perdida. Ele é um doente espiritual, não um perverso (mau) por motivos sociais, finitos.