"Gentalha, os novos devem se manter lá, bem longe de nosso território. Isto aqui é nosso e de nossos descendentes. Não fiquem assanhadinhos com a Lava-a-Jato, não. Ela vai passar. Nós, ficamos."

“Gentalha, os novos devem se manter lá, bem longe de nosso território. Isto aqui é nosso e de nossos descendentes. Não fiquem assanhadinhos com a Lava-a-Jato, não. Ela vai passar. Nós vamos ficar.”

AUTO-CRÍTICA ÁCIDA

Morri de rir. Estou ficando velho e tenho descoberto minha veia sádica, que eu pensava que não tinha. Mas tenho. E como! A estatística dos que me lêem caiu drasticamente quando escrevi sobre nosso idioma. Só ridículos 94 visitaram o blog. Nem sei se todos leram alguma coisa ou se, assustados, bateram em retirada ou, como se diz por aqui, deitaram o cabelo e sumiram no braquiara. O velho português ainda assusta; e ler, atualmente, é um terror para todo mundo. Ir além das duas linhas do twitter é demais. Segundo meus filhos, a maioria sofre curto-circuito nos neurônios cerebrais. Eles até me dizem que estou escrevendo para defuntos. Pode ser. Afinal, eu mesmo sou uma múmia que ainda anda teimosamente. Já devia estar deitadinho e em silêncio lá na cidade dos pés juntos. Mas como a turma lá de cima não pensa em mim, vou ficando por aqui mesmo e na falta de coisa melhor para fazer… Escrevo. E quando consulto a estatística verifico quais assuntos despertam interesse no oceano de incógnitos que há depois dos muros de minha casa. E os assuntos que escolho… É um desastre estatístico. Mas eu gosto. As estatísticas me dizem para onde estão indo os cegos guiados por cegos. E eu não quero ir na mesma direção.

"Deixa eu explicar! A gente fez um esforço danado para montar este belíssimo esquema de assalto ao Erário Público, mas com parcimônia. Quem estragou tudo foi o povo do PT! Nós vamos consertar o que eles fizeram. Tudo vai voltar a ser como era e todos seremos felizes."

“Deixa eu explicar! A gente fez um esforço danado para montar este belíssimo esquema de assalto ao Erário Público, mas com parcimônia. Quem estragou tudo foi o povo do PT! Nós vamos consertar o que eles fizeram. Tudo vai voltar a ser como era e todos seremos felizes. Vocês, eleitores, nossos mendigos; nós, excelências, seus senhores. Não é uma maravilha?”

A POLITITICA NACIONAL BRASILEIRA

Vejam só, ontem fui a um encontro de pseudos-eleitores de minha filha. A nova Lei de regulamentação dos procedimentos para os que, novatos, desejam adentrar o Olimpo da Roubalheira para tentar combater os ratos que ali pululam, foi escrita de modo sádico e com um único propósito: dificultar ao máximo qualquer tentativa de um membro egresso do povão para adentrar a Caverna de Ali-babá. Os velhos larápios não querem intrusos no ambiente que eles construíram desde quando retomaram o NOSSO Poder das mãos dos militares. Para eles, a Polititica é deles e está consolidada. Não deve ser mexida. O caixa-2 nem de leve deve ser combatido. A boa-vontade empresarial para os sagrados campeões brasileiros da Polititica não deve ser desviada para os novos. Devem permanecer fiel aos velhos vendilhões do templo. Os novos que se virem e andem apenas dentro do estreitíssimo caminho que a nova Lei determina. Claro que neste momento de angústia para os larápios do Erário Brasileiro (e dos miseráveis aposentados que pedem empréstimo consignado e sem saber alimentam a Gleisi Hoffman e seu maridinho bandidão), a maré não está pra peixe. Tem gente angustiada e até uns que jamais choraram em suas vidas e que se viram obrigados a ensaiar umas lagriminhas de crocodilo de revolta contra a perseguição que os Zé Ninguéns brasileiros lhes movem impiedosamente. Por que é que um povinho de m… tem de se meter no “larga-que-é-meu!” que vinha tão bem montadinho? Agora, a Polícia Federal, com o apoio dessa gentalha que só serve para votar, anda toda assanhada capitaneada pelo Moro, um juizinho metido a besta. Vai dar um trabalhão arrumar de novo nosso maravilhoso esquema…

A RELIGIÃO

"Orgasmo pastoril, quando percebe que o redil está lotado!"

“Orgasmo pastoril, quando percebe que o redil está lotado!”

No tal encontro a que compareci havia uma senhora de aparência bem humilde. Tímida, sentou-se num banquinho, dispensando a cadeira que lhe ofereceram. Tinha um sorriso trêmulo na face maltratada pela vida dura que certamente viveu até aquele dia (e certamente continuará vivendo até seu último suspiro). Sua roupa era surrada e de cores apagadas. Seus dentes tortos e alguns mal consertados por algum dentista de UPA ou coisa semelhante. Calculei, pelo seu modo de falar, que não tinha ido além do primeiro grau. Quando minha filha fez o convite para que todos comparecessem ao grande encontro que o Partido ia realizar com seus afiliados – entre os quais mais da metade dos presentes se incluem – ela gaguejou, meio sem jeito: “Eu não posso ir. Domingo é dia de culto e se eu falto, o pastor me castra”. Pronto. A raiva subiu como uma lava quente de meu peito até minha garganta e eu não me controlei e deixei escapar minha revolta, falando baixo e entredentes.

— É revoltante que pastores cerceiem o direito dos cidadãos e das cidadãs brasileiros em defesa de seus cofres. Cercear as pessoas de exercerem seu direito de serem cidadãs ativas é um crime de lesa-pátria!

A mulher se encolheu e, gaguejando, disse: “Não, senhor, eu disse é que não posso convidar as pessoas lá no templo. Se eu fizer isto o pastor vai-se zangar comigo”. Piorou a emenda. A raiva me fez apertar os punhos com força. Eu tinha de me controlar, afinal a reunião não era minha. Acenei afirmativamente com a cabeça, suspirei fundo e me calei à força. Mas pastores, ou seja lá que título se dêem os que dizem “pregar a palavra de Deus” (como se Deus tivesse boca!) , não têm nenhum direito legal de cercear a liberdade de qualquer pessoa, qualquer cidadão ou cidadã brasileiro. Nossa Constituição é bem clara: “Art. 5º, Inciso II – Ninguém será obrigo a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei”. E no inciso VIII ela diz mais claramente que: ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;”

Ora, insisto, nenhum pastor (ou padre, ou babalorixá ou seja lá quem seja) pode, diante da Constituição, suprimir dos que freqüentam sua igreja o direito cívico de participar ativamente da vida Política de seu Município, de seu Estado e de seu País. O próprio Cristo disse bem alto: “Dai a César o que é de César; e a Deus o que é de Deus”. E a César cabe não somente o dinheiro do povo, mas também a obrigação de o empregar bem em defesa deste mesmo povo, pois é de seu trabalho árduo que vem aquele dinheiro do qual César é somente um administrador e nada mais. No Brasil, os pastores evangélicos (não todos, admito, mas uma parcela significativa, que cresce a cada dia que passa) acham que devem usurpar o que é de César (e do povo) e isto é crime. Ha 15 dias, noutra igreja, ouvi um pastor repreender veementemente uma de suas jovens “ovelhas” porque ela ousou dizer, durante o Rito do Testemunho (?), que leu um determinado livro (do qual já esqueci o título) e que tinha gostado muito disto. O tal pastor babou na gravata, ficou com os olhos injetados, tremelicou dos pés à cabeça e sapecou uma repreensão furiosa sobre a pobre moçoila. Ainda não entendi porque ela não se mijou toda, tal era a fúria “celestial” do danado. Ao final, aos gritos, o desgraçado bradou que em seu rebanho só era permitido se ler o que está na Bíblia. E ponto final!

Os homens-bomba do famigerado Estado Islâmico. Se o evangelismo continuar com vai, quando teremos os homens-bomba aqui também?

Os homens-bomba do famigerado Estado Islâmico. Se o evangelismo continuar com vai, quando teremos os homens-bomba fanáticos aqui também?

Esta escravatura religiosa tem de ser combatida entre nós, ou vamos caminhar para um estado de coisas muito similar àquele que emburrece os estúpidos suicidas-assassinos islâmicos. Os pastores proíbem ilegalmente que suas “ovelhas” pastem fora de seu território de dominação, mas não proíbem que votem, com predileção por candidatos pastores. Há alguma coisa muito podre neste terreno e a Lei devia voltar sua atenção para ele, antes que seja tarde.

A JUVENTUDE.

Mas, dizia eu, fui ao encontro de caráter político de minha filha. Muita gente jovem. E adivinhem? Todos com os olhos e a atenção fixados na telinha mágica de seus celulares. Ninguém querendo ouvir o que minha filha falava. Não prometia emprego? Não interessava. Não prometia uma “molhada de mão” em troca de votos? Não interessava. Não tinha bufunfa para pagar uma bebelança” lasqueira? Não interessava. Sabe de uma coisa? Eu admito revoltado que a juventude está capturada ou, como se diz na gíria dos morros e dos guetos brasileiros, está tudo dominado pela Vivo, pela Oi, pela… Ui, Ai, socorro!!! E suas mentes não mais são capazes de pensar além das besteiras que lêem avidamente naquelas coisas malditas. Talvez por isto fujam às carreiras quando entram neste blog e aqui e dão com um dinossauro falando de língua e gramática…

Eu sorrindo

Sou um chato e sei disto. Mas há quem goste de limão, não é não?

A CONTINUAÇÃO DO ESTUDO DA PREPOSIÇÃO

Bom, vamos deixar, por enquanto, de lado os pastores emburrecedores e retomemos nosso idioma…. Já vai? Boa viagem! Mas eu vou escrever sobre o Português do Brasil, sim. Ao menos ficará registrado que houve um esforço real de se preservar não somente o idioma brasileiro, mas também a independência do Brasil, pois um povo que não fala sua língua natal, é um povo que já nasce escravizado.

Vamos entender o que seja locução prepositiva. O vocábulo locução significa modo de falar; linguagem; expressão; frase ou grupo de palavras que equivale a uma palavra. E o vocábulo prepositiva significa o que diz respeito à preposição ou que tem sua natureza; que faz as vezes de preposição.

Entendido isto, vamos à definição gramatical de locução prepositiva. É o grupo de palavras empregado com valor de uma preposição. A locução prepositiva é constituída geralmente de um advérbio ou de uma locução adverbial seguida da preposição de, a ou com. Exemplos:

a) O menino ocultou-se atrás do celeiro.

b) Não viemos por causa da barreira.

c) O bloqueio policial estava em frente a casa de meus pais;

d) Esta petição foi redigida de conformidade com as normas estabelecidas.

As locuções prepositivas também podem ser formadas de duas preposições. Exemplo: a locução de per si ou a locução até a e, também, a locução para com

Bom, você tem mais um tiquinho assim de informação sobre as locuções prepositivas. Parece um bicho de outro mundo, mas não é. E se isto lhe acontece, quero dizer, se você teve estômago para ler até aqui e estranhou muito o que leu, é porque ou já se esqueceu desta pequena parte da gramática de seu idioma natal, ou nunca o estudou de verdade. Então, qualquer que seja o caso, aproveite para reler, e reler, e reler. Com certeza alguma coisa ficará em sua memória e quando você for empregar estas preposições se lembrará de que está usando seu idioma corretamente. E sentirá grande alívio, pois estará saindo da hipnose das asneiras que são escritas nas tirinhas e nos comentários do Face.

Até nosso próximo encontro…

Se você ainda tiver coragem de vir até aqui.

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