SÃO PAULO – CELSO RUSSOMANO BATE HADDAD – FOLHA DIGITAL, dia 15/07/2016

Polititicão, ele continua firme na Mídia, rindo e esbanjando "simpatia". Isto é Brasil.

Polititicão, ele continua firme na Mídia, rindo e esbanjando “simpatia”. Isto é o Brasil do presente. Quando aquele do Futuro chegará?

Em 15 de julho, hoje, a FOLHA, publica em sua primeira página: Justiça Federal condena Celso Russomano por PECULATO (jornal aberto). Mas parece que os paulista não leram o jornal nem viram o crime do político. Estão trocando seis por meia-dúzia. Deste jeito, o Brasil nunca terá jeito. Ou, talvez, os eleitores paulistas já não mais tenham qualquer poder sobre o que fazem e desfazem os polititicas do Estado. O PODER já lhes fugiu totalmente do controle e, agora, é assistir impotente a peça bufa e fedorenta dos pulhas brigando para substituir pulhas. A cana devia ser de dois anos e dois meses de prisão em regime fechado (ano: 2014). Mas polititica preso? Só em Curitiba. E olhe lá! Em São Paulo o bicho continua soltinho da silva e mais: disputando e ganhando o direito de ameaçar os paulistas com seu futuro desgoverno. Um polititica jamais faz nada pelo povo, quer seja em um Município, quer seja no Poder Central Brasileiro.

ENQUANTO ISTO, CARLINHOS CACHOEIRA CUMPRE PENA DE PRISÃO DOMICILIAR. ONDE? NUM HOTEL CINCO ESTRELAS À BEIRA-MAR E SEM TORNOZELEIRA ELETRÔNICA (PORQUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM MAIS ESTE TROÇO)

Isto só pode ser escárnio da “JUSTIÇA” dos protetores de ladrões de bilhões. Ladrões de milhões já cumprem pena com tornozeleira eletrônica e ladrões de tostões cumprem pena é no chiqueiro mesmo pra deixar de ser besta. Mas se é do Crime Organizado, bem, estes podem pagar advogados de porta de cadeia e mal chegam à delegacia são imediatamente soltos. E vão matar policiais e delegados para que não mais os incomodem.

E o cidadão? Quem? CIDADÃO! Ora, isto não existe. A não ser para, nos dias de eleição, darem votos de mentirinha aos candidatos cujas caras lavadas estão sempre repetindo as mesmas asneiras em nossas TV’s. E se vocês não sabiam, aqui em GNA até as editoras que fazem os santinhos dos candidatos são “compradas” pelos grandes partidos para que não imprimam os santinhos dos candidatos novos. Como eu já venho denunciando aqui (sem qualquer eco), os velhos bandidos temem a onda nova que pode chegar para lhes dar mais dores de cabeça do que já o faz o Moro.

"Cara! Cê vai jogar a toalha?"

“Cara! Cê vai jogar a toalha?”

Mas hoje não estou muito animado pra falar de polititica. Estou doente. E toda doença nos prostra, principalmente se somos idosos. Então, vamos direto ao que me interessa (a vocês, claro que não. Mas não importa. O blog é meu e escrevo para mim. O resto… É o resto, ora).

Vou falar um tiquinho assim sobre as Preposições Acidentais. São aqueles vocábulos que se empregam como preposições, embora não pertençam realmente a esta classe gramatical. Eis alguns exemplos:

conforme; consoante; durante; exceto; mediante; menos; salvante, exceto, tirante (são formas nominais de verbos que se fixaram como preposições. Não devem ser flexionados quando empregados nesta função. Ex: salvante os juízes, o resto está doente de pouca vergonha), salvo e segundo. 

Exemplos: Tudo o que eu disse está conforme com a Gramática Brasileira;

Tu ages consoante o grupo a que integras;

estive rememorando minha vida durante o tempo que esperava a consulta. 

Exceto tudo o que já escrevi, o conteúdo deste post é chato.

Ganharás a eleição, mediante pagamento de uma ajudazinha de custo ao teu partido.

"Merreca, meu! Vou ter de aprender tudo isso, é?"

“Merreca, meu! Vou ter de aprender tudo isso, é?”

E chega. Vocês podem perfeitamente encontrar por aí milhares destas preposições empregadas em jornais, livros, revistas etc… O que interessa é que ao lerem-nas não o façam sem saber a razão de estarem elas ali.

Agora, vejam só: as proposições não possuem significação própria, intrínseca. A significação de qualquer preposição depende do verbo a que estão ligadas. Isto é um complicador danado para os gramáticos e os estudantes. Assim, se um falador do “paulistanês” disser: “comprei ao mercado um quilo de sal por preço salgado”, não há como ser censurado. Pode? Pode. A preposição “a” pode ser empregada por “de” ou por “em”. E é por isto que os paulistanos danaram a empregar esta preposição a torto e a direito. Mas nem tanto ao mar, nem tanto ao ar, gente. Tem de ter bom senso. Há verbos que requerem uma determinada preposição e só ela. Empregar outra é incorrer em erro. Vejam se entendem o que digo.

Comprei A Pedro o livro de matemática = Comprei de Pedro o livro de matemática.

Enviei A Pedro nesta missão. Aqui, não se pode dizer: Enviei DE Pedro nesta missão.

Enviei DE Pedro este jornal. Aqui, não cabe dizer: “Enviei A Pedro este jornal” como oração similar ou correspondente, pois os significados das orações mudam com o emprego da preposição. Enviar o jornal de Pedro não é a mesma coisa que enviar o jornal a Pedro. Compreendeu a razão de eu ter ficado esticando este assunto das preposições? Elas são escolhos dentro de nossos sapatos lingüísticos. Há que se ter muita atenção ao empregar as preposições ou, então, comete-se cada paulistanada de amargar.

Os paulistanos, desde os idos de 1960, vêem tendendo a colocar a preposição em grande número de orações e expressões gramaticais. Mas não é errado dizer Tudo está a meu gosto“; ou A meu modo de entender“; ou A oito de fevereiro faço 15 anos“. Embora o comum é se dizer tudo está conforme meu gosto“; ou tudo está segundo meu gosto“; e “No meu modo de entender“;  e “Em oito de fevereiro faço 15 anos. Enfim, pode-se trocar o emprego de algumas preposições por outras, até para embelezar ou estilizar a oração, mas tem que se conhecer a Gramática para não meter os pés pelas mãos. Tem-se de estar atento à regência verbal, senão comete-se cada paulistanada que é de doer.O emprego da preposição “a” a torto e a direito cai no emprego de galicismo (ou francesismo) e isto é feio em vernáculo português. Por exemplo: não diga “Sopa A tomate”. É galicismo. Diga, em vez disto: Sopa DE tomate. É português do bom. Também não diga “falar AO telefone”. É galicismo. Diga: “Falar no telefone”. É português do bom. Não diga Tocar AO piano”. É galicismo. Diga: “Tocar NO piano”. É português do bom. Também não diga “Nada tenho A fazer”. É galicismo. Diga em bom português: “Nada tenho POR fazer” ou: “Nada tenho PARA fazer”. Pode dizer também: “Nada tenho QUE fazer”. 

Note que com os verbos IR e VIR a preposição A indica transitoriedade de movimento. Ex.: “John veio ao Brasil fechar um contrato”. Significa que John veio, mas não vai ficar; vai retornar ao seu país. Do mesmo modo: “Fui a São Paulo comprar roupas” significa que eu fui para voltar; que não vou permanecer em São Paulo. Já quando se deseja indicar que quem foi a algum lugar foi para ficar, para permanecer lá, a preposição indicada em português é PARA. “John veio ao Brasil para morar”; “Fui para São Paulo a serviço”. Nestes dois exemplos desejo indicar ao meu ouvinte que John não vai retornar ao seu país e que eu  fui para permanecer em São Paulo. Este detalhe no emprego de nossas preposições enriquecem e embelezam tanto nossa fala quanto nossa escrita. Coisa que só o Espanhol, o Italiano e o Francês (outras línguas derivadas do Latim, mas que não são importantes no mundo não entram aqui) têm igual.PARA também é empregado para indicar destinação. Exemplo: Eu vou para o Centro-Oeste; você, para o Sudeste. PARA indica o destino que devo tomar, não significando obrigatoriamente que devo ficar naquele lugar e você, em outro.

Para finalizar, vou chamar a atenção para um erro que vem ficando mais e mais arraigado no falar “papular”. Não diga “Entre EU e TU”. Em vez disto diga: “ENTRE MIM E TI”. Os pronomes de primeira pessoa não são regidos por preposições. Mas você pode dizer “ENTRE MIM E VOCÊ (corruptela de Vossa Mercê. Este tratamento foi-se transformando ao longo do tempo e passou por “Vosmicê” – “Vancê” e, finalmente, “você”). Então, se se pode dizer “ENTRE MIM E VOSSA SENHORIA” e “ENTRE MIM E VOSSA EXCELÊNCIA”, também se pode dizer “ENTRE MIM E VOCÊ”, visto que VOCÊ é tratamento cerimonioso de terceira pessoa e significa VOSSA MERCÊ.  

A gente se encontra por aí.