Falei sobre ser a Identidade como uma corda. Não sei se você foi capaz de compreender esta comparação. O que eu quero dizer é que durante nosso crescimento como pessoa social, individualizada, vamos desenvolvendo a capacidade de APRENDIZAGEM de um modo tão profundo que até hoje a Psicologia não chegou a abordar o assunto totalmente. Aliás, como tudo nesta Ciência. Ela puxa uma ponta e… Lá se vem um Everest.

Como se faz uma corda? Vários fios finos são enovelados sobre si mesmos e formam um cordão que, juntados a outros cordões igualmente assim formados, dão o cabo ou a corda. Pois bem, nós temos vários fios que deverão ser enovelados sobre si mesmos para, depois, na maturidade, dar o que nós compreendemos por Identidade. Um fio é a Educação Familiar, onde a futura pessoa social aprende os fundamentos educacionais que a inserirão correta ou erradamente no meio social em que se encontra inserido. Outro fio é o da Educação Escolar, que informará o futuro cidadão sobre o Conhecimento científico adquirido pela humanidade nas mais variadas áreas de interesse, observando o desenvolvimento maturacional da futura pessoa social. Outro fio é o do Companheirismo, que desenvolverá o gosto pela participatividade ativa, direcionada para tais ou quais objetivos sociais, como esportes, conhecimento cultural (música, pintura etc…), exploração do ambiente (espeleologia, montanhismo, paraquedismo etc…). E assim sucessivamente.

Cada um destes fios enovelados, isto é, prenhe de experiências específicas, algumas gratificantes e outras decepcionantes, se junta aos outros e, juntos, formam o que eu denomino de Identidade. E é identidade porque não há ninguém que tenha tais fios igualmente desenvolvidos e vivenciados por dois ou mais cidadãos.

É justamente em função destes “fios” que uma Pessoa tem várias maneiras de enfocar um mesmo tema, uma mesma vivência, tornando sua visão do assunto algo singular, único.