"Agora, o Brasil está em nossas mãos!" (Foto da Folha de SP)

“Agora, o Brasil está em nossas mãos!” (Foto da Folha de SP)

Em vermelho não como homenagem ao PTralhismo, mas como sinal de alerta total contra mais uma tentativa de se tirar de nós o nosso chão. Eu me lembro que quando houve o tão incompreendido levante das forças armadas em defesa do nosso país, que os “vermelhos” tacharam de Ditadura Militar porque era contra, totalmente contra, o sonho desvairado que eles acalantavam de entregar nossa Nação a uma ideologia aloprada, o Presidente Humberto de Alencar Castello Branco tomou uma atitude radical e perigosa, muito perigosa. Quando tomou conhecimento que mais de 70% de nosso país tinha sido vendido aos bancos dos Hothschilds (da Europa) e dos Rockefeller (dos EUA) Castello Branco bateu o punho na mesa e quase gritou para seus estarrecidos generais: “O Mapa do Brasil não será alterado”. E retomou as terras compradas à sorrelfa e com a conivência de polititicas daquele tempo. Quase deu numa guerra com grande derramamento de sangue brasileiro e perda irreparável de nosso país. Mas Castello Branco não arreglou e, no final, os gananciosos mais ricos do mundo tiveram que perder o dinheirinho desembolsado com a compra de nossas terras produtivas (todo o Centro-Oeste, todo o Sul, toda a Amazônia, todo o Sudeste brasileiro). Eles desprezaram somente o Nordeste que era tido por brasileiros “gente bem” e estrangeiros que nunca pisaram aqui, como “terras imprestáveis”. Até hoje eu me pergunto porque só o Jornal do Brasil e a Folha de São Paulo comentaram o acontecido. E por que, até hoje, nunca mais se falou sobre isto.

Para quem não é daqueles idos, quero lembrar que em 1987, Mailson da Nóbrega era o Ministro da Fazenda que prometia uma administração feijão com arroz para conter a inflação. Mas aquele ano terminou com o bicho verde em 415,87% ao ano. E no ano seguinte, 1988, eu vivi aquele desespero, a Monstra Verde chegou a assombrosos 1.037,53%.

“Mailsinho” sempre foi adorador fervoroso da venda do Brasil ao estrangeiro. Da terra, literalmente falando, ao ar que respiramos. Não sei se é doença ou se o curso de Economia que fez era totalmente ministrado por doidos varridos. Na Wikipédia você pode ler que “O pacote econômico conhecido como “Plano Verão” foi o quarto e último do governo Sarney, e tinha como objetivo principal controlar a escalada inflacionária num ano eleitoral. Para isso, foi criada uma nova moeda, o cruzado novo (que valia 1.000 cruzados velhos), houve uma desvalorização de 14% da moeda nacional perante o dólar, e preços e salários foram congelados. Como os seus antecessores, o Plano Verão revelou-se um quase completo fracasso. Maílson da Nóbrega admite que seus objetivos não foram atingidos, mas que outras medidas que deveriam ter sido adotadas para que o plano obtivesse êxito, não foram aprovadas pelo Congresso Nacional Brasileiro. Entre elas, a demissão de funcionários públicos sem estabilidade, extinção de órgãos públicos e um amplo programa de privatizações. Estas medidas foram posteriormente adotadas nos governos neoliberais de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, embora não tenham se revelado particularmente eficazes na redução do déficit público.

"Como disse? Petralhaismo? O que é isto?" (foto da Folha de SP)

“Como disse? Petralhismo? O que é isto? Mais certo é falar no oligarquismo, do qual eu também fui vítima.”
(foto da Folha de SP)

Pois bem, veio o petralhismo e nós estamos nadando num lamaçal assombroso. Não criação dos petralhas, temos de reconhecer, mas resultado da herança da roubalheira institucionalizada que já naqueles idos imperava no PODER DO POVO entregue a espertalhões através do voto. Nosso país nunca deixou de ser terra de oligarcas e “coronés”. E eles SEMPRE se assenhorearam do PODER QUE É DO POVO.

Mailson “desapareceu” dos anais da História Viva que toda Nação escreve a ferro e fogo ou a sangue, suor e lágrimas (e é este o nosso caso). Mas eis que os cultuadores do Mercado Livre, ou do Neoliberalismo, ou, ainda, da Globalização de tudo, até da falta de vergonha na cara, abriu espaço amplo com a retomada do NOSSO PODER pelos velhos oligarcas dirigidos pelo TEMER. E não é que o desaparecido reaparece com força total? E vem escrevendo artigos na revista VEJA, manhosamente, sobre como se deve entregar o que é nosso ao estrangeiro, em nome de “um grande avanço econômico”. Sem isto, sem esta entrega de tudo o que possa ser transformado em lucro e riqueza para os cofres dos estrangeiros, garante MAILSON DA NOBREGA e seus seguidores, o Brasil não poderá jamais deixar o lamaçal em que se encontra e que é a causa primordial de seu eterno atraso em tudo.

Singapura - uma cidade-país que deslumbra o mundo. E não é rica em terras , minerais ou pedras preciosas naturais. (www.pontosturisticosbrasil.org)

Singapura – uma cidade-país que deslumbra o mundo. E não é rica em terras  ou minerais ou pedras preciosas naturais. (www.pontosturisticosbrasil.org)

Mas o sonho enteguista de Mailson é contraditado por um país que é uma ilha e só tem uma única cidade: SINGAPURA (outrora este gentílico era grafado Cingapura, mas por influência do inglês passou a ser Singapura). O povo de Singapura era pobre. Paupérrimo. Mas tinha uma tradição milenar que nos falta: EDUAÇÃO, DISCIPLINA, DETERMINAÇÃO E RESPEITO A SI E AO SEU TORRÃO NATAL. E partindo do nada eis que criaram um dos mais ricos país do mundo, sendo que a terra que possuem é pobre em tudo o que diga respeito a minerais ou petróleo. 

Por que, ao invés de defender a venda do território de nosso país ao Poder Econômico Chinês, Europeu etc… “Mailsinho” não defende investimento pesado em EDUCAÇÃO ESCOLAR de primeira linha? Pela Educação Escolar foi que países como a Coréia do Sul (obrigado a uma leitora do FACE, Sirlene Paris, que me chamou a atenção para o equívoco. Originalmente eu escrevera Coréia do Norte sem prestar atenção ao erro) se tornaram potências econômicas mundiais. Pela Educação Escolar foi que o Japão se tornou a primeira nação mundial em tecnologia.  Não, “Mailsinho” não pode defender o óbvio porque o Poder dos Oligarcas ainda está de pé. Corroído pela Lava-a-Jato, mas ainda de pé e forte, bem forte. É uma Hidra de Lerna (que não sabe o que é isto que leia Monteiro Lobato em Os Doze Trabalhos de Hércules) que batalha furiosamente para sobreviver e nos liquidar. Tudo depende da P.F. e de um único brasileiro com sangue de verdade nas veias, não o líquido desbotado da indolência e da indiferença que corre pelas veias de grande parte de nossa Nação.

Mailson diz, espantosamente, que vender as terras do Brasil para empresas estrangeiras não é perigoso de modo algum. Ora veja só, não dá para acreditar. Será que ele sabe que empresas estrangeiras compraram determinadas áreas da Amazônia brasileira e a partir do momento em que se tornaram legalmente donas daquela terra que é nossa, não permitem que brasileiros ali entrem?  O que nos acontecerá se a China, como ele sugere, se apodere de uma centena de fazendas com 500 alqueires cada uma, no Centro-Oeste ou no Pará? 

E aí, entreguista neoliberal, responde, vai.