"Ainda não sabe, mané? É mesmo de um paiseco de banana!"

“Ainda não sabe, mané? É mesmo de um paiseco de banana!”

Pra falar a verdade, ainda não sei bem a razão mesma da grita dos norte-americanos contra Donald Trump. Dizem que é a revolta dos que saíram perdendo com o advento do Neoliberalismo. Perderam empregos, desceram no patamar social da classe média para a média baixa ou a baixa, mesmo. Certo. Tudo isto é provável. Mas será a razão mesma da rebeldia dos que vivem (ou vegetam) no outrora mais desenvolvido país do mundo?.

Eu não sei. Não sei mesmo. O certo é que a bandeira da deportação de ilegais que Trump agitou durante sua campanha levou muita gente às urnas. Medo a ele, não ufanismo estadunidense. E este medo também inundou os americanos legítimos que viram, ao que se diz, nas bandeiras desfraldadas pelo homem dos cassinos, um retrocesso sem tamanho. Ele pregou abertamente o “apartheid” nos EUA, num discurso retrógrado, onde os fiéis da klu-klux-khan vibraram até o orgasmo. Agora, matar negros e sul-americanos, entre outros, vai ser liberado. Armas? À vontade! Donaldinho ou Trumpinho, como queiram (para mim ele já ingressou na gangue brasileira dos “inhos”), é amante do sangue derramado, não do sangue correndo nas veias que é o lugar dele.

Aqui é assim: aos bandidos tudo! Aos cidadãos, balas!

Aqui é assim: aos bandidos tudo! Aos cidadãos, balas!

Cá pra nós, eu acho que esta segunda bandeira de ‘Trumpinho” está em plena voga no Brasil. Ou quase, visto que só aos bandidos é lícito portar armas e derramar sangue à vontade. Aqui e ali a Polícia também segue a filosofia “Trumpista”, mas é coisa pequena diante da sangria desatada que os bandidões e bandidinhos daqui levam a cabo.

O negócio da Neoliberalização e da Globalização é uma sarna danada de incômoda para quem não tem dinheiro nem estudou até a bunda criar calo, a fim de satisfazer às exigências das Mega-empresas. A mobilidade das empresas, que se mudam quando as condições econômicas não satisfazem suas ânsias de lucros faz despencar o número de empregos. Com isto, milhares perdem suas condições de trabalho e suas famílias descem de patamar social. Isto aconteceria no Brasil se o PT não viesse com seu viés trazer a desordem maior que a da Globalização.

O Capital só permanece num país se as condições de lucro são superiores às necessidades dos cidadãos. É preciso achatar os salários, selecionar os ultra-super-bons para que trabalhem para suas empresas e deixar ao Estado o resto. Não interessa se sejam somente bons. São restos. O Capital deseja os ultra-super-bons. Pagar-lhes-á salários mais ou menos dignos e eles trabalharão dando graças a Deus porque ainda têm alguma dignidade… financeira. Mesmo que seja mínima. São Master Doctors, são PhD, são a nata do conhecimento técnico-científico. Eles podem produzir a nata do consumismo mundial. Alguns podem até ganhar bem. Isto vai estimular a concorrência acirrada nos outros, o que é muito bom para o Capital (e os investidores, claro).  Era este o sonho dos entreguistas da dupla satânica entre nós, brasileiros. Agora, ainda que troncho, é o sonho de Trumpinho. Ele quer isto, sim. Mas quer também o racismo acirrado; quer a deportação dos ilegais que “tomam os empregos dos americanos do Norte”. Que empregos? Os trabalhos que os ilegais recebem são aqueles que os brancos-transparentes não querem nem pensar em colocar suas “lindas” mãos.

Ele se prepara há muito tempo para a invasão da América no Norte. Agora talvez seja o momento certo. Trumpinho é doido o suficiente para lhe dar o braço...

Ele se prepara há muito tempo para a invasão da América no Norte. Agora talvez seja o momento certo. Trumpinho é doido o suficiente para lhe dar o braço…

A grita nos EUA é da parte de quem? Dos ilegais que temem serem mandados de volta aos seus paisecos “comunistecos”?

Dos branquelos super-limpos que temem ter de meter mãos à obra, como faziam seus ancestrais, quando aquelas terras eram dos silvícolas?

Eu sei lá!

Só sei que Trumpinho tem um futuro nada bom para si. Um futuro que parece vir cheio de dilemas tremendos, tudo graças ao seu modo de pensar retrógrado e a promessa de um Governo mais do que retrô.

O certo é que o doidão que comanda a Rússia está cheio de amor para dar aos EUA e quando isto acontecer, vai chove bombas do céu e da terra. Vejam o que está acontecendo no Irã e poderão avaliar o desastre que paira sobre as cabeças louras dos limpíssimos irmãos do Norte. A Rússia não sabe mais viver senão pelas armas. E Trumpinho é doidinho por elas… Então, que a humanidade se prepare. Vem chumbo grosso por aí.

O imortal e único Zorro, o libertador da Califórnia.

O imortal e único Zorro, o libertador da Califórnia.

Quem está mais apertado, agoniado, aperreado, são os mexicanos. Além de terem de engolir um muro imoral, pretensão de Trumpinho, correm o perigo de terem de arcar com a despesa descomunal com sua construção. Já estão esperneando e dizem as más línguas que estão à cata de algum descendente do Zorro, o Primeiro e Único herói californiano para liderar o movimento de separação da Califórnia do resto da América do Norte.

Bom, os mexicanos e os norte-americanos têm respectivamente o Zorro e os pistoleiros mais rápidos do Oeste. Podem, então, espernear e levar uma guerra intestina adiante. Mas… E nós, brasileiros? Não temos nenhum herói e os que arrumamos no peito e na raça só sabem chutar bolas em campo de futebol. Em se tratando de heroísmo o deles só se volta para fugir do país e ir ganhar milhões a troco de chutes em bolas. Melhor, claro, que se tornarem polititicas e se verem às voltas com Moro ou seus seguidores, que são muitos.

Estamos fu e mal pagos, né não?