A ciência pragmática, profana, dá demasiada atenção a esta estrutura física do corpo humano. É o sinal do quanto estamos atrasados no conhecimento esfíngico.

A ciência pragmática, profana, dá demasiada atenção a esta estrutura física do corpo humano. É o sinal do quanto estamos atrasados no conhecimento esfíngico.

Muito se tem escrito sobre estes três componentes nossos. Mas faz-se grande confusão sobre eles. Então, um pouco de luz neste novelo.

CORPO – envoltório carnal totalmente constituído com os elementos químicos da Tabela Periódica. Nada há no corpo humano que não se contenha dentro dessa tabela. Então, é mais que lícito se dizer que “és pó e ao pó voltarás”, quando o assunto se refere ao corpo orgânico que cada um de nós possui.

ALMA – A estrutura resultante dos vários processos de Aprendizagem e que constitui a essência mesma de nosso ser mortal. Geralmente é conhecida como Personalidade, embora eu discorde desta denominação e prefira Identidade. O termo Personalidade é um nome composto de per+sonus+dade, ou seja, traduzindo, esta palavra é igual a o que possui a qualidade do som. E tudo o que nos rodeia possui a qualidade do som. Os animais possuem esta qualidade e dela se servem para se comunicar, como a Ciência Pragmática Humana prova a sobejo. Identidade, por outro lado, significa o que é idêntico a si mesmo; aquele que tem a qualidade de ser idêntico a si. Uma identidade jamais tem similar perfeito entre os 7 bilhões de humanos que somos neste momento da existência da Humanidade.

ESPÍRITO – A essência imortal, totalmente desconhecida e jamais apreendida pela Identidade humana. O Espírito seria o “sopro da Vida” doada pelo Incriado à sua criatura, que os ignorantes chamam Adão. Adão não foi um homem, mas uma raça humana, a primeira a existir sobre a Terra. Não era perfeita e a partir dela o Homem vem progredindo evolutivamente, seja no desenvolvimento senso-perceptivo, seja no desenvolvimento, na ampliação e no aprimoramento da Alma.

Bastonetes cones espalhados por nossa retina. Estas estruturas capturam 250 milhões de pontos luminosos. Não há máquina fotográfica que capture tantos pontos.

Bastonetes e cones espalhados por nossa retina. Estas estruturas capturam 250 milhões de pontos luminosos. Não há máquina fotográfica que capture tantos pontos.

Simples? Nem pensar. Os três são complexíssimos e a Medicina humana está aí para comprovar isto, no que se refere ao mais primitivo e rústico destes três elementos distintos, mas imbricados entre si, o corpo denso ou orgânico. Por isto, dele falarei muito pouco, o essencial para esclarecer coisas “pequenas” que, no entanto, são de primordial importância para que o leitor compreenda um tiquinho de sua complexidade orgânica e transcendental.

Destaque do sistema de bastonetes e cones em nosso olho.

Destaque do sistema de bastonetes e cones em nosso olho.

Não me interessa, aqui, discorrer sobre os sistemas neurológicos, digestivos, glandulares-hormonais etc…, visto que você pode ir ao Papai Google e encontrar tudo isto e mais alguma coisa a respeito. O que nos interessa, no entanto, é algo que a maioria das pessoas não dá a mínima atenção para ele. Eu me refiro ao OLHO. Sim, ao OLHO, o órgão que já diziam os antigos “é o espelho da alma”.

Preste atenção no esquema acima e à direita do olho humano. Depois, preste atenção ao belíssimo desenho ao lado. Assim é o sistema de cones e bastonetes que capturam a luz em nossos olhos. As máquinas fotográficas mais potentes chegam a capturar 40 milhões de pixels (ínfimos pontos luminosos) em milésimos de segundo. No entanto, ainda não se conseguiu um aparelho que tenha a capacidade de captura de pixels que o sistema de bastonetes e cones de nossos olhos conseguem. Ao todo, em nossos dois olhos, possuímos a quantidade de 250 milhões de células fotossensíveis, o que nos permite capturar 250 milhões de pontos luminosos em fração de segundo, ou seja, aproximadamente 250 milhões de pontos luminosos por milésimo de segundo. Ora, a fotografia é composta pelos milhões de pixels em suas variações luminosas. Na máquina fotográfica a imagem fica armazenada no CCD (Dispositivo de Carga Acoplada) que possui componentes fotossensíveis, os photosite.

Fóvea é o ponto assinalado no esquema, no qual nossa visão se torna altamente especializada. Só contém cones e, não, bastonetes.

Fóvea é o ponto assinalado no esquema, no qual nossa visão se torna altamente especializada. Só contém cones e, não, bastonetes.

E no corpo humano, onde fica armazenada a fabulosa quantidade de fotografias que nossos bastonetes e cones capturam em nanosegundos, durante nossa vida? É aqui que a coisa se complica. Não há máquina fotográfica nem computador que seja capaz de armazenar a quantidade espantosa de imagens que nosso sistema ocular fotografa em uma vida de 76 anos, como é o caso de minha vida. Veja, uma máquina fotográfica, para fotografar precisa que alguém pressione o botão que faz disparar seu sistema de registro luminoso de pixels. Nossos olhos, no entanto, a partir do momento em que estão aptos a enxergar, fotografam ininterruptamente tudo o que esteja ao nosso redor e até atrás de nós ou acima ou abaixo de nosso corpo. E, pasme, nenhuma destas fotos se desgasta ou é apagada. Por toda a vida elas estão em algum lugar no nosso fabuloso sistema corporal (aqui incluindo-se no mínimo os três corpos sutis que possuímos e dos quais a Ciência Pragmática Fisiologista nem desconfia) além do denso orgânico, com o qual estamos acostumados: físico-etérico; emocional e mental inferior.

Eu sorrindo

Sim, você também vai desaparecer nesta forma física, queira ou não, tenha ou não tenha medo do que chama de morte.

Eu já abordei estes corpos em artigos antigos. Como sei que você é da geração da pressa, então, eis um resumo deles:

1 – Corpo Físico-Etérico: o fio nádico de matéria etérica.

Nosso corpo físico não se exaure na matéria que nós podemos ver, sentir, cheirar, tocar e provar. Esta matéria densa, a carne, vai além do que enxergamos. Existe, não somente envolvendo-a, mas também interpenetrando-a em todas as suas organelas e unindo-as forte e ordenadamente, um sistema constituído de um fio delicadíssimo, chamado Fio Nádico, que, sendo uma linha una, prateada, finíssima e fortíssima, prende todas as organelas das células do corpo carnal, por menores que elas sejam. O fio nádico une fortemente as células da pele entre si, naquele composto químico que é conhecido pelos pesquisadores como ácido hialurônico. Ao correr da idade esta forma do fio nádico, o ácido hialurônico, retira-se aos poucos, rareia e a pele apresenta aquela forma amolecida e sem brilho que é o terror das mulheres. É o sinal de que a Vida está-se aprontando para abandonar a forma física. Não há como a Ciência Pragmática, Carnal, consiga evitar o ato natural do envelhecimento. Não há como viver eternamente na forma física. Pode-se “esticar um bocadinho” o tempo de vida encarnada, mas jamais o homem vai conseguir permanecer aqui eternamente, como é o sonho apresentado em filmes deliróides. Tudo o que nasce, tem de envelhecer, morrer e desaparecer ao menos em sua forma. É a Lei Cósmica e esta não pode ser violada.

Ensinam a TEOSOFIA e o OCULTISMO que sem o fio nádico, ou fio de matéria etérica, nosso corpo físico denso não conseguiria ficar nem por segundos na forma em que nós a ela nos acostumamos. Suas organelas se dispersariam e o corpo nunca apresentaria esta unidade maravilhosa que a Medicina Física estuda afanosamente. A morte, tal como a conhecemos, acontece exatamente quando o Corpo Etérico ou Duplo Etérico é desligado das organelas que compõem nosso fabuloso organismo físico. A partir daí, ele se decompõe, se derrete literalmente e retorna à terra, de onde veio.

Mas vamos retornar ao nosso sistema visual e mnemônico. Nossa memória depende quase que inteiramente do sistema de bastonetes e cones que existem em nossos olhos.  Apesar do número impressionante de “megapixels” que nossos olhos capturam, nossa visão de alta definição de imagem forma-se em somente uma porção correspondente a um centésimo da retina, mais exatamente na fóvea. A fóvea é, a grosso modo, o que comumente as pessoas chamam de “menina dos olhos”. Na verdade, a fóvea se situa no fundo do olho, como você pôde ver no esquema acima. Entretanto, pela rapidez de interpretação da imagem, assim como da capacidade de interpolação (capacidade de o cérebro humano entrelaçar imagens capturadas por células fotossensíveis em olhos diferentes – esquerdo e direito) a verdadeira resolução alcançada pelo olho humano provavelmente é muito maior do que somos capazes de calcular.

Muito bem, chega de “cientificismos” materiais. Vamos para o além da matéria orgânica.

Visão esquemática do Hipocampo nos dois lobos cerebrais.

Visão esquemática do Hipocampo nos dois lobos cerebrais.

Aceitemos, por enquanto, que todas as imagens que nossos olhos capturam ficam armazenadas em uma seção do cérebro físico denominada pelos pesquisadores de hipocampo. Há duas vertentes do hipocampo. Uma para o cérebro direito e outra, para o esquerdo. Vejamos um excerto do que declarou Per Sederberg, integrante da equipe de pesquisa da Universidade de Ohaio, EUA: “Nós descobrimos que o hipocampo guarda ao menos um mês de memórias e imagens vistas a até 30 quilômetros de distância. Foi a primeira vez que se estudou a memória na escala da nossa vida prática”. Serderberg e sua equipe erraram muito. Eles estudaram apenas a memória imagética focal, ou seja, aquela que a fóvea fixa e registra. Acontece que nós não enxergamos apenas pela fóvea, ainda que as imagens focadas nela sejam as mais pregnantes, as que mais se destacam e mais são claras à nossa percepção visual. E tem mais: eles também erraram quanto ao tempo em que nossa memória consciente guarda uma imagem ou um conjunto de imagens em nossa memória. Quem de nós não é capaz de ver com os olhos da mente cenas que viveu na companhia de seu pai, ou de sua mãe, ou de seus irmãos e amigos de infância, com uma nitidez fantástica, como se aquilo estivesse acontecendo “bem diante de seus olhos”? Eu mesmo tenho bem nítida a memória de meu pai lutando a mãos desarmadas com um touro zebu para salvar minha vida. Eram as 6h da manhã e sou capaz de descrever cada objeto e ser presente naquele pedaço da manhã daquele dia. E isto aconteceu quando eu tinha apenas 5 (cinco) anos de idade.

Área da córtex visual. É aqui que se dá a revelação fotográfica do que nossos olhos fixam.

Área da córtex visual. É aqui que se dá a revelação fotográfica do que nossos olhos fixam.

O que faz que nossa memória recordativa mantenha por toda a vida cenas visuais gravadas como se a ferro em brasa em nossa memória? A resposta é A EMOÇÃO. E aqui já começamos a enveredar pelo terreno da imponderabilidade fisiológica, pois nenhum neurônio está apto a gravar e reter emoção. A natureza de nossos neurônios é tão-só responsiva. Ou seja, eles disparam respostas a estímulos externos ou internos ao organismo. Só para que você compreenda isto, vou narrar uma experiência chocante que tivemos, minha turma de Psicologia e eu, na Universidade Gama Filho. Quando cursávamos o quarto período tínhamos como matéria Neuro-anatomia e Sistema Nervoso. Foram quatro semestres estudando juntamente com os alunos de Neurologia. Em uma das aulas o professor fez um corte na ponta do dedo do pé esquerdo de um cadáver. Retirou dali uma fatia fina de pele e colocou para colorir. Depois, retirou uma fina camada de tecido da córtex visual, localizada bem atrás da cabeça, para quem não sabe nada a respeito. Colocou no microscópio eletrônico a lâmina contendo a peça retirada do dedo do pé e pediu a todos nós que observássemos a rede neuronal que ali se podia enxergar. A seguir, colocou a peça retirada da córtex visual e nos fez o mesmo pedido. O que todos vimos foram neurônios absolutamente idênticos entre si. O professor, então, voltando-se para nós, estudantes de Psicologia, disse: “Aí está, senhores psicólogos. Vocês acabam de ver que a rede neural do dedo do pé é absolutamente igual àquela que há na córtex visual. Então, expliquem-nos, a nós, médicos, o porquê de enxergarmos com a córtex visual e não com o dedão do pé?”  Até hoje aquela pergunta ressoa em minha memória. E sem resposta…

Os neurônios cerebrais não guardam qualquer memória, seja ela auditiva, visual, olfativa, gustativa ou tátil. Eles somente respondem a estímulos específicos aplicados aos terminais neuronais especializados para responder àquela qualidade estimulativa. Fantástico? Pois é.

Esta foto é somente um flash da esquina de uma rua em Niterói. No entanto, se você permanecer olhando para ela por 10 minutos, seu córtex visual armazenará detalhes mínimos que você não é capaz de perceber. Se hipnotizado, você detalhará tais detalhes com riqueza de descrição.

Esta foto é somente um flash da esquina de uma rua em Niterói. No entanto, se você permanecer olhando para ela por 10 minutos, seu córtex visual armazenará detalhes mínimos que você não é capaz de perceber. Se hipnotizado, você detalhará tais detalhes com riqueza de descrição.

Em algum lugar ainda não descoberto pela Ciência Pragmática Materialista, armazenam-se as memórias sensoriais nossas. Não é o momento de adentrarmos este terreno, portanto, permaneceremos no terreno neuronal corporal. É um esforço muito difícil, pois o corpo em si mesmo é pobre de informações realmente importantes. Ele não tem nada a oferecer de novo, pois tudo o de que é composto, bem como o modo como cada sistema seu funciona, a Medicina Pragmática já conhece de sobejo. Mas o que nos interessa, neste artigo, é o sistema da visão e, nele, o sistema composto pelos bastonetes e cones, responsáveis pela nossa capacidade de enxergar.

A visão mais central, aquela que nos dá clareza em alta resolução luminosa e colorida, como já dito acima, centra-se na fóvea. No entanto, os bastonetes e os cones são “vigilantes” permanentes e totalmente atentos às sutilezas da variação luminosa em que vivemos mergulhados. Assim, se você estiver parado, olhando fixamente para a pétala vermelho-vivo de um flor, tudo o que aparentemente você não enxerga naquele exato momento, está a ser absolutamente fotografado e memorizado através do sistema de cones e bastonetes. A criança que passa no outro lado da calçada movimentadíssima, cheia de transeuntes que se cruzam apressados, segurando a mão da mãe ou do pai, longe e quase atrás de seu ângulo de visão, é totalmente fotografada nos mínimos detalhes e a imagem absolutamente completa é enviada para a memória visual e ali permanece “per omnia secula seculorum amen” (por todos os séculos dos séculos, amém).

O sistema de bastonetes e cones de nossos olhos fotografam ininterruptamente uma mesma cena, desde que esta esteja ao alcance dele. Assim, se você olhar 10.000.000 de vezes para uma estátua diante da qual esteja parado, em todas as vezes uma imagem daquela estátua é fotografada integralmente e nos mínimos detalhes pelo sistema de bastonetes e cones e é armazenada em seu sistema mnêmico (= de memória). Fantástico? Pois é. Mas é assim mesmo que tudo acontece a todo nanossegundo.

Veja o tamanho de sua cabeça em relação ao tamanho de seu corpo. E fique pasmo.

Veja o tamanho de sua cabeça em relação ao tamanho de seu corpo. E fique pasmo. (Esquema de Vanessa Julianny)

Ora, se fossem necessários neurônios para fixar e armazenar os trilhões de cenas que nosso sistema visual fotografa durante nossa vida, nosso cérebro no mínimo teria de ter o quíntuplo do tamanho de nosso corpo. E creio que ainda assim seria insuficiente. No entanto, ele é pequeno. Nossa cabeça corresponde a 1/7 e meio do volume de nosso corpo.

Fantástico? Pois é…

Agora, fixe esta informação em sua mente pensante: “toda imagem que se forma diante de nossos olhos e é fotografada pelo nosso sistema visual em sua totalidade, é introjetada, isto é, é colocada para dentro de nós, carregada para sempre com a carga emocional de que estávamos tomados no momento mesmo em que a cena foi introjetada”. Assim, se você vê uma pessoa e naquele momento você está alegre, feliz, as milhares de imagens fotografadas pela fóvea e pelos bastonetes e cones em um segundo que seja, são introjetadas com cargas emocionais similares entre si, mas não iguais. Estranhou? É que nossa carga emocional nunca permanece a mesma nem por um segundo sequer. Complicou? Pois é… Mas acontece que nosso corpo é uma usina de emoções em ebulição. Em um segundo você, eu e todos os seres vivos somos literalmente avassalados por dezenas de reações emocionais em maior ou menor gradação, tudo dependendo do ambiente e de seus estímulos, além do transfer emocional de que estamos tomados em função da estimulação ambiental que tenhamos vivido minutos ou horas, antes. A cada segundo microvariações emocionais acontecem em nosso ser (o que nos torna únicos em um segundo) e cada microvariação emocional colore diferentemente uma imagem recém-fotografada pelos nosso sistema de bastonetes e cones. Sei que é meio confuso para você, que lê isto pela primeira vez, mas se se esforçar um bocadinho vai compreender a fabulosa maravilha que é este pedacinho de nós.

Agora, vamos passar, de passagem, sobre um tema que será amplamente enriquecido quando tivermos de discorrer sobre nosso Sistema Emocional. Costuma-se falar de um sem número de sentimentos. Na verdade, há somente uma Energia Sentimento que permeia o Cosmos em toda a sua plenitude e toda sua Infinitude. Como não sou religioso carola, não aceito que esta energia seja o Amor Universal ou o Amor do Criador, como querem os fanáticos, cristãos ou não. Como Psicólogo e pesquisador cheguei à conclusão de que esta Energia é Pura, não tem qualquer divisão nem qualquer subdivisão nem qualquer “colorido”. No entanto, quando flui sobre um planeta habitado, como a Terra, ela imediatamente se transforma, se subdivide e se adéqua para manter as formas de vidas que hajam em desenvolvimento ali. Deste modo, como já discorri a respeito em outra oportunidade, a Energia Sentimento, no ser humano se manifesta do seguinte modo:

1 – Energias Básicas: Ódio, Culpa e Medo.

2 – Energia Fundamental: Amor.

Cada uma destas energias apresenta o que denomino de Família Energética Emocional. Assim, a Energia Básica Ódio possui a família energética apoplexia, ira, raiva, zanga, aborrecimento e irritação.  A Energia Básica Culpa possui a família energética Depressão, Derrotismo, Fuga ou Evitação, Mentira e Mutismo. A Energia Básica Medo possui a família Terror, Pavor, Alta Ansiedade, Temor, Receio e timidez.

Em qualquer momento da vida uma pessoa está sob o domínio de uma destas variações energéticas emocionais, pois sem emoção a Vida não se manifestaria em seu riquíssimo ambiente comportamental.

Sim, estou rindo de seu espanto. E sim, estou-me divertindo imaginando o quanto estas simples revelações o(a) espantam. Mas o "conhece-te a ti mesmo" começa por aqui.

Sim, estou rindo de seu espanto. E sim, estou-me divertindo imaginando o quanto estas simples revelações o(a) espantam. Mas o “conhece-te a ti mesmo” começa por aqui.

A mais básica, a mais fundamental e absolutamente necessária à vida é a Emoção de Ansiedade. Sem um quantum mínimo de ansiedade não haveria a vida animal. Assim, quando você pensa que está totalmente relaxado na verdade está em estado de ansiedade, mesmo que seja um estado benéfico e necessário e mesmo que se encontre em sono profundo. E é importante ter em conta que esta qualidade energética fixa-se nas imagens fotografadas pelo sistema periférico de nossa visão, pois nenhuma imagem é “guardada” ou “arquivada” em nosso ser se não estiver carregada de alguma energia emocional. Isto explica os sonhos estrambóticos, formado por imagens deformadas, que, quando acordamos, não sabemos descrever. O sono nos libera uma quantidade muito grande de recordações imagéticas, de modo que com muita freqüência estas imagens recordativas se fundem e formam derivadas que, às vezes, tomam semelhanças com bichos estranhos, podendo até causar pesadelos. Isto não significa que os sonhos fruto de conflitos e traumas psicanalíticos não existam ou não tenham valor. Este terreno é algo diverso do que estou abordando e não vou entrar por ele. Basta fazer a ressalva. Seja como seja, os sonhos sempre buscam imagens gravadas que de algum modo estão com uma carga emocional que a necessidade psíquica busca para tentar formar uma mensagem coerente.

Nosso corpo, assim como nosso psiquismo, só existe porque em ambos há um fluxo ininterrupto de energias emocionais e outras, ainda nem ventiladas pela Ciência Pragmática Humana. A mais básica e a mais grosseira, primitiva, é a energia elétrica, a que é fundamental para o funcionamento de nosso sistema nervoso central ou periférico. No entanto, há inúmeras outras qualidades energéticas que nos interpenetram e em nós influenciam de modo poderoso, ainda que não sejam estudadas com a profundidade necessária pela Ciência Pragmática Humana. Eu tornarei a falar sobre elas, aqui, nesta seqüência de artigos que pretendo escrever, se a tanto meu entusiasmo ainda puder me motivar.

Então, encerrando este tema por hoje, fica o registro: o nosso sistema orgânico, físico, é totalmente dependente da energia Sentimento em suas diversas formas de manifestação. Além disto, nós não possuímos neurônios destinados a tal ou qual sistema de aprendizagem e memorização, assim como não há distinção entre os neurônios da audição e os da visão ou do tato. Eles são idênticos entre si e por mais que se teorize não se consegue ir além disto: todos os neurônios são iguais em suas formas e aqueles que tornam o indivíduo apto para tal ou qual atividade, física ou intelectual, só o fazem porque o treinamento intensivo na atividade aumenta a quantidade de ligações neuronais específicas para as respostas necessárias aos estímulos recebidos. Isto nos leva à inevitável conclusão: o corpo físico é somente uma vestimenta grosseira, primitiva, rude e lerda da totalidade que conhecemos como Ser Humano.

A gente volta a se encontrar em breve. Até lá e

NAMASTÊ!