Eu sorrindo

Tá rindo de quê, palhaço!

Não sou economista. E acredito que a maioria dos que me liam e dos que ainda me lêem também não o são. Por isto, por não entender a linguagem cifrada desta coisa dita “Ciência Econômica”, nós vamos aos trambolhões sendo engolidos, espremidos, empurrados de um lado para outro, enfim, esmagados pelos interesses empresariais que só visam com absoluta totalidade o diabo do LUCRO. Este nominho safado esconde dentro de si sangue, suor e lágrimas de todas as gentes desde os tempos de Jesus, o Cristo Cósmico. Nele, no LUCRO, também se oculta o crime hediondo do desmatamento da Amazônia brasileira, a maior de todas as demais, a ponto de abalar perigosamente o clima em nosso país e em toda a “América Latrina” e, quiçá, em todo o planeta. Tudo acobertado pela corrupção dos desgraçados que o povão, em sendo idiotizado e incapaz de compreender o perigo da Má Política, elegeu para desgraçadamente nos governar. É culpa do povo, deste mesmo povo que se revolta, e chora, e se desespera, e é abandonado e morre à míngua esquecido, ignorado e desrespeitado pelos de Colarinho Branco.

"Como disse? Estão deixando de ler você, velhote? Então, tá ficando bom pra mim! Maravilha!!!

“Como disse? Estão deixando de ler você, velhote? Então, tá ficando bom pra mim! Maravilha!!!

Sim, não me envergonho de confessar minha santa ignorância nesta coisa chamada Ciência Econômica. Mas a gente tem o Papai Google e ele pode ajudar e muito, quando a gente se dispõe a buscar no oceano de informações (e desinformações também, desgraçadamente) alguma luz para lançar sobre o negócio que nos atormenta a vida. E foi o que fiz. E comecei perguntando: O que são commodities? 

Este nominho estrangeiro está em qualquer parte em que se fale de Economia. Mas aposto que 80% dos brasileiros não sabe o que é isto e, como eu, nunca se interessaram em buscar esclarecer esta ignorância. Fazemos mal. Então, para os que ainda me lêem (está ficando raro) eis o que encontrei sobre este anglicanismo:

Commodities é uma palavra em inglês; é o plural de commodity que significa mercadoria. Esta palavra é usada para descrever produtos de baixo valor agregado. Commodities são artigos de comércio, bens que não sofrem processos de alteração (ou que são pouco diferenciados), como frutas, legumes, cereais e alguns metais”.

"Deixa eu explicar! Ele não sabe inglês, logo, não sabe pensar. Viram por que ele não nos adora?"

“Deixa eu explicar! Ele não sabe inglês, logo, não sabe pensar. Viram por que ele não nos adora?”

Se os brasileiros obedecessem à regra de ouro da Gramática Portuguesa do Brasil, o termo inglês teria sido traduzido para o nosso idioma e ficaria melhor compreender o desgraçadinho. Eu não gosto de inglês e peço desculpas aos anglófilos por isto. Acho a língua feia, de sons feios, de junção de palavas mal-feita do ponto de vista da Gramática Portuguesa… Enfim, não sou anglófilo e ponto final.

Bom, as tais “commodities” são, em relação ao Brasil, em primeiro lugar nossa produção agrícola. A seguir – o que é um tesouro fabuloso que temos, mas não é nosso – os minerais que a Terra brasileira guarda em suas entranhas.

Em Carajás esta ferida feia no meio da mata, que destruiu uma grande área de floresta, é o resultado da busca frenética pela "commoditie" ferro brasileiro.

Em Carajás esta ferida feia no meio da mata, que destruiu uma grande área de floresta, é o resultado da busca frenética pela “commoditie” ferro brasileiro.

São “commodities” porque são passadas adiante sem qualquer manipulação industrial para apresentá-las sob formas mais elaboradas e, logicamente, mercadologicamente mais valorosas. Não me refiro ao produto do campo, pois não há muito o quê fazer para melhorar o que a Natureza produz. Os nossos grãos são iguais aos de quaisquer outros países. Apenas temos de cumprir com as exigências (mais que corretas) dos importadores quanto ao excesso de agrotóxicos que teimamos em espargir sobre nossos alimentos naturais. Pensando bem, isto até pode ser uma tese de doutorado: Até que ponto a burrice nacional brasileira no assunto política e no incremento da corrupção endêmica que assola a “classe” política” sofre influência do excesso de agrotóxicos no campo? Quem for estudante de Economia ou de outra ciência qualquer, aproveite e faça a tal tese de doutorado. Vai ganhar o diploma, com certeza. Não porque produza uma peça útil, mas porque, se souber enrolar bem, usando a linguagem padrão aceita e determinada para os doutores e seus mestres professores, tudo ficará dentro dos conformes. A tese pode chegar à conclusão de que a base é absurda, mesmo assim, valerá o PhD. Tentem!

Mas voltemos às tais commodities. Além da produção do campo, há a produção mineral. Nisto, o Brasil está à frente de todos os países, principalmente em metais nobres, onde possui as maiores jazidas do mundo. Bom, enquanto são somente extraídos e não industrializados, nossos minerais não passam do nível de “commodities” ou, no nosso miserável e execrando idioma, mercadorias em estado bruto.

Assim vivem milhares de brasileiros. Em terras bem próximas daquelas onde empresas multinacionais exploram "commodities" minerais. Que se vão sem qualquer benefício para esta gente esquecida.

Assim vivem milhares de brasileiros. Em terras bem próximas daquelas onde empresas multinacionais exploram “commodities” minerais. Que se vão sem qualquer benefício para esta gente esquecida pelos “polititicas nacionais”.

Um mineral em estado bruto e produzido em grande quantidade não serve muito para a economia do país que o produz. Para que influa de modo a alavancar para melhor a vida dos cidadãos do país é necessário que nele existam empresas, indústrias, com gente altamente capacitada, do técnico ao PhD, que se dediquem com afinco a explorar todas as possibilidades comerciais do mineral. O Brasil não tem isto. Tem gente, sim, capacitada, embora o ensino aqui seja da pior espécie, a começar pelo ensino da outrora chamada “língua mãe”. Ainda assim, temos gente muito capacitada a nível de neurônios. A tal ponto que sem quase nenhum apoio das entidades governamentais que deviam cumprir com o que a Lei obriga, tais indivíduos, com muita feqüência, espantam o mundo com descobertas em áreas que vêm sendo estudadas no mundo todo, a crer que isto seja verdadeiro, sem resultado positivo.

A empresa que mais envenenou nossa Política: Odebrecht. Seu outro nome é Corrupção.

A empresa que mais envenenou nossa Política: Odebrecht. Seu outro nome é Corrupção.

E digo “a crer que isto seja verdadeiro” porque há um complicador mantido e alimentado ferozmente pela “indústria do Lucro a qualquer custo” que sabota e freia as pesquisas que de alguma forma venham pôr termo aos seus ganhos malévolos. É, por exemplo, a cura do câncer ou a erradicação da AIDS. Por que levar em frente ou, se existe, deixar que o povo tome conhecimento da cura de tais males, quando sua manutenção produz grandes fortunas para minorias desumanizadas? Isto é viver em Economia de Produção Mercantilista (e não me perguntem o que diabo quero dizer com isto que eu mesmo não sei).

"Commodities" do campo brasileiro - soja. Toneladas.

“Commodities” do campo brasileiro – soja. Toneladas. Florestas foram derrubadas para que se plantasse soja. Será que valeu a pena? Em melhorias para o país, não.

O Mercado encontrou um jeito de manter sob cabresto os países produtores de “commodities”. Um país que possua jazidas enormes de nióbio, ou de lítio, ou de silício, como é o caso do Brasil, não pode cobrar o que desejar por sua riqueza, pois as commodities são negociadas em bolsas de mercadorias. Assim também acontece com as “commodities” dos nossos campos produtivos em agricultura. Portanto, seus preços são definidos em nível global, pelo mercado internacional. Viram a esperteza? Eu não sei como operam as tais bolsas, mas com certeza elas não trazem qualquer vantagem para o desgraçado país que é rico no que os outros não têm. Nosso Brasil, por exemplo, tem jazidas enormes de cilício, quase cem por cento maior que as dos EUA. No entanto, nós nem as exploramos (nós, brasileiros, é bom que eu esclareça) e não ganhamos nada com o que de nosso solo é levado à sorrelfa, às escondidas, por debaixo dos panos…

O Comércio ou, melhor dizendo, o Mercado, mantém os países ricos em terras e minerais como produtores de “commodities” para os que enriqueceram às custas deles e, nem tão cedo, vão-lhes retirar o cabresto. É o caso do Brasil. Para cá não virão empresas que realmente melhorem (ou agreguem valor ao tesouro bruto que nós possuímos) porque não é do interesse deles que tal coisa aconteça.

"Vou fazer o Mercado meter uma bala na cabeça. Vou trazer de volta à América as indústrias que fugiram daqui".

“Vou fazer o Mercado meter uma bala na cabeça. Vou trazer de volta à América as indústrias que fugiram daqui”.

Vejam os EUA e o seu novo presidente aloprado. Ele quer reverter um desastre que o Mercado trouxe para aqueles Estados Americanos do Norte. As empresas do “cinturão do aço” se mandaram para outros países muito mais fáceis de explorar e onde podiam obter lucros fabulosos, apenas para não ter de pagar impostos (coisa odiada visceralmente por qualquer empresa ou indústria que se preze). E com isto o país que era o mais rico e mais futurista em matéria de indústria e tecnologia perdeu terreno para países super-atrasados, mas que tinham gente em estado miserável e, assim, em condições de serem explorados. Não somente pelos industriais ávidas de lucro, mas também por polititicas ávidos de dinheiro sujo. Mas não vieram para o Brasil porque aqui o bicho pega de verdade. Não em benefício nosso, povão, mas no que diz respeito às contas bancárias sempre insaciáveis dos Polititicas que elegemos irresponsavelmente.

Aqui, fortunas são feitas da noite para o dia e mendigos, também.

Aqui, fortunas são feitas da noite para o dia e mendigos, também.

Piorando as coisas, as indústrias gigantescas mundiais não têm dono. Elas são sociedades mantidas com as economias de centenas de milhares de cidadãos do mundo, o que espalha a responsabilidade do que fazem aos países onde penetram, pela Terra, como água em superfície plana. Os “donos” das gigantescas indústrias e empresas multinacionais chamam-se acionistas. E eis outro termo do Economês que muita gente ainda desconhece. Acionista, de modo rápido e rasteiro, é o sujeito que tem algum dinheiro sobrando (ou já possui bilhões e está viciado em ganhar mais e mais, mesmo que já não saiba o que fazer com tanta grana) e o aplica em papéis chamados ações (mais um termo do economês). Ações, de modo rápido e rasteiro, são quotas-partes de um empreendimento. O sujeito compra ações, colocando seu dinheiro dentro da multinacional, e espera que os administradores dela façam bom uso do capital do investidor. Isto dilui a responsabilidade pelo crime de lesa-pátria que as multinacionais sempre cometem ao correr atrás do lucro a qualquer custo. Bom, neste jogo macabro, a quem cabe a responsabilidade pelos rios poluídos, pela falta de Saúde Pública, de Educação Pública, pela Segurança Pública, pelo Transporte Público, Pela Infraestrutura, tudo que devia ser de qualidade? A quem responsabilizar pela má administração pública cujos políticos foram corrompidos por empresários e industriais loucos por apresentar lucros fabulosos aos seus investidores e, assim, mantê-los presos aos seus empreendimentos?

Viram só como é a loucura do que se chama de Economia? 

Bom, as empresas brasileiras, pegadas pela Lava-a-Jato com a boca na botija, vêm a público (isto é, descaradamente vêm até diante do povo que matou aos milhares por pura ganância) jurar que de agora em diante não mais agirão de modo corrupto e que se comprometem com fazer uma administração limpa, sem corrupção nem corrompidos. Ora, me engana que eu fico doido de raiva. No sistema crônico já estabelecido ferreamente pelo que se chama Economia, pode-se mudar de repente? Pode uma só empresa fazer promessa de lisura e honestidade onde tudo é desonesto por princípio?

O povo tem de se juntar e ir à luta. A princípio, pacificamente, como os polititicas gostam. Mas se a coisa não mudar, é chegada a hora do pau neles.

O povo tem de se juntar e ir à luta. A princípio, pacificamente, como os polititicas gostam. Mas se a coisa não mudar, é chegada a hora do pau neles.

Não, não pode. Só nós, POVO, letrado ou não, instruído ou não, é que podemos obrigar à mudança no Sistema doentio e desalmado que as nações criaram como meio de se desenvolverem acima das demais. Mas este milagre vai requerer que este planeta se extinga total e absolutamente e outro seja criado para tudo recomeçar do quase nada e a humanidade voltar a nascer do lodo e evoluir, quiçá, em direção oposta àquela do endeusamento de posses e mais posses. Não vejo como isto poderá acontecer, mas Deus é Deus e Ele pode o que quiser. Talvez ainda queira que isto que se auto-denomina de Ser Humano tenha mais uma oportunidade. Eu não daria nenhuma. Como Deus, exterminaria até a Mônada que gerou esta coisa bípede chamada homem.Mas eu não sou a Essência da Caridade, como Deus o é. Então, ainda resta a esperança. Dolorosa, mas, enfim, esperança.