Resultado macabro da guerra urbana. Vale a pena?

Resultado macabro da guerra urbana. Vale a pena?

O que se entende por guerra? Bom, de imediato vem-nos à mente as cenas montadas pelo cinema onde tanques são mostrados disparando seus obuses e derrubando prédios. Vem os “marines” e os fuzileiros norte-americanos, super-homens de mentirinha, que ganham todas as batalhas em que entram. E entram sempre com uma sede assassina que estarrece os que assistem ao filme sem envolvimento emocional. As gueras cinematográficas são uma piada. Quem realmente serviu o Exército, a Marinha ou a Aeronáutica e recebeu treinamento intensivo e voltado para a preparação do soldado como combatente nos campos de Marte sabe muito bem que aquele heroísmo cinematográfico não existe. Mesmo sendo um treinamento, os Oficiais procuram colocar à prova a resistência física e emocional da soldadesca e esta se vê diante de um estresse psico-emocional muito intenso. Há medo. Há revolta. Há uma sensação intensa de estar preso numa armadilha mortal, onde repentinamente a vida da pessoa não lhe pertence mais, mas a uma coisa absurda chamada “Pátria”. Mas de verdade, guerras não são feitas por questões patrióticas. Estas, eram tribais. No mundo dito civilizado as guerras são levadas a efeito com base e tendo por objetivo alvos puramente econômico-financeiro e Políticos, principalmente estes, mas sempre tendo por trás interesses econômico-financeiros escusos. Mesmo os tresloucados muçulmanos do assim chamado Estado Islâmico, não guerreiam senão com vistas a questões de Poder e, entre os homens, o Poder só tem um chão onde firmar os pés: dinheiro. O tal califado que os Mulás tresloucados alegavam querer fundar um califado; tinha como meta de longo alcance o retorno ao mundo de riquezas e exploração do prazer carnal segundo as Leis do Corão. Mulher seria novamente “objeto de cama e mesa” e nada mais. E o ouro, vomitando até das latrinas, é o sonho “dourado” dos idiotizados muçulmanos do E.I.

Por serem donas da beleza física elas se tornam objeto de cobiça e desgraça dos homens que não são ensinados a bem tratá-las e compreendê-las.

Por serem donas da beleza física elas se tornam objeto de cobiça e desgraça de si mesmas e dos homens que não são ensinados a bem tratá-las e compreendê-las.

Portanto, secundando as mulheres, muito ouro e muito luxo. Tudo, na atual modernidade, advindo do petróleo, o qual abunda pelas paragens árabes. Os EUA levaram a efeito muitas guerras onde a razão principal e oculta era a rapina de outros povos, principalmente de suas riquezas, de seus territórios. Até hoje, as guerras americanas têm sempre um fundo econômico-financeiro.

E entre nós? Aqui, no nosso querido Brasil, a guerra é suja. É imunda mesmo. Sua fundamentação é o desmantelamento de um povo através do vício das drogas. E dando o braço aos criminosos das drogas, nossos Políticos os auxiliam com denodo no trabalho árduo do desmantelamento do núcleo de qualquer país que se preze: a família. Vimos sendo tenazmente minados em nossa base mesma pelas duas facções criminosas que atacam ferozmente nossa Pátria: os traficantes de drogas e armas e os Políticos amorais.

E os dominados pelo Crime terminam ou assim ou...

E os dominados pelo Crime terminam ou assim ou…

Os traficantes se voltam para os jovens e buscam escravizá-los através da indução deles ao vício degradante do consumo de drogas. Desde a menos ofensiva, o tabagismo, à mais terrível, o krokodil, embora haja quem diga que a pior mesmo é a heroína, conhecida como a Droga Zumbi.

Por que nossa gente se deixa levar com tanta facilidade para o caminho quase sem volta e sem esperança da drogadicção (=escravização às drogas)? A resposta é simples, mas a execução do trabalho que ela implica é complexa em um povo que há muito perdeu seu horizonte luminoso: E D U C A Ç Ã O. E não falo da assim chamada Educação Escolar, pois a Escola ensina tecnologias e Conhecimento, mas não é seu papel EDUCAR. O papel de Educador por excelência é da FAMÍLIA e neste papel a Política não devia nem sonhar em meter o bedelho. Mas meteu. E com este feito espantoso ela conseguiu estraçalhar nossas tradições familiares e também conseguiu desestruturar a base de nosso país: a família.

Resultado do desmantelamento da Família levado a cabo pelo ESTADO INTROMETIDO.

Resultado do desmantelamento da Família levado a cabo pelo ESTADO INTROMETIDO.

Hoje são os tais Direitos Humanos da Criança e do Adolescente que se arrogam o Direito de dizer como, quando, onde e por quais meios os casais devem educar suas proles. Como se o ser humano fosse um robô e todos fossem iguais a todos. Nosso país é imenso e, dividido por regiões, apresenta características únicas e próprias a cada região. Assim, a Região Nordeste possui características e tradições que não podem ser reduzidas a um denominador comum. Sou nordestino piauiense e, embora tenha vivido toda minha vida útil no Rio de Janeiro; ali tenha casado cinco vezes; ali tenha gerado cinco filhos; ali tenha estudado e me formado e ali tenha clinicado, jamais deixei de ser piauiense e jamais abandonei os valores que me foram passados por uma família extremamente complexa e desestruturada. Meu pai, ex-cangaceiro nordestino, brigão e de gênio explosivo, tinha, não obstante, um código de ética e valores cristãos que impôs a todos os seus filhos e vejo em meus irmãos que, tanto quanto eu, eles os conservam consigo. Aprendi com meu pai que matar não é galardão para ninguém e que arma de fogo é problema, não solução. Aprendi com ele que há uma lei natural que faz que nossas ações sejam como bolas lançadas contra uma parede. Se a bola é lançada com suavidade, retorna suavemente às nossas mãos. Mas quando é lançada com violência, retorna violentamente à nossa face e nos fere e nos faz sofrer. Aprendi que o homem ganhou a palavra para resolver suas questões com palavras e, não, através de armas. Quando uma Nação apela para armas a fim de conseguir a vitória sobre outra nação, então, de verdade, ela foi a única perdedora. No entanto, apesar de todos esses ensinamentos, meu gênio aparentemente pacífico se torna extremamente explosivo quando sou provocado e ferido em meus brios de pessoa. Aí, então, tenho de lutar furiosamente contra mim mesmo, pois aprendi, com um Mestre de Wu-shu Chinês, que meu maior inimigo sou eu mesmo. Se dou vazão ao meu gênio, como fazia meu pai, nem sei onde já estaria hoje.

Eles envelheceram pregando o "amor às armas". Que desperdício.

Eles envelheceram pregando o “amor às armas”. Que desperdício.

No entanto, nesta atualidade horrorosa em que vivemos, o endeusamento às armas está por toda parte. A Violência é o caminho que se indica para qualquer conflito. As novelas televisivas só falam em vingança e a mesma coisa se faz no cinema. Como é que um país que vive grudado nas telas, grandes ou pequenas, pode encontrar um rumo certo se só tem a seu dispor incentivo à violência? Não pode.

Muitos brasileiros defendem a tese de que as armas deviam ser liberadas para o “cidadão de bem”, a fim de que possam se defender e às suas famílias dos violentos bandidos que matam até sem nenhuma razão para isto. Mas o “dente por dente e olho por olho” só vai deixar o mundo banguela e caolho. E a continuar tal pensamento do dente por dente e olho por olho, no final de tudo só haverá bocas desdentadas e cegos no mundo todo.

Aprendi muito enquanto envelhecia batalhando contra a Violência Humana.

Aprendi muito enquanto envelhecia batalhando contra a Violência Humana.

Vingança e Mágoa não são os alimentos emocionais que devemos acalentar para dar à nossa Alma. A fim de nos livrarmos disto, devemos buscar empenhar-nos em novas conquistas, novos desafios, pois a luta, a boa luta, não permite que nosso psiquismo e nossa emocionalidade permaneçam aprisionados no ranço do passado. E devemos negar-nos o direito de julgar nosso próximo, pois não o habitamos para compreender profundamente suas fraquezas e suas razões para enveredar por caminhos tristes e de sofrimentos. Muito cedo meus pais me premiaram com a taça da amargura, do abandono e do descuido com minha dependência deles; dependência de suas proteções. Mas a Vida é a Mestra por Excelência e se temos ao menos um tiquinho assim de boa educação, recebida na nossa infância, então, com certeza, este tiquinho de boa educação sobrepujará o Mal Social e se imporá sobre ele em nosso Ser. Sei disso por experiência. Basta que não deixemos que aquela boa educação; aqueles bons conselhos e bons ensinamentos afundem num mar revolto de Mágoa e desejos de Vingança. Só quem já afundou neste mar de lama podre pode desejar que armas sejam distribuídas à granel a título de auto-defesa.

À tenaz busca da explicação para os fenômenos intrigantes da Vida e da Morte, eu me entreguei todo. Finalmente, me convenci de que a Morte não existe. É uma aberração ainda dos tempos primitivos do homem silvícola. Ninguém morre. Todos mudamos de mundo, de forma física ou de Estado Quântico, se assim preferirem. Mas o que realmente nós somos jamais perece e isto é maravilhoso. Aqueles que chegam a esta compreensão não querem pegar em armas nem para sentir o peso que elas têm. Repudiam-nas. 

Sim, vivemos em guerra. Todos nós. Mas não aquela guerra estúpida movida a interesses mesquinhos econômico-financeiros ou religiosos. Nossa guerra é constante e silenciosa. Volta-se para a luta tenaz travada entre a Escuridão e a Luz; a Ignorância e o Conhecimento; a Paz Íntima e a Batalha diária por ilusões estúpidas. E as armas com que devemos armar-nos para enfrentar esta luta silenciosa e única para cada um, são a Aprendizagem (de toda espécie, não somente a escolástica) e a Capacidade de Ponderação, para saber pesar, medir e contar vantagens e desvantagens de quaisquer reações nossas aos desafios que o viver nos apresenta.

É isto que que tenho a oferecer a você, que neste momento se angustia no silêncio de seu ser ante os quadros dantescos que a Sociedade destrambelhada e mal-dirigida lhe apresenta.

NAMASTÊ!