Esta foto, colhida no Facebook, representa bem este artigo.

Esta foto, colhida no Facebook, representa bem este artigo.

Não, não. Nada de explicações complexas das escolas budistas. Bem simplificado, para qualquer leigo entender, o Samsara é a Senóide da Vida-e-Morte. Ou seja, um caminho espiritual composto de Luz e Trevas, Dia e Noite, Segurança e Medo, Conhecimento e Ignorância, Coragem e Covardia, Verdade e Mentira, Beleza e Desilusão… Enfim, uma senóide humana onde a média se consubstancia na sepultura e no útero feminino. O útero é o zero, o ponto de partida por onde tudo recomeça; a sepultura é o ponto final, onde tudo termina. O SAMSARA é, pois, não uma roda, mas uma eterna senóide… Ou quase eterna, pois há um momento em que, mesmo os mais atrasados, encontram o caminho para sair dali.

Quando a velhice chega à total inutilidade para o corpo encarquilhado, reumático, desvitalizado; quando a mente senciente física começa a variar e as lembranças se confundem e se embaralham; quando o interesse sexual (sexo = prazer, não sexo = coito) fenece e tudo o que rodeia o velho não lhe desperta nenhuma emoção nem mais nenhum interesse; quando, finalmente, a pessoa vê tudo de modo cinzento, isto é, sem o colorido da emoção e sem atrativo, então é chegada a hora de cruzar a Porta de volta ao Mundo Sutil, que, muitos acreditam, é o Mundo Ideal, Celestial etc, etc, etc…

A Senóide do SAMSARA pode ser melhor representada assim:

Morte e Vida Eternos

A senóide do SAMSARA onde se vê que sepultura e útero se igualam como portas que se abrem para mundos (realidades) diferentes.

Se você desejar ver melhor o esquema acima, clique nele e mande abrir o link em outra aba.

Escolhi a árvore divulgada no FACEBOOK porque ela é perfeita como representação da metáfora que criei. O Sol entre os galhos da árvore é, simultaneamente, a sepultura e o útero feminino. Entre o Sol e o Solo, há um ambiente de nebulosidade, que representa o Mundo Super-Etérico, aquele para onde vai a Alma Humana quando a Vida deixa a Matéria Densa do Corpo. Este ambiente era conhecido como o mundo nebuloso de deambulações e desorientação depois do Rio Estige (aqui representado pelo Sol ou pelo ponto neutro sepultura, no esquema da Senóíde do Samsara), na Mitologia Grega. Na Mitologia Cristã, aquele mundo sombrio virou Purgatório. De modo geral, os desencarnados que ainda não foram capazes de ativar ao menos levemente seu Antakarana (o fio que liga o chakra coronário, centrado na Pituitária, ao Corpo Egóico, no Ovo Áurico, à distância de um braço estendido para o alto, acima da cabeça, onde realmente reside o Sopro Divino no ser humano) e seu Sutratma (o fio que liga o Corpo Egóico do ser humano à Mônada Humana, o Deus Único e criador para os Espíritos humanos em evolução) chegam a esta região transitória, intermediária, totalmente desorientado e ainda procurando por sua casa, sua família terrena, seus bens terrestres. Choram, se desesperam e raramente aceitam que “morreram”, isto é, que passaram pelo Portal Túmulo, o qual não permite retorno. Sentem medo, sentem raiva, sentem frio e calor, sentem fome e desejo sexual coital intenso; e sentem de modo agudo a necessidade dos vícios que cultivou enquanto habitava um corpo denso, físico-químico, o pior acicate para um desencarnado. Eles se perdem, se desorientam e buscam desesperadamente ajuda seja de quem seja, tudo na esperança de poder voltar para a vida física densa, para onde suas emoções o atraem fortemente. 

É preciso deixar claro que é da Mônada Humana que vêm todos os “Sopros Divinos” imortais que se destinam à Evolução da mais mínima condição de vida até à Condição de Deus, quando, então, senhor de um poder ilimitado, cada Sopro Divino se torna um Deus criador de Universos em todos os Planos de Matéria e se apronta para, finalmente, fundir-se ao Único, o Eterno Inimaginável.

O Hades é uma ilusão bem concreta para os que se vão ainda cheios de Personalidade.

O Hades é uma ilusão bem concreta para os que se vão ainda cheios de Personalidade.

Neste mundo de matéria Super-Etérica os espíritos trevosos, isto é, aqueles que se apegam desesperadamente ao Mâyâ (o mundo da Ilusão) ou Mundo Físico-Químico, não permanecem por muito tempo. Quase sempre caem no Hades grego, ou seja, descem para o subplano de Matéria densa chamado de Mundo Etérico, que é limítrofe com o Mundo Físico-Químico e é um local de escuridão porque é dos átomos de matéria Etérica que se formam nossos átomos químicos da conhecida Tabela Periódica. E este mundo físico-químico é o Inferno, ou seja, o ponto mais baixo, mais denso, mais pesado que a Matéria Divina pode atingir em sua “queda”.

Frisando: abaixo da paisagem nebulosa, na foto da árvore, há o solo. Ele é negro, impenetrável para quem olha para a foto. Representa, na minha alegoria, a parte mais densa do Mundo vulgarmente chamado de Etérico, onde a Matéria Etérica (ou Mundo das Sombras; mundo dos desesperados) está muito próxima do átomo físico denso e dá origem aos átomos químicos que formam os corpos na Terceira Dimensão a que estamos condenados enquanto seres encarnados. Creio que é esse mundo, é sua matéria, que a Ciência Pragmática Humana chama de “Matéria Escura”.

No Sistema Sansárico, quando uma pessoa passa pela porta chamada Túmulo, pode fazer isto com duas condições de consciência física (ou Alma Mortal Senciente). Ou seja, ela faz a passagem para o outro lado consciente de si e sem adormecimento post-mortem. É o caso dos que morrem de morte violenta , ou morrem por doenças incuráveis, plenamente conscientes de que estão morrendo, mas não se conformam com isto e se desesperam, se apavoram e se apegam a qualquer coisa que acredite que possa prender seu Espírito adormecido na cadeia carnal; ou antes da velhice, em plena atividade produtiva no mundo denso, tendo toda a sua energia psico-emocional voltada para os Dilemas sociais que, acredita, são cruciais para si. Ou pode perder a consciência de tudo e entrar numa espécie de sono profundo, sem sonhos. Pode ser o caso mais comum na senilidade. 

Os Portais de Retorno à Verdadeira Vida.

Os Portais de Retorno à Verdadeira Vida.

Quando acontece a passagem pela Porta do Túmulo através de uma morte súbita, acidental, inesperada, com a pessoa plenamente envolvida com os ambientes de seu viver mortal; plenamente mergulhada na busca de saída para Dilemas de Vida que o desafiam, sua Alma Mortal (sua Personalidade ou Identidade) não nota que fez a passagem. Quanto mais envolvida com os processos de sua vida no mundo encarnado, menos terá consciência de que faleceu. Assim, a Alma Mortal (Identidade) segue vivendo no “limbo”, isto é, na parte figurativa da árvore onde a luz é quase nenhuma e o ambiente é escuro. Na foto da árvore, este ambiente retrata o Mar, o que é perfeito, pois a Água é o Arquétipo Ideal para representar o Mundo Emocional e é justamente na matéria Super-Etérica que se processam as energias emocionais densas, voltadas para o Inferno. E enquanto encarnado somos entes eminentemente emocionais. Nosso comportamento não existiria sem a energia das emoções. E são elas que darão o colorido à nossa existência post-mortem. Se chegamos ao outro lado cheio de emoções positivas, boas, verdadeiramente humanitárias e sem falsidades, não afundaremos para a parte escura e terrífica do Mundo Etérico (o solo, na foto da árvore). Nosso Duplo, isto é, o Molde que durante anos sustentou a forma física que tivemos enquanto encarnado, se movimenta no sentido de ajudar aqueles que se encontram desorientados porque se foram em condições mais ou menos iguais, mas ainda estão no mundo sombrio da Matéria Super-Etérica. Trabalham, frisamos, neste Mundo, nesta Dimensão de Matéria Super-Etérica, aquela entre o Portal Túmulo e o Abismo Negro da Matéria Etérica, tão próxima da Matéria Química de que se constitui este mundo em que vivemos encarnados que é quase sensível a ele. São, assim, os primeiros “socorristas dos mortos” que o individuo desencarnado encontram quando estão nesta condição. Não é uma ajuda efetiva, visto que também eles esperam achar um meio de sair daquele mundo eternamente sombrio, como é a Terra no lusco-fusco da passagem do entardecer para o anoitecer no mundo dos encarnados, mas é uma ajuda no sentido de levar os desesperados a compreender que não mais podem retomar a vida que lhes foi cortada por algum motivo.

Se o desencarnado, em seu desespero, foge ou ataca os que buscam clarificar-lhes as Identidades ou Almas Mortais sobre sua nova condição de vida, estes deles se afastam e eles, tomados pelas reações emocionais mais densas, mais “negras”, como revolta, raiva, desespero, pavor etc… afundam para o Mundo de Matéria Etérica, aquele que é trabalhada para formar os átomos químicos desta realidade que julgamos ser verdadeira e na qual nos sentimos ilusoriamente seguros.

No Mundo de Matéria Etérica, no limite do Mundo Infernal, os vícios dos encarnados atingem em cheio os corpos sutis ou Duplos Etéricos (ou Perespíritos) dos que não mais possuem corpos físico-densos. Assim, os viciados em crack, anfetaminas, cocaína, tabagismo, alcoolismo, prazeres coitais etc.,., através de seus corpos exsudam para o Mundo Astral os eflúvios gasosos daquelas drogas e daqueles vícios carnais e estes eflúvios são absorvidos com sofreguidão pelos “condenados”, ou seja, pelos que se recusam à Morte Física e buscam desesperadamente sentir os prazeres do mundo infernal, da matéria densa, físico-químico.

São estes “mortos” os “demônios” de que fala a Bíblia e os “obsessores” de que falam os Espíritas.

Fico por aqui. O assunto, embora abundante na Internet, mesmo simplicado como fiz aqui, é complexo até mesmo para os que estão acostumados com o tema. Mas voltarei logo, em novo post.

NAMASTÊ.