Bom, até aqui dei uma visão ampla sobre a situação do Espírito quando encarna. Claro que não abordei profundamente o assunto, mas apenas o suficiente para quem nunca teve contato com ele poder ter alguma informação ou se sentir curioso para saber mais, visto que, confessando ou não, todos tememos a hora crucial de nossa partida. Ouço muitos “valentes” dizer que não temem a morte. Certo. Não se pode temer o que não se conhece, mas teme-se o modo como se poderá morrer. Mesmo que este medo esteja constantemente presente de modo subliminar em todos nós, ainda assim cometemos imprudências que nos colocam sistematicamente diante da “Magra”. Ela nos evita, na maioria dos casos porque não é o momento que nós determináramos antes de descermos para o Mundo Infernal. Não se espante por eu dizer que antes de descermos, já determinamos quando deveremos voltar. Não há um grupo de “Devas Cinzentos” (Deva = deus, em sânscrito. Aqui, a referência é feita a anjos específicos, encarregados de cuidar de nossa história de vida espiritual encarnada, desde quando decidimos descer novamente até quando marcamos o modo como queremos retorna. Cada um de nós tem um Deva que a Teosofia e o Ocultismo chamam de Anjo Guardião e o Catolicismo de Anjo da Guarda). que fique de prontidão para nos colher quando alguém determine que assim seja feito. E este é o assunto deste artigo, hoje.

A morte silencia totalmente a Vida do corpo físico, ma não a do Espírito.

A morte silencia totalmente a Vida do corpo físico, ma não a do Espírito.

Bom, suponhamos que você acabou de desencarnar, depois de um período de 80 anos de vida terrena. O que acontece quando o fim do corpo físico denso chega? Muita gente descreve, naquilo que se chamou de “experiência de quase morte” (muito estudada pela Psicologia e pela Medicina), que a primeira coisa que viu quando, no leito do hospital, seu coração parou de bater, foi uma luz que lhe vinha do alto. Que luz é esta? Na verdade, quando sua Alma Mortal começa a ser desligada do corpo denso, ela vê, pela primeira vez, o Antakarana, o fio dourado que prende à glândula pineal o Corpo Egóico, onde repousa aquela centelha divina que é o próprio Deus Criador na pessoa. É este o “tubo” ao final do qual brilha uma estranha e luminosa luz (o corpo egóico, a morada de Deus em nós). Se a Alma Mortal sobe em direção ao Corpo Egóico é porque é uma Alma Caridosa, Pura, com um mínimo de maldades e erros emocionais e comportamentais. 

Outros, narraram com desespero que não viram a tal luz, mas sim que se sentiram caindo para um lugar escuro, fedorento, onde gritos de dor, de desespero e raiva com muitas imprecações eram ouvidos por eles. No entanto, não conseguiram ver quem gritava, nem quem xingava. O ambiente era escuro como uma noite sem lua. O solo era escorregadio e fétido, muito fétido. A pessoa descreveu ter sentido um terror indescritível e a tomada de consciência de que estavam sozinhos; a certeza de que tinha caído no inferno (cristão).

Outros, também não narraram a luz, mas uma descida súbita, como uma queda vertiginosa, em um ambiente nebuloso, onde a neblina densa era muito fedorenta e pegajosa. Mãos saiam daquela bruma densa e tentavam segurá-los. Pedidos de socorro, choros e gritos de medo eram ouvidos como vindo por todos os lados. Eles tentaram andar, mas o chão era escorregadia e fedia muito. Alguns caíram e tiveram ânsia de vômito quando perceberam que andavam sobre carne humana em decomposição. Compreenderam que estavam dentro do cemitério e não sabiam como sair dali…

Finalmente alguns, raros, grande parte ateus e que não criam em vida pós-morte, enxergaram a tal luz. Era muito bonita e eles se sentiram atraídos por ela. Uma força irresistível os atraía e sem que fizessem nenhum esforço ou se encaminhavam para a luz, ou eram levados em levitação em direção a ela. O túnel luminoso abria-se em um belíssimo jardim, onde um perfume gostoso e jamais sentido na terra, inundava-lhes as narinas. Viram pássaros canoros e muitas pessoas vestidas de branco andando aos pares ou conversando em grupos. Também ouviram uma música maravilhosa, cuja beleza não era encontrada em nenhuma das mais belas canções criados na Terra. Não ouviram o que as pessoas falavam, mas todos os que passaram pela experiência positiva, religiosas ou não, disseram que a partir daquele momento não mais queriam retornar à terra. Queriam ansiosamente ultrapassar uma espécie de portão de ferro, aberto diante deles, mas no momento em que chegavam ao portão uma voz maviosa lhes dizia: “Ainda não é chegado o momento de você vir para cá. Tem de voltar e terminar o que deve terminar”. As mensagens variam nas palavras, mas todas são uma ordem de retorno e este se dá sempre através de um forte puxão para baixo, o túnel de luz é percorrido rapidamente em sentido contrário e as pessoas despertam subitamente no leito do hospital. 

Você pode encontrar centenas de livros sobre este assunto na internet. Grande parte em Inglês, pois são nos países que falam este idioma (e no russo também) que mais se fazem estas pesquisas. Basta que mande buscar sob o título “experiência de quase-morte”. E os relatos que ali constam não são invenções, posso garantir, visto que eu fiz várias projeções astrais e sei que o Espírito livre do jogo da prisão carnal pode realmente flutuar em lugares lindíssimos, em paisagens da História humana já acontecidas e ver, ao vivo e a cores, realidades que não foram descritas em livros ou que foram escamoteadas propositadamente por pessoas ímpias ou maldosas. Há, porém, uma diferença crucial entre aqueles que fazem projeção astral  e os que partem definitivamente deste período evolutivo em que viveram. Os primeiros não saem totalmente da realidade do aqui-e-agora; da realidade do tempo-espaço em que ainda estão presos aos seus corpos físicos densos (a terceira dimensão). Os segundos, não. Eles realmente saem da terceira dimensão e vão em direção à quarta dimensão, onde tudo, absolutamente tudo, é diferente do que se vê e sente aqui embaixo. Mas vamos por partes.

Suponhamos que você é uma pessoa descrente, materialista, porém tem um rígido sentido de Moralidade, de Honestidade e de Lealdade. Não mente, mas não é agressivo. Se vê que vai machucar ou causar grande perturbação dizendo a verdade “nua e crua”, opta por silenciar, mesmo que em silenciando termine por ser mal-compreendida e leve algum prejuízo, seja material, seja emocional. Suponhamos que você, por ser assim, perdeu grandes oportunidades de ganhar muito dinheiro ou muita fama ou destaque em determinado campo social ou político. E chega o fim do tempo que você se tinha determinado estar aqui, encarnado. Você viveu uma vida sóbria, regrada, cheia de cuidados em não se envolver com pessoas fúteis ou criminosas, egoístas, do tipo que quer levar vantagem em tudo. Por este excesso de cuidado, algumas vezes você negou a ajuda a alguém que precisava desesperadamente dela para poder sair de uma situação horrível, que a levou a se perder e enveredar por descaminhos que poderiam ter sido evitados se você tivesse se disposto a se arriscar para ajudar.

Eis a mais recente estrela descobra na Via Láctea e que é a maior detectada até este momento.

Eis UY SCUTI, a mais recente estrela descobra na Via Láctea e que é a maior detectada até este momento. Seu raio mede 1.708 vezes o raio do Sol e seu tamanho é de 2.375.828.000 km.

Você não cairá na escuridão do “Hades”, isto é, no mundo trevoso da Matéria Etérica. Será atraído por aquela luz misteriosa e vai adentrar um local belíssimo, onde encontrará os seus entes queridos que tinham partido antes de você. Sua surpresa será enorme. Mas encontrará espíritos humanos desencarnados que o receberão e o ajudarão na difícil tarefa de retomar a consciência adormecida que você já teve, quando vivia naquela dimensão, mas que adormecera quando você desceu ao Hades dos encarnados. Passado um tempo não dimensionável segundo nossos relógios e nossos calendários, pois lá o tempo independe do giro da Terra ao redor do Sol ou ao redor de si mesma, você volta a ter plena consciência de sua Vida Pré-Vida Encarnada. Então, você pode olhar criticamente sua última vida encarnada e analisar criteriosamente seus “erros” e seus “acertos”; suas “boas ações” e suas “más ações”. No cômputo final é você; é sua Consciência Espiritual que fará o julgamento justo sobre seus ganhos e suas perdas. Então, fica por sua responsabilidade decidir se quer retornar e tentar melhorar sua condição evolutiva, ou se prefere deixar-se permanecer ali, naquele nível de Consciência Cósmica, até quando outra estrutura planetária aconteça, com uma humanidade diferente desta em qualidade de Emoções e Desejos. Diferença para melhor. Uma diferença que fará que as pessoas encarnadas não sejam tão pusilânimes quanto aquelas do mundo que você deixou para trás. Isto pode implicar em éons e éons de tempo, mas o que é o Tempo na super-dimensão além da Matéria Densa? Um éon, no tempo terrestre, é tão grande que abrange algo em torno de quatrilhões de anos terrestres. No entanto, esta grandeza em tempo terrestre é nada, se considerarmos o tempo na dimensão da maior estrela já descoberta na Via Láctea, chamada de UY Scuti, cujo diâmetro equivale a 1.708 raios solares e cujo tamanho (circunferência) é de 2.375.828.000 km. Diante desta estrela gigantíssima, todo o sistema solar é absolutamente nada; é comparável ao tamanho de um átomo de hidrogênio. Então, um éon terrestre não passa de um segundo ou, no máximo, um minuto no tempo dimensional da estrela UY SCUTI. Você pode perfeitamente esperar, não é?

Agora, suponhamos que você foi um crápula de carteirinha. Do tipo Polititica Nacional Brasileiro, no qual não falta nenhum dos pecados condenados pelo Homem de Nazaré. E você desencarna. Vai direto para o mundo trevoso de Matéria Etérica. Lá onde os corpos etéricos estão em desfazimento e tão próximos dos corpos físicos que os eflúvios nauseabundos destes chegam com força e intensidade multiplicada por mil. Claro está que você se desespera e luta ferozmente para fugir daquele lugar maldito. Mas não adianta nada, pois seu Duplo está preso, pelos vícios pesados, ao corpo físico-químico que se desfaz dentro da sepultura. Você vai permanecer ali por um tempo equivalente à quantidade dos vícios que cultivou durante a vida encarnada miserável que levou aqui no Mâyâ. Cada vício lhe dará um tempo enorme no desespero do Hades. Assim, se você foi um mentiroso tipo Lula, convicto da mentira, mas falso até o insuportável, vai permanecer por cem ou mais anos danando-se naquele ambiente terrífico. Esgotado o tempo da Mentira, você entra no tempo da Cobiça. Mais outros cem ou mais anos ali dentro. Terminado este tempo de agruras terríveis (você não dorme, não se cansa, mas sente tudo o que sentia quando “vivo” na Terra multiplicado por mil vezes, visto que já não mais tem neurônios que são lerdos, lentos e limitados na capacidade sensorial que desenvolveram até este estágio de evolução em que os encarnados se encontram), você entra no tempo da Falsidade. Mais uma centena de anos de sofrimento e desespero. Terminado o tempo da Falsidade, você entra no tempo da traição. Mais cem anos de dores e desespero. Terminado o tempo da Traição, você entra no tempo da Concupiscência, cuja duração ultrapassa a centena de anos terrestres. Aí, tudo vai depender do quanto prejudicou através destes pecados. Se você é do grupo polititica nacional brasileiro… Ih, amigo, você vai ficar bilhões de anos padecendo ali dentro, pode crer. E assim por diante até que se esgotem seus vícios de alma mortal. 

Neurônios são "lerdos" e "primitivos" diante do nadi sutil que forma o Duplo Etérico.

Neurônios são “lerdos” e “primitivos” diante do nadi sutil que forma o Duplo Etérico.

E agora você me pergunta: “Ora, se a alma não tem neurônios, não tem mais cérebro físico, não tem a capacidade da sensação; então, como pode sentir dor ou sofrimento? A resposta é fácil e a pergunta é feita porque você desconhece totalmente o que seja o Duplo Etérico. Em poucas palavras este Duplo é onde realmente existe a sensação e tudo o que a ela diga respeito. Neurônios são somente equipamentos “mortos” que são sensibilizados por descargas eletroquímicas e nada mais. O verdadeiro fenômeno da sensação ocorre no Duplo Etérico. Quando este se vê livre da matéria física, densa, pesada, lerda, então a sensação se torna mil vezes mais intensa. Uma dor de dente, por exemplo, pode ser sentida mil vezes mais intensamente do que a sentida no corpo físico-químico denso. A dor emocional, então, nem é bom imaginar a intensidade com que atinge a Alma do desgraçado. Se você refletir mais intensamente no que lhe informo verá que é muito bom tratar de seguir as pegadas do Cristo, pois os caminhos desviantes vão-lhe fazer sofrer dores que Ele não sofreu nem mesmo quando crucificado.

Mundos em um Subplano do Plano de Matéria Etérica. Como são Sete Subplanos o número de "Casas do Pai" é infinito para nós.

Mundos no Primeiro Subplano do Plano de Matéria Astral, a contar do mais denso para o mais sutil. Como são Sete Subplanos o número de “Casas do Pai” é infinito para nós somente considerando o Primeiro Subplano do Plano Astral.

Mas nada é Eterno, senão o Inominável. Então, mesmo no mais profundo da Matéria Etérica onde sua Alma Mortal esteja mergulhada, um dia, mesmo que seja daqui a uma centena de milênios, você finalmente é resgatado daquilo. Então, será transportado para um local menos tenebroso. Como seu Duplo Etérico já se terá desfeito, pois o Duplo também morre, você será conduzido ao Mundo de Matéria Astral. Como eu já ensinei em outros posts, o Plano Astral é dividido, aliás como os demais Planos de Matéria Cósmica, em 7 Subplanos. Contando do mais inferior, o mais denso e mais próximo do Subplano Super-etérico Atômico, temos um grupo de 4 Subplanos Astrais chamados de Subplanos Inferiores do Astral. Cada um deles contém duodecilhões e duodecilhões de glóbulos de Matéria Astral que são os equivalentes dos planetas físicos-químicos. Não vou adentrar o estudo mais detalhado de tais glóbulos ou “planetas astrais”, pois não vem ao caso e seria cansativo tentar descrever cada detalhe necessário para que um “cego” no assunto pudesse fazer uma pálida idéia do que seja o Universo do Sétimo Subplano do Plano de Matéria Astral, o que é mais denso nesta matéria e mais próximo do primeiro subplano do Plano de Matéria Etérica. Só em ler o que escrevi o leigo já se sente confuso, eu sei. Mas “o caminho do céu é estreito e cheio de espinhos”, não é mesmo? Não há como simplificar mais do que estou simplificando, mesmo que ainda assim o assunto pareça confuso.

O Mundo de Dores Cruciantes, o Fogo Eterno, consubstancia-se no Mundo Astral Inferior, ou o Sétimo Subplano do Plano de Matéria Astral.

O Mundo de Dores Cruciantes, o Fogo Eterno, consubstancia-se no Mundo Astral Inferior, ou o Sétimo Subplano do Plano de Matéria Astral.

“Morto”, vivendo apenas em sua “Alma Mortal” ou sua “Identidade Individual”, você passou do mundo das sensações para o mundo das emoções. A Matéria Astral é a Matéria do Sentimento e este se divide em inúmeras emoções. Aqui, você não sofrerá as dores físicas multiplicadas mil vezes, não. Aqui você não tem mais o Duplo Etérico, o envoltório da sensação por excelência. Aqui você tem um envoltório de matéria astral, logo, de matéria EMOCIONAL. Você vai adentrar o mundo das Emoções e, neste, vai vivenciar com intensidade as emoções que mais cultivou enquanto encarnado. Se foram emoções eminentemente disfóricas, ruins, perversas, então, amigo, prepare-se para mais uma vez viver um inferno daqueles. Você não chorará pela dor física, mas pela dor emocional, dezenas de milhares de vezes mais intensa do que aquela. A Culpa, aqui, não tem o freio da consciência mundana, cheia de escapulidas através de argumentos banais para silenciar a consciência. Aqui, preto é preto e branco é branco. Não tem cinza nesta gradação. Então, pense muito bem antes de prosseguir alimentando rancores, mágoas, vinganças e emoções mesquinhas em relação aos seus irmãos terrestres em seu ser emocional. Isto vai-lhe custar muito caro, pode acreditar. Lembre-se: Não julgueis para não serdes julgados. Todo julgamento implica uma reação emocional ruim e isto é uma carga terrível para seu Corpo Astral ou Corpo Emocional. Perdoe o insulto ou a injúria que lhe fizerem e não terá de enfrentar as agruras do Mundo Astral em que vá ter de viver um tempinho daqueles…

No Mundo Astral ou Mundo Emocional, visto que a matéria sutil deste Plano de Matéria Cósmica é altamente sensível às emoções, você vai enfrentar uma escadinha nem sempre agradável. Em outras palavras, você vivenciará reações de culpa e por vários matizes de emoções disfóricas (negativas) que tenha alimentado durante sua última existência no mundo do Mâyâ. Mas, ao contrário do que acontece no pesado mundo de Matéria Etérica, aqui no Astral você contará com um batalhão de semelhantes seus, cujas dívidas já foram saldadas e que optaram por dedicar um tempo a pensar (=curar) suas dores emocionais. Isto nada tem haver com a metodologia das ciências terrenas, como a Psicologia ou a Psiquiatria. Tudo é feito através de passes magnéticos, para os quais, o desencarnado abnegado tem de fazer um longo treinamento específico para cada tipo de reação emocional. Como você pode ver, aqui também se estuda. E como!

Finalmente, você chega ao Quarto Subnível de Matéria Astral, onde seus vínculos emocionais com o que viveu enquanto ser terreno ou desapareceram totalmente, ou não passam de uma leve recordação que não lhe causa qualquer reação emocional. Aí, então, você está apto a ter acesso à visão e análise crítica de sua última existência e ao cotejamento, junto com auxiliares especializados neste trabalho, do seu aproveitamento durante suas últimas sete encarnações. É aí que entra em ação seu livre arbítrio. Você pode decidir não retornar ao mundo encarnado por um tempo determinado e preferir permanecer trabalhando junto com os “socorristas” no auxílio dos que estão chegando. Mas este seu livre arbítrio só tem validade se o estudo de suas encarnações mostrar que você veio tendo uma evolução positiva, reduzindo as más reações emocionais e aumentando concomitantemente suas boas ações. Elas não necessariamente têm que dizer respeito a seus semelhantes nem, tampouco, se embasarem em decisões apenas “boazinhas”. Por exemplo: num conflito entre dois países, no qual você comandou um exército de um deles, você se viu obrigado, por estratégia e para salvar milhares de seus conterrâneos, a optar por enviar para a morte um grande contingente de seus soldados. Você sabia que eles iam morrer, mas o sacrifício deles era necessário para que uma grande população se salvasse. Não houve maldade em sua ação, segundo o julgamento superior de seu Eu Interior. Foi o caso concreto do desembarque dos aliados na costa da Normandia. O alto comando sabia que ia haver um verdadeiro massacre daqueles soldados, mas o sacrifício deles salvaria o mundo de uma hecatombe de futuro desastroso para toda a humanidade. E cada um dos que ali perderam a vida carnal, certamente ganharam muito no outro lado, visto que se sacrificaram conscientemente em prol de um bem maior.

A Justiça Divina, até onde se pode ir em sua compreensão, é perfeita.

Esquema representativo da libertação da condição chamada de Roda do Samsara.

Esquema representativo da libertação da condição chamada de Roda do Samsara.

Agora, estude atentamente o esquema acima e veja se consegue visualizar o que tento-lhe transmitir com toda esta minha explanação. Procurei fazer que ele fosse bastante simples, mas você vai precisar de algum esforço para apreender sua representação.

Você vai chegar à conclusão de que seu tempo dentro da senóide do Samsara só depende de seu esforço; vai compreender, também, que não há nenhum juiz com o dedo em riste acusando-o dos seus erros e mal-feitos. Este Juiz é sua consciência e ela não o condena ao Hades do Etérico nem aos Mundos Astrais Inferiores. Quem faz isto, de modo natural, é o peso de suas ações e de suas emoções.

Alguma dúvida?