Mendigo. O Brasil está regurgitando gente nestas condições e os Polititicas querem mais é que a "classe" aumente.

Mendigo. O Brasil está regurgitando gente nestas condições e os Polititicas querem mais é que a “classe” aumente.

Diz o dicionário que esmoler é a pessoa que dá esmola e mendigo é a pessoa que pede esmola. Quem dá esmola é porque tem sobrando. Ao menos é assim que se pensa na atualidade, embora seja esmola, por exemplo, a ajuda que se dá e não envolve dinheiro ao vivo e a cores. Ir a hospitais de crianças com câncer para lhes alegrar o dia contando histórias etc… ou ir a um abrigo de idosos para conversar com eles e lhes minorar a solidão. Isto também é esmola. Mas não falo deste tipo de esmola em que a pessoa doa de si mesma, de seu esforço pessoal, de sua dedicação exclusiva ao próximo. Falo da esmola mais reles, aquela que se reduz a dar migalhas de dinheiro (centavos), que é o que a maioria faz.

No Brasil são esmoleres os políticos, seus familiares e seus apaniguados protegidos pelo Partido a que pertencem. Por que? Porque são ricos à custa do Erário Público. Simples assim.

Sócio majoritário da OI e dono de uma gleba de terra equivalente ao estado do Maranhão. O bichinho enricou da noite para o dia. Um gênio, segundo seu paizão ladrão e sem-vergonha.

Sócio majoritário da OI e dono de uma gleba de terra equivalente ao estado do Maranhão. O bichinho enricou da noite para o dia. Um gênio, segundo seu paizão ladrão e sem-vergonha.

Tomemos dois exemplos. O primeiro o filho do Lula, o Lulinha. Era um pé-rapado como seu pai quando metalúrgico. O pai se tornou político e Presidente da República do Brasil. O filho, milagrosamente, através de santos como a Odebrecht e outros se tornou bilionário e dono de fazendas que, juntas, são maiores que o Estado do Piauí. Realmente um fenômeno para quem não sabia fazer nada, ainda que tendo um diploma que, certamente, para conseguir, colou de todos na sua turma. Isto não é vantagem nenhuma, visto que em nosso país os estudantes de terceiro grau se esbaldam em colas e transcrições ao pé da letra de livros ou artigos para apresentar em sala como obra de seu grupo, embora o professor saiba perfeitamente que não é. Mas tudo bem. Isto é Brasil.

"Graças aos céus o maldito blogueiro não está falando de mim, desta vez. Tomara que fique mesmo só no FURIOSO!"

Ele se gabava de ter nascido pobre. Como isto, agora, é perigoso, sua origem humilde sumiu até da Wikipédia.

Outro exemplo é Marconi Perillo. Segundo ele mesmo contou cheio de orgulho, em um programa de TV, ele era pobre. Vendia espetinho de carne pelas ruas do vilarejo onde nasceu, Palmeira de Goiás. Pé no chão, remelento etc e tal. Família também pobre, segundo suas próprias palavras. Então, entrou para o PMDB (no Centro-Oeste o sonho maior de todo pobre é entrar para um partido político e aprender com os “águias” a arte de enricar sem fazer esforço físico) e pronto. Hoje é senhor todo poderoso do Centro-Oeste, danado de rico e dono de muitas fazendas. Como aconteceu o milagre? Entre para qualquer partidão, lamba o saco de todos os que já estão lá dentro e sirva de saco de pancada para algum deles e, com muita sorte, você também vai levar seu pedaço do bolo – uma fatia de terra gorda deste Brasil de coitadinhos. Uma vez subindo dentro da hierarquia do Partido você deixa a classe dos mendigos e passa para a riquíssima classe dos esmoleres. E distribuindo esmolas sabiamente dosadas e a pessoas certas, você constrói seu “curral eleitoral” com “cordeiros” fiéis. A cada quatro ou oito anos, você volta a distribuir benesses, pouca coisa, um contratinho de trabalho de um salário mínimo e uma função gratificada e pronto. Veja você, o ascensorista do Legislativo ganha o triplo do que ganha um oficial da Marinha, um Capitão de Mar e Guerra (= Coronel do Exército). Este, rala duro por cinco anos para sair aspirante e terá de percorrer um caminho cheio de desafios duros para ganhar suas divisas. Aquele tem só que ser lambe-saco de Esmoler e garantir a este um punhado de votos certos. Depois disto, tem apenas de manejar a manivelinha do “sobe” e “desce” do elevador. Não é uma desgraça só?

O Juiz sabe que sua luta é a mesma que enfrentou David. Só que aquele tinha apenas um Golias diante de si. E Moro tem centenas deles.

O Juiz sabe que sua luta é a mesma que enfrentou David. Só que aquele tinha apenas um Golias diante de si. E Moro tem centenas deles.

Estamos de chapéu na mão. Não os Excelências, pois a estes o país todo não conseguiu nem arranhar. Moro bem que se esforça, mas parece que nada em mar revolto, onde as Leis já aprovadas pelos Excelências e as que batalham para aprovar a-toque-de-caixa, de afogadilho, são absurdamente favoráveis aos criminosos, do pé-de-chinelo ao colarinho branco. E tudo veio com o nascimento em nossa terra de uma coisa esquisita chamada Direitos Humanos. Para os ativistas desta coisa, só não é Direito Humano a obrigação dos cidadãos criminosos pagarem seus crimes dentro de prisões. Isto não! Os coitadinhos assassinos, estupradores, pedófilos, cruéis matadores desequilibrados emcional e psicologicamente, não merecem as cadeias brasileiras. Porque elas são medievais, eles devem ser postos nas ruas para continuar matando, roubando, estuprando, “pedofilando” etc e tal. As lagrimas e as dores das famílias brasileiras, totalmente desamparadas pela Defensoria Pública de qualquer parte deste país de mendigos, rolam nas faces apenas para que as TV’s do país consiga levar ao ar uma notícia que preencha o vazio do horário dito “nobre”. Não se anuncia jamais a prisão de Deputados e Senadores denunciados pela Mídia escrita aos quatro ventos. Estes, são intocáveis.

Em meu peito de velho jogado ao lado da vida na condição de aposentado do INSS assaltado pelos ladrões de colarinho branco rola um pranto que não me chega aos olhos, cujas lágrimas secaram há muito tempo. E eu me lembro de Castro Alves e seu “Navio Negreiro”:

“’Stamos em pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar – dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.

‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
– Constelações do líquido tesouro…

‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…

‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…

Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?

Socoooorrrrroooo! Tem alguém aí?

Socoooorrrrroooo! Tem alguém aí?

Sim, velho Castro Alves, aquele povo a que te referiste ainda existe e está mais cruel e mais covarde que nunca! Não mais o chicote, o açoite dos feitores, mas a crueldade de corações desumanizados pela ganância, pela gula, pela avareza, que faz que eles desviem nossos dinheiros públicos, amealhado sob o jugo do trabalho forçado e doloroso, para suas contas no exterior; ou o empreguem para comprar glebas e mais glebas de nossa Terra de palmeiras onde já não cantam os sabiás.

Silêncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!…
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…

Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!

Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

Moro, faz o que Andrada não conseguiu. Arranca não o nosso pendão, que é insultado e envergonhado e desrespeitado diariamente pelo Legislativo Brasileiro, mas sim os de colarinho branco que não se pejam de fazer da Mentira seu galardão e da Ganância seu orgulho.

Salva-nos, Moro, senão vamos todos para o porão do crime organizado…