“Finalmente, ganhei, plebeus ignaros.”

Eike Batista está em sua mansão,usufruindo do que há de melhor em sombra e água fresca. Proibi-lo de usar telefones ou quaisquer meios de se comunicar com antigos aliados no crime contra o país é fichinha. É brincadeirinha de criança. Ele tem à sua disposição um batalhão de empregados de alta representatividade, como seus advogados, que podem trazer-lhe pedidos de orientação e levar de volta as tais orientações par seus companheiros de crime. Comprovadamente e confessadamente ele atentou contra o Brasil e todo o seu povo. Cometeu crimes até no exterior e atingiu gente em todas as partes do mundo. No entanto, o Ministro Gilmar Mendes, mostrando uma erudição no mínima ridícula e inútil, sai-se com pérolas como esta, no despacho em que mandou soltar o criminoso confesso: “Muito embora graves, esses fatos são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão. Teriam acontecido entre 2010 e 2011. O paciente não é formalmente acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa liderada por Sérgio Cabral. Pelo contrário, a denúncia não imputou ao paciente o crime de pertencer a organização criminosa.” De quem zomba o Ministro: dos brasileiros ou dos estrangeiros lesados pelo criminoso internacional?

O que é que ele defende? O Brasil ou os criminosos? Creio que é tempo de aterrizar na realidade, Ministro.

Diz sua Excelência (?) em sua verve apurada e rebuscada, talvez a verve que usam todos os togados nossos para enrolar aqueles não iniciados no complexo e empolado modo de se expressar dos que lidam com a Letra da Lei: ” ‘O fato de o paciente ter sido denunciado por crimes graves, corrupção e lavagem de dinheiro, por si só, não pode servir de fundamento único e exclusivo para manutenção de sua prisão preventiva’”. Ao ver de nós, leigos, Eike não é paciente; não é pacífico nem manso; disfarçado, sim. Mas manso? Não. Mentiroso, sim. Diz o dicionário que é paciente aquele sobre quem recai  ou é exercida a ação de um agente. Bom, pode-se entender este “agente” como um esbirro da Lei? Possivelmente. O dicionário não explicita isto. O dicionário também diz que é paciente a pessoa que espera com calma, que persevera com ânimo sereno. Isto cabe aos bons e aos justos, coisa que não cabe imputar ao sujeitinho criminoso. Ele até podia estar esperando com calma porque sabia que seus advogados bandidos, tão bandidos quanto ele mesmo, por todos os artifícios possíveis que nosso Código Penal disponibiliza aos maus causídicos, chegaria ao duvidoso Ministro do nosso Supremo Tribunal Federal. E digo duvidoso porque entendo que o Ministro, enclausurado em sua gaiola de ouro e coberto pela toga negra, inútil símbolo de coisa nenhuma, apega-se à Letra da Lei e se esquece que no Supremo Tribunal Federal o que se deve exercer é a Justiça e esta, por sua própria Natureza, está acima das leis criadas e aprovadas por pusilânimes como os que zumbem nas Casas do Poder que devia ser nosso, do povo, mas que não mais nos pertence.

Eu me solidarizo com o Juiz Sérgio Moro que, abatido, reconhece que sofreu sua primeira derrota no STF. Mas discordo quanto a dizer que foi o STF o causador de sua derrota. O STF são 12 Ministros e, embora haja mais três que vivem isolados da realidade brasileira e apegados à defesa dos criminosos ricos, de colarinho branco ou não, nem todos nos solapam, graças a Deus.

Sem me delongar mais, gostaria de convidar meus leitores a ouvirem a aula de Direito do Trabalho abaixo. Talvez tomem consciência de que o que vem aí é tenebroso, se a tal Reforma Trabalhista for aprovada tal qual querem os de colarinho branco e as empresas que lhes darão sustentação nas próximas eleições e nas que a elas se seguirem.

https://youtu.be/-EwK1qx6oH4.