JUDAS ISCARIOTES 1Abel deu um salto de sua cadeira, olhos arregalados de espanto e raiva. Não podia acreditar no que ouvia. Tinha mandado buscar Qeryoth para saber quais eram as novas aprontações de Yehoshua, o milagreiro agitador, e o discípulo do Cristo sem rodeios lhe contou a palestra de seu Mestre com os apóstolos e sua família. Não fizera isto por sua vontade, mas porque seu Mestre o havia chamado em particular e lhe avisara de que o rabi o procurava por toda Cafarnaum. E lhe dera ordens expressas de ir ter com o detestado homem e lhe contar com a máxima fidelidade o que ele, Yehoshua, havia dito sobre os Demônios aos seus familiares e seus apóstolos. Yehudhah não compreendera a razão daquela ordem esquisita, mas discordou dela e o disse, como sempre, diretamente ao seu Senhor. No entanto, este lhe impôs que cumprisse com o que ele ordenava e não lhe questionasse razões que não estava disposto a explicar a ninguém. Agora, vendo o rabi Abel avermelhado de ira e com os olhos injetados de sangue, o apóstolo do Cristo se divertia intimamente. “O idiota”, pensava ele, “nunca vai alcançar a sabedoria dos ensinamentos de meu Senhor Yehoshua. É mesmo um asno”.

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Os rabis detestavam e temiam as pregações de Yehoshua. Ele subvertia a Lei e arrastava atrás de si uma multidão de revoltados que bem podiam-se transformar em grande dor de cabeça para o Templo.

— Esse homem nos insulta! — Urrou apoplético o rabi Abel. — Ele falta com o respeito ao nosso Templo e suas Leis e, ainda por cima, tem a ousadia de dizer que nós, o povo escolhido, somos… somos… SOMOS DEMÔNIOS! Demônios, Yehudhah! Tu apreendes bem a profundidade desta injúria ao Povo de Deus?

Com um sorriso de mofa na face, o discípulo rebelde retrucou intimamente satisfeito por ver a raiva impotente do rabi diante de si.

— Meu Senhor Yehoshua — e frisou com satisfação esta expressão — não chamou apenas aos judeus de demônios. Ele disse claramente que todos os homens e todas as mulheres, judeus ou não, hebreus ou não, são demônios. E o disse com razão, eu entendo assim…

— Cala-te, INFAME!  — Urrou o rabi, apoplético. Espuma surgia nas comissuras de seus lábios. — Nós, os sinedritas, precisamos de ti, mas não abuses da surte, estás entendendo? Declarar que aceita as palavras malditas desse a quem chamas teu senhor é colocar-se contra Jeovah, bendito seja seu nome! Tu não entendes que isto é a maior blasfêmia que alguém pode cometer? Além disto, teu Senhor, como tu o chamas, é um agitador dos mais perigosos porque é insidioso. Destila suas idéias nas mentes das pessoas de modo melífluo…

— Novamente eu discordo de ti, rabi — cortou Yehudhah, sério e ousadamente. — Em nenhum momento meu Senhor foi melífluo nem insidioso. Ele fala claramente, francamente e…

— CALA TUA BOCA! — Urrou Abel avançando um passo na direção de Qeryoth, que não se moveu, mas fechou a carranca num aviso silencioso. — Posso não ser páreo para ti num combate homem a homem, Qeryoth, mas tenho centenas de mercenários a serviço do Templo que podem muito bem dar cabo de ti e de teu Senhor, como tu o chamas. E por extensão, posso mandar que prendam todos os parentes dele. Aí, quero ver o que tu e ele poderão fazer!

A ameaça surtiu efeito e Qeryoth se controlou de má vontade. Enfrentar os mercenários ele tinha como, visto que sua gangue era muito numerosa. Bastava que os chamasse para o combate e todos estariam prontos. Mas havia a família de seu Senhor e ele não podia colocá-la em perigo.

Senador Romano em sua roupagem

Um típico senador romano

No mesmo dia em que o rabi e Qeryoth se enfrentavam, chegava a Cafarnaum, pela manhã, a comitiva de Publio Lentulus, acompanhado de Sulpicio. A filha do Senador estava pior e sua mãe, Lívia, juntamente com as duas criadas que lhe cedera o Pretor Sulpicio Tarquinius, Ana e Sêmele, ambas judias, se desdobravam em cuidados para com a criança.  O senador estava ardendo em brasa de desejo de ir imediatamente até o milagreiro famoso levando sua filha para que ele a curasse, mas seu orgulho o conteve. Era um Senador de Roma e a seu ver não ficaria bem dar tamanho exemplo de fraqueza. Principalmente diante do Pretor de Pôncio Pilatos. Mesmo assim, chamou um de seus legionários e mandou que fosse até à guarnição que havia acantonada na vila e lá obtivesse informações sobre o homem misterioso, enquanto sua família se instalava no palacete de seu anfitrião. O resultado não foi o que esperava. Os legionários pareciam ter grande admiração pelo misterioso Yehoshua, mas ninguém sabia de seu paradeiro. Não tinham recebido ordens de o vigiar e, por isto, não estavam a par de suas andanças. Mas informavam que o homem não se encontrava em Cafarnaum. Tinha-se ausentado da cidade fazia pouco tempo, dirigindo-se para a vila de Nazaré, de onde diziam que é natural. Não se sabe se ali continua, pois é um andarilho inquieto. O Senador pensou durante muito tempo no que lhe tinham informado e decidiu. Chamou as servas judias e lhes recomendou que discretamente procurassem informações sobre o paredeiro de Yehoshua e quando descobrissem onde ele estava, viessem contar. Também as liberou para participarem do grupo de pessoas que ouviam as pregações do homem misterioso. As mulheres foram à cata de Yehoshua, mas não o encontraram em parte alguma. Muitos lhes diziam que ele tinha ido para a vila de Citópolis, mas as duas não se dirigiram para lá. Tinham obrigações para com a criança doente e retornaram ao palacete de Pôncio Pilatos, em Cafarnaum, onde o Senador estava hospedado com sua esposa e filha. 

 O senador Publio Lentulus decidiu que ele mesmo iria à cata de informações do rabi e sem hesitar, trajando sua roupa de Senador de Roma, em uma liteira carregada por oito musculosos escravos líbios, andou pelas ruas de Cafarnaum sempre buscando quem lhe desse informação sobre o paradeiro do milagreiro. Em vão. Apenas confirmou que os romanos não eram bem-vindos ali. Retornou frustrado, mas não sabia que sua procura havia chegado até à residência de Abel. O criado do rabi adentrou o ambiente onde acontecia o encontro dele com Qeryoth e lhe deu a informação. Era a 11ª hora do dia (17 h no nosso horário) e Abel exultou. Virando-se para Yehudhah quase gritou a informação, mas compreendida a seu modo.

— Vê, estúpido! Teu Senhor tanto fez que um Senador de Roma está em Cafarnaum à cata do agitador. E agora, o que me dizes? Ele vai ser preso! Vai parar na cruz romana. E eu acho que ali é realmente o lugar do agitador. Acabou-se tua esperança de uma rebelião e a esperança dele de se tornar rei dos judeus. É a Mão do Senhor nosso Deus, Yaveh, bendito seja seu nome, que desce com força para esmagar o impostor…

Sem se deixar abalar, Yehudhah aproximou-se até quase tocar seu rosto no rosto do rabi exultante e falou:

— Em primeiro lugar, Yaveh não é um Deus Mau. Ele é justo e o guardião do povo palestino. Ele traça os caminhos de dores e alegrias deste povo, conforme sejam suas ações, seus sentimentos, seus pensamentos e suas palavras e é exatamente isto que meu Senhor Yehoshua ensina em suas pregações. E pelas tuas palavras, tuas ações, teus sentimentos e teus pensamentos nosso caminho, o caminho do povo de Jeovah, será amargo e sofrido. Gente como tu, rabi Abel, que só tem ódio a oferecer como incentivo à ação de nosso povo, traça para nós caminhos ruins, amargos, sofridos, que Jeovah não vai mudar, visto que Ele é um Deus que respeita a vontade de seus filhos, mesmo que eles sejam estúpidos como tu és. Em segundo lugar, Roma não enviaria um Senador para prender um Justo. Ainda mais tendo seu Prefeito legalmente empossado sobre estas terras e nossa gente. Seria uma afronta que Roma não cometeria contra Pôncio Pilatos, rabi. Certamente que o Senador tem um motivo mais particular para vir de tão longe procurar meu Senhor Yehoshua. Mas o encontro entre os dois dar-se-á quando e onde meu Senhor quiser, pois ele determina o como e o quando alguém dele deve-se aproximar. E eu te digo, aqui e agora, que acredito que ele seja realmente aquele de quem as Profecias falam. O que há de vir e que já está entre nós. Agora, chega de te ouvir dizer parvoíces. Não tenho mais tempo a perder. Eu vou embora. Tenhas uma boa noite, rabi, se tua consciência assim te permitir. Afinal, tu deves ao meu Senhor poderes dormir novamente sem gritar de dores em teu ventre. Ao menos isto devia te fazer repensar este ódio insano contra quem não comete nenhum crime, apenas fala a verdade e prega a Verdade.

E sem dar tempo a que o rabi dissesse alguma coisa, Yehudhah rodou nos calcanhares e se foi. O rabi levou um longo tempo para poder serenar sua raiva impotente. Permaneceu até tarde da noite andando de um para outro lado, bebendo vinho e dando tratos à bola para encontrar um meio de, agora também, vingar-se do atrevido sicário que lhe dissera coisas que ninguém ousaria dizer, outrora. E de quem era a responsabilidade por esta rebeldia? Do milagreiro maldito! Ele estava envenenando as multidões com suas pregações ofensivas ao Templo e à Torá tradicional e a oral. Isto era perigoso para todos os rabis nas terras palestinas e ele precisava convencer os demais rabis, principalmente Zacharias e Yoseph Haramatheo, ambos de histórias pessoais complicadas e ambos muito respeitados entre os sinedritas. O primeiro, perdera a voz quando um misterioso arcanjo o visitara para lhe anunciar que sua esposa, uma velha, daria à luz. Por ter duvidado, fôra punido com a mudez até o nascimento da criança que, por sinal, se tornara um doido varrido e cavava a própria sepultura junto a Herodes Antipas. A esposa de Zacharias era prima da mãe do tal Yehoshua, o que explicava bem a defesa feroz que o sinedrita fazia de seu parente.

O outro, admitido ao Sinédrio por ser imensamente rico, era um comerciante, dono de uma frota de navios que fazia exportação, principalmente de minérios, para toda região da Palestina até à Britânia. Chegara a Jerusalém vindo do Oriente, mais precisamente de Srinaggar, na Caxemira, onde havia começado seu negócio lucrativo como comerciante. Ao que contara, herdara o negócio dos navios do parente de um Monge de Hemi, por lhe ter salvado a vida em duas ocasiões perigosas. Ao morrer, pouco tempo depois de haver admitido o jovem aventureiro como seu empregado e gerente de sua frota, e não tendo herdeiro a quem legar seu negócio, o homem o fizera seu herdeiro legal. Haramatheo Provara ser descendente de David e muito versado nos livros sagrados, pelo que fôra admitido ao Sinédrio. Ele e o rabi Abel não demoraram para se antagonizarem, pois as idéias de Haramatheo eram muito estranhas e parecidas com as que pregava o revolucionário falastrão curandeiro. Abel investigara a origem do nome do recém-admitido ao Sinédrio e verificou que ele derivava de uma mistura de radicais hebraicos e gregos. Do hebraico vinham ha e ram ou ha e rama (que tinham mais ou menos os significados da altura” ou do ápice”); e do grego vinha o conhecido Theo que era entendido como Deus; não Jeovah, mas um Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente, Criador de tudo na Terra e acima, no céu. Abel não votara pela admissão do sujeito ao Sinédrio, mas ele não somente apresentava a tradição sacerdotal necessária para tanto, como, ainda por cima, também era de descendência davídica. Além disto, o que talvez fosse o mais importante de tudo, era muito, mas muito rico, predicado muito valoroso para os postulantes ao Sinédrio.

Yoseph

Assim se representa o irmão de Yehoshua como José de Arimatéia. Já velho.

Na verdade, Abel não sabia disto, Yoseph Haramatheo (atualmente conhecido como José de Arimatéia) era Thiago, o irmão de Yehoshua, que com ele e a família estivera em Hemi durante anos. Tornara-se monge, mas dera preferência à vida de comerciante muito mais do que à do solitário monastério. Ajudado por Jeroboão, quatro meses após a morte de Judas, ele começara a ser treinado para se tornar comerciante. Jeroboão tinha grande influência no comércio de Srinaggar e um irmão navegante, o qual, tão logo deu início ao seu negócio já obtivera um sucesso muito grande ao adquirir seu primeiro navio. Thiago trabalhara para este homem e se destacara como fiel e leal empregado. Em duas ocasiões ele salvara seu patrão de morte certa, arriscando sua própria vida. Em agradecimento, o homem o fizera seu herdeiro. Thiago sempre soubera de seu irmão mais velho e, quando viera para Jerusalém e ingressara no Templo, tornando-se sinedrita à custa de muita prata passada aos governadores do Templo, Caifás e Anás, tinha como objetivo defender o irmão e lhe prestar o máximo de ajuda, quando possível, pois sabia muito bem que ele escolhera a rota do sacrifício com um fim cruel demais para quem não merecia o que ia padecer. Mas encontrara um adversário à altura, visto que Abel também era rico e muito conceituado diante dos dois rabis mais poderosos do Templo de Jerusalém. Precavido, Thiago se aproximara do Prefeito Pôncio Pilatos e passara a fazer favores a este, vez que outra molhando a mão ávida do representante de Roma com boas quantidades de dinheiro ou de prata, muito valorizada entre os ricos daquele tempo. Não o fazia simplesmente comprando o Prefeito, mas sim transformando o homem em seu sócio minoritário nos negócios e transações, de modo que Pôncio Pilatos ganhava muito dinheiro sem quase nenhum esforço. Isto fez que os dois, Thiago, irmão de Yehoshua, e o Prefeito Pôncio Pilatos se tornassem amigos e conversassem muito. Thiago ou Yoseph Haramatheo, sempre que o tempo lhe sobrava, ia ter com Pôncio Pilatos para tratarem de negócios, conversarem e beberem juntos. Desta forma, o esperto irmão de Yehoshua se mantinha informado das decisões mais secretas do Prefeito e das ordens mais sigilosas de Roma,  mas caindo na antipatia de grande parte dos sinedritas radicais devido exatamente a suas relações comerciais com o detestado Prefeito de Jerusalém. Até àqueles dias, nada se falava sobre seu irmão. Ele não despertara qualquer interesse em Roma, nenhuma inquietação nos poderosos do Império e isto sossegava o coração de Thiago. Até da chegada do Senador e do motivo pelo qual este viera à Palestina Thiago tinha conhecimento. No entanto, nunca procurara aproximar-se do irmão para evitar ser envolvido em suas aventuras perigosas e, por isto, não movera um graveto para fazer que o Senador Publio Lentulus e Yehoshua se encontrassem. Sabia, também, do interesse espúrio de Pôncio Pilatos pela esposa de Publio Lentulus, a bela e delicada Lívia, e até conversara com o Prefeito sobre o enorme perigo que este correria, se o poderoso político desconfiasse de suas intenções. Mas Pôncio Pilatos estava firmemente decidido a possuir a mulher em seu leito e dissera que se fosse necessário, mandaria que o Pretor Sulpicio Tarquinius assassinasse o Senador, armando-lhe um acidente trágico ou coisa parecida. Pôncio Pilatos até se irritara com Haramatheo porque este insistia em fazer que desistisse de suas más intenções. Aquele acesso de cólera fez que Haramatheo desistisse de evitar um desfecho trágico na história da família senatorial e, a partir daquele dia, passara a não mais tocar no assunto.

Era a manhã do segundo dia depois do encontro entre Abel e Qeryoth quando o rabi tomou a decisão de esperar por uma semana, a fim de dar tempo a que o Senador romano se acomodasse. Iria, então, até ele sondar seu interesse no curandeiro perigoso e, dependendo do que obtivesse, colocar-se-ia a seu dispor para ajudá-lo a encontrar o sujeito. Enquanto isto, ele se dedicaria a intensificar suas pregações no templo da cidade a fim de combater com as mesmas armas, as palavras, as insidiosas pregações daquele a quem considerava seu mais perigoso adversário. E assim foi que no sábado, um dia antes da data que se tinha dado para ir ter com o Senador de Roma, Abel subiu ao parlatório para pregar. O templo de Cafarnaum não era dos maiores, mas era grande o suficiente para acomodar uma platéia de mais de duzentas pessoas.

Abel escolheu um trecho do Deuteronômio, o capítulo quatro, e leu em voz altissonante para a platéia atenta.

  1. Ora este é o mandamento, os estatutos e os juízos que Jeová vosso Deus ordenou que se vos ensinassem, para que os cumprais na terra a que passais para a possuirdes;
  2. a fim de que temas a Jeová teu Deus, de modo que guardes todos os seus estatutos e os seus mandamentos que eu hoje te mando, tu e teu filho, e o filho de teu filho, por todos os dias da tua vida; e para que se prolonguem os teus dias.
  3. Ouve, pois, ó Israel, e cuida de o fazer; para que te vá bem, e para que te multipliques abundantemente, como Jeová, Deus de teus pais, te prometeu, numa terra que mana leite e mel.
  4. Ouve, ó Israel; Jeová nosso Deus é o único Deus.
  5. Amarás, pois, a Jeová teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.
  6. Estas palavras que eu hoje te intimo, estarão sobre o teu coração;
  7. tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás, sentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.
  8. Atá-las-ás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos.
  9. Escrevê-las-ás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.
  10. Quando Jeová teu Deus te introduzir na terra que prometeu com juramento a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que te daria, grandes e excelentes cidades que não edificaste,
  11. e casas cheias de todas as boas coisas, casas que não encheste; cisternas cavadas, que não cavaste; vinhas e olivais que não plantaste, e comeres e te fartares;
  12. guarda-te não te esqueças de Jeová que te tirou da terra do Egito, da casa de servidão.
  13. Temerás a Jeová teu Deus; servi-lo-ás e pelo seu nome jurarás.
  14. Não seguireis a outros deuses dos deuses dos povos que estiverem à roda de vós,
  15. porque Jeová teu Deus no meio de ti é Deus zeloso; para que a ira de Jeová teu Deus não se acenda contra ti, e ele te faça perecer de sobre a face da terra.
  16. Não experimentareis a Jeová vosso Deus, como o experimentastes em Massá.
  17. Observareis diligentemente os mandamentos de Jeová vosso Deus, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, que te ordenou.
  18. Farás o que é reto e bom aos olhos de Jeová; para que te vá bem, e para que entres e possuas a boa terra, que Jeová prometeu com juramento dar a teus pais,
  19. lançando de diante de ti todos os teus inimigos, como falou Jeová.
  20. Quando teu filho te perguntar no futuro: Que significam os testemunhos, e os estatutos, e os juízos, que Jeová nosso Deus vos ordenou?
  21. responderás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito e Jeová nos tirou do Egito com mão poderosa.
  22. Aos nossos olhos fez Jeová milagres e portentos, grandes e terríveis contra o Egito, contra Faraó e contra toda a sua casa;
  23. mas a nós nos tirou de lá, para nos introduzir e para nos dar a terra que prometeu com juramento a nossos pais.
  24. Jeová nos ordenou que observássemos todos estes estatutos, e que temêssemos a Jeová nosso Deus, para o nosso bem em todo o tempo, a fim de que ele nos preservasse a vida, como hoje se vê.
  25. Será justiça para nós, se cuidarmos de cumprir esse mandamento todo diante de Jeová nosso Deus, como ele nos ordenou.

Após a leitura o rabi ergueu a vista para olhar para a multidão e empalideceu. Caminhando pelo meio da gente ali reunida viu Yehoshua seguido por seus apóstolos, entre eles, Yehudhah…