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Resultado do desmantelamento da Disciplina, do Respeito Cívico e da Família. Um trabalho “duro” dos políticos brasileiros. É por isto que escrevo para combatermos o estado de desenvolvimento mínimo em que fomos jogados.

Não faço a mínima idéia se o que informo aqui surte algum efeito nos poucos brasileiros que me lêem. E digo poucos porque se uma desmiolada qualquer se mostra quase pelada em fotos, exibindo maquiagens e roupas esquisitas; ou se um esganiçado que pensa que é cantor e, pior, compositor, coloca no FACE berros horrorosos, com alguns palavrões como recheio e movimentos coitais deselegantes, tudo acompanhado dum visual vampirescos, o sucesso é imediato. Ambos alcançam mais de um milhão de visualizações. “Viralizam”, diz-se no moderno e esfarrapado falar nacional brasileiro. Um “seucelso!”. Ocorre a mesma coisa se se publica cenas de crueldade explícita contra animais. A revolta é como um incêndio. Talvez porque no inconsciente dos brasileiros há o alarma de que estamos, todos, sendo forçados a regredir a este estado primitivo… A população não mais sabe se expressar por escrito. Pensa uma coisa e escreve de modo que sua mensagem é confusa e desconexa. Agradeçamos isto aos polititicas que desprezam a nossa Educação Escolar, pois a Educação Escolar de seus filhos, graças ao nosso dinheiro público, é a mais esmerada e geralmente acontece no exterior, que eles não são bestas de arriscar educá-los nas escolas depredadas e com molecada animalizada.

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Meu PT não! Meu PT é o ápice da expressividade do português brasileiro!

Bom, eu sei, e os que ainda pensam também, que a tacanhice do povo brasileiro, o estado de bronquismo agudo de nossa Nação, pela qual trabalharam arduamente todos os polititicas de nosso país, está em patamar elevado. E temos de reconhecer que o galardão é do PT e seus apaniguados. Nunca, antes, a Educação Escolar foi tão vilipendiada (vilipêndio = grande desprezo; menoscabo; aviltamento) quanto nos des-Governos Petralhistas. Claro que já vínhamos descendo a ladeira aos trancos e barrancos no quesito Educação Escolar. Mas com Lula e Dilma despencamos no vazio total da burrice escolástica. E tivemos, e continuamos tendo, exemplos estarrecedores da desorganização da educação cívica de nossas crianças e adolescentes, que atacam e ferem e intimidam seus professores. Para eles, “professor” é um bicho que atrapalha o desenvolvimento pleno de suas animalidades. Mas pior que isto são os tais “Direitos da Criança e do Adolescente”, cujos defensores sancionam ciosamente tamanho desmantelamento de uma Nação.

Os que lêem verdadeiramente meus artigos, isto é, os que têm a coragem admirável de irem ao meu blog e realmente lerem os artigos do princípio ao fim, pela estatística do WordPress é somente um punhado de sessenta ou setenta. O restante deve-se dar por satisfeito em ler a “chamada” publicada pelo FACE como introdução. Os neurônios desses leitores ficam tão cansados que têm de evitar um curto-circuito arriscando-se a ler tudo. A quanto descemos…

Bom, mas vamos que vamos. Falei, no artigo anterior, do Livro “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE”. E quero citar uma denúncia que é feita em suas primeiras páginas. A denúncia do genocídio do povo indígena que era conhecido como CINTAS LARGAS. A última menina deste povo foi dependurada pelas pernas e partida ao meio com um facão por seu assassino, Chico, um brasileiro que não mereceu este nome jamais. Quando li a descrição ali contida, chorei. E me lembrei de outro livro, este intitulado “ENTERREM MEU CORAÇÃO NA BEIRA DO RIO”, que narra como os peles-vermelhas americanos foram dizimados pelos ferozes colonizadores europeus enviados para aquelas terras. Nunca consegui terminar de ler o livro, pois toda vez que tentava, eu me desfazia em prantos, tamanha é a descrição das crueldades que os “brancos” cometeram contra um povo pacífico. O livro está em algum lugar em minha biblioteca, páginas amareladas, como uma lembrança de um desafio que eu não consegui enfrentar. E lá estão muitas das maneiras de matar inocentes para lhes tomar as terras e que foram utilizadas, aqui, em nossa Amazônia, por Rockefeller e seu assecla tresloucado.

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Antigamente a gente apanhava assim. Hoje, o açoite é bem mais disfarçado. Mas é também bem mais cruel.

A crueldade do homem sempre me estarreceu. Mas se o leitor olhar com atenção, toda a História da raça dita humana,assim como a sua própria história, baseia-se no terreno da Política. Quando alguém cita algum fato de sua vida de relação social; ou quando cita um acontecimento desastroso ou construtivo na cidade em que vive; quando comenta as mudanças boas ou más que acontecem em sua casa, em seu bairro ou na cidade em que tem sua família, fala dos efeitos da Política. E a Política não existe per se. Ela nasce da conjunção de interesses de indivíduos que foram escolhidos pela comunidade para os representar e bem aplicar, com justiça e honradez, os dinheiros públicos. Mas isto não é notado por quase ninguém, não é engraçado? A pessoa vai às urnas, deposita seu voto em alguém de um determinado Partido e volta para casa sem a mínima preocupação com saber se agiu com consciência; se soube escolher bem aquele que vai representá-la e gerir bem a contribuição que dá, diariamente, para o Erário Público. A impressão que tenho é que nós, brasileiros, vivemos nossas vidas como se estas não fossem um contínuo de acontecimentos que se entrelaçam e são, sempre, conseqüências de uma causa anterior. Acabei de votar? Pronto! Minha obrigação terminou. Não é assim. O brasileiro precisa urgentemente tomar consciência de que muito antes de votar deve acompanhar atentamente um determinado candidato. Aquele que ou lhe é simpático, ou tenta o tempo todo obter seu voto. Ora, se seu voto não fosse importante, tenha a certeza de que ninguém o procuraria tão intensamente; com tanto interesse. E além de acompanhar o candidato, deve informar-se sobre sua origem, sua família, suas crenças sócio-políticas e, principalmente, seus antecedentes criminais. Afinal, o eleitor vai depositar sua vida e a vida de sua família nas mãos daquele candidato. E em nosso país, quando alguém deixa de ser candidato e entra no Olimpo da Polititica, não sai mais de lá. O que fizer agora, fará sempre, pois ele é um escravo do Partido que lhe deu apoio.

CHEFE TORO SENTADO

Chefe Toro Sentado. Sua tribo foi torturada até quase desaparecer.

Muitas das formas usadas no velho Oeste Americano para dizimar os pele-vermelhas foram usadas aqui, no Brasil, nas décadas de 1940 a 1970, pelos gananciosos novos “colonizadores” da Amazônia brasileira e seus “capi” maiores, Nelson Rockefeller e Cameron Townsend. Pode parecer estranho, mas eu não condeno estes dois monstros da Ganância Americana. Afinal, eles eram êmulos de um povo voltado totalmente para o Lucro acima de tudo. A História sangrenta dos americanos do Norte nos diz do quanto seus cidadãos ainda são ferozes e desumanos, quando se trata de outras nações. A cultura que criaram e onde se desenvolvem não será mudada senão em milênios, tal e qual acontece com a cultura judaica e aquela, árabe muçulmana.

No entanto, não se justifica que os políticos do passado (Ademar de Barros, João Goulart, Jânio Quadros, Ulisses Guimarães, Juscelino Kubitschek, Leonel de Moura Brizola e tantos e tantos outros) tivessem de se dobrar servilmente à traição ao nosso país. Todos eles nos traíram. Brizola, alcunhado de Pangaré dos Pampas por um jornalista de coragem, com o qual saiu aos tapas no aeroporto Santos Dumont, foi quem abriu as portas para o Crime Organizado na belíssima Rio de Janeiro. E eu vive a transformação do Rio de Janeiro e a intensificação dos tempos sombrios que vinham sobre todos com a proteção de um político dos pampas. Por acidente e por ser muito “esquentado”, entrei em violento choque com policiais militares truculentos, que faziam, no Rio de Janeiro, as famosas “blitzes Caça-Níqueis”. Eu já era formado em Psicologia e o ano era 1980. Praticava karatê-dô e vinha da academia, ainda com a roupa de treino. Meu carro foi parado e um PM colocou uma trouxinha de maconha descaradamente bem debaixo do tapete onde estavam meus pés. Depois, chamou dois outros para dar o “flagrante”. Não prestou. Armei aquele pandemônio no meio da Avenida e atraí a atenção de um carro de reportagem da Globo que parou para nos filmar, juntando muita gente, curiosa para assistir ao espetáculo. Aquilo que foi minha salvação, pois os PM, mais de trinta e com cães pastores treinados para atacar, estavam armados até de metralhadoras e com certeza eu terminaria sendo assassinado e apareceria como um perigoso bandido que reagira à voz de prisão e coisa e tal. Os Policiais, pegados no flagra pelas lentes das filmadoras, sustaram o ataque contra mim e me mandaram ir embora. Minha mulher, que tinha irmão policial e conhecia a Escuderia Detetive Le Cocq, me fez entrar para o grupo como Psicólogo deles. Ela também entrou na mesma condição.  A organização para-militar era chefiada pelo lendário delegado “Sivuca”, o detetive José Guilherme Godinho Ferreira. Ele foi um dos meus melhores amigos e a Scuderie, sob seu comando, pôs freios no Pangaré dos Pampas e seus asseclas, os chefes do Jogo do Bicho no Rio.

A VELHA LAPA CARIOCABom, cito aquele pedaço de minha vida porque eu vivi a Cidade Maravilhosa quando ela realmente era Maravilhosa, já no final dos anos 50, e vivia, agora, o monstro em que ela se ia transformando graças à ação deletéria de Leonel Brizola, o Pangaré dos Pampas. Na década de 50 podia-se andar pela lendária Lapa (foto acima, ano de 1960, quando a Lapa já entrava em declínio. Mesmo assim, não havia perigo em se andar por ali – Foto do Arquivo Globo de 21.11.1958), cheia de cabarés e malandros com sapatos marrom e branco, roupa branca, “panamá” na cabeça, navalha no bolso e falar cheio de gírias sem insultos nem palavrões. Se não se era do meio deles, podia-se passar absolutamente seguro pelo meio dos cabarés, das mulheres dos malandros e dos grupos de malandragem sem correr qualquer risco. Eu ainda tenho na recordação o Cabaré Novo México, bem na Rua Riachuelo, próximo aos arcos da Lapa. Nunca entrei nele, mas passava bem diante de sua porta, sempre com dois ou três “malandros” de plantão nos degraus para não permitir a entrada de quem não tivesse 18 anos. Na época, janeiro de 1958, eu contava apenas 17 anos. A Cidade Maravilhosa vivia, era alegre e despreocupada, em que pese os aprendizes de Polititica que se formavam em seu seio. Mas na despreocupação do carioca de então, havia a total ignorância do genocídio que era praticado no interior do país, na Amazônia, mais precisamente. Só quem tinha conhecimento daquele horror eram os “polititicas” comprados pelo banco Rockefeller e seu assecla-mor, Cameron Townsend.

Rapidamente eu procurei colocar em destaque o fato de que o vício da Corrupção do Poder Público Brasileiro vem de muito tempo atrás. Não era conhecido, naqueles idos, porque os meios de comunicação eram “primitivos”, incipientes. As notícias ainda eram quase todas veiculadas por jornais, revistas mensais ou semanais e pelo rádio, o mais avançado meio de divulgação à disposição da Mídia. E o povo brasileiro se constituía em grande parte de analfabetos. Aliás, este analfabetismo ainda é um grande entrave que a gente brasileira tem de enfrentar, mas é excelente para os polititicas de carteirinha, pois quem não lê, não vê, não ouve, não pode-se defender.

E todo o sistema de comunicação era muito pouco, muito acanhado. Nem se pensava em televisão, e i-phone nem em sonhos. Por sermos uma Nação Gigante, graças ao imenso território de nosso país, foi, era e ainda é muito difícil levar o peso da Comunicação a toda nossa população. Aliás, o Brasil se mantém de pé até hoje justamente por causa de seu gigantismo.

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Repórteres tentam levar a todo o país a informação que nos é preciosa. Mas o desmantelo da Educação Escolar dificulta muito a compreensão de sua comunicação.

A Comunicação só é real se sua mensagem é apreendida em toda a sua profundidade pela população a que se dirige. Mas isto não acontece até os dias atuais. E nestes dias atuais, quando a Escola foi arrasada por interesses políticos escusos, é que a Comunicação não alcança as mentes das pessoas. Temos uma profusão de meios de comunicação e os acontecimentos são veiculados instantaneamente para os quatro cantos do país. Mas faltam cérebros educados instrucionalmente para apreender as mensagens e compreendê-las plenamente. Somos, hoje, nós, brasileiros, a Nação Twitter. Só alcançamos o que é comunicado dentro das duas linhas do Twitter. Se surgir uma terceira linha a mente do brasileiro médio começa a esquentar. A partir da quinta linha, começa a fumaçar. E já na décima linha entra em curto circuito e queima. Mesmo assim, tento alcançar pessoas que ainda podem ler até o fim um artigo escrito em linguagem simples, ainda que sem os erros gramaticais monstruosos e os vícios do chulismo que assola nosso idioma. Consigo esta façanha? Não sei…

Nosso atraso cultural e instrucional diante de países como os EE.UU. facilitou sobremodo a ação de rapina, deletéria, envenenadora dos políticos que aqui começavam a batalhar para não perder totalmente o Poder Oligárquico. Sim, enquanto nos EUA a Democracia já era algo firme em seu povo, aqui era somente um vocábulo vazio. Vivíamos ainda a intensa mentalidade oligarca, principalmente na “Classe Política”, toda ela formada por egressos de famílias latifundiárias e rançosas em preconceitos e… espertezas negativas.

Dificilmente uma face expressa tanta arrogância quanto a deste político brasileiro...

“Do alto de minha empáfia de oligarca eu lhes digo: vão pro diabo que os carregue!”

Em uma verdadeira Democracia os políticos não se perpetuam no Poder. Isto o apodrece, como estamos vendo agora, em nossa Pátria. Em uma verdadeira Democracia o voto popular areja o Poder substituindo todos os políticos no espaço de dois ou três mandatos. Mas aqui, como impera o pensar oligárquico, os velhos raposas continuam tomando conta do imenso galinheiro chamado BRASIL. E como todo oligarca só pensa em sua fortuna herdade e em aumentá-la independente de que meios se sirva para tal, nós, os serviçais, assistimos, impotentes, o desmantelamento do mais belo país do mundo sem fazermos nada. Agora mesmo o Presidente Temer, que, segundo Joesley, é o Chefe da Organização Criminosa mais perigosa de nossa pátria, levou um vergonhoso puxão de orelhas das autoridades da Noruega. Pudera! Os noruegueses sabem que Temer abre as pernas do Brasil para os eternos grileiros nacionais e internacionais e, para isto, permite a devastação sem limites de nossas florestas. Grileiros internacionais que não desistem nunca de nos roubar os minérios raros que possuímos e eles, não. Exemplo? Cassiterita, Silício (nosso país tem a maior jazida do mundo) e metais radioativos; além, é lógico, das pedras preciosas e ouro.

Temer tomou vergonha? Claro que não! Ele já fez seu pé-de-meia para até cinco encarnações. Então, por que se preocupar com o estrilo de um povo que está longe daqui, mas que defende nossa riqueza verde com denodo, já que nós mesmos somos incompetentes para isto? 

Estou muito longo, então, fico por aqui. Pense no que leu e medite no enorme campo da importância da Política no nosso futuro imediato, mediato e distante. E por favor, comente com outras pessoas, principalmente com as que você conhece e que sabe que não aguentariam ler tanto.