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Este quadro do MMA representa bem minhas idas à lona na longa luta pela redenção nesta encarnação

Bom, voltei. Ainda vou continuar explicando os motivos porque, aos quase 80 anos, estou profundamente revoltado com o Buda Avalokiteshvara, ou Míriam, a mãe carnal de Yehoshua. No “papular”, a famosa Maria Mãe de Deus (embora Deus não tenha mãe). Você há-de estar-se perguntando: Por que ele está revoltado contra Nossa Senhora “Mãe de Deus”?

A resposta é porque, a esta altura da vida, embora todos os magos que eu conheci me tenham asseverado que eu sou “filho e protegido de Maria Santíssima”, olhando para o meu passado e para minhas últimas frustrações não me parece que a digna senhora esteja mesmo muito voltada para atender aos meus rogos… Embora não possa negar que Ela sempre aliviou meus tombos e me enviou prontamente socorro, quando nos momentos mais encrencados de meu viver, como se verá mais adiante.

Na Umbanda, quando eu me desenvolvia com o Caboco Itaquarussu, no Rio de Janeiro, ele me confirmou esta proteção. Ele me disse: “Fio, vosmicê tem a proteção de Mãe Iemanjá. Sua coroa é dela”. Bom, pode até ser que seja verdade, pois o que experienciei de vivências extraordinárias, todas dentro do campo do “inacreditável” ou do “impossível” levam-me a acreditar nisto. Mas há uma questão que me revolta. Uma pergunta para a qual não encontro explicação. Dela falarei muito adiante.

A fim de esclarecer um pouco do Misticismo pelo qual vou enfocar minha história de vida, preciso esclarecer, principalmente aos que são totalmente leigos no assunto, o que significam algumas passagens bíblicas totalmente interpretadas de modo errado nas religiões exotéricas (que não pertencem aos círculos de estudos ocultos, como o Taoísmo, o Budismo, a Teosofia, o Cristianismo Esotérico etc...), pelos que se dizem protestantes e evangélicos principalmente. Os padres conhecem bem esta parte oculta do simbolismo judaico, mas não no-lo revelam nem a cacete. E também preciso esclarecer que minha mãe carnal sempre me garantiu que eu nasci no dia 1º de outubro de 1940, às 19h e 39 minutos.

Então, vamos começar.

 A MENORÁ HEBRAICA

Os católicos estão carecas de ouvir a expressão Os Sete Tronos diante de Deus. O que são os tais Tronos? Bom, quem já teve curiosidade de ler sobre a MENORÁ judaica terá alguma informação a respeito disto. Sua descrição está no livro do Êxodo (25, 31-40), na orientação que o Senhor Javé ou Jeovah, ou, ainda, Yodchevah (palavra derivada das letras hebraicas que formam o sagrado nome do Deus hebreu no tetragrama divino : YOD+HE+VAU+HE), dá a Moisés sobre o modo como ele deve construir o Santuário onde serão guardadas as Tábuas da Lei. Javé diz: “O candelabro será polido, tanto a base como a haste (dá um volumoso livro entender a razão d’Ele exigir este detalhe). Seus cálices, botões e flores formarão uma só peça. Seis braços sairão de seus lados, três de um e três de outro”. A Igreja Católica publicou alguma coisa sobre a Menorá, mas encheu de vazio a explicação para a justificativa de sua existência. Por exemplo, a Menorá significaria: 1) os sete dias da semana; 2) a Sarça Ardente; 3) Os Sete Dias da Criação; 4) Os sete planetas conhecidos pelos astrólogos dos tempos antigos; 5) um Símbolo Cósmico onde se representa a autoridade do Criador sobre os cosmos, expressando sua totalidade. Assim, contando o último braço à esquerda e o último à direita e seguindo para o centro, a Menorá contemplaria o céu e a terra – o norte e o sul – o oriente e o leste, o ocidente e o oeste. Na vela acesa no braço central estaria a representação do Espírito de Deus pairando sobre o universo. Muito blá-blá-blá e NADA a se aproveitar, pois que nada disto é verdade. Tudo é embromação. Fumaça lançada nos olhos dos leigos para esconder o que está Oculto e não deve ser revelado aos olhos “das ovelhas de Deus” que são ímpias e ignorantes etc e tal (na minha infância andei vestido com a batina dos noviços por imposição de meu avô materno que queria um Padre na família. Meu Ginasial todo, no Colégio Diocesano, em Teresina, eu tive de praticar todos os rituais dos noviços, todos considerados, à época, sagrados e não reveláveis aos não-postulantes, como participar dos ritos de consagração da hóstia, da água, do óleo e da cinza batismal e outras coisinhas mais).

Cada vela acesa nos braços do castiçal simbólico representa uma Potestade Celestial que, na verdade, são os Deuses que devem tomar conta das sete partes em que a humanidade foi espalhada pelo planeta, como está no Pentateuco. Ali é dito que “quando Deus criou a raça humana, ele a dividiu em sete partes e as distribuiu sobre a face da Terra”.

Como eu creio que já passou do tempo de a Igreja Católica Apostólica Romana deixar de frescura e abrir o livro aos olhos míopes de Políticos e Governantes dos países do mundo, que estão danando a criação máxima do Espaço na Terra, e agir como uma alertadora dos tremendos erros que eles estão cometendo, aqui vai uma pequena explicação do que significam os Sete Tronos diante de Deus e os Sete Braços da Menorá.

E por que Deus teria feito isto? Ele o fez para que cada sétimo da raça humana evoluísse de conformidade com os magnetismos emanados do NIFE ou centro do planeta Terra, unidos com as emanações vindas do Sol, o centro de emanação de forças divinas que sustêm e alimentam a Vida manifestada nas Formas Físicas humanas e manifestada em todas as formas e todas as coisas sobre a Terra. São exemplos disto as energias solares YIN e YANG estudadas pelos velhos chineses.

Apenas os mais avançados pesquisadores físicos e os Ocultistas em geral sabem que do NIFE saem muitas ondas eletromagnéticas (conhecidas pela Física profana) e Etéricas (conhecidas somente dos pesquisadores Ocultistas) que chegam à superfície da Terra e dali se espalham ao seu redor. Exemplo: a Energia Kundaline, a mais importante energia emanada do NIFE para a estrutura física-espiritual da entidade humana. A energia que, vindo do centro da Terra, nos prende a ela como a cavilha prende os cavalos à carruagem puxada por eles. Estas ondas, duas luminosas e uma magnética, emprestam características específicas a cada um dos sete grupos humanos que Deus teria distribuído sobre a superfície do planeta e é esta a razão dos povos terem crenças, hábitos, costumes e sistema político-social diferenciados entre si. Ou, pelo menos, tinham, antes da tal Globalização, que bagunçou tudo e que não começou no Século XX, como se pensa. São elas que também nos emprestam as qualificações específicas para nos tornarmos seres humanos únicos. Qualificações a serem desenvolvidas durante o crescimento e a Educação Familiar e Social.

Complicado? Não. Aqui tudo está bem simplificado e colocado de modo absolutamente acessível a quem seja leigo no assunto.

Cada “Trono” ou Braço da Menorá judaica corresponde a um Mestre Ascencionado (ascensão = subida; elevação de algo).

No Cristianismo Católico estes Tronos não devem ser conhecidos do vulgo (os padres ainda vivem no Século XIV, quando escondiam as Verdades para manter o poder sobre o povo e os atemorizar com danações, maldições e excomunhões que não valiam nem valem nada, absolutamente NADA. Agiam como agem os Políticos brasileiros atuais, que escondem do povo todos os meios de que estes possam dispor para os retirar do controle do Poder Público. Aliás, penso que os políticos, visto que quase todos são evangélicos, aprenderam na Bíblia enviesada e nos rituais vazios do Catolicismo e do Protestantismo, o valor de concentrar o poder do MEDO e da IGNORÂNCIA sobre as massas).

Mas retomando o fio de minha narrativa, na verdade os TRONOS são sete entidades espirituais que evoluíram como nós o fazemos e ultrapassaram todos os desafios pesadíssimos do que se conhece como Carma. Chegaram ao limite da Evolução Espiritual e, no Final dos Tempos correspondentes não ao planeta Terra, mas à Galáxia conhecida como Via Láctea, eles se fundirão com o Criador de Todas as Coisas, o Inominado, o Incognoscível ou, para simplificar, com o Espaço, pois ele é que é o Verdadeiro e Desconhecido Todo Poderoso. O Espaço é Onipresente (está em qualquer parte, desde nos espaços que existe no interior do átomo, até o infinito), Onipotente (No Espaço nascem, crescem, vivem, evoluem, morrem e renascem todas as galáxias e, nelas, todos os sistemas estelares e, nestes, todos os mundos e tudo o que neles há. E tudo segue as ordens e as Leis imutáveis do Espaço) e Onisciente (Na Luz Ódica ou Plano Mental da Matéria Cósmica Espacial estão registradas as histórias de tudo o que foi criado pelo e no Espaço e estes registros são indeléveis e indestrutíveis, tanto quanto inalcançáveis até mesmo pelas potestades habitantes dos Tronos. Nada há além ou fora do Espaço, portanto, Ele é o verdadeiro Inominado e Incognoscível Deus. Pronto. Eu disse.

Entre estes Mestres Ascencionados estão os Budhas: Maitréya, o Senhor do Mundo (a força masculina da Justiça e da Verdade) – que se manifestou por Sua Vontade, na Carne, no corpo para Ele criado por Seu Poder e Vontade, como Yehoshua bar Yoseph, ou simplesmente Jesus de Nazaré.

O Budha Avalokiteshvara (a força feminina da procriação e multiplicação das espécies), que se manifestou entre os hebreus, por Sua Vontade, na Carne, no corpo para Ela criado por seu Poder e Vontade, como Míriam ou Maria, a Mãe Terrena de Yehoshua ou Jesus.

O Budha Mestre San Germain, que se manifestou na Terra por sua vontade no corpo carnal de Yosef, criado por Sua Vontade para ser o pai hebreu de Yehoshua ou Jesus de Nazaré.

Agora ficou mais claro, não? Então, vamos em frente. Não vou falar dos outros Mestres Ascencionados porque há livros e mais livros escritos sobre eles, muitos sem qualquer valor porque são fantasias imaginadas e nada mais. Mas vou ressaltar que dos Tronos, ou Mestres Ascencionados, emanam “Sete Raios Luminosos” que determinam as Sete Sendas da Evolução para a raça humana. Cada Raio Luminoso se subdivide em Sete Espectros da Luz dominante do Trono. Todos os seres humanos nascem espiritualmente dentro de um destes 49 espectros de luz celestial e cada espectro desta luz imprime no Espírito em formação a linha mestra de sua Evolução. Se nasce sob o espectro do Raio Vermelho, a tendência é que sigam a Senda das Armas. Se nascem sob o espectro do Raio Verde a tendência é que evoluam como maestros, pintores, escultores, músicos, atores, inventores de instrumentos musicais e estudiosos das ondas sonoras etc, etc, etc…

O PRIMEIRO RAIO é o RAIO AZUL, que desenvolve no Espírito de cada ser humano as qualidades espirituais da FÉ, do AMOR MATERNAL, da BONDADE, da DOAÇAO DE SI AO OUTRO, da CARIDADE e da FRATERNIDADE UNIVERSAL. Este é o Raio do Budha Avalokiteshvara, a Santa Maria dos Cristãos Católicos.

O SEGUNDO RAIO é o RAIO DOURADO, que desenvolve no Espírito de cada ser humano as qualidades espirituais da SABEDORIA, da INTREPIDEZ, da DETERMINAÇÃO, do PODER CRIADOR e TRANSFORMADOR, da AÇÃO REALIZADORA, da ELEVAÇÃO ESPIRITUAL PELO DESPERTAR DA CENTELHA DIVINA QUE NOS HABITA, e da ILUMINAÇÃO, que nos ascende à condição de Mestre Ascencionado. Este é o Raio do Senhor Maitréya, o Senhor do Mundo e o Jesus de Nazaré dos Cristãos em geral.

O TERCEIRO RAIO é o RAIO VIOLETA, que desenvolve no Espírito humano, o senso de LEI e de JUSTIÇA rigorosas. Este é o Raio de San Germain, o São José pai de Jesus. Curiosidade: San Germain é cultuado nos rituais de Umbanda e Candomblé como a entidade Xangô, o Senhor da Justiça.

Claro que não estou seguindo nada do que é publicado por centenas de blogs na Internet, até porque eles se atropelam, se confundem e citam nomes de Mestres Ascencionados que não existem.

E ressalto: quem nasce aqui em baixo sob um dos três raios, tem a influência, em algumas de suas características de Personalidade (Identidade), dos atributos pertencentes a, pelo menos, dois outros raios. Eu, por exemplo, tenho muito forte em meu Ser o apego inarredável ao Senso de Justiça. E esta tendência marcante em mim vem do raio Violeta, emanado do Trono do Mestre San Germain. Você que me lê verá o que esta força divina me levou a fazer: entrar em combates impossíveis de serem vencidos sem ajuda divina, contra homens poderosos entre os homens. E eu venci. Não esquecer que o Raio Violeta é composto das cores Vermelho e Azul.

Agora, vamos retomar o rosário de frustrações e sofrimentos de minha vida terrena atual. Se se afirma que eu sou protegido do Budha Avalokiteshvara ou Santa Maria etc… então, minha evolução espiritual é fortemente influenciada pelas características desse Budha que citei acima. Sim, é verdade que sou uma pessoa que sente em seu mais profundo Ser todas as manifestações daquelas emanações divinas. E ao longo de minha vida atropelada sempre pratiquei em pensamentos, palavras e obras (comportamentos) aquelas qualidades búdicas. A luz que me ilumina interiormente é verdadeiramente a Luz Azul, que, na Identidade Individual (ou Personalidade) desperta a tendência à introspecção, à reflexão sobre os próprios atos e as próprias decisões (não costumo emitir juízos sobre os outros, porque não tenho a tendência de julgar a ninguém, exceto quando me choco direto com este outro e suas ações perniciosas. Mas vivo refletindo sobre os meus atos e suas consequências para terceiros. Sou o mais rigoroso juiz de mim mesmo. Em compensação, não dou a mínima para o que os outros pensam ou dizem a meu respeito e talvez isto seja um defeito); tenho, também, a tendência ao egocentrismo e à busca da Paz interior e exterior por um comportamento psicológico caracteristicamente misantropo (que evita os outros). Sou realmente fortemente misantropo, isto é, não gosto de multidões; não gosto de ajuntamento; não gosto de euforia regada a muita bebida, muito prazer e muitas explosões extrovertidas de comportamentos que são gritos de uma Identidade fraca, que vive bradando “olhem para mim!”; “Me vejam!”; “Eu sou maravilhoso”…  etc, etc, etc… Pessoas extrovertidas me aborrecem, principalmente quando esta extroversividade é exagerada e me informa que por trás dela há uma auto-estima reduzida (não esquecer que minha formação profissional foi em Psicologia e que fui clínico de casais e grupos familiares durante mais de dezesseis anos, de segunda a segunda). E toda pessoa de auto-estima reduzida é problema certo num relacionamento (não me refiro ao estreito relacionamento homem-mulher, mas a qualquer qualidade de relacionamento social).

Eu estou revelando para quem me lê as minhas mais profundas e desconhecidas qualidades espirituais. É isto o que EU SOU. E me revelo para que se possa compreender o tremendo choque, o tremendo embate que tem sido meu viver e que, às vezes, em certos momentos da vida, me fez sentir que eu estava num cabo de guerra, onde, naquelas situações, era eu contra eles. No entanto, friso, se você está lendo isto, saiba que se trata de uma coletânea de minhas análises, meus julgamentos íntimos sobre uma vida cheia de acontecimentos insólitos e desconcertantes para mim. Por que os registro aqui? Sei lá! Vício de escrever em meu blog. Um misantropo não gosta de dialogar e detesta opiniões que contrariem suas convicções pessoais. Se não lhe interessa, muito obrigado, você está dispensado, vá em frente e esqueça do que leu. Se lhe interessa porque de alguma forma você acha que o conteúdo destas reflexões podem-lhe ajudar em alguma coisa, então, bom proveito. Afinal, toda vida é um livro que nós escrevemos capítulo a capítulo a cada dia que vivemos. E eu vejo, agora, olhando para trás no tempo, que meu livro é fascinante.

Também me motiva à escrita, ao registro de minhas autoanálises reflexivas, um conflito profundo no que eu aprendi na Psicologia relativamente à formação da minha Identidade humana e o que eu descobri na Teosofia sobre este mesmo assunto, mas relativamente ao meu EU SOU espiritual. E este conflito será a linha mestra de minha análise de vida social-teosófica para explicar minha revolta contra meu Budha protetor nos lances frustrados de minha vida social-relacional.

Você, como eu, também tem seu Budha protetor. Mesmo que não acredite nisto, não importa. Você não pode fazer nada a respeito das Leis e do Destino que regem seu processo transmigracional. Mesmo Jesus referendou isto e está na Bíblia. Ele era fariseu e os fariseus defendiam a transmigração do Espírito, vida após vida, ao contrário dos saduceus que pregavam a idéia errada de que só se vive uma vez. Eles não compreendiam a mensagem contida no Pentateuco, em Êxodo, 20; 2, onde está escrito que o Deus de Abraão, Isaac e Jacob disse a Moisés: 2 Eu sou Jeová teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa de servidão. Note: “Teu Deus”. Preste atenção nesta afirmativa: Teu Deus. Ele não disse: “Eu sou Deus, o Criador dos Céus e da Terra, que te tirei…”. Disse “Teu Deus”. Por extensão, uma vez que Moisés representava o povo hebreu, aquela potestade dizia claramente que era o Deus dos Hebreus, não o Inominado e Incognoscível criador de todos os Universos e todos os Planos e Sub-planos de Matéria Cósmica. Em 20; 11, nas Bíblias modernas revistas várias vezes através destes dois últimos séculos, segundo as interpretações mais e mais distanciadas da verdade inicial, lê-se: 11 porque em seis dias fez Jeová o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há: por isso Jeová abençoou o dia sétimo, e o santificou. Nota-se claramente que, nas Bíblias modernas, este versículo foi uma introdução posterior de autoridades eclesiásticas que, por alguma razão, quiseram transformar o Deus de Israel, Jeovah, no Inominado criador dos céus e da Terra. Veja como a redação do versículo foge ao contexto da narrativa. Até o item 10 do versículo 20, Jeovah vem dando suas ordens e suas diretrizes para que o povo israelense as cumpra com observância rigorosa. Fala na primeira pessoa: Eu. Mas neste item 11, a descrição muda abruptamente para uma explicação dada por alguém que está fora do contexto da Bíblia, sobre o que fez o Deus Jeovah. Na Bíblia original, ainda escrita em papel fino e editada em latim que eu era obrigado a ler como exercício de aprendizagem desta língua morta, este item não existia.

Agora note que Jeovah diz, no item 5 deste Versículo 20: “5 Não as adorarás (às imagens construídas pelas mãos dos homens), nem lhes darás culto, porque eu, Jeová teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta gerações”. Isto, traduzido para os dias de hoje, seria assim: “Porque eu sou Deus zeloso que puno o erro dos pais em suas transmigrações como filhos, até à terceira e quarta gerações”. Note que eu negritei de propósito a palavra Deus. Aqui está bem claro, no próprio livro hebraico, seguido cegamente pelos cristãos católicos, protestantes e evangélicos, que quem fala declara formalmente que há outros Deuses. Ele não é o UM, mas UM dos UNS, ou seja um dos braços do candelabro hebraico, a Menorá. Jeovah não disse: “Porque Eu, Jeovah teu Deus e criador de tudo o que há acima nos Céus e abaixo na Terra…” Percebe a sutileza da expressão? Hoje, como não se estuda mais o Latim e a riqueza de variação de construção oracional do português do Latim derivado e se fala estupidamente com palavras ­­­ou de gíria ou de baixo calão ou através de anglicanismos técnicos para se expressar algo que poderia ser instrutivo, mas se torna não sendo, a mensagem clara na fala daquele Deus (Jeovah) passa despercebida e aí surgem interpretações absurdas, tolas e desinformativas. Se você é desantolhado da ação deletéria de Padres ou Pastores, então certamente pensará no que lhe digo e começará a compreender a profundidade do que a Bíblia contém, quando não se distorcem suas mensagens.

Agora, vou fazer um Quadro Esotérico Místico das datas chaves citadas em meu nascimento (1º/10/1940, às 19h e 39 minutos), assim como o que revela a numerologia de meu nome. Você verá como é interessante e, no decorrer da narrativa de minha vida, o Quadro Esotérico Místico mostra-se absolutamente verdadeiro.

Não vou entrar em minúcias de detalhes porque primeiro não me interessa enveredar pelos ínvios caminhos da Teosofia e da Numerologia Analítica, visto que é por demais cansativa e, a esta altura da vida, não mais têm o que me dizer que me desperte interesse. O que eu busquei aprender nestas Ciências eu aprendi. Se ficou algo de fora é porque só um Budha pode ir além dos limites humanos comuns. Dito isto, veja o quadro abaixo, onde é mostrado o alfabeto hebraico a partir de um significado numerológico esotérico:

ALFABETO HEBRAICO E VALOR NUMEROLÓGICO DE SEUS SÍMBOLOS

Alfabeto hebraico totalmente esotérico. Por isto não se altera ao

correr dos séculos.

O alfabeto hebraico é totalmente construído dentro da NUMEROLOGIA. Cada letra tem uma correspondência cósmica. Por isto ele é imutável através dos séculos, tanto no desenho de suas letras, quanto nos valores NUMÉRICOS sagrados que cada uma possui.

Não sei se você se lembra, mas no primeiro grau aprende-se (ou aprendia-se) que os símbolos que representam os números romanos não são números, na verdade. São NUMERAIS, pois os números são entidades ideais, não passíveis de representação escrita, simbólica. Ao menos no meu tempo de estudante do Ginasial eu aprendi assim.

Agora, vejamos os valores atribuídos aos números do alfabeto romano no quadro ao abaixo.

 ALFABETO ROMANO E VALOR NUMEROLÓGICO DE SEUS SÍMBOLOS

Note que neste quadro há as letras V, X e Z que não têm correspondência no alfabeto hebraico. Seus valores são oriundos de pesquisas levadas a cabo por ocultistas pesquisadores dos mistérios Ocultos da entidade NÚMERO.

Agora, vamos ao Quadro Esotérico Místico das datas citadas por meus pais referentes ao meu nascimento. Seus vaticínios. Observe as formas das letras hebraicas, principalmente para o Arcano 1, a letra Aleph. Seus três elementos construtores representam, resumidamente falando, a Santíssima Trindade: Pai-Filho-Mãe (essa história de Espírito Santo é resultado do machismo dos hebreus, para os quais a mulher não tinha alma e não significava nada no mundo de Deus). O filho é o elo de ligação entre o Pai e a Mãe.

Vamos aos significados ocultos dos números envolvidos em minha história de nascimento.

Arcano Numérico 1 – Este é o Arcano mais sagrado porque é o que representa a Ação do Incognoscível, criador de todos os Níveis e Subníveis de Matéria Cósmica, sem a qual as Galáxias não existiram nem nada do que nelas nasce, vive e morre. É, pois, o Arcano do Princípio ou do Recomeço. No caso da senda das transmigrações porque todos palmilhamos, ele é sempre o Arcano do Recomeço, o que indica que falhamos na vida anterior e, reprovados, retornamos para nova tentativa de vencer os desafios através do despertamento de nossa espiritualidade. Até à metade de nossas transmigrações, este retorno é programado por entidades angélicas (Devas especiais), porquanto nosso espírito ainda não está desperto o suficiente para escolher que tipos de dificuldades (provações) deseja passar a fim de avançar no caminho solitário, estreito e espinhoso que nos conduz, a cada um isoladamente, de retorno à Casa do Pai.

O Arcano Número Um é um Binário de opostos, como se pode ver na letra hebraica Aleph. O braço superior da letra representa o Plano Divino, onde vivem os Mestres Ascencionados ou Budhas. O braço inferior da letra hebraica representa o Plano Infernal, ou Plano de Matéria densa da terceira dimensão. Acima, está o Pai; abaixo, a Mãe. Não gosto deste tipo de interpretação porque parece que se coloca a mulher como entidade demoníaca, o que não é verdade. Como já expliquei, a Terra, para nós, é o Inferno porque é feita da matéria mais densa que pode existir e é, assim, a mais pesada, mais funda, entre aquelas mais sutis dos planos materiais superiores. Mas sem ela não haveria o teatro da vida, onde o Espírito pode se desafiar. É na Matéria Densa, e somente nela, que podemos sentir DOR FÍSICA E SOFRIMENTO EMOCIONAL E PSICOLÓGICO, e é esta capacidade sensorial, emocional e psíquica que nos permite despertar nossa Centelha Sagrada que deve se transformar no nosso Espírito todo poderoso. Vamos, então, substituir a linguagem esotérica PAI-MÃE por CÉU-INFERNO. Assim, evitamos percepções distorcidas e anulamos os entendimentos preconceituosos contra a mulher. O que liga o Céu ao Inferno é o FILHO (que o Budha Maitréya representou muito bem na sua criação Jesus de Nazaré ou Yehoshua bar Yoseph)

Os gregos, em sua mitologia, representaram este “mistério religioso dos cristãos” no Prometeu que vive condenado a rolar uma pesada pedra morro acima durante a noite. Pedra que durante o dia rola morro abaixo para ele voltar a se esforçar, durante a noite, para levá-la de volta ao topo. Deixo a você pensar a respeito deste simbolismo antigo e considerado secreto até hoje, em seu significado esotérico. Vai chegar a conclusões muito esclarecedoras para sua necessidade de religiosidade.

Cada homem que nasce de uma mulher realiza o mistério do Arcano Número Um. Ele é o elo de ligação entre o Céu e o Inferno; entre as aspirações divinas e as necessidades e desejos terrestres, carnais, ilusórias. Os que nascem no dia primeiro de qualquer mês, como eu, estão fortemente sobre a tortura de Prometeu, pois se batem e se esforçam para se livrar da pedra que tem de rolar morro acima, partir da escuridão da Matéria Infernal, onde não pode nem ver nem conhecer o novo caminho por onde deve rolar sua pedra e que lhe surge a cada noite de sua vida encarnada.

Os que estão diretamente sobre a influência do Arcano número 1 tendem a ser pessoas de extremos. Ou zero ou cem. Dificilmente aceitam o meio-termo e quando o fazem, fazem contrariados. Assim, se se voltam para as ilusões materiais mergulham totalmente nelas, até à desgraceira mais abjeta, como a do vício às drogas mais terríveis que existem ou à depravação moral mais abjeta imaginável, como a droga krokodil ou a prostituição compulsiva e sem moral. Mas se se voltam para o espiritual, tendem a se entregar de corpo e alma ao esforço de chegar lá, custe o que custar. Eu, embora tendo sido colocado bem de frente com as tentações mais violentas, nunca aceitei aquilo. E venci.

A Psicologia nos ensina que não é a idéia, nem o pensamento, nem o intelecto mais aprimorado e mais instruído, assim como não são os estímulos sensoriais que deflagram na pessoa o comportamento manifesto. É o estímulo ao Desejo. Por exemplo: ontem, vi uma jovem mulher, pelo watsup, torturando um bebê de apenas 4 meses. Ela o pegava pela perninha e o jogava de modo bruto sobre o colchão. Mal ele caía aos gritos de medo, ela pegava seu bracinho, levantava-o da cama e lhe batia o corpinho no colchão fazendo que quicasse feito bola. Depois, rolava-o, espremendo seu corpinho sobre o colchão como se ele fosse massa de pão. O vídeo horrível durou quatro minutos. Eu senti uma raiva brutal subir de dentro de mim como um vulcão. Se por algum passe de mágica eu me visse ao lado daquela desvairada iria torturá-la com sadismo até vê-la morrer aos gritos de dor e desespero. E não sentiria remorso. Não haveria, para mim, nenhum argumento legal que sustasse meu ataque. Comigo é: fez? Leva. Não ia esperar por delegados, processos etc, etc…, até porque se um advogado de porta de cadeia se atrevesse a defender a danada entraria com certeza na minha linha de tiro. E se a criança fosse meu netinho… Coitada da desgraçada. Mas o que me levaria a este comportamento altamente destrutivo e contra o qual vivi sendo posto à prova ininterruptamente durante meus 77 anos? A emoção chamada DESEJO. É a emoção DESEJO que põe nosso corpo em ação. Nada mais que o DESEJO. No caso citado, meu desejo de fazer que a mulher provasse do que ela fazia aquele bebê sentir seria tão forte que anularia qualquer reação de compreensão, de explicação sutil para o comportamento horrível da mulher. Minha formação acadêmica, naquele momento, seria totalmente ignorada por mim. As teorias psicológicas com as quais ajudei um número muito grande de pessoas iriam para o lixo. Meu desejo de punição ativaria minhas experiências sofridas de MEDO e TERROR que vivi ao longo de minha infância e juventude e estão indelevelmente marcadas em minha Identidade. E seria delas que o DESEJO de punição viria como um vulcão à tona. Não há Psicologia que possa sustar este impulso explosivo e cegante.

Voltando aos Arcanos Numéricos, o segundo e terceiro arcanos numéricos importantes para o destino que me tracei nesta vida são todos representados pelos numerais 1 (e 3). Os dois numerais compostos do Arcano Número 1, onde ele é dominante (o numeral composto referente às 19 horas [1+9] de meu nascimento e do 19 ([1+9] que compõe o ano em que nasci, 1940). O Arcano nove sempre é abandonado quando surge entre os dez primeiros ou quando aparece na soma dos numerais com que forma outros numerais compostos. Veja, na soma cabalística, o numeral 19 = 1 + 9 = 10 = 1, pois o ZERO é o SÍMBOLO do Incognoscível e não interfere com a vida do Espírito em desenvolvimento. E assim é para os numerais 29 (= 2+9=11=2); 39 (3+9=12=3); 49 (4+9=13=4) etc…

Agora note que os principais Arcanos Numéricos que determinam nossa “senda na escuridão da noite da vida encarnada” e cujas influências não podem ser evitadas nem anuladas são os primeiros 9. No meu histórico numerológico de nascimento estes três reforços do Arcano 1 em minha existência atual incentiva poderosamente meu destino provacional, ou de provações. Então, posso concluir que estou numa das minhas últimas sete encarnações voluntárias, quando meu Espírito, já plenamente desperto e consciente de si no mundo além-túmulo, é quem decide o tamanho da Pedra de Prometeu que devo rolar morro acima, bem como o tipo de caminho, suas dificuldades extremas, seus perigos desconhecidos e que acontecem de surpresa, os quais devo enfrentar como uma de minhas mais árduas provações.

O terceiro Arcano numérico importante em meu destino nesta transmigração é representado pelo numeral 36, cuja redução cabalística dá 9 (6 + 3 = 3+3+3 = 9). O Arcano 9 é o arcano da Solidão, mas também é o Arcano da Sabedoria, que vai muito além do Conhecimento. Ele está representado na ação de Diógenes, o filósofo grego que um dia saiu à praça, em pleno meio-dia, levando uma vela na mão e olhando para todo lado. Quando lhe perguntaram o que procurava, ele respondeu lacônico: “Eu procuro um homem honesto”. Se você quiser ler alguma coisa sobre aquele gigante de Sabedoria, visite o site http://mediocridade-plural.blogspot.com.br/2011/10/onde-foi-parar-lanterna-publio-jose.html.

Note que o Arcano Número 9 também está fortemente presente nos eventos de meu nascimento. Ele me revela que meu espírito escolhera passar pelas mais angustiosas provações que pudesse suportar enquanto encarnado, para alcançar a Sabedoria. E isto me informa que eu seria um homem tocado pela força inquebrantável de um Espírito já desperto e determinado a reduzir ao mínimo seu talvez longo caminho transmigracional. Graças a Deus.

Agora, note também, que o numeral 39 corresponde ao numeral 13 multiplicado por 3. Ora, o Arcano 13, que no Tarô é representado pela Morte com sua terrível foice, na verdade representa a mudança drástica, que não tem retorno, que é irreversível em qualquer situação decisória de nosso viver. A “Morte”, aqui, quer dizer que a gente tomou uma decisão que não permite mais ser revista, consertada ou retroagida. Por exemplo: quando alguém decide disparar contra outra pessoa e a mata. Não há mais como refazer esta infelicidade, por maior que seja o arrependimento de quem atirou.

Então, toda vez que alguém toma uma decisão que sabe ser irretroagível, ela agiu sob a influência do Arcano Número 13, A Morte no Tarô. Em minha vida, a primeira manifestação do Arcano 13 aconteceu quando eu ainda nem era bebê, quando meu pai perdeu meu legado antes mesmo de eu nascer; e, depois, quando eu era bebê, como se verá ainda neste post.

Todas as minhas decisões cruciais foram tomadas em situações de altíssima tensão e altíssima possibilidade de desastre e, até, de morte física. E todas elas foram irreversíveis. Em nenhuma, contudo, eu morri fisicamente ou espiritualmente. Mesmo naquelas tomadas de decisão que implicavam tremendos conflitos psicoemocionais entre mim e minhas parceiras, como vou narrar posteriormente, mesmo nelas eu venci a Morte. Aliás, o Arcano 13 e eu passamos 77 anos digladiando um com o outro, num terçar de armas ininterrupto e creio que assim será até meu último suspiro. Note que o Arcano 13 surge quatro vezes em minha vida (há o dia 13 do nascimento inventado para mim por meu pai). Isto significa que realmente vim para viver uma vida de constantes perigos e onde um escorregão seria meu fim e o estrago de uma encarnação.

Finalmente temos os arcanos 4 e 5 (a soma cabalística do ano de 1940. Neste numeral, 1940, temos os arcanos 1 e 9, dos quais já falei, e temos os arcanos 4 e (4+1) ou 5.

O Arcano 4 é representado misticamente no Tarô do Egito por um homem corado com uma tríplice tiara. Isto significa que o princípio da Autoridade Espiritual e Intelectual (logo, divina e infernal ou carnal) se faz presente em mim no Plano Físico Denso (meu corpo material), no Plano Emocional (meu corpo Astral) e no Plano Mental (meu corpo psíquico). Este princípio sempre atraiu para mim mulheres fascinadas pelo que todas chamavam de “uma Personalidade cativante” pelo Conhecimento, pela Delicadeza no trato e pelo Respeito e honestidade na interação social. Eu nunca me aproximei de uma mulher com terceiras intenções para com ela. Eu nunca as vi como objeto de cama e mesa. E isto era reflexo de minha incorrigível timidez para com elas, fruto de amargas experiências de minha infância, como vou narrar adiante. Também as impressionavam de modo irresistível minha determinação e minha coragem para enfrentar as dificuldades sem encher as bombachas, como dizem os gaúchos.

O homem coroado do Arcano IV do Tarô segura na mão esquerda um cetro encimado pelo signo de Vênus, a Deusa do Amor no Panteão romano (a Afrodite dos gregos).  Este símbolo sexual exige que o homem saiba criar entes (pessoas) complexos, individualizados e completos. Tem, portanto, influência determinante nas aventuras amorosas e no casamento, assim como nas aventuras desastradas do prazer coital pelo simples prazer do coito, onde o terreno é por demais pantanoso e traiçoeiro. Eu venci, como se verá mais adiante. Meus cinco filhos são pessoas tão admiráveis que até eu me curvo diante deles. Minhas cinco principais mulheres (tive mais de cem) também foram profundamente transformadas por mim. Chegaram a mim em frangalhos e eu as pus de pé e fiz, de cada uma, uma rainha consigo mesma. Também falarei disto posteriormente.

Tenho de esclarecer que eu jamais fui um “galinha”. Ao contrário, sempre fui horrivelmente tímido com relação à paquera. Perdia a voz, ficava trêmulo e fugia rapidamente quando notava que alguma garota estava ficando por demais interessada em mim. No entanto… Bom, a gente chega lá. O fato de ter passado minha vida sempre carcado e caçado, literalmente caçado, pelas jovens de meu tempo é algo que não compreendo até hoje. Mas…

Passemos, agora, ao Arcano 5. Este Arcano é o mais delicado, mais complicado e o mais difícil de ser realizado durante uma ou até várias e várias encarnações. Ele representa O Homem Perfeito, o Homem Espiritual, aquele que venceu a Mó das Almas ou a Senda das Transmigrações, assim como representa o Bode de Mendes, a derrota espiritual e o mergulho no domínio sombrio da Matéria, das suas ilusões. Foi o “Bode de Mendes” que, transfigurado em Anjo Infernal, tentou Yehoshua no deserto. Não vou-me estender em falar deste Arcano, pois ele é complexo e não interessa para o que quero dizer. Basta que se registre que ele é o símbolo máximo do desafio cósmico que todos nós temos de enfrentar, gostemos ou não, acreditemos ou não, queiramos ou não. Ele é o símbolo do Portal que separa as tentações do Mâyâ (vida social material) d’Aquele que se definiu como O Caminho, A Verdade e A Vida. Eu tive momentos cruciais, onde a riqueza e a fartura de sexo (=prazer), desde os prazeres da boa comida, das boas bebidas e da fartura de mulheres para a prática do prazer carnal, das drogas da época, das anfetaminas, do tabaco etc… foram como uma cachoeira se despejando sobre mim. É dificílimo manter o equilíbrio psicoemocional em situações de vida recheadas destes chamarizes. Contarei um resumo das tentações que o Bode de Mendes me ofertou para que abdicasse de mim e me entregasse à devassidão. Ele perdeu.

Finalmente, o Arcano Número 10. No Tarô Egípcio a carta que representa este Arcano tem uma roda d’água que gira. Do lado direito da carta está um egípcio ajoelhado. Com a mão esquerda ele segura um dos seis raios da roda d’água. No lado esquerdo da carta temos uma figura esquisita, misto de cão e homem, que mergulha de cabeça em direção à terra. Este Arcano Número 10 nos mostra que toda encarnação é um grande desafio que o homem tem de vencer. Se ele se mantiver HOMEM, ascenderá como homem até o topo da Roda d’Agua e conseguirá a libertação do Mundo do Mâyâ. Mas se ele fracassar e mergulhar nos vícios carnais, os prazeres do mundo material, assim como nos vícios da Mentira, da Traição, da Ganância, da Usura, da Corrupção etc… cairá de volta ao mundo material, ao Mundo Infernal, o fundo do vale para onde rola a pesada pedra de Prometeu… Os desafios, as tentações deste Arcano Número 10 eu também venci.

E por ter chegado ao final de minha “corrida de obstáculos” inteiro, espero que, ao retornar à Casa do Pai eu não o faça para uma das muitas onde só há dores e rangeres de dentes…

Agora, o meu Quadro Esotérico Místico.

QUADRO ESOTÉRICO DE MINHA VIDA - 1

QUADRO ESOTÉRICO DE MINHA VIDA - 2

QUADRO ESOTÉRICO DE MINHA VIDA - 3


Muito bem. Minha Vida Oculta, segundo os mais profundos ensinamentos Teosóficos e Ocultista, está aí, exposta para quem possa e tenha condições de ler e compreender. Neste estágio em que se encontra a Educação no Brasil, são poucos. Hoje, paro por aqui. Se alguém ler isto com seriedade certamente que vai necessitar de algum tempo para absorver as complexas análises aqui lavradas. Então, vou dar um tempo pra mim também, que deu trabalho armar o Quadro Esotérico Místico de Minha Vida Atual.