Exú Tranca Ruas realizando uma consulta em Terreiro de Umbanda.

Vi na TV uma notícia que só veio-me aumentar a desconfiança dessas mulheres que acusam os espíritas, sejam de  terreiro, sejam de centros de cura material diretamente por ação de Espíritos manifestados através de médiuns. Na nova notícia, um Pai de Santo (não sei de onde nem de que terreiro) foi acusado por algumas das mulheres que freqüentaram (ou dizem que o fizeram) o terreiro em busca de ajuda espiritual. Elas garantem perante a Lei que foram estupradas ou abusadas pelo medium quando este estava “manifestado” (ou, como dizem alguns,”incorporado”). Eu conheço o Espiritismo de Terreiro. Tabalhei num deles por 14 anos e freqüentei mais de cem como visitante, logo, não sou nenhum tolo com relação ao que pode ou não, acontecer em tais locais. Mas antes de expor minha opinião sobre tais “vítimas”, preciso informar alguma coisa sobre o que é a “incorporação” mediúnica e o que é o fenômeno da mediunidade. Vejam o esquema Teosófico (também sou Mestre em Teosofia) abaixo sobre a constituição do corpo de uma pessoa, independentemente de sexo carnal. No esquema abaixo você pode ver que o corpo denso, feito de carne, ossos e sistemas fisiológicos, está totalmente contido dentro de um Ovo luminoso. Ninguém, creia no que creia, pode existir se não estiver totalmente integrado num Ovo Áurico como o da figura abaixo. Ele é composto de sete tipos de matérias, incluindo entre elas, a matéria física.

O Ovo Áurico – um ovo luminoso, brilhante nas pessoas espiritualmente altamente desenvolvidas; opaco e pequeno nas pessoas pouco desenvolvidas, quer mental quer espritualmente.

Este Ovo protege o frágil corpo físico-denso ou carnal de toda pessoa contra energias que fluem das estrelas, inclusive de nosso Sol e se espalham pelo Cósmos todo, assim como daquelas que são emitidas como ondas de pensamento-emoção de nossos semelhantes dirigdas a nós mesmos. Ele também registra, sob a forma de luzes que flutuam dentro de si, os pensamentos, as emoções e os desejos da pessoa independentemente de qual país seja ela, bem como de sua cor de pele, de sua Religião Exotérica (= religião de rituais voltados para as multidões e que servem somente para emprestar importância ao homem aparamentado de Pastor, Padre etc… diante de seus fiéis). Não vou retomar o tema da constituição do Ovo Áurico porque já o abordei aqui exaustivamente, em outros artigos e em anos anteriores, além do que as livrarias estão cheias de livros a respeito, bem como a internet também está abarrotada deste assunto.

O Ovo Áurico é o verdeiro céu ou o verdadeiro inferno de cada ser humano. Ele pode se expandir praticamente ao infinito, tudo dependendo do grau de Evolução Intelectual ou Espiritual da pessoa. No entanto, o conhecimento intelectual não influi senão de modo muito pequeno neste processo. O Ovo Áurico se expande na medida em que a Espiritualidade – isto é, a capacidade de a pessoa se distanciar das ilusões do mundo físico das aparências e se aproximar de seu DEUS INTEROR aumenta e se torna um modus vivendi inabalável. Não existe nenhum céu nem nenhum inferno fora do Ovo Áurico de quem quer que seja. Pensamentos, reações emocionais, palavras pensadas ou pronunciadas que possuem energias positivas ou negativas contra outras pessoas, contra parentes ou contra até mesmo o próprio indivíduo são entidades que possuem energias emocionais as quais as mantêm vivas e ativas por quase toda a Eternidade. E estas energias vão atuar diretamente no CORPO EGÓICO, onde o Verdadeiro Deus de cada um de nós repousa. Isto faz que retorne na forma de punições ou gratificações segundo o merecimento do indivíduo. Na figura acima, do Ovo Áurico, o Corpo Egóico está na parte superior do Ovo e se você é uma pessoa comum, sem qualquer iniciação Esotérica, pode saber onde está seu Deus Interior levantando sua mão direita, braço estendido para o alto, estando de pé com as pernas juntas. Bem na ponta de seu dedo médio encontra-se o Corpo Egóico (Corpo do EGO ou EU SUPERIOR). Ali, dentro do Corpo Egóico, num “casulo” feito de Matéria Espiritual, repousa o Espírito de qualquer indivíduo, independentemente do que ele acredite ou não. Ali está o Pai Celestial e, não, num céu imaginado algures, perdido na imensidão do Espaço.

Vamos, agora, passar ao fenômeno Mediúnico. O que é isto? Os mediuns em geral tendem a afirmar que a mediunidade não é uma virtude, mas um castigo do Cosmos ao seu Espírito porque em vidas pretéritas cometeram muitos erros e, nesta existência devem pagar por aqueles erros praticando a caridade através da mediunidade. Eu não concordo com isto. Pelo que já pesquisei e aprendi, a mediunidade deve ser considerada um avanço do Espírito na Senda da Evolução ou da Salvação, como queiram entender isto. Por outro lado, o Esoterismo e o Ocultismo mostram que toda pessoa tem mediunidade. Umas mais, outras menos. Mas todos somos médiuns. Sei que esta afirmativa vai fazer que alguns religiosos exotéricos babem de revolta como se estivessem com a raiva canina. Mas não adianta revoltar-se contra a Lei do Criador, pois ela é absolutamente inviolável e independe da Vontade ou das crenças infantis de religiosos exotéricos.

Agora, olhem o esquema do Ovo Áurico e vejam que a figura humana dentro dele possui sete centros luminosos que se apresentam em linha ascendente, partindo da parte inferior do  tronco e indo até o ápice do crânio. São os Chakras. Não vou discorrer sobre eles porque já o fiz à exaustão aqui, no blog, também, em anos anteriores. Mas para esclarecer mais, vou mostrar um esquema de como cada chakra se organiza para estar presente nos sete corpos que constituem um indivíduo humano, a saber: corpo físico-químico; corpo etérico-astral; corpo mental; corpo intuicional; corpo espiritual e corpo divino.

Vejam o esquema que criei para representar esta condição de cada Chakra nos nossos sete corpos sutis, abordando somente a estrutura do Chakra dentro do Subplano de Materia Etérica.

Um chakra se abre em inúmeros outros e estes outros “nascem” do centro do anterior. Possuímos em nossa constituição física-sutil 78 níveis de matérias e em cada nível possuímos um Corpo Sutil. Na condição de cidadão comum, estes corpos estão, em quase sua totalidade, “adormecidos”. Cada chakra fixado em nosso corpo Etérico emite de seu centro outro chakra de matería mais sutil cuja “boca” abre-se no correspondente do corpo humano em outros tipos de matéria sutil até a septuagésima oitava.

Somos uma entidade muito complexa. Não é simples chegar à Evolução de um Cristo, como o fez Jesus ou Yehoshua. No entanto, esta Evolução não se dá de mistura com o Cosmos da Terceira Dimensão que podemos enxergar com nossos olhos carnais e os intrumentos físicos que inventamos. Este é um assunto complexíssimo que não dá para ser abordade aqui de modo simplista. Digo-o tão-só para que os menos avisados entendam que a Criação Máxima da Entidade a que chamam infantilmente DEUS é um mistério para a pessoa mesma (Decifra-me ou te devoro, estão lembrados?)

O OVO ÁURICO de qualquer pessoa É INVIOLÁVEL POR QUALQUER ENTIDADE NÃO IGUAL OU SUPERIOR A UM DEVA ou Deus Menor (Arcanjo, por exemplo). Assim sendo, nenhum espírito desencarnado de uma pessoa humana pode apossar-se do corpo de alguém, como pensam os ignorantes dos segredos do Espiritismo, seja de Umbanda, seja de outro tipo. Por isto mesmo, o Espirito de uma pessoa que já deixou o envólucro físico-denso material não pode entrar em contato diretamente com o corpo material de alguém, não importa quanto de evolução tenha alcançado, desde que ainda permaneça preso à Roda do Samsara ou à Roda das Encarnações. Ele não pode penetrar no Ovo Áurico da pessoa, pois este Ovo é sua proteção inviolável por conter o Corpo Egóico, a morada de Deus em cada um de nós. Assim sendo, não existe a “incorporação” tal como os desavisados acreditam. Nenhum espírito desencarnado, por mais evoluído que seja, tem permissão de se assenhorear do corpo físico-denso de ninguém. Então, você me pergunta: como acontece o fenômeno da manifestação espírita dentro de um Terreiro de Umbanda?

Volte a examinar o equema do Ovo Áurico. Os pontos luminosos ou Chakras inferiores (básico, sexual, esplênico) se correspondem diretamente com os superiores (coronário – no alto de nosso crânio; frontal e laríngeo). O Chakra do Coração é único e não se corresponde com nenhum outro. Ele é especial e dele não vou falar aqui.

O chakra mais sensível é o chakra esplênico, cuja “boca” se abre um centímetro abaixo do umbigo do ser humano. Este chakra, tal qual os demais, possui uma tela sutil feita de matéria etérica, (a mesma que constrói o corpo etérico que é uma cópia fiel do corpo físico-denso de qualquer pessoa), que cobre sua “boca” e impede que ele seja penetrado por outro ser humano desencarnado. No entanto, nos indivíduos que são mediúnicos esta tela protetora se encontra deslocada para um lado e isto abre um fenda pela qual uma entidade desencarnada pode influir no chakra Laríngeo do médium. O Umbilical é a única porta pela qual uma entidade superior pode penetrar para atingir o chakra Frontal ou Ajna. No entanto, nem todos os espíritos desencarnados conseguem esta façanha. A não ser que a tela protetora tenha-se deslocado com muita violência para o lado, de modo a deixar a “boca” do chakra desprotegida, o que acontece nos viciados em drogas e práticas coitais desregradas e taras imorais e repulsivas. Neste caso acontecem as posessões ditas demoníacas. Também disto não vou falar aqui.

Agora, entenda como acontece o fenômeno conhecido erroneamente como incorporação. Um Espírito já evoluído na senda do Caminho, da Verdade,  e da Vida, tem licença para se manifestar através de um médium. Primeiramente ele procura uma EGRÉGORA (uma forma luminosa que brilha nos níveis sutis da matéria como um balão sobre qualquer local onde pessoas se reúnem para cultos de quaisquer religiões. A Egrégora é composta do somatório das emoções das pessoas dentro do templo). Ele observa atentamente esta egrégora, principalmente as de Umbanda e Espíritas em geral. Precisa estudar a qualidade dos corpos etéricos-astrais dos que ali se reúnem e qual tipo de luz emana dos corações daquelas pessoas, se boa, clara, amorosa, ou se de qualidade má, emanada de corações egoístas, mentirosos, falsos, traidores etc… Neste caso, ele se afasta daquela Egrégora e vai procurar outra. Numa EGRÉGORA POSITIVA ele preocura aquela pessoa mediúnica que tenha afinidade com sua Luz Evolutiva: a Luz do Perdão; a Luz do Conhecimento; a Luz da Magia Branca; a luz da Cura Física; a Luz da Cura Mental; a Luz da Cura Emocional etc… Este espírito procura um Centro Espírita onde possa encontrar um médium que tenha possiblidade afinitiva com sua vibração espiritual. Postura-se do lado direito do médium, fisicamente à altura de uns cinco a dez metros de distância de seu corpo físico. Concentra sua força mental no chakra esplênico ou Umbilical e através da fenda na tampa deste chakra atinge o chakra Frontal, que é aquele que se encarrega da FALA. Através do Frontal domina a glândula pineal e todo o sistema nervoso relativo à fala dentro do cérebro. Então, afinando-se com a média da crença geral dos que freqüentam aquele Centro Espírita ou Terreiro de Umbanda, fala como preto velho, caboclo índio, exu, cabocla índia etc…

Como ESPÍRITO NÃO FALA, ele se serve do aparelho fonador do medium e, através deste, comunica-se com o seu “consulente”. Durante o tempo em que está atuando, o Espírito que se comunica domina e faz entrar em recessão a Vontade do médium, de modo que ele perde o controle de seu aparelho fonador e de seu corpo mesmo. A maioria não perde, contudo, a CONSCIÊNCIA DO QUE ASSISTE. No entanto, não possui nenhuma capacidade de interferir com o que se passar à sua volta ou com o que é levado a fazer pelo Espirito que através dele se manifesta. Está numa espécie de transe de hipnose e, quase sempre, quando o Espírito que se comunicou através dele vai embora, sua consciência do que fez dentro do Terreiro de Umbanda ou de um Centro de Cura Espiritual se esvanece e ele pensa que não ouviu nada nem viu nada. Se hipnotizado, contudo, pode narrar minuciosamente tudo o que viu e fez sob o comando do Espírito que o controlou, assim como pode descrever as pessoas que através dele se consultaram com a entidade espiritual.

Agora, vamos à função do chakra umbilical. Ele domina os chakras que estão abaixo, como o sexual e o básico. Assim, quando o Espírito que se manifesta está em ação, o medium não tem nenhuma reação libidinosa, mesmo que diante de si esteja a Miss Universo em pessoa, nua, excitada e disponível. Isto porque a pineal e a pituitária são glândulas, com prioridade para a segunda, que controlam os hormônios sexuais, logo, controlam a libido. E sob a influência do Espírito que se comunica, suas funções ficam inibidas neste quesito. Se há um espírito agindo verdadeiramente, o corpo nu da mulher diante do medium não lhe desperta qualquer impulso libidinoso, visto que a libido é uma função puramente física, carnal, não tendo correspondência com nada que diga respeito aos corpos sutis superiores. E um espírito evoluído não possui nenhum resquício do que é restrito puramente à carne. Ele não tem órgãos sexuais, assim como não tem órgãos excretores ou qualquer coisa semelhante. E se não tem mais isto, não mais sente os acicates comuns exclusivamente ao corpo carnal da pessoa.

Esclarecido o acima, digo agora que desconfio da enxurrada de mulheres “estupradas” por médiuns. Principalmente os de terreiro, onde as consultas são à vista de toda a assistência e quando há necessidade de um atendimento em particular, o guia espiritual sempre requer um assistente na condição de cambono ( com frequência até mais, uns dois ou três). O cambono é aquele médium que providencia tudo o de que o Espírito consultado necessita para realizar seu trabalho. Não defendo, aqui, o homem que se diz médium e se conhece como João de Deus. Ele não era médium de  “incorporação”, logo, trabalhava plenamente dono de suas faculdades psicofisiológicas. Mas no que  tange à acusação a “pais-de-santo” de Umbanda, duvido muito que, se o terreiro tem realmente um guia espiritual, tenha havido qualquer estupro. Não é possível. Mesmo nos terreiros de Candomblé, que trabalham com elementais conhecidos como “Eguns”, supostos espíritos humanos (que na verdade não o são, mas cascões etéricos sem mais a presença do Espírito que dele se serviu enquanto tinha corpo físico), este “fenômeno” não só é raro como é difícil de acontecer. Os cascões mantêm os vícios dos que morreram e se estes sofriam de algum desvio de caráter, Moral ou fisiológico quanto ao coito e aos prazeres coitais, certamente que o Cascão os mantêm ativos. No entanto, eles, os Cascões, não têm a consciência da artimanha da enganação. São tendenciosamente rudes e grosseiros e logo são detectados pelos presentes. Dificilmente uma mulher se deixaria enganar por eles.

Embora vá desagradar a alguns leitores, creio mais na hipótese de se tratar de beatas de igrejas evangélicas cujos pastores, gananciosos, as  tornam histéricas com suas doutrinações condenatórias a respeito do Espiritismo e as levam a tentarem (e até agora terem sucesso) engendrar uma mentira grosseira para incriminar e desacreditar todo o Espiritismo. Não é de hoje que evangélicos radicais, de baixa inteligência e manipuláveis, atacam de modo grosseiro os terreiros de Umbanda, Candomblé ou Quimbanda. Talvez até aconteça de mulheres que traíram seus maridos e, aproveitando a onda, trataram de lançar sua escapada à conta de um estupro sofrido num terreiro escolhido como a bola a vez. Tudo pode acontecer, menos, e eu friso: menos um médium verdadeiro ter realizado o ato do estupro com ela.

Até acredito que entre as fantásticas centenas de mulheres que se declararam estupradas ou violadas pelo homem chamado de João de Deus ao menos metade está aproveitando a onda para se livrar de alguma falcatrua própria da tentação da carne. João de Deus teria de ser um super-homem para violentar tantas mulheres e só depois de anos elas surgirem para o delatar. Mesmo que se alegue ser ele um homem perigoso, a maioria dessas mulheres nem são da cidade onde ele trabalhava, nem mesmo do Estado de Goiás. Assim, bem podiam ter contado o fato ao seu parceiro e à polícia de seu local de origem, prevenindo-se com um mandado judicial contra o estuprador ou molestador, pois nem todas se declararam estupradas, mas apenas molestadas.

Seja como seja, está muito estranha esta história de, agora, pipocar estupro por médiuns Brasil a fora. Como, no momento, estamos sofrendo de uma epidemia de evangelismo, que tomou conta de nosso Legislativo e fez do parlatório púlpito para as mais estranhas pregações tipicamente histéricas (ou fingidamente histéricas) evangélicas e os mais estranhos ritos de orações e bênçãos, não há que duvidar que muitas evangélicas, ou por tacanhice ou por esperteza, se servirem dos médiuns para se livrarem de alguma traquinagem que levaram a efeito às escondidas do marido, dos pais, do amante ou seja lá de quem seja. Quando esta evangelitite passar, se Deus quiser, então será possível à Polícia realizar investigações sérias, destituídas do poder coercitivo de certos pastores de meia-tijela. Até lá, ainda vão aparecer muitas “donzelas” violentadas por coitados pais-de-santo.

A propósito, mesmo tendo sido um médium ativo durante alguns anos, nunca fui realmente um espírita convicto, encabrestado por estereótipos tolos. Sempre adotei a postura de investigador cientista, hábito que adquiri na Universidade Gama Filho, no tempo em que cursei Psicologia. 

Por isto mesmo, nunca fui obrigado a permanecer num terreiro a vida toda, praticando os mesmos rutuais até o final de meus dias. O Espiritismo foi, para mim, um terreno de estudo e esclarecimento, pois nele encontrei explicação para muitos fenômenos paranormais que me aconteceram às dezenas antes mesmo de eu na Umbanda entrar. Sou grato a inúmeros cabocos de Umbanda, principalmente ao Caboco Itaquarussu, que me mostrou com ações absolutamente espantosas, como, quando um Espírito de Luz quer, nem mesmo os emproados generais e coronéis deste mundo podem alguma coisa contra aquele que ele protege. Eu fui perseguido tenazmente por oito coronéis e um general na empresa em que trabalhava, a Estatal EMBRATEL, a qual ajudei a criar. Eles fizeram de tudo para me jogar no DOPS e não conseguiram. Todas as suas armações, a maioria que eu desconhecia até que me foram reveladas por ITAQUARUSSU, falharam fragorosamente. E quando eu, irritado, raivoso, comprei uma arma para matar o General Presidente da Empresa (General Galvão, e seus acólitos, entre eles os mais ferozes, Paulo Ignácio Domingues, José de Castro Dieguez e mais seis outros), o que aconteceu porque eu tinha sido demitido pelo General que estava irritado com minha intransigência em admitir apadrinhados do Palácio do Governo Federal sem que os obrigasse a se submeterem aos testes de seleção (todos eles reprovados, sempre), o caboco me pediu três dias para realizar a reversão da demissão. Eu não acreditei que ele pudesse tanto. Mas no terceiro dia o Diretor do Departamento de Administração, um Coronel que viera da PETROBRÁS para trabalhar na recém-criada EMBRATEL, chegou do esterior e soube da assinatura minha demissão (que ainda não me havia sido comunicada oficialmente). A briga entre os dois foi feroz e o general teve de rasgar a demissão pressionado pelo Coronel, do qual ele dependia para manter os planos administrativos da empresa. Sem contar que o coronel ameaçou levar toda a intriga para os jornais, um escândalo nada alvissareiro para a empresa e, pior, para o General, reformado por atos impróprios nas forças Armadas (aliás, assim como todos os coronéis que tinham encontrado abrigo na recém criada EMBRATEL). E assim, rindo, o caboco ITAQUARUSSU me disse: “Viu, fio? No terceiro dia. Não te disse que eu anularia aquela besteira?”

Eu não creio em estupro cometido por médiuns em terreiros de Umbanda, afirme o contrário a mulher que quiser. Se tal aconteceu, ela certamente aceitou tacitamente o ato.