Em qualquer parte, na Internet, pode-se, de qualquer parte do mundo, ler essas acusações dos brasileiros revoltados contra aqueles que atingem o ápice do Poder em qualquer dos Três Poderes que constituem os pilares do que se conhece como DEMOCRACIA. Mas isto não é galardão exclusivo de nossa gente. A Europa, os EUA, a China, o Japão e vai por aí a fora, todas as gentes gritam revoltadas contra os que ocupam o Poder Venal em seus Governos. Eu não sei quem já se debruçou sobre este dilema intrigante, mas sei que muitos dizem, sem pensar, que isto é próprio do Ser Humano, pois este bípede é corruptível por sua Natureza. Não concordo. Homens da estatura de um Yehoshua, um Mahatma Ghandi e outros, não teriam vindo até este mundo para conviver e compartilhar seus ensinamentos com a Raça Humana se o que todos afirmam sem pensar, isto é, que somos uma espécie corrompida desde nossos genes mesmos, fosse verdade.

Esse homem milita num meio altamente vulnerável às tentações dos piores vícios que a humanidade cultiva desde seus primórdios: a Mentira, a Ganância, o Egoísmo e a Egolatria. Mas quem de nós pode lançar sobre ele a primeira pedra?

Tomemos para exemplo, o atual Deputado Rodrigo Maia. Nós, inclusive eu, revoltados com a falta total de Ética, de Honra, de Dignidade e de Patriotismo dos que escolhemos para nos representar e que são corretamente chamados de Mandatários, pois seus mandatos duram somente por quatro anos, atacamos impiedosamente esse homem. Ele tem erros? Claro. Ele possivelmente caiu em grandes tentações? Claro que sim! Afinal, disse o Cristo: “Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou!” Ele sabia que por toda a existência da humanidade sobre este planeta ninguém teria, realmente, o direito de atirar a primeira pedra. E já dizia  John E. E. Dalberg Acton: “O Poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Duas citações que não podemos esquecer, quando se trata da prática da Política. Não há no mundo país que possa atirar pedras no Brasil em função dos desmandos e desregramentos levados a efeito pelos mandatários escolhidos pelo povo daqui.

Eis o homem que disse a setença milenar: John E. E. Dalberg Acton.

Mas, se não podemos atirar a primeira pedra nem acusar aos que entregamos o Poder de decidir por nós, como vamos lidar com os descalabros que os Mandatários do Povo cometem de modo absurdo e desregrado, esquecendo-se de quem são e o dever que assumiram para defender gananciosamente vantagens indevidas para si mesmos e para seus Partidos Políticos?

Esses homens nos prejudicaram de modo tão violento que mesmo decorridas três reencarnações nenhum deles conseguirá sanar o mal que nos fizeram. Mas somente eles podem ser acusados? Nós não? Por que? Quando os acusamos esquecemos convenientemente de que ninguém erra sozinho.

Não há desculpa que nos exima da responsabilidade que temos para com nossas escolhas políticas. Alguns buscarão se justificar alegando que “não tiveram a oportunidade de estudar”. Desculpa idiota, dada por preguiçosos e covardes. O dia-a-dia de cada um de nós não encontra solução para seus dilemas dentro dos muros das faculdades de qualquer ciência. Os dilemas diários que somos obrigados a enfrentar como desafios à nossa capacidade de sermos UNIDOS, JUSTOS E ATIVOS em lugar de PREGUIÇOSOS que desejam que os outros carregem nossos dilemas e para eles encontrem sozinhos uma saída confortável, não possuem fórmulas adredemente preparadas por Cientistas de quaisquer Ciências Pragmáticas humanas. A saída de nossos dilemas pessoais só compete a nós encontrá-la. As saídas de dilemas coletivos não podem ser delegadas a um pequeno grupo de mandatários, enquanto os que lhes delegam Poder para tanto os abandonam à tentação que o Poder Absoluto lhes coloca diariamente. É nisto que se funda nosso maior pecado: A PREGUIÇA. Somos um povo eminentemente preguiçoso e estamos eternamente à espera de um Super-Homem capaz de aplainar nossos caminhos sem que de nós se exija qualquer esforço para ajudar no trabalho.

Nós nos dizemos e nos reconhecemos, com ufania, um povo trabalhador. Mas não o somos. Somos, sim, preguiçosos, metidos a espertos e pavorosamente sempre dispostos a levar vantagem em tudo. Queremos os rigores da Lei, mas para o nosso próximo, jamais para nós. Os outros sempre estão errados; nós, sempre estamos certos e com a razão. E ai de quem diga o contrário!

O único sem pecado foi crucificado não para remir os pecados vergonhosos desta raça de víboras bípedes que somos, mas sim porque esta mesma raça não soube reconhecer sua imensa Bondade, sua imensa Retidão e sua imensa Justeza de caráter.

“Víboras!” gritaria o Cristo contra nós, se ainda entre nós estivesse. E estaria certíssimo, como sempre. Somos uma raça de víboras bípedes que pensamos ser os preferidos pelo Criador. Mas estamos longe desta preferência raríssima e dificílima. Somos tão mentirosos, ou mais até, do que os mandatários que elegemos para carregar a cruz coletiva deste Brasil. Queremos tudo de bom! Exigimos que tudo de bom seja feito em nosso benefício. Queremos cidades limpas, ruas asfaltadas e bem conservadas, prédios bem pintados, transporte público (de mentirinha, visto que todos os meios de transportes no nosso país de mentirosos são pagos) de qualidade; queremos saúde pública de primeira classe; queremos segurança pública confiável; queremos Escolas bonitas, bem cuidadas, limpas e com professores qualificados que ministrem o Conhecimento aos nossos filhos e vai por aí. Mas nós sujamos mal-educadamente cada metro das ruas das cidades em que moramos; não vigiamos as licitações públicas para o asfalto a ser empregado nas ruas de nossas cidades; não zelamos pelas calçadas que nos compete fazer diante de nossas casas; deixamos a educação familiar de nossos rebentos abandonada em algum lugar bem escondido em nossos lares, e nossa prole que aprenda sozinha ou à custa do sacrifício de professores mal-pagos e mal-reconhecidos o que é o correto e justo e o que é incorreto e injusto. Não mais queremos assumir a Educação Cívica dentro de nossos lares. Que o Governo cuide disso! É assim que pensamos em tudo o que fazemos como cidadãos. E o resultado foi o Estado se intromentendo em cada cômodo de nossos lares. E isto se tornou desastroso, pois o Estado nos tomou o direito de educarmos nossa prole. Parecia bom, até que o PT nos mostrou com exemplos estarrecedores o quanto de mau e perigoso é um povo permitir que o Estado assuma as rédeas da Educação Familiar num país.

A culpa de coisas como esta serem veiculadas em grupos de Televisões, como a Rede Globo, é nossa. Exclusivamente nossa! Mas nunca, jamais vamos assumir esta responsabilidade. Preferimos deixar o tempo passar e, no futuro, cair de pau na garota de agora chamando-a de prostituta, piranha, vagabunda etc… Mas a culpa, a responsabilidade de ela se ter tornado assim, foi nossa que não a defendemos contra os exageros da Mídia montada na falaciosa e intencionalmente mal usada Liberdade de Imprensa. Em tempo: não sei se a garota da foto enveredou por maus caminhos. Apenas uso a foto que foi veiculado pelo Brasil todo e, quiçá, pelo mundo, como exemplo do perigo que é a Liberdade de Imprensa sem freios.
A responsabilidade de cenas como esta, que jamais deixou de acontecer em qualquer cidade do Brasil, é toda do cidadão e da cidadã brasileiros. Mas estes cidadãos e estas cidadãs não se olham no Espelho da Consciência para se corrigirem. É mais fácil apedrejar os mandatários que escolheram à revelia de uma escolha consciente e honesta.
Queremos cidades limpas. Mas de sã consciência: Que prefeitura dá conta de limpar o que milhares de cidadãos e cidadãs irresponsáveis sujam?
Este é o absurdo dos absurdos: crianças transformavam a Escola em Circus Romanos para decidir suas diferenças na agressão física. E não importava o sexo que tivessem. Macho ou fêmea, todas elas decidiam suas diferenças assim. Com o aval do Estado dentro da Família brasileira. Mais um exemplo estarrecedor de como o Estado desembesta quando o povo não o vigia atentamente.

Eu sugiro ao leitor que escolha uma das horríveis fotos de nosso passado recentíssimo para pensar em sua responsabilidade nos acontecimentos lamentáveis que nós todos permitimos que acontecessem e continuem acontecendo.

O que devemos fazer? Que providências coletivas devemos tomar e mantê-las ativa por anos e anos, até que os mandatários escolhidos por nós aprendam que têm limites e podem ser e serão punidos severamente se tergirversarem no cumprimento dos seus deveres para com a Nação que os escolheu para isto? Fica o desafio para os que tiveram a coragem de ler este post e mais ainda, tiveram a consciência de parar para pensar no Brasil das décadas PMDbistas, PSDbistas e PTistas e o Brasil que começa a estrebuchar neste Governo escolhido por todo o povo brasileiro. Volto noutra ocasião para continuar, se alguém colaborar deixando seu comentário lúcido, sincero, não insultuoso nem agressivo, pois o que aqui coloco como desafio não é brincadeira nem, menos ainda, estímulo para os que já não mais servem para o nosso país. E aos que não mais sabem se expressar senão por palavrões, aviso que serão simplesmente jogados no lixo, pois não me dirijo aos que já não servem para nossa Pátria, mas sim para os que estão engajados num esforço de sustar o Mal e recuperar nosso país para nós enquanto ainda há tempo.

Continua…