MINHA REVOLTA – 4

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MINHA FAMÍLIA QUANDO EU ERA PEQUENO

Quem vê meu pai com esse semblante calmo, nem imagina como ele se transformava quando estava zangado…

Esclarecimentos: Eu acho muito interessante o estranho estado de apatia que assola as pessoas, quando se trata de pensar por si mesmas. Quase todas necessitam de um pai que lhes diga o que é certo e o que é errado. E quando encontram o tal “pai sabidão”, pronto: entregam-se cegamente a eles e lhes dão a direção de sua vida. A partir daí, sentem-se totalmente “protegidas” e acham que tudo está resolvido. Isto é o maior erro que uma pessoa pode cometer.

Amigos, ninguém tem capacidade e competência para dirigir e direcionar a vida de outro, mesmo que seja o maior gênio humano de todos os tempos. Quando eu falei sobre ter eu participado, juntamente com os Devas Diretores do Carma, da elaboração desta minha encarnação, sei que despertei muitas reações de pouco-caso e menoscabo. Principalmente entre os que, como eu, também são instruídos no Ocultismo. Estes, por inveja mais do que por dúvida real. Que horror!

Aos totalmente cegos e totalmente moucos, e desobedecendo ao que nos aconselhou o Cristo (Deixai que os mortos enterrem seus mortos – Mateus, 8-22), vou esclarecer alguma coisa sobre o tão incompreendido Carma. Mais

MINHA REVOLTA -3

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PLANTA BAIXA DA CASA ONDE VIVI ATÉ OS 3 ANOS EM CAMPO MAIORAgora, voltemos ao livro que venho escrevendo na Luz Ódica durante esta encarnação. Já no meu nascimento começou a complicação. Meus avós maternos não me aceitavam. Meus avós paternos, sim. Então, fiquei com estes e com meu pai e minha mãe na grande casa que vovô possuía na vila de Campo Maior. Era uma casa feita ainda por escravos, com chão de grandes lajes quadradas, telhado com telhas ainda do tempo em que elas eram feitas nas coxas dos escravos. O casarão tinha a forma da letra Z. Entrava-se nele por uma porta de madeira de Massaranduba dando de cara com a porta que abria para o ateliê de costura de papai. Percorria-se um longo corredor que tinha, no lado esquerdo, a parede do ateliê de costura de meu pai. Ele tinha aprendido a profissão de alfaiate, uma das mais destacadas na época. Em seu ateliê havia 9 máquinas Singer com nove costureiros sob seu comando. Eles eram responsáveis pela feitura dos ternos das principais personalidades políticas da região, bem como dos “coronés” que pagavam caro por um terno de linho branco. O corredor era largo, coisa de dois metros, e media, em comprimento, exatamente a profundidade da parede esquerda do ateliê de meu pai, algo em torno de doze metros. Mais

MINHA REVOLTA – 2

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Este quadro do MMA representa bem minhas idas à lona na longa luta pela redenção nesta encarnação

Bom, voltei. Ainda vou continuar explicando os motivos porque, aos quase 80 anos, estou profundamente revoltado com o Buda Avalokiteshvara, ou Míriam, a mãe carnal de Yehoshua. No “papular”, a famosa Maria Mãe de Deus (embora Deus não tenha mãe). Você há-de estar-se perguntando: Por que ele está revoltado contra Nossa Senhora “Mãe de Deus”?

A resposta é porque, a esta altura da vida, embora todos os magos que eu conheci me tenham asseverado que eu sou “filho e protegido de Maria Santíssima”, olhando para o meu passado e para minhas últimas frustrações não me parece que a digna senhora esteja mesmo muito voltada para atender aos meus rogos… Embora não possa negar que Ela sempre aliviou meus tombos e me enviou prontamente socorro, quando nos momentos mais encrencados de meu viver, como se verá mais adiante. Mais

MINHA REVOLTA – 1

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EU

Eu sorrio pra não chorar, puto da vida.

Não me defino como religioso. Não vou à Igreja Católica, detesto templos Evangélicos (são emburrecedores e a maioria esmagadora dos que se dizem “pastores”  visa o dinheiro e, não, ao Cristianismo); não valorizo mais a Umbanda, nem o Candomblé; não aceito pôr a bunda pra cima e adorar uma entidade tendenciosamente separatista e violenta, como fazem os muçulmanos. Não caibo mais na Teosofia, no Budismo ou no Taoismo. O Druidismo passou a ser primitivo no meu entender. Enfim, chutei o pau da barraca com esta história de religião. Não existe religião para mim. Existem seitas cujos líderes estão mais ou menos interessados em adquirir e acumular riquezas materiais e para isto exploram em benefício próprio o que disse o Pregador de Nazaré. Aliás, por falar n’Ele (o único que merece minha admiração e meu respeito), vendo o que acontece no mundo todo neste Século onde reina todo-poderosa a MENTIRA, acho que perdeu a luta cá embaixo. Quero ver se realmente vai dar a última palavra, quando tudo aqui for pro diabo que o carregue. Mais

GENERAL ANTÔNIO HAMILTON MARTINS MOURÃO X GENERAL EDUARDO VILLAS BOAS

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GENERAL EDUARDO VILLAS BOAS - CMT DAS FORÇAS ARMADAS

Foto de O Globo – Gen. Eduardo Villas Boas.

O Exército começa a se agitar. O Gen. Eduardo Villas Boas parece estar em sintonia com os anseios dos que preferem os militares no Poder à continuação dessa bandidagem assassina que dele se assenhoreou sem que tivesse o nosso consentimento para isto. O General Eduardo já demonstrou esta tendência quando, em fala numa loja maçônica, deixou claro que vê como possibilidade a intervenção militar no país. Jungmann, o politiquinho, foi chamado às falas pelos que tremem nas calças quando o verde-oliva se mexe e correu a cobrar do Gen. Mourão providências para calar a voz de seu par, o Gen. Villas Boas. Uma advertência foi aplicada a Villas Boas e tudo ficou por aqui, é claro. Um General de Exército não vai punir outro para defender a patifaria que grassa entre os que se julgam donos de NOSSO Poder. Afinal, antes de serem Generais, eles também são brasileiros; também têm famílias brasileiras que correm os mesmos perigos que o povão, isto é, podem ser assassinados à-toa por imbecilizados fabricados pelos “de colarinho branco” e, mais que isto, também sofrem o desrespeito dos “de colarinho branco” que os pisoteiam e esmagam como fazem com tudo ao redor. Mais

PORQUE A POLÍTICA NO BRASIL NÃO DÁ CERTO.

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Eu e meus pais, em Campo Maior, Piauí. éramos felizes e não sabíamos...

Eu e meus pais, em Campo Maior, Piauí. éramos felizes e não sabíamos…

Nasci em 1940 e desde quando comecei a me entender como gente, ouvi meu pai envolvido com política. Não entendia nada das discussões em que ele entrava, muitas até excessivamente acaloradas, vejo agora, com a visão da recordação. Algumas vezes ele e seus opositores quase se pegam a socos e pernadas – meu pai era exímio capoeirista. Getulista fanático, seu Areoval não admitia defesa contrária ao seu credo político. Lembro-me muito bem que, contava eu cinco anos, ele me levou aos ombros para ouvir Getúlio Vargas em um comício que o baixinho fez em Teresina. Meu pai viajara de Campo Maior para a capital, naqueles idos uma viagem de meio-dia só de ida e comendo poeira à vontade, pois a estrada era de piçarra, apenas para participar do comício. Não havia ônibus e a viagem era feita em paus-de-arara. Claro está que não me lembro de nenhuma palavra do que Getúlio f  lou. Meus olhinhos de criança estavam esbugalhados diante de tanta gente – todos homens – enchendo a imensa praça onde o coreto tinha sido armado. Getúlio, para mim, era uma estatueta vestida de terno branco, pequenina, que se movia e agitava os braços trovejando palavas que eu não entendia. Mas eu me recordo de que meu coração vinha à goela ao imaginar aquele grupo de homens ululantes, como se fossem um só animal emocional, a cada pausa estudada que o baixinho fazia em sua peroração, estourando em fúria. Onde nos escondermos? Como nos salvar? Mais

“AS ROSAS NÃO FALAM”

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Eu, o recruta do 3º R.I.

Eu, o recruta do 3º R.I. Ao meu lado, minha irmã Tetê.

Era o ano de 1976. Noitinha. Bem defronte ao Colégio Militar do Rio de Janeiro havia um restaurante. Era recém-inaugurado. Parei o fusca junto ao meio-fio, desci acompanhado de uma mocinha branca, pequena, nada além de 1,55 m, de andar faceiro e belo rosto. Ela me era enigmática. Uma colega de faculdade. Entramos. Escolhemos uma mesa lá no fundo do restaurante. Não queríamos ser vistos. Seus irmãos não gostavam de mim e por pouco tinha havido o perigo de eu me bater contra dois deles. Um, lutador de luta livre, rude, como todo nordestino, achava que os irmãos tinham de ser os guardiães das irmãs, mesmo quando elas já fossem de maior idade e cursassem a Universidade, o que lhes dava, segundo a Lei, direito livre de se dirigir na vida. Outro, praticante de karatê-dô, era independente e a imagem que me passaram dele não condizia com sua independência e sua altivez. De todos, alguns anos depois, foi a quem mais me apeguei. Até hoje eu o tenho como meu irmão verdadeiro.

Música ao vivo. E eis que o mulato idoso dedilha o violão e canta a música de Cartola. Num ímpeto que até hoje não compreendi, eu disse: “Esta é sua música. A nossa música”.  Mais

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