DOUTOR, O QUE É ARQUÉTIPO?

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É assim, esfuziante, que o Sol se apresenta no Centro-Oeste, quando a chuva se vai.

É assim, esfuziante, que o Sol se apresenta no Centro-Oeste, quando a chuva se vai.

Foi com esta pergunta que Vera se sentou, trazendo ao lado, como companhia,  uma senhora de olhar incisivo, que observava tudo com curiosidade. Ela me chamou mais a atenção que a pergunta de minha amiga. Curiosamente, desde quando chegara até se sentar, Vera não fez menção de me apresentar sua acompanhante. Quando nosso olhar se encontrava, a mulher dava um meio-sorriso estranho, que me parecia ameaçador. Contive meu ímpeto de perguntar quem era a distinta que tanto me incomodava e que, a contragosto, eu percebia como uma adversária. A senhora devia beirar os sessenta anos, talvez um pouco mais. Tinha as unhas bem pintadas com um esmalte vemelho que se coadunava com sua pele clara. Vestia-se com roupas de cores neutras, de tom sobre tom. Uma blusa cinza-claro, de mangas compridas e uma saia discreta, de mesma cor, mas mais densa. As mangas compridas eu compreendia, pois já estávamos adentrando os meses secos do Centro-Oeste, quando o infra-vermelho queima a nossa pele como maribondos furiosos. Os sapatos, de meio salto, eram caros, bonitos e pretos. Suas pernas, sem meias, eram bem tratadas e não tinham as veias que geralmente surgem nas mulheres de meia-idade. Não tinha muitas rugas, exceto algumas ao redor dos olhos caramelados e de mirada direta; também tinha pequenas rugas nas comissuras dos lábios, que eram finos e se fechavam com força, tensionando os malares. Estava maquiada, mas de modo discreto. Eu lhe notara o andar decidido, altivo, com o corpo em postura altaneira, de quem sabe quem é e o que quer. Vera me apresentou a ela, mas não o fez com ela a mim. Mais

O QUE É KAMA LOCA?

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Ela não reagiu a tempo...
Muitos perdem a vida buscando prazeres ilusórios que só levam ao arrependimento.

Fiquei olhando para o jovem que me fez a pergunta. Difícil encontra gente com sua idade, 17 anos, interessada em assuntos como esse de onde me trazia a pergunta. Não me contive e lhe perguntei de onde ele tinha tirado aquele termo. “De seu blog” foi a resposta desconcertante. Fiquei novamente a olhar para ele, espantado. Explicou: “É que um leitor seu fez esta pergunta, em 2013, e o senhor não lhe respondeu. Eu vi a pergunta e fiquei curioso. Então, fui ver pelo Google o que ela significa. Me pareceu fácil demais, então, por que seu leitor fez a pergunta? Curioso, resolvi lhe perguntar para saber se sua resposta confirma o que li em sites na Internet”.

Esperto. Muito esperto. Ri e o convidei a se sentar ao meu lado. Estávamos na trilha construída na ilha entre as pistas de rolamento dos automóveis e ônibus. Sob uma árvore nativa muito frondosa um banco de jardim fôra colocado pela Prefeitura e o lugar, antes deserto e seco, agora era agradável e convidativo. Mais

COMO POSSO PRATICAR A CUMPLICIDADE NO MEU CASAMENTO?

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Os Elementais Físicos querem isto: prazer imediato. A Vida quer a prática da cumplicidade.

Os Elementais Físicos querem isto: prazer imediato. A Vida quer a prática da cumplicidade.

Diz o Michaelis que cumplicidade é a participação na execução de um crime”. Não no casamento. Cumplicidade no matrimônio é estar com o outro. Não é acumpliciar-se a ele nos erros e nos abusos, mas é estar com ele, mesmo em tais situações de erros e injustiças por atos e por palavras. Veja, você pode estar ao lado de um condenado, pode levar-lhe palavras de consolo e esclarecimento, pode ser solidário com seu sofrimento, mas nem por isto você está cúmplice com seu erro. No matrimônio, o estar com o outro par do casal é estar deste modo. Não é estar conivente com o erro que ele tenha cometido; não é buscar justificativas para o erro dele; não é encontrar desculpas impossíveis que aliviem sua consciência ferida. Não é acovardar-se diante de sua tirania. Ser cúmplice no matrimônio é estar ao lado do parceiro, prestando-lhe todo apoio — físico, moral e social — que não ofenda seus próprios princípios pessoais nem o rebaixem à condição de serviçal do outro por culpa ou, pior, por covardia. Mais

O ANJO LUZBEL DE NOVO (VI)

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A Terra esfriara... Mas não tanto.

A Terra esfriara… Mas não tanto.

A futura Terra já não mais é uma bola de fogo de calor insuportável. Sua crosta é, agora, composta por 3/4 de água e 1/4 de terra preta, dura, ainda muito quente, pois por toda ela há centenas e centenas de vulcões cuspindo fogo, lava incandescente e cinza, muita cinza. Mas seu calor diminuiu muito. Entretanto, os Hiperbóreos continuam a vagar de modo automático e sem destino, no Subplano Etérico que envolve a Terra recém-criada. Eles não criam nada e não se reproduzem. Pior, eles também não morrem. Uma vez tendo sido criado o Corpo Emocional, tudo numa entidade tosca, feia e quase amórfica, tais seres continuaram a existir perenemente e inutilmente. Constituem uma “humanidade inútil” para os propósitos do Criador.

NO Volume III – Antropogênese, Estância II, pg. 67 de sua obra, Blavatsky diz que “5. Depois de enormes períodos, a Terra cria monstros”. Blavatsky, em nota de rodapé, esclarece que esses períodos correspondem a 300.000.000 (trezentos milhões) de anos, sendo cada conjunto de 100 milhões denominado nos Vedas de Crore. Assim, os 3 Crores constituem o que os Vedas chamam de As Três Idades Ocultas. Uma vez que narro a criação do Homem na Terra não do ponto de vista da Ciência Pragmática humana, mas do ponto de vista dos ensinamentos ocultos do Mestre Ascensionado Koot-Humi, ao qual Blavatsky denomina de Mestre K.H., é necessário que vez por outra eu cite a obra que ela afirma que esse Mestre lhe ditou. Mais

ESTRUTURALISMO/CONSTRUTIVISMO – Parte 4

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São raras as escolas com estruturas como esta, em Lages. E quando as temos, com certeza são particulares e a mensalidade é para poucos. Nós comercializamos com nosso futuro e o elitizamos indevidamente.

Esta é a Esfinge de nossa atualidade: a Educação Escolar.

Há duas vertentes principais e distintas da abordagem Construtivista. Uma do ponto de vista Educacional. A outra, do ponto de vista Clínico.

Ambas estas abordagens deviam ser do conhecimento dos cidadãos brasileiros em geral, principalmente a vertente relativa à Educação, pois, nesta realidade em que vivemos e na qual aos pais é proibido educar seus filhos livremente e de conformidade com suas tradições familiares; onde o Estado entra na família sem pedir licença e impõe o modo (às vezes esquizofrênico e paranóico) como os políticos ou grupos extremistas exageradamente ideológicos acham que deve ser adotado por todos indiscriminadamente, à Família devia-se dar informações que lhes permitissem, aos cabeças, encontrar seus meios singulares de se adaptar às imposições do Estado na criação de suas proles.

"Eu vou mudar tudo. Sei perfeitamente como fazer para levar o Brasil à vitória! Meu Partido tem a fórmula da felicidade. Então, façam o que nós dissermos e se darão bem!"

“Eu vou mudar tudo. Sei perfeitamente como fazer para levar o Brasil à vitória! Meu Partido tem a fórmula da felicidade. Então, façam o que nós dissermos e se darão bem!”

A propósito deste assunto, eu particularmente creio que nós, cidadãos, temos de pôr freio no exagerado Ego Coletivo Político Brasileiro, que faz que os cidadãos eleitos se achem com o direito de se intrometer em tudo, absolutamente em tudo neste país, até em como decidir que tipo de papel higiênico as pessoas devem usar e com que mão se limpar, ao ir ao vaso sanitário no banheiro. Político devia ficar restrito às Casas Legislativas, mas extrapolando e muito este dever para o qual foi eleito, ele se intromete em todos os níveis sociais e pensa que pode e deve gerenciar a vida de todos nós, um a um. É como se cressem que sem um PAIZÃO o brasileiro não conseguiria andar. Mais

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO ESTRUTURALISMO/CONSTRUTIVISMO – Parte 3

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A realidade aqui representada numa foto é caótica e só apreensível por nossa Mente porque nós a representamos por signos lingüísticos.

A realidade aqui fotografada  é caótica e só apreensível por nossa Mente porque nós a representamos por signos lingüísticos.

Se a realidade externa é caótica ou não, não importa. O certo é que nós aprendemos desde cedo a percebê-la como dentro de uma ordem, estruturada “corretamente”. Desde o aparente deslocamento do Sol pelo céu, até o trajeto do ônibus ou do automóvel em que nos deslocamos nós percebemos uma ordem, uma estrutura e é dentro desta percepção estruturalista que nós nos movimentamos e interagimos.

No estudo do Estruturalismo temos de considerar suas várias vertentes filosóficas, de onde se pode colher muita informação com pensadores do calibre de Immanuel Kant e Hans Vaihinger até os modernos pensadores da atualidade. Na primeira metade do século XX destacou-se uma figura de proa: Jean Piaget, ombreado com Frederick Bartlett e Alfred Korzybski entre outros. Mais

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO ESTRUTURALISMO – Parte 2

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Estátua de Júlio César. Esta Forma já estava dentro do mármore?

Estátua de Júlio César. Esta Forma já estava dentro do mármore?

No artigo passado procurei chamar sua atenção para um fato inegável no modo como nós vivemos nesta terceira dimensão. E deixei uma pergunta no ar, qual seja: a realidade externa à nossa mente apresenta-se caótica, desordenada, e somos nós que a estruturamos através de nossos processos perceptivos e cognitivos, ou a realidade externa que vemos e na qual nos sentimos inseridos é por si mesma estruturada ordenadamente, coerentemente? A Forma, já disse um famoso escultor, pré-existe dentro do bloco de granito ou de mármore. O trabalho do escultor é tão-só revelá-la. Isto é verdade? Até onde? Por que a forma está escondida dentro do bloco de pedra? Não será ao contrário, a Forma está na imaginação do escultor que, motivado por aquela imagem gerada em seus processos psicológicos criativos procura dar-lhe substância através da pedra? O que leva uma pessoa a tomar de um cinzel e de um martelo e se dedicar afanosamente até chegar à revelação da Forma que busca dentro do granito ou que põe para fora a partir de sua imaginação? Transpondo esta visão para nós, enquanto seres humanos, há formas e formas escondidas dentro de cada um? Estas formas são reveladas através da Educação e da Instrução? São nossos genitores e pais os escultores que nos moldam e nos revelam as formas que trazemos em nós e que desconhecemos? Estas Formas ocultas em cada um de nós vieram de onde? Elas interferem e até direcionam os modos como percebemos nossos ambientes de vida? Tais Formas que parecem ser genéticas nos dirigem o comportamento inexoravelmente? Ou nós as moldamos à medida em que elas nos são reveladas e na medida das necessidades que o ambiente nos impõe?

A Psicologia é perguntar, sempre. A Psicologia é questionar constantemente a Natureza humana e os processos fenomenológicos, buscando afanosamente descobrir quem somos nós tal e qual somos, tal e qual vivemos, tal e qual interagimos. Mais

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