CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (VI)

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A pesquisa científica pragmática não pode ir além do microscópio e dos experimentos de resultados inferenciais.

A pesquisa científica pragmática não pode ir além do microscópio e dos experimentos de resultados inferenciais.

Voltamos. Nada como ter filho engenheiro de computação. Bom, vocês viram que a cognição depende de muitos “sistemas” intrapsíquicos, a saber:

a) Memória – presente ou recordativa;

b) Aprendizagem – que se dá por condicionamento ou por modelagem;

c) linguagem – falada, escrita e simbólica;

d) Associação de Idéias.

e) Experiências e Vivências ativas;

f) Carga Emocional.

Vamos ampliar nossos conhecimentos sobre cada um dos sistemas acima. A memória é um fenômeno psíquico que transcende, como todos os demais, o âmbito dos neurônios, embora necessite deles para ter existência material. Mais

CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (V)

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Olhe para esta figura e diga o que vê. Nela você tem exemplo do que é cognição, pois tudo o que vir é fruto de sua aprendizagem e experiência passada.

Olhe para esta figura e diga o que vê. Nela você tem exemplo do que é cognição, pois tudo o que vir é fruto de sua aprendizagem e experiência passada.

Estamos discorrendo sobre o fenômeno da Cognição. Dos três processos já comentados — sensação, percepção e cognição, este último é, de longe, o mais complexo e o mais importante, não importando que você seja psicólogo ou não. Então, é interessante para todos nós ter um bom conhecimento sobre este complexo processo psicológico.

Digamos que você se tenha perguntado: o que é conhecer? Assim, de surpresa, você poderá titubear para se definir este verbo, não é mesmo? Não se agaste. Isto pode ocorrer com muitas pessoas. E entre estas deve haver algumas que não se conformando em ficar devendo a resposta a si mesmas, vão ao dicionário e lá encontram que: “conhecer é ter alguma informação sobre algo; é ter uma idéia a respeito de algo; possuir noção ou informação sobre algo”.  Você até pode se dar por satisfeito com estas sugestões de definição. No entanto, o dicionário não definiu verdadeiramente o que é conhecer. Ter alguma informação sobe algo não é conhecer este algo. Do mesmo modo, ter idéia sobre algo ou possuir noção de algo não é conhecer este algo. Mais

CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (IV)

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Veja onde se situa a córtex visual: bem atrás de nossa cabeça, na base do crânio. É aqui que nós realmente enxergamos.

Veja onde se situa a córtex visual: bem atrás de nossa cabeça, na base do crânio. É aqui que nós realmente enxergamos.

Muito bem. Vimos a parte fundamental de como funciona nosso organismo fisiológico. É complexo. Muito mais complexo do que o que falei. No entanto, você, se nunca havia voltado sua atenção para este aspecto curioso de quem é você enquanto um conjunto de pele, músculos, sangue, ossos e neurônios, certamente começou a vislumbrar que a parte inicial do que entendemos como Vida, isto é, a sensação, é complexa. Todos os nossos sistemas fisiológicos só funcionam porque os neurônios existem. E estes só têm serventia porque há energia eletroquímica em seus pedúnculos. Tão logo ocorra um estímulo em qualquer dos cinco sistemas da percepção, os dendritos dos neurônios são estimulados e a partir daí uma seqüência deslumbrante de fenômenos eletroquímicos levam aquele estímulo até os centros encefálicos específicos. Nestes centros ocorre a percepção do estímulo recebido e sua interpretação: é um estímulo sensorial do tato; é do paladar; é do olfato; é da audição; é da visão. Mas estas interpretações já estão com seu mecanismo central prontos para informar a qualidade do estímulo, pois tão logo ele ocorra é levado para estes centros encefálicos. Mais

CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (III)

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Nesta outra figura-e-fundo, o que você vê?

Nesta figura-e-fundo, o que você enxerga?

E lá vamos nós. Se você fez os experimentos que lhe recomendei terá comprovado que seus sentidos sensoriais são iludidos facilmente. As “figura-e-fundo” que lhe mostrei também terão, com certeza, fornecido a você percepções íntimas que o devem ter intrigado. Veja, na figura ao lado, já mostrada no artigo anterior, há clientes de psicologia clínica que enxergam um genital masculino entre os cabelos das faces que se antagonizam. Vêm isto nos claros que há nos cabelos e na base do topo do candelabro onde está a vela. Os testículos são enxergados nos dois claros nos cabelos das cabeças antagônicas; e o pênis é enxergado no claro que há na parte superior do candelabro e que termina na base de sustentação da vela. Outros, vêm nestes claros um “fantasma”; outros vêem uma coruja estilizada; outros a cara de um tamanduá… Há ainda os que olham atrás da figura-e-fundo e enxergam ali a pele de um crocodilo e ainda há os que enxergam um pião girando vertiginosamente entre os lábios inferiores e os queixos das duas faces. E há os que vêm nas duas faces, duas lésbicas que tentam se beijar. Você se espanta? Não sabe o que nós, psicólogos clínicos, ouvimos durante nosso trabalho. Mais

CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (II)

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Bom, cá estamos outra vez. E vamos mergulhar no conhecimento daquilo que é mais importante para você e para todos nós: nossa Mente Pensante; nosso Psiquismo. A primeira pergunta é: como se estrutura nosso Ser, aqui englobando o corpo físico, para que possamos apreender a realidade aparente que nos cerca e dentro da qual vivemos?

Existem dois tipos de sofrimentos: um, físico, causado por ferimentos ou micróbios. Outro, fruto de reações emocionais disfóricas e pensamentos maus.

Existem dois tipos de sofrimentos: um, físico, causado por ferimentos ou micróbios. Outro, fruto de reações emocionais disfóricas e pensamentos maus.

Não há ser vivente que não tenha passado ou esteja passando por um destes três planos de sofrimento e dor:

a) sofrimento físico – causado por infecções microbianas, ferimentos ou traumatismos diversos;

b) sofrimento emocional – causado por desequilíbrios vários no sistema emocional do sofredor;

c) sofrimento psicológico – causado pelo sistema percepto-cognitivo da pessoa.

Não vamos cuidar de nada que diga respeito a doenças físicas. Isto é da área médica e se restringe à matéria. Nós nos voltaremos para a área mais nobre que temos: emoções e psiquismo. O físico ressona diretamente qualquer abalo nestas áreas nobres do ser humano e pode aparentar doenças de origens objetivas, oriundas de acontecimentos do mundo exterior. Entanto, as duas áreas que mais nos importam, emoção e psiquismo, são ainda quase totalmente desconhecidas dos cientistas, mesmo que já tenhamos avançado muito neste terreno.

Bom, vamos simplificar para você. Seu corpo, sua totalidade, pode ser compreendida como constituída de:

1 – sistema fisiológico (área médica);

2 – sistema emocional (área psicológica-psiquiátrica);

3 – sistema psíquico (área psicológica-psiquiátrica).

Hierarquizando do mais denso para o mais sutil, você começa a ser este ser pensante a partir do físico. É aqui que estão os cinco sentidos sensoriais. Somente cinco. E com estes cinco sentidos você pensa que pode perceber absolutamente tudo que há sobre a Terra e é aí que você se engana fragorosamente.

Nossos cinco sentidos podem ser facilmente enganados. Quer ver? Então, faça este experimento simples. Mergulhe sua mão direita em água bem gelada e sua mão esquerda em água quente, durante um minuto. Depois, coloque ambas as mãos dentro de um recipiente com água à temperatura natural. Vai ter uma surpresa. Experimente!

A pergunta é: a água ao natural está fria ou está quente?

Você pode fazer este experimento com os pés. O resultado será o mesmo. Ele lhe mostra que sua realidade objetiva é dependente de suas condições físicas. O daltônico não percebe a mesma gama de cores que você, que não o é. E assim sucessivamente, de tal modo que você e mais cinco pessoas dentro de um quarto com cinco objetos de cores diferentes, nenhum de vocês perceberá a verdadeira cor de cada objeto, mas sim a gama luminosa que seu sistema óptico pode captar. Ou seja: a realidade ao seu redor não é a mesma para você que a realidade para quem esteja ao seu lado. Ninguém percebe o ambiente exatamente igual à percepção das outras pessoas. Há nuances que variam em função da capacidade de captar a variação das ondas luminosas que cada indivíduo possui, assim como estas capacidades sofrem interferência de estados morbosos (doentios) se alguém que esteja no grupo em que você também se encontra, apresente-se adoentado. Ou seja: todos nós vivemos em um mundo particular, singular e único para nós mesmos. 

Esfinge

“Decifra-me ou te devoro!” Você começa a ver que isto é muito difícil, não?

Como você vê, a coisa começa a se complicar. Se você está com idade superior a 60 anos ou sofre de algum problema físico no seu sistema auditivo, não captará sons sutis. Por exemplo: um botão cai da mesa no chão. Você não capta o som da queda do pequeno objeto. Mas se seu filho de três anos estiver perto de onde o botão caiu, virará a cabeça à procura do que fez o som que seus ouvidos captaram. Com a idade temos a tendência, principalmente os citadinos, a cultivar uma “saparia” horrível em nosso sistema auditivo. Os “sapos auditivos” coaxam dia e noite ininterruptamente, o que atrapalha sobremodo a captação de sons até mesmo sons comuns como o da fala de alguém. Sim, o ruído permanente nos ouvidos dos idosos é um fenômeno considerado “natural”, mas não o é. Inúmeros fatores atuam para que ele aconteça. O som constante e perturbador é fruto de uma gama muito grande de causas. Você lê em revistavivasaude.uol.com.br como causa do ruído constante nos ouvidos, o seguinte: “o acúmulo de cerúmen no canal do ouvido (orelha externa), as infecções, doenças do labirinto e exposição a sons intensos. Um exemplo típico são os shows de rock: logo após um espetáculo desse tipo, as pessoas podem sentir um zumbido, além de apresentar dificuldade para ouvir. Se os sintomas persistirem é necessário procurar ajuda médica. Outra causa comum é o consumo de altas doses de medicamentos que podem ser tóxicos para o ouvido interno: anti-inflamatórios, não-esteróides, ácidos acetilsalicílicos (aspirina), alguns diuréticos e antibióticos, quinino  e drogas similares, bem como a quimioterapia. O sintoma também se relaciona ao diabetes, pressão alta, alterações da coluna cervical, disfunções da articulação temporomandibular (aTM), ansiedade e até depressão. Consumo excessivo de açúcares ou cafeína gera ou agrava o problema em alguns pacientes. Carência de vitamina B12 e doenças que aumentam a pressão sanguínea (hipertiroidismo) ou diminuem a viscosidade do sangue (anemia) estão relacionadas ao zumbido pulsátil.” Como você pode verificar, sua saúde auditiva é dependente, demasiadamente dependente, de fatores externos que a desequilibram e você nem sabia disto. Não é?

O que você enxerga de imediato? Uma moça ou uma velha? Há traumas psicológicos que podem fixar a visão de uma figura e impedir a visão da segunda.

O que você enxerga de imediato? Uma moça ou uma velha? Há traumas psicológicos que podem fixar a visão de uma figura e impedir a visão da segunda.

Agora, olhe para a figura ao lado e veja o que descobre. De imediato ela se lhe afigura o perfil de uma pessoa. Mas se prestar atenção, há outro perfil oculto à sua percepção. Esta figura é clássica entre estudos psicológicos. Há uma teoria que diz que se você tem traumas reprimidos relativamente ao seu relacionamento com sua mãe, quando criança, não perceberá um dos dois perfis, o da mulher velha. Perceberá rapidamente o perfil da moça. E só conseguirá perceber a velha quando alguém a pinte para que sobressaia no desenho. No entanto, se você tem dificuldades psicológicas para se aceitar como bonita(o), seja física, seja moral, ou seja emocionalmente, verá de imediato a figura da velha e apresentará dificuldade de perceber a figura da jovem. Bom, são hipóteses que foram muito discutidas em Psicologia, mas que atualmente não parecem estar no gosto dos novos estudantes desta Ciência sutil. De qualquer modo, a hipótese continua válida, pois os testes projetivos, como o HTP, hoje não tão estudados como no meu tempo, mostram o quanto há de correto nesta hipótese.

Nesta outra figura-e-fundo, o que você vê?

Nesta outra figura-e-fundo, o que você vê?

Outrora, em testes de psicologia, esta e outras figuras ambíguas eram utilizadas para se avaliar o equilíbrio psicoemocional do candidato. Em clínicas de psicologia eram muito usadas. Mas agora, com a banalização da figura-e-fundo, elas perderam muito de sua função na Ciência da Psicologia. Embora a análise do grafismo e de sua representatividade psicológica tenha muita contestação, pois supõe-se ser impossível eliminar a interferência da Identidade do examinador nos resultados obtidos, creio que estes testes têm uma validade enorme. Eu, particularmente, ainda acredito que as “figura-e-fundo” são de grande importância na análise psicológica da saúde e do equilíbrio psicoemocional de um cliente de psicologia clínica.

Na figura-e-fundo ao lado, você pode ou enxergar um rosto por detrás de um suporte de vela, ou pode enxergar duas faces que se miram e não enxergar o suporte da vela. Isto ainda tem significado psicológico na análise do estado psicoemocional da pessoa. As duas faces em antagonismo têm um significado psicológico diferente da face única que olha para a pessoa lá de dentro do desenho e por detrás do candelabro. Muitos viam nas faces antagônicas simbolismo de amor, paixão, antagonismo, lesbismo, oposição, conflito etc… Outros, na face que mira quem olha para o desenho, viam solidão, questionamento, auto-desconhecimento, pedido de ajuda, timidez, culpa, inquisição objetiva etc… Bom, você pode perquirir a si mesmo quanto a como sente esta figura-e-fundo. Saia do ambiente social imediato e se deixe fluir “lá de dentro de si” e tente perceber que mensagem a figura-e-fundo lhe suscita. É interessante. Experimente!

Mas, voltando ao nosso feijão-com-arroz, estamos estudando alguns fenômenos relativos à nossa capacidade sensorial. E nesta área vimos que nossas sensações podem ser enganadas ou confundidas, de modo que nem sempre se deve acreditar piamente no que alguém nos relata, visto que nos baseamos nos nossos sentidos para descrever fatos ou ambientes. Quando vivi entre os índios aprendi com eles que não se deve dizer “você está mentindo” quando alguém relata um acontecimento em que também estivemos presente. Os índios me diziam que cada pessoa tem sua verdade e ainda que esta discorde da nossa verdade, devemos respeitar a do outro. Muito sábio e muito justo. Se os “brancos” agissem assim, quantas querelas e quantos aborrecimentos não seriam evitados, não é?

Estudar Psicologia é fascinante. Pena que nem todos sejam aptos para este estudo.

Estudar Psicologia é fascinante. Pena que nem todos sejam aptos para este estudo.

Bom, neste nosso encontro você aprendeu que seus cinco sentidos não retratam fielmente o que se tem como a realidade exterior a nós, o nosso mundo objetivo. Cada um de nós apreende esta realidade exterior de conformidade com variáveis intervenientes (isto é, variáveis que não podemos controlar) que desconhecemos. Então, é muito sábia a sentença dos mais velhos que dizem que temos “dois olhos, duas orelhas, só a boca não tem par. Quer dizer que é mais prudente, ver, ouvir, do que falar”.

Observe o mundo ao seu redor com mais silêncio e mais detalhamento do que somente de modo superficial. Ouvir e ver não lhe dão a certeza de que realmente vê e ouve o que devia enxergar e escutar.

Parece bobagem eu estar discorrendo sobre coisas que lhe parecem tolices, não é? Coisas óbvias. No entanto, como me disse uma saudosa professora dos meus tempos de faculdade, “a Psicologia é a ciência do óbvio”.

E se você quer esconder algum segredo de alguém, torne-o óbvio, pois o óbvio é justamente o que menos se enxerga.

Até nosso próximo encontro e

NAMASTÊ!

CONHECE-TE A TI MESMO E, SÓ DEPOIS, PODERÁS COMPREENDER TEU PRÓXIMO (I)

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Aqui, no Planeta Azul, a raça humana caminha a passos firmes para um futuro assustador.

Aqui, no Planeta Azul, nossa raça humana caminha a passos firmes para um futuro assustador.

Diz-se que a sentença “Conhece-te a ti mesmo” estava escrita no pórtico do Templo de Delfos há tanto tempo que não há registro de quando. Nem tampouco se sabe quem o escreveu ali. A sentença passou séculos ecoando pelo mundo e chegou até nós. E tal como o enigma da Esfinge, que exigia que seus enigmas fossem decifrados ou ela devoraria o incauto, ele não foi alcançado. Sim, afirma-se que Édipo decifrou o enigma proposto pelo monstro. Ele simbolizava o Homem. Mas ninguém realmente decifrou aquele enigma e a coitada se matou à-toa. Então, vamos começar nosso périplo por estes gigantescos desafios lembrando que eles são a base de nossa Salvação. Ou chegamos ao âmago de ambos, ou continuaremos patinando desesperados por este “mundo de lágrimas”.

Então, nossa base para o que vamos aprender aqui fundamenta-se nos dois desafios:

a) Conhece-te a ti mesmo;

b) Decifra-me ou te devoro. Mais

MEU MARIDO ESFRIOU COMIGO. O QUE FAÇO?

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Nada é melhor que estar em harmonia com a Mãe Natureza. A única que não tem uma sombra para nos azucrinar.

Nada é melhor que estar em harmonia com a Mãe Natureza. A única que não tem uma sombra para nos azucrinar.

Estava sentado diante desta maquininha viciosa, quando alguém tocou a campainha. Não fui atender. Minha parceira fez isto. E eis que Vera adentrou meu quartinho de fuga e se sentou, sem ser convidada, ao meu lado. Não a olhei. Continuei escrevendo o que escrevia, para não ter a idéia fugindo de minha atenção. Ela se manteve quieta, esperando. Então, quando terminei o parágrafo, voltei-ma para olhá-la com uma interrogação muda no olhar.

— Nós, Felício e eu, precisamos muito de sua ajuda — disse ela. Continuei a olhá-la em silêncio. — É que ele “esfriou” comigo. Não no relacionamento social ou familiar, não. No leito. Ele perdeu o interesse… Ao menos é assim que sinto. Nossas relações têm escasseado muito. Da freqüência diária desceu para três vezes por semana, depois para uma vez por semana e, ultimamente, nem isto. É esporádico. Isto me incomoda muito. Mais

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