A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXXII: O GENERAL ROMANO

Deixe um comentário

Yehudhah sempre andava com muita atenção ao seu redor. Não sabia quando teria de matar para se salvar dos coiotes a serviço do Templo ou dos legionários romanos…

Fazia uma semana que Yehoshua estava sumido e todos sabiam que quando ele fazia isto era porque desejava e necessitava ficar sozinho. Talvez em comunhão com aquele Pai misterioso de quem vivia falando. Então, nenhum apóstolo, nenhum familiar procurava por ele. Até mesmo porque não adiantava. Quando sumia, ele sabia muito bem para que lugar ir e não ser seguido. Neste meio-tempo, Abel havia reunido dezoito rabis, três deles do Templo de Jerusalém, para uma grande festa no Templo de Séforis. Não se tratava de nenhuma das festividades oficiais. Ele queria arregimentar o máximo de judeus habitantes daquelas paragens para uma festividade onde o Templo distribuiria comida e grãos aos presentes como prêmio aos que realmente demonstrassem e jurassem total aceitação da Torá Escrita e da Torá Falada. Todos estavam preocupados com as pregações de Yehoshua e acreditavam que elas vinham afastando os fiéis, o que perigava diminuir os dízimos e as oferendas em animais para os rituais dos Templos – o de Jerusalém e os outros espalhados pelo território palestino. Além do mais, até entre a soldadesca romana já se falava muito e abertamente do curandeiro de Nazaré e, pior que isto, Pilatos não demonstrava se incomodar com o fato. Ao contrário, ao ouvir sistematicamente os relatos de Yehudhah, o espião infiltrado no grupo do Curandeiro; e comprovar junto aos seus próprios espiões que o que lhe era relatado pelo traidor era verdadeiro, o Prefeito deixara de se interessar por Yehoshua e isto preocupava deveras a Caifás e Anás.  Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXXI: DIRIMINDO DÚVIDAS

Deixe um comentário

Yehoshua sempre ensinava aos seus apóstolos ocultamente coisas que só milênios depois os homens comuns descobririam.

Depois do último encontro secreto com seus apóstolos, Yehoshua tirou dois dias para ficar com sua esposa. Subiram o altiplano onde se situava a cidade onde nascera a Mãe do Filho do Homem, Séforis, e passearam por suas ruas como qualquer casal comum. Gabriel cuidava de fazer que o povo não reconhecesse o Mestre a fim de lhe permitir momentos de sossego, visto que tão logo era notado uma multidão de desesperado se formava como um cortejo macabro a lhe seguir com choros e súplicas, muitas até absurdas. Na manhã do segundo dia, Míriam preparou uma cesta para um piquenique e os dois foram acampar às margens de um riozinho de águas límpidas e frias, que corria calmamente sob a sombra da mata entre dois morros. Ali, comeram, riram, banharam-se e se amaram ardentemente.

Era noitinha quando, finalmente, o casal retornou à morada do amigo de Yehoshua. Jantaram na companhia de todos e o Mestre chamou seus apóstolos para com eles se reunir. Sua família foi junto, mãe, esposa, irmãs e irmãos. Yehoshua cantou e sua voz era maviosa e bela. Todos o acompanharam no cântico que, surpreendendo a todos, não era voltado para a adoração de Yaveh, como geralmente eram as músicas cantadas pelos hebreus não pecadores.  Yehoshua cantava a Natureza, os rios, as matas, os animais e o mar. Ele improvisava a letra tanto quanto a música e repetia o canto a pedido, pois todos queriam aprendê-lo. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXX: YEHOSHUA APROFUNDA O ENSINAMENTO SECRETO DE SEUS APÓSTOLOS.

Deixe um comentário

A VERADEIRA FACE DE JESUS...

Homem ou Deus? Ou será que Ele foi Deus em um Homem?

Fazia uma semana que Yehoshua estava em Caná, vilazinha agitada devido à proximidade com a muito bem estruturada cidade comercial de Cafarnaum, desde quando se irritara com a multidão desejosa de ajuda para lucros materiais. Seus apóstolos estavam em sua companhia, mas os discípulos tinham sido dispensados pelo Mestre. Os ensinamentos que desejava ministrar era restrito àqueles que escolhera para difundir pelo mundo daqueles tempos a sua palavra. Hospedava-se na casa de um amigo de seu pai, Yoseph, e ali, ao abrigo da multidão e longe de sua família, ele ensinava aos seus apóstolos a doutrina que desejava que estes apregoassem aos mais longínquos recantos da Terra. E lhes dizia que seu tempo entre os homens estava findando, por isto precisava muito que eles aprendessem o máximo de seus ensinamentos a fim de que eles não fossem deturpados pelos que os seguissem. A fundamentação de sua doutrina estava na sentença de Hilel, rabi chamado de O Babilônico, que havia dito: “Não faças ao teu próximo o que não desejas que se faça a ti”. A fim de não fazer cair sobre os ombros de seu hospedeiro toda a despesa com a alimentação de si mesmo e a de seus apóstolos, ele os enviava, pela manhã, para a vila a fim de pedir ajuda em seu nome. Sempre voltavam com dinheiro e mantimentos. Estes, eram entregues ao amigo que o recebera em casa, e o dinheiro era passado a ish Qeryoth, para que dele dispusesse em atendimento às necessidades do grupo de escolhidos, bem como às famílias daqueles que eram menos aquinhoados pela sorte. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXIX: A IRA DO REI DOS REIS

Deixe um comentário

jesus cristo

Sua autoridade assustava e sua ira podia abalar até o tempo.

Yehoshua passou por Nazaré sem se deter e continuou em direção a Caná. Seus discípulos o seguiam, ainda sob o choque do susto que tinham acabado de sofrer com a chegada de Abel e os legionários. Atrás deles vinha um grupo de setenta e dois seguidores, aos quais Yehoshua chamava de discípulos e atrás dos discípulos uma centena de miseráveis e curiosos, todos esperando algo milagroso do Senhor. Yehoshua ia irritado com a turba que o seguia. Percebia claramente a intenção deles de se aproveitarem de uma parada para o cercarem a fim de obter algum milagre que fosse além do físico. Por exemplo: o mercador de porcos vinha com a idéia fixa de obter do Mestre que um anjo do Senhor o ajudasse a aumentar seus lucros, salvando os porcos da morte que reduzia drasticamente a vara de animais de sua posse. Uma mulher que criava galinhas e patos tinha desejo semelhante. Um árabe queria que o Mestre fizesse sua tenda mais atrativa para as mulheres e lhe aumentasse a clientela para que ele pudesse pagar pela compra de novas esposas. E assim muitos outros. Da saúde física, já passavam para os lucros materiais. A presença daquela gente irritava sobremodo a Yehoshua e ele se continha para não explodir e dar mau exemplo aos seus apóstolos e discípulos.

JUDAS ISCARIOTES 1

Ele seguia o Cristo (Profeta) sempre confuso e maravilhado. Compreendia-o bem mais que os demais apóstolos e tinha por estes grande desprezo, o que desagradava a Yehoshua.

Atento ao seu Senhor, Yehudhah caminhava ao lado de Yehoshua quase lhe adivinhando os pensamentos. Intimamente sorria de seu Mestre. O que ele queria? Que os judeus se contentassem com milagres físicos somente? Eram um povo ganancioso e mentiroso e ele aprendera a enxergar isto na companhia do próprio Mestre. Antes, tinha a seu povo como o escolhido por Deus. Mas na medida em que ouvia as falas de Yehoshua e passava pelas estranhas experiências que ele fazia a todos os seus apóstolos experimentarem, aprendia que realmente estavam ao lado de alguém que não era deste mundo. Não sabia dizer de que mundo Yehoshua era, visto que Míriam, sua mãe, dizia naturalmente que ele fôra concebido sem a concorrência de um homem para isto e que antes de seu nascimento coisas estranhas tinham acontecido. Se assim fôra, por que ele havia crescido sem ser notado? Ah, sim. Ele havia ido para terras distantes e de lá só regressara com trinta anos de idade. Será que fôra nas tais terras da Índia que ele adquirira aqueles poderes? Tinha percebido claramente que os hebreus bem mereciam o castigo da submissão aos arrogantes romanos, pois em nada diferiam destes nos quesitos arrogância, violência, traição, mentira e ganância. Mas também tinha percebido que árabes, sírios, nabateus, egípcios, todos os povos, todas as gentes, eram absolutamente iguais aos hebreus. Nisto, seu Senhor estava certíssimo: todos eram iguais perante o Pai Celestial. Iguais em ganância, em mentira, em egoísmo, em traições as mais abjetas. Iguais, enfim, no que não prestava aos olhos do Pai Celestial a que Yehoshua tanto se referia.

— Não gostas do que eles pretendem te pedir, não é?

A pergunta de Yehudah pegou Yehoshua de surpresa e ele olhou para seu apóstolo com o cenho franzido.

— Digo, da ralé que te segue desejando o que tu certamente não lhe darás.

— Sim, não gosto deles — Confirmou o Mestre contendo a irritação.

— Então…

— Então? Então o quê?

— Já leste meu pensamento. Eu sei disto.

— Não, não li. Eu ouço o que tu pensas tão claramente quanto quando tu falas. E ouço, também, os pensamentos de todos eles e isto, sim, me perturba. Não gostaria de os ouvir. São mesquinhos, egoístas e tolos.

— Tu disseste: “Pedi, e se vos dará. Porque todo o que pede, recebe”. Abel, o rabi, tem explorado isto contra ti. Segundo ele, já que tu és o filho de Deus, então, que faça cumprir o que prometeu. E tu prometeste dar, quando te fosse pedido. A ti ou ao… Nosso Pai Celestial. Aquelas víboras lá atrás entenderam isto ao pé da letra e o infeliz do rabi Abel escancarou mais ainda a porta da incompreensão para eles. Acham, em suas mentes tacanhas, que podem pedir o que quiserem ao Pai Celestial e a Ti, Seu filho, e receberão o que desejarem. Através de tua boca, acreditam eles, saiu um compromisso de Jeovah para com a súcia. É por isto que te seguem como moscas varejeiras seguem o gado. 

Os outros discípulos se acercaram mais para ouvir o que conversavam Yehudah e Yehoshua. Este, nada disse. Continuou sua marcha em passo forçado para tomar distância das incômodas varejeiras humanas.

— Senhor — disse Cefas — O que pretendeis fazer com eles? Não nos vão deixar em paz…

— Nada, Cefas. Eles já fizeram por si o que não deviam ter feito.

Quando a contrariedade o irritava sua aura chegava além do limite alcançado pelas nuvens. Por isto, as ondas emocionais que dele emanavam podiam abalar a Natureza Natural.

E Yehoshua parou. Estavam num descampado, onde poucas touceiras de arbustos cresciam. Ele permaneceu esperando que a turba se chegasse. E ela chegou e o rodeou, ávida por milagres e desejosos de lhe pedir bens materiais e riquezas mundanas. Lucros nos negócios; mulheres belas em suas alcovas; prosperidade nos empreendimentos, a morte para seus desafetos, a desgraça para os romanos odiados e muito mais. Yehoshua permaneceu de pé, silencioso e olhando para a multidão. E cada um sentiu como se aqueles olhos lhe penetrassem fundo na própria Alma. E muitos se sentiram incomodados e já arrependidos de terem ido até ali. A bulha cessou totalmente e se podia ouvir o zumbir dos insetos, tal era o silêncio expectante. Então, o Rei dos Reis falou.

— Eu vos disse: Não queirais entesourar para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam.” No entanto, vós tendes ouvido os maus conselheiros que vos impressionam porque vestem roupas luxuosas e vociferam ferozes ameaçando-vos com o fogo da geena eterna. Nada podem fazer além de crocitar como corvos e rosnar como lobos velhos e desdentados que realmente são. Dizem-se pastores de almas e, no entanto, são menos que os vermes que se movem sob a terra aos olhos de nosso Pai. Qual deles vos curou os males do corpo e vos limpou as consciências pesadas? Eu vos respondo: nenhum! São covardes e se escondem atrás de vossos desesperos e vossos ódios contra vossos irmãos. Só em uma cousa sois iguais vós e eles: na ganância do que não vale nada.

—Desejais milagres que vos curem de vossos males físicos, mas quando estais curados ides praticar os mesmos vícios que vos premiaram com os males que vos trouxeram até mim; desejais favores de nosso Pai Celeste, mas a Ele não dedicais nem um momento de vossos dias; desejais conforto para vossos leitos e vossos lares sem oferecer ao Pai nada de bom em merecimento de Seus favores; desejais concubinas para vossas tendas e vossos prazeres animais, como se elas não tivessem sentimento nem fossem humanas; desejais progresso para vossos negócios sangrentos, pois que negociais com a Vida de vossos irmãos a que chamais animais e que, no entanto, não podeis fazer nascer senão o Pai que é o Senhor da Vida. Mas o que há de errado em todos esses desejos vossos? Dizei-mo, que eu espero.

Pesado silêncio se fez. Bem mais pesado do que o silêncio de antes, pois Yehoshua, ao falar, mostrara que podia ver no íntimo de todos eles, principalmente dos estrangeiros, atraídos para ele em busca de vantagens materiais. Não que entre o povo hebreu não houvesse quem também pensasse mais nos bens materiais e na concupiscência do que na contrição e na abstenção de desejos mundanos e vis. Ninguém falou e muitos se lamentavam por estarem em um descampado de onde não podiam se escafeder sem serem percebidos.

— Não vejo um grão de fé em nenhum dos corações que me rodeiam. Não vejo senão desejos egoístas e animais. Não vejo a doação de um mínimo de tempo numa oração que vos eleve até nosso Pai Celestial. No entanto, quereis os tesouros dos céus. Por acaso pensais que Aquele a quem chamais Jeovah é vosso criado? Que Ele está aí para vos servir em vossos desejos vis e imundos? VÍBORAS! INDIGNOS DE MEU PAI! O que fazeis andando atrás de mim como cães famintos, ainda que de barriga cheia? Desejais a lepra? Eu vos posso dá-la. Desejais a loucura? Também vos posso presentear com ela, pois eu vos disse: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e se vos abrirá” Mas deixei para vós compreender que antes de pedir é necessário ofertar; que é preciso e indispensável fazer por onde merecer que meu Pai vos deixe encontrar o que buscardes; deixei por vossa conta entender que só podeis bater se fizerdes por merecer que vos atendam. Eu vos disse: “A Casa de Meu Pai tem muitas moradas”. Mas vós nada entendestes do que eu quis que compreendêsseis. Se há muitas moradas, é preciso saber em qual porta bater, pois se se bate na porta errada muita dor e arrependimento poderá sobrevir ao descuidado e incauto.

Aprendei a pensar por vossa Mente que ela é vossa e é soberana. Não vos deixeis guiar por tolos e cegos, pois quem segue ao cego com ele cai no precipício. Entenda quem tem mente de pensar e compreender. Agora, IDE-VOS! AFASTAI-VOS DE MIM, POIS SOIS INDIGNOS ATÉ DO RASTRO QUE MINHAS SANDÁLIAS DEIXAM NA ESTRADA QUE PERCORRO!

Um tremendo trovão ribombou no céu e seu som reboou pela terra e se distanciou do grupo como se corresse mundo entre os homens. Gritos de susto e medo se ouviu e a turba debandou.

Apóstolos e discípulos olhavam atônitos para o céu límpido, onde nem um único fiapo de nuvem passava tangido pelo vento. Yehoshua encetou novamente a caminhada rumo a Caná, onde pretendia descansar na casa de um amigo de seu pai, Yoseph. Durante toda a viagem a pé não trocou uma única palavra com os que o seguiam, todos temerosos de sua ira, pois todos estavam certos de que fôra ela que tinha feito ribombar o trovão num dia limpo e sem vento de tempestade.

E estavam certos.

Não demorou nem um mês para que, em Tiberíades e Cesaréia, cidades de grande comércio e por onde passavam todas as caravanas vindo dos mais distantes rincões da Terra, às margens do Mar da Galiléia, os comerciantes gregos andassem dizendo que o mago de Jerusalém era filho de Zeus; os romanos afirmavam que ele era filho de Júpiter e  os nórdicos diziam que ele era Thor…

Abel tomou conhecimento, no dia seguinte, do estranho fenômeno que ocorrera quando Yehoshua se enfurecera contra os pecadores que o seguiam. Sua mente maligna logo tratou de pensar como tirar vantagem daquilo em proveito de seu projeto de dominação do povo hebreu…

RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXVIII: UMA REPREENSÃO DOLOROSA

Deixe um comentário

JESUS E O SERMÃO DA MONTANHA

Naquela manhã Yehoshua deu uma lição de Mestre em Abel

Era manhã cedo. Yehoshua e os doze estavam reunidos sob uma grande e frondosa figueira. O Mestre orava de olhos fechados e seus doze tentavam imitá-lo sem grande resultado. Em volta do Mestre havia como que uma diáfana luz dourada. Era mais intuída que percebida visualmente, mas todos sentiam que ela estava ali. Já ao redor de cada um deles havia como que uma atmosfera pesada. Yehoshua não dizia palavra, mas seu semblante estava literalmente transfigurado. Uma beleza além da Matéria tornava sua expressão facial algo indescritível. Todos, menos Yehudhah tentavam imitar o Mestre. Yehudhah apenas riscava o solo com um palito. Esperava que aquele momento de êxtase de Yehoshua cessasse para poder ouvir o que ele dissera ter para lhes falar. Mais

RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXVII: DURO APRENDIZADO

Deixe um comentário

APÓSTOLO PEDRO - SIMÃO BARJONAS

Cefas era o mais hebraico dentre todos os demais apóstolos.

Cefas, Tiago Maior e Tiago Menor desciam o altiplano onde se situava Séforis, a cidade natal de Míriam, a mãe de Yehoshua. Vinham esbaforidos, olhos esbugalhados e quase caindo. Traziam atrás de si uma pequena multidão de não mais de umas duzentas a trezentas pessoas, a maioria formada de homens, que lhes lançavam pedras e paus aos gritos de “Lapida!” “Lapida!”.  Os irmãos Tiago eram os mais desesperados e lançavam olhares aterrorizados para a turbamulta que decididamente desejava soterrar os três sob um monte de pedras assassinas.

Tiago Maior e Tiago Menor se dirigiram quase aos trambolhões para a mata que rodeava o altiplano de uns trezentos e cinqüenta metros de altura, onde brilhava a movimentada Séforis, àquela época com aproximadamente mil e trezentas casas. Era, para os padrões da época, uma verdadeira metrópole.

Os dois apóstolos do Cristo queriam desesperadamente chegar à casa da família do Senhor. Sabiam que ao lado dele estariam a salvo. Já Cefas tomou o caminho mais longo que levava a Cafarnaum. Tinha boa resistência e a certeza de que os seus perseguidores, se muito, chegariam no máximo ao final do altiplano e desistiriam de suas idéias assassinas contra os três. Mais

RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXXVII: ENFRENTANDO DEZ ITINERANTES

Deixe um comentário

Vivemos toda a nossa vida mergulhados “no fogo do inferno” e ainda não nos demos conta disto.

Manasses estava entre um grupo de nove itinerantes que tinham vindo pregar na sinagoga de Tiberíades. Ele era o décimo. Era para lá, para Tiberíades, que o Senhor se dirigia, depois de ter deixado seus discípulos em tremenda saia justa ao ordenar a Cefas, Tiago Maior, Tiago Menor, André e Bartolomeu  que fossem para Nazaré, pregar sua “Boa Nova”. Yehoshua caminhava a passos firmes diretamente par Tiberíades, tendo Ruth, sua irmã mais nova, teimosamente a acompanhá-lo. E em lá chegando foi direto para a Sinagoga, justo quando Manasses subia ao parlatório. O rabi de Jerusalém o viu e respirou fundo. Era chegada a sua vez de enfrentar o maior agitador de todos os tempos entre o povo hebreu.

Ninguém jamais conseguiu abalar sua fé.

Yehoshua adiantou-se e veio sentar no banco reservado aos rabis que, depois do líder, se candidatavam a pregar a Torá escrita e a falada aos fiéis. O templo estava com pouca assistência, mas o boato de que “o Milagreiro de Nazaré” se encontrava na cidade e na Sinagoga fez que a platéia logo aumentasse substancialmente. Não era do desconhecimento de ninguém que Jerusalém tinha uma guerra deflagrada contra o misterioso curandeiro que se dizia filho de Deus. Mais

Older Entries