A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXI ): YEHOSHUA DESAFIA O RABI

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Abel era um rabi cego e aguerrido adversário de Yehoshua.

Tu não és bem-vindo à minha leitura! ─ Gritou Abel, dedo em riste, olhos flamejantes de ira. ─ Tu e teus seguidores insultam o Templo e seus rabis! Tu e teus seguidores desfiguram as escrituras! Todos vós devíeis ser presos!

Yehoshua continuou sua caminhada em total silêncio, mas com um sorriso divertido na face. Os que o observavam ficavam confusos com aquele riso estranho, mas alguns começaram a também rir por empatia. O Rei dos Reis subiu ao parlatório e sem qualquer cerimônia empurrou Abel para o lado. Este tentou resistir, mas a força do jovem era bem superior à sua. Tentou, então, uma retirada, mas a mão poderosa de Yehoshua segurou-o pelo braço e o obrigou a permanecer ali, ao seu lado.

— O que queres comigo, maldito? — A face de Abel estava vermelho apoplético. Parecia que ia infartar. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXXI): YEHOSHUA PREGA EM CAFARNAUM NOVAMENTE

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Eles o seguiam fascinados pelo Poder que d'Ele emanava naturalmente.

Eles o seguiam fascinados pelo Poder que d’Ele emanava naturalmente.

A cidade de Séforis e a de Tiberíades eram grandes e muito cosmopolitas. O comércio nelas era agitado e os povos que por ali transitavam não eram fixos. Comerciantes e empreendedores de várias partes do mundo de então, elas tinham populações flutuantes. Por isto, Yehoshua não se empenhou em pregar nestas grandes e movimentadas cidades. Sua preferência era por Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia, por cujas praias Yehoshua demonstrava ter amor. Então, foi para lá que o Mestre se dirigiu quando saiu do poço em Cesaréia de Filipe. Andaram rapidamente os quase trinta e cinco quilômetros que separavam as duas cidades. Chegaram a Cafarnaum à décima hora (dezesseis horas em nosso horário atual) do dia seguinte àquele do milagre dos dentes da mulher no poço em Cesaréia de Filipe. Tinham passado a noite em um bosque, afastados das gentes que os procuravam afanosamente buscando algum milagre que lhes aliviasse o peso daquela dura vida que levavam. Eram gente comum, a maioria sem propriedade e que, por isto, ou se alugavam como escravos aos latifundiários das terras palestinas, quase todos estrangeiros, ou labutavam como meeiros, quase não possuindo nada de seu do que produziam. Agora, Yehoshua se encaminhava para os arredores da cidade, um local onde havia uma elevação com aclive suave. Tão logo foi reconhecido e já uma multidão de gente pobre começou a se formar para o seguir. Muitos o temiam e o tinham por um poderoso mago; outros o temiam porque o tinham por enviado de Satã, pois assim o descreviam os rabis locais. E a grande maioria O seguia para ver com os próprios olhos os milagres que se dizia que fazia. Mas a maioria, a quase totalidade dos desesperados esperava obter dele o que não podiam conseguir em nenhuma outra parte da Terra: saúde. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO XXX – O ASSOMBRO DOS PARENTES É CADA VEZ MAIOR.

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As caravanas de elefantes eram similares a esta, quando os caravaneiros eram ricos.

As caravanas de elefantes eram similares a esta, quando os caravaneiros eram ricos.

A caravana se pôs em movimento. O vento frio incomodava bastante e só os elefantes pareciam não o notar nem com ele se incomodar. A família de Yehoshua ia toda envolta em peles de carneiro como sobretudo e encolhidos sob o toldo que os aliviava as rajadas geladas sobre os lombos dos calmos elefantes. Thiago estava com a dor de dentes quase extinta, mas a região infectada pulsava com força e uma sensação dolorosa profunda, latente, ainda persistia, lembrando-lhe o tempo todo de que ela estava ali e pronta para explodir se ele cometesse algum descuido. Emburrado e acabrunhado, Thiago também remoía raiva contra os que tinham sido privilegiados pela estátua misteriosa. As três Mírians estavam bem confortadas, não sofriam nada e até riam e conversavam alegremente sobre a belíssima paisagem que descortinavam à medida que a trilha subia e a mata rareava para dar lugar a grandes paredões rochosos ou a terreno descampado e gelado.

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