A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – (CXXXIX): YEHOSHUA NO SINÉDRIO

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JESUS E O SERMÃO DA MONTANHA

Com a mesma autoridade e simplicidade com que pregava aos povos, ele se defendeu no Sinédrio e a todos emudeceu.

Antes que Gabriel e Petronius chegassem a Jerusalém, o Rei dos Reis subia as escadarias do Templo em que pontificavam os rabis Caifás e seu sogro Anás. O pátio dos gentios estava quase vazio. Yehoshua encaminhou-se direto para o palácio de Caifás, onde se fez anunciar como o filho de Yoseph, o construtor e esposo de Míriam de Séforis. O rabi permaneceu calado, cenho franzido e olhando fixo para seu criado.

— É ele mesmo? Ele está aí, à minha porta?

— Sim, rabi. É Yehoshua, o mesmo que conheço e vi pregando em Séforis e nas cidades ao redor. O milagreiro de Nazaré. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CIX ): YEHOSHUA ACONSELHA EZEQUIEL, O RABI.

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Ele começara e já não mais tinha como ser parado.

Ele começara e já não mais tinha como ser parado.

O rebuliço causado em Cafarnaum pelo milagre coletivo que o jovem do poço havia realizado durou três dias. Após isto, a notícia esfriou. As pessoas que tinham assistido a tudo, na maioria, eram viajores que transitavam pela cidade em demanda de outros destinos, e as mulheres logo foram silenciadas por seus maridos ciumentos, os quais não receberam de bom grado o rejuvenescimento de suas esposas enquanto eles continuavam estragados e envelhecidos. O ciúme e o zelo pela sua posse exacerbou-se entre alguns, a ponto de as companheiras terem sido proibidas de comentar qualquer coisa a respeito do milagre. Agora, a quase totalidade das que tinham sido privilegiadas pela cura não saía de casa e os raros curiosos que tentavam aproximação, se não fossem parentes, eram corridos a pauladas. E os parentes estavam prevenidos para não tocarem no assunto sob pena de apanharem e serem corridos da casa.  No entanto, na cidade havia muita expectativa e muita curiosidade a  respeito do jovem filho do construtor Yoseph. Quem soube da filiação de Yehoshua lembrou-se dele e de seu pai. Embora recordassem de um rapaz calmo, sempre alegre e participativo, não acreditavam que ele tivesse adquiro poderes sobrenaturais nem, muito menos, que realmente fosse o enviado de Yeveh para a libertação de Israel. Tinha de ser alguém militar, conhecedor das artes da guerra e disposto a convencer o povo hebreu a se alistar para a batalha. Ela seria naturalmente sangrenta e com toda a certeza, se não contasse com a ajuda do Todo Poderoso Yaveh, o resultado da refrega seria desastrosa. Roma era uma potência incalculavelmente poderosa. Seus exércitos contavam-se aos milhares de milhares. E eram de homens afeitos a combates, muito bem treinados e sempre mantidos no treinamento ininterrupto. Não se vencia um legionário facilmente. Mesmo os poderosos celtas e os aguerridos germanos, sírios, persas, egípcios e outros povos não davam conta de ganhar uma batalha contra uma centúria romana, ainda que com a vantagem de dez homens contra um. O enviado de Yeveh tinha de ser alguém especial, diferente. Ninguém sabia dizer que tipo de diferença ele deveria ter, mas todos esperavam um ser amedrontador, fisicamente poderoso como o mitológico Sansão. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – XCVIX: NO TEMPLO

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Pilatos era mal-humorado. Andava magoado com a esposa contra a qual pesava a desconfiança de tê-lo traído no leito.

Pilatos era mal-humorado. Andava magoado com a esposa contra a qual pesava a desconfiança de tê-lo traído no leito.

O aviso dado por Pilatos deixou os sacerdotes do Templo de Jerusalém em polvorosa. Os membros do Sinédrio foram convocado às pressas. A pergunta angustiante era: O que quer o representante de Tibério com os rabis de Jerusalém? Quando reunidos e cessada a balbúrdia, um dos rabis se pôs de pé e pediu a palavra.

— É realmente preocupante o interesse do Tribuno romano em nós. Sabemos que eles não vêm aqui senão quando há má notícias para nosso povo e se este veio é porque se trata de algum assunto muito, muito sério. Só me passa pela cabeça um: o milagreiro filho do construtor Yoseph. Ele vem conclamando o povo à rebelião contra nós. Comete crimes contra nossas Leis, desobedecendo-as acintosamente. É manifestamente contrário às nossas práticas ritualísticas e influi danosamente na crença de nossa gente. Pior: diz-se filho do Altíssimo. Uma blasfêmia que não devíamos suportar de modo algum. E há muitos que acreditam que ele seja aquele que virá para nos salvar e nos tornar os senhores da Terra, como nos foi prometido. Ao menos já há murmúrios a este respeito entre o povo. Eu critico a leniência deste Sinédrio para com o rebelde, que para mim é estarrecedora. Resultado disto? Roma nos envia uma de suas mais altas autoridades e esta mal chega deseja um encontro conosco. Não é claro? A agitação do rebelde já deve haver chegado aos ouvidos do Imperador romano…

Uma grande bulha explodiu entre os sinedritas, todos concordando com as idéias do homem de barbas brancas e longas, olhar de mirada cortante e expressão de ira contida na face vincada pelo tempo. Arimatéia esperou que a bulha cessasse e, antes que o orador continuasse sua peroração, pôs-se de pé e pediu licença para contraditar o orador. Este voltou-se para ele, empertigado. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – XCVI: OS SINEDRITAS SE AGITAM.

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Caifás em seu traje cerimonial presidia a primeira reunião de membros do Sinédrio sobre as pregações de Yehoshua.

Caifás em seu traje cerimonial presidia a primeira reunião de membros do Sinédrio sobre as pregações de Yehoshua.

Era noite. Tarde da noite. Um grupo de quase trinta homens, todos paramentados, estavam reunidos num grande salão, na casa de Anás. Era estranho que estivessem paramentados, mas a reunião fôra conclamada com aquela exigência. Caifás, então, tomando a palavra, falou.

— Chamamos a todos aqui para evitar a curiosidade de alguém, sobre uma reunião nossa no Templo tão tarde da noite. Exigimos os paramentos a fim de emprestarmos a esta nossa reunião o selo da oficialidade. O que aqui se decidir, far-se-á cumprir. Agora, vamos ao que nos perturba e a toda a comunidade hebraica. Um homem, um nascido entre nós, que todos conhecemos bem e que foi criado e educado longe de nós, retornou ao nosso convívio, mas veio como um perigo para nossa estrutura sacerdotal e para nosso Templo. Não preciso declinar seu nome, mas vou dizê-lo para que fique bem registrado que não estamos promovendo uma traição a quem quer que seja e, sim, defendendo nosso Templo, o Templo onde adoramos o Santo dos Santos. Falo de Yehoshua, o filho do construtor Yoseph, morto há algum tempo a serviço de Herodes.

— Yehoshua está disseminado a dúvida e levando nosso povo a questionar nossa Lei, a Lei que nos foi transmitida por nossos antepassados e que nos foi legada pelo próprio Deus de Israel. Ele tem pregado coisas perigosas e disseminado ensinamentos baseados na filosofia de Budha, que não deve ser dada a conhecer ao nosso povo. Não podemos permitir que admitam outro Deus que não o nosso Deus, o Deus de Abrão e Moisés. Este é o Verdadeiro e não há outro igual.

Todas as cabeças assentiram, respeitosamente, menos uma — a de José de Arimatéia. Sisudo, atento, ele sentava-se o mais distante possível do local onde, de pé, Caifás falava. Estava muito atento a tudo o que ele dizia e sua testa, franzida, mostrava bem sua preocupação. Era amigo e admirador de Yehoshua e temia por sua vida. Mais

UM DIÁLOGO DE TIRAR O FÔLEGO

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E ainda não sou religioso carola de modo algum.

Eu ainda não sou religioso de modo algum. Ainda voto repugnância a toda Religião Exotérica.

Sempre fui avesso a religiões. E sempre creditei isto à Religião Católica Apostólica Romana porque, lá pelos idos de 1950, quando queriam me fazer padre, tive de enfrentar padres sádicos, que abusavam do uso da palmatória e dos castigos físicos os mais perversos que pudessem imaginar. Por exemplo: deixar o “postulante” 24 horas em total jejum, só bebendo água e ao final obrigá-lo a tomar um prato de sopa a colherinha de café, de pé na cabeceira da mesa e tendo somente o tempo em que durava a comilança deles. Tão logo o último se levantava da mesa, o prato era retirado da frente do infeliz e ele era mandado rezar ajoelhado sobre grãos de milho duro, com contrição ao nosso “bondoso” Senhor Jesus Cristo. E foi por causa disto que votei um ódio profundo a esse cara f.d.p. que tinha vindo criar uma maldita religião para a qual tudo era pecado. Ora, eu herdei de meu pai um gosto inarredável por mulheres. Desde cedo, que eu me lembre desde meus 12 anos, que já olhava gulosamente para as pernas das garotas imaginando coisas que arrepiaria de horror os terríveis carrascos de batina preta se pudessem ouvir meus desejos “pecaminosos”. Só não me atrevia a uma investida porque minha mãe me tinha castrado quando eu contava apenas 10 anos e levei uma sova danada tanto dela quanto de meu pai porque ela interpretou uma cena que viu de modo errado. E por mais que eu protestasse inocência fui considerado culpado e apanhei de tamancadas e cinto de couro como escravo fugido. Além da surra desalmada, ainda tive de ouvir coisas do tipo “Tarado! imagina como vão reagir as mães se souberem o que você fez com sua própria irmã. Você está proibido de se aproximar das garotas, ouviu? Se fizer isto e nós soubermos, seu pai e eu, aí sim, você vai ver o que é surra!” E eu não tinha feito nada, senão defender minha mana de um garoto vizinho que peguei machucando minha irmã. Ele se mandou quando me viu e eu fiquei na rabuda.

E me danei. Mais