Orozimbo me meteu numa camisa de onze varas...

Orozimbo me meteu numa camisa de onze varas…

Chegou com uma garrafa de garapa gelada nas mãos. Estendeu a garrafa para mim e foi sentar-se em seu toco. Encheu o cachimbo de fumo e pitou em silêncio durante um longo tempo. Chovia uma chuvinha fina, daquelas que realmente molham a terra. O ar estava muito úmido, ao contrário do que vinha acontecendo por estas bandas nos últimos nove meses, quando era seco e o calor sufocava. Então, quando já havia bebido seu café preto e sem açúcar, bateu a mão na cadeira que colocara ao lado de seu toco preferido, chamando-me para sentar. Obedeci, curioso. Era raro ele não entrar já conversando pelos cotovelos. Geralmente alegre, agora estava com ar preocupado. Sentei-me e o olhei, curioso.

— Home, cuma é o nome do negão qui manda nos tar de americanu?

— Obama — respondi. — Por que?

— É verdade qui ele vai intregá o manto de chefe daquele povo pr’este peste louro cum cara de bode dos inferno? Mais