NOSSA LÍNGUA AGONIZA (V)

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EU, A PSICOLOGIA E A TRANSCENDENTALIDADE DO SER HUMANO

Eu sorrindo

“Decifra-me ou te devoro”. No que me diz respeito estou às voltas com este enigma até hoje.

Vou introduzir aqui, um pouquinho sobre o que faço relativamente à Psicologia. Andei dando uma parada neste tema para tocar outros. Lidar com vários temas é como jogar em dois, três, quatro ou cinco campos de futebol simultaneamente. A gente termina por deixar fios soltos. Exemplo disto é a Saga de Campo Maior, a Guerra dos Jenipapos, e, de certa forma, a história de minha árvore genealógica no Piauí. Ficou arquivada por um longo tempo, mas pretendo retomá-la dentro em pouco. Neste momento, vamos retornar à Psicologia. Vez que outra, em posts passados, escrevi sobre a Ciência que me fascinou quando eu andava entrando e saindo de faculdades sem encontrar uma que fizesse vibrar meu Eu interior. Mas fui deixando de lado o fio da meada para tomar outros e com isto a Psicologia ficou no arquivo. Mas ela sempre foi a base de minha vida, nesta Vida. Tentei várias outras Ciências, mas não me enquadrei em nenhuma. As Matemáticas, então, foi um desastre. Depois de um trauma no segundo ano do antigo Científico, fiquei atravessado com esta Ciência. E fui tentando e tentando até quando dei de cara, mesmo que acidentalmente, com a Psicologia e foi paixão à primeira vista. Eu nunca mais abandonei este ramo da Ciência Pragmática humana. Claro que, como sempre aconteceu comigo, nunca me ajeitei totalmente com esta Ciência, visto que ela tem uma vertente muito forte do materialismo estéril – e o behaviorismo é o exemplo mais intenso disto. Como sou espiritualista e tenho vivido experiências além do corpo físico, bato de frente com esta tendência da Psicologia de se prender ao estreitismo” do Materialismo estúpido da Ciência dos Homens ou como certamente diria Yehoshua, a Ciência da Alma, visto que Ele entendia a Alma como o que nós chamamos, hoje, de Personalidade. Esta, finda com a cessação da vida na carne. Já o Espírito, não. Ele simplesmente se transmigra de um envoltório carnal para outro. E se todos vivessem as incríveis experiências extra-corpóreas que eu vivenciei e ainda vivencio, veria que a Vida depois da Vida é tão real como o automóvel em nossa garagem. Mesmo assim, todas as Teorias Psicológicas ou Comportamentalistas são fascinantes (os comportamentalistas a rigor não são psicólogos, visto que não estudam a Psiquê, mas sim a manifestação desta, que é o comportamento manifesto). Erram quando seguem os passos da Medicina do Corpo e tentam reduzir o Espírito à Alma ou, pior, esta ao corpo orgânico. De qualquer forma, é a Única Ciência das ditas Humanas que mais se aproxima do que há de maravilhoso nas sombras de nossas existências.

Agora, vamos para o que é chato. Mais

PORQUE A POLÍTICA NO BRASIL NÃO DÁ CERTO.

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Eu e meus pais, em Campo Maior, Piauí. éramos felizes e não sabíamos...

Eu e meus pais, em Campo Maior, Piauí. éramos felizes e não sabíamos…

Nasci em 1940 e desde quando comecei a me entender como gente, ouvi meu pai envolvido com política. Não entendia nada das discussões em que ele entrava, muitas até excessivamente acaloradas, vejo agora, com a visão da recordação. Algumas vezes ele e seus opositores quase se pegam a socos e pernadas – meu pai era exímio capoeirista. Getulista fanático, seu Areoval não admitia defesa contrária ao seu credo político. Lembro-me muito bem que, contava eu cinco anos, ele me levou aos ombros para ouvir Getúlio Vargas em um comício que o baixinho fez em Teresina. Meu pai viajara de Campo Maior para a capital, naqueles idos uma viagem de meio-dia só de ida e comendo poeira à vontade, pois a estrada era de piçarra, apenas para participar do comício. Não havia ônibus e a viagem era feita em paus-de-arara. Claro está que não me lembro de nenhuma palavra do que Getúlio f  lou. Meus olhinhos de criança estavam esbugalhados diante de tanta gente – todos homens – enchendo a imensa praça onde o coreto tinha sido armado. Getúlio, para mim, era uma estatueta vestida de terno branco, pequenina, que se movia e agitava os braços trovejando palavas que eu não entendia. Mas eu me recordo de que meu coração vinha à goela ao imaginar aquele grupo de homens ululantes, como se fossem um só animal emocional, a cada pausa estudada que o baixinho fazia em sua peroração, estourando em fúria. Onde nos escondermos? Como nos salvar? Mais

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