A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXI ): YEHOSHUA DESAFIA O RABI

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Abel era um rabi cego e aguerrido adversário de Yehoshua.

Tu não és bem-vindo à minha leitura! ─ Gritou Abel, dedo em riste, olhos flamejantes de ira. ─ Tu e teus seguidores insultam o Templo e seus rabis! Tu e teus seguidores desfiguram as escrituras! Todos vós devíeis ser presos!

Yehoshua continuou sua caminhada em total silêncio, mas com um sorriso divertido na face. Os que o observavam ficavam confusos com aquele riso estranho, mas alguns começaram a também rir por empatia. O Rei dos Reis subiu ao parlatório e sem qualquer cerimônia empurrou Abel para o lado. Este tentou resistir, mas a força do jovem era bem superior à sua. Tentou, então, uma retirada, mas a mão poderosa de Yehoshua segurou-o pelo braço e o obrigou a permanecer ali, ao seu lado.

— O que queres comigo, maldito? — A face de Abel estava vermelho apoplético. Parecia que ia infartar. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO- (CXXXV): O EMBATE

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Yehoshua

Naquele dia Yehoshua mostrou a todos o Poder que possuía.

— Ouvi, certo dia eu ouvi — começou Yehoshua e um silêncio se fez tão logo sua voz soou clara e sonora. Falava em koiné, o grego vulgar e a língua mais falada naqueles tempos — um hebreu julgando Pôncio Pilatos. Sobre o Prefeito romano ele emitia juízos censurosos e acusadores. Também tenho ouvido hebreus falando mal dos rabis de Jerusalém, os quais, segundo quem emitia seu juízo depreciativo, eram criminosos. E o faziam, garantiam eles, baseado no que vos tenho pregado. Quero deixar bem claro que eu não julgo a ninguém, mas vós tendes motivos de sobra para serdes julgados por quem de direito; eu busco corrigir os tremendos enganos que propositadamente alguns de nossos rabis levam avante com vistas a tão somente obterem lucros materiais e, pior, cultivarem a preguiça, vivendo no luxo e no gozo de prazeres pelos quais nada fizeram por merecer que não iludir o povo e usufruir do trabalho dele em seu próprio benefício. Luxúria e Prazer sem esforço próprio não dignificam as autoridades em nenhum lugar deste mundo. Não há nos livros sagrados hebreus nada que autorize reis, imperadores e rabis à exploração desrespeitosa daqueles que justamente trabalham e produzem para todos. Ao contrário, encontrareis nesses livros que reis e governadores têm o dever de zelar pelo bem estar do povo ao qual devem reger. São seus guardiães e lhes compete administrar a riqueza comum com honestidade e eqüidade com vistas tão somente ao bem-estar de todos. Mais

SAMSARA, VOCÊ SABE O QUE É? (4)

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Disciplina, Concentração, Tenacidade e Perseverança são necessários para este Exercício Marcial.

Disciplina, Concentração, Tenacidade e Perseverança são necessários para este Exercício Marcial.

No post anterior coloquei para você os atributos que são inerentes à Identidade da Pessoa (Disciplina, Comedimento, Cautela, Tenacidade, Perseverança, Vigorosidade, Determinação, Pertinácia), tudo o de que você precisa arregimentar em seu Ser para conseguir ler todas estas postagens sobre um tema que, talvez, você ou desconhece totalmente, ou tem informações confusas e conflitantes a respeito. Na verdade, estas postagens são um teste para você verificar até onde está capacitado para realmente enfrentar os dilemas de sua vida. Se você não conseguiu chegar até aqui, então, amigo, está com sério problema. Ou sofre do novel distúrbio psico-emocional que Aroldo Rodrigues chama de “Síndrome do Pensamento Acelerado, cuja origem bem pode estar no excesso de dependência da INTERNET, principalmente das páginas de fofocas e intrigas e coisas assim; ou sofre de Ansiedade angustiosa, o que é pior. Aí, eu não vou-lhe ajudar. Procure um Psicólogo clínico com urgência, pois você vai mal… Mas se você chegou até aqui, então parabéns. Você busca seriamente o Conhecimento, por isto, vá em frente.

Todos os atributos acima são indispensáveis para que você possa viver e conviver nos meios sociais. e tenho certeza que se você meditar um pouco neste assunto verá que tais atributos são numerosos. Para facilitar eu lhe dou alguns exemplos de Atributos Espirituais. Eles são: Amor por todas as coisas sem desejo, sem concupiscência; Amor fraternal para com seu próximo; Caridade; Perdão; Fraternidade; desapego a bens materiais; indiferença a insultos e provocações tolas… Todos estes atributos são eminentemente espirituais e não há como desenvolvê-los na Alma Mortal se esta ainda for muito primitiva. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXXII): E YEHOSHUA CONTINUOU A PREGAR.

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Em Cafarnaum O Rei dos Reis fez seus maiores libelos contra os vícios e a corrupção do Templo de Jerusalém.

Em Cafarnaum O Rei dos Reis fez seus maiores libelos contra os vícios e a corrupção do Templo de Jerusalém.

Eu os ouço pedir em desespero que vossos males físicos sejam curados. Mas pensais tão-só nos males da carne, justos os que um dia porão fim às vossas existências terrenas. Não podeis continuar para sempre correndo atrás de alguém que vos possa salvar dos males físicos, pois estes são inerentes ao mundo da carne e a carne não pode ser perene. Devíeis, antes, procurar a cura para vossos males espirituais, pois estes sim vos atormentarão por muitos e muitos e muitos séculos. Vossos rabis vos ensinam a temer o Deus de Moisés e vos citam seu Cântico, em Pentateuco, quando ele atribui ao Criador coisas aparentemente absurdas. Não podeis tomar as palavras de Moisés ao pé da letra ou cometereis erros monumentais e sem retorno. Seu Cântico, tão citado pelos rabis nos templos de pedra onde gostam de orar e fazer orar, interpretado-o ao pé da letra, como estas passagens que escolhi para vos comentar e que constam do Livro Pentateuco, são pérolas de sabedoria, mas que só a alguns é permitido alcançar, pois em mãos erradas, como nas dos rabis mentirosos e gananciosos de poder venal, tais pérolas se tornam venenosas para eles mesmos e para os que cegamente os seguem.

Depois de afirmar que as obras do Senhor são perfeitas e seus caminhos são cheios de equidade, que é o mesmo que afiançar que as obras do Pai Celestial são justas e que Ele reconhece imparcialmente o direito de cada um de escolher para si o que a si mesmo deseja, diz Moisés de modo velado:  “Assim é que tu, povo louco e insensato, mostras o teu agradecimento ao Senhor? Não é Ele teu pai, que te possui, que te fez e te criou?” Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXIX): MILAGRES E DOUTRINAÇÃO PÚBLICA

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Não é que ele não acreditasse em seu Mestre. É que não o compreendia em seus objetivos.

Não é que ele não acreditasse em seu Mestre. É que não o compreendia em seus objetivos. Foto de (http://iadrn.blogspot.com.br).

Yehudhah ish Qeryoth caminhava cismador. Ainda lhe ressoavam na mente o que tinha ouvido de seus companheiros. Era-lhe um tremendo esforço compreender o que para os outros parecia tão fácil. Todos eles, agora, pareciam falar a mesma linguagem que Yehosua. Passou a se censurar por não ter permanecido junto a eles e ter perdido aquele poder que bem poderia ser usado de modo mais objetivo, quando chegasse o momento. Afinal, todo Rei precisa saber pregar sua Política e seus comandantes têm a obrigação de saber convencer pela palavra. Yehoshua vinha demonstrando sempre e sempre que preferia as palavras à ação. Não que não soubesse lutar. Ele mesmo já havia levado uma humilhante surra daquele homem estranho, valoroso e… Humilde. Uma combinação desconcertante.

Chegaram à rua principal de Cafarnaum, que fervilhava de gente vindo das mais diversas regiões daquela época. Um chinês, vestido a caráter, barba branca e longa e andar imponente passou pelo grupo. Mas não avançou muito. Parou à margem da rua e se voltou para olhar o estranho grupo de homens que pareciam seguir um líder, cuja vestimenta, estranhamente branca, prendeu-lhe a atenção. O chinês caminhou até o homem de roupas brancas e se postou diante dele, cumprimentando-o com as mãos juntas adiante do corpo e os braços formando um círculo. Yehoshua sustou o passo e mirou a face de pele amarela queimada pelo sol do deserto. O corpo rijo e musculoso do chinês dizia de sua força espantosa.

— Salve, senhor do Mundo — cumprimentou o chinês, fazendo que os discípulos se entreolhassem com espanto pela estranha saudação. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXIII): A ASCENSÃO ESPIRITUAL DOS DEZ APÓSTOLOS

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Quem era Ele? O Budha Maitreya, o Senhor do Mundo? Ou outra entidade ainda não conhecida? Uma coisa é certa: Ele não era deste mundo. Ou, ao menos, não mais.

Quem era Ele? O Budha Maitreya, o Senhor do Mundo? Ou outra entidade ainda não conhecida? Uma coisa é certa: Ele não era deste mundo. Ou, ao menos, não mais.

Ninguém jamais soube nem jamais saberá o que foi pregado pelo Cristo Cósmico aos dez homens escolhidos para serem seus emissários entre os encarnados. Onde estavam não havia som de palavras. Imagens à velocidade de relâmpagos surgiam e sumiam e se sucediam numa confusão incompreensível para quem não estivesse entre os dez. Quanto tempo aquilo durou? Eles nunca souberam. O que tinham aprendido? Eles também jamais chegaram a sequer mencionar de leve. Aliás, seis meses depois do sacrifício de Yehoshua os dez homens ainda não tinham nenhuma lembrança do que haviam visto naqueles momentos fabulosos. As idéias, traduzidas para a dimensão tacanha dos homens daquele passado através de mensagens religiosas, foram toscos arremedos do que lhes havia sido gravado na memória espiritual. Por isto, aqueles espíritos determinaram-se a retornar em épocas diversas, sempre na condição de líderes mundiais voltados para a Ordem e o Progresso dos povos entre os quais nasciam. E em várias nações do mundo, pelos três séculos que se seguiram àquele da sagração da Cruz do Sacrifício pelo sangue do inocente derramado em luta justa pela Verdade, pelo Caminho e pela Vida, os apóstolos escolhidos têm encarnado sucessivamente, sempre buscando redimir a Mensagem do Mensageiro dos Mensageiros. Mas o progresso da condição humana no animal humano é tão lento quanto o crescimento de uma montanha e eles são obrigados a fazer esforços inauditos no sentido de recuperar as Almas que a cada geração mais e mais se perdem no tecnicismo que mata em quase todos a idéia de Deus, o Criador e o Senhor Sempiterno e Onipotente. Mais

A AGONIA DA MORIBUNDA

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Em sua simplicidade ele sabe muito e ensina muito.

Em sua simplicidade ele sabe muito e ensina muito.

Orozimbo sentou-se na borda da cama onde jazia o corpo emagrecido da Senadora. Ela havia sido sua consulente desde quando, ainda jovem, entrara para a Política. Era uma adolescente muito bonita, pele clara, cabelos castanhos, quase louros, olhos caramelados e sorriso cativante. Tinha uma expressão angelical, de felicidade e alegria perene na face. Cativava a quantos com ela interagisse. Tinha um corpo de linhas proporcionais, excitantes para os homens e sabia perfeitamente de seu feitiço sobre eles. Gostava daquilo. E quando decidira, lá pelos de 1970, aceitar ser a Presidenta da UNES e, depois, da UBES, viera consultar os búzios de Orozimbo. Ele tinha franzido a testa e dito que aquele caminho era sem volta. “Vancê vai enricá, minina, mas é dinhêro mardito. Vancê se tornará ladrona dos pobre. E perderá a decênça… Num entre nisto não, nho sim? Num será bão pra sua arma, imbora seje munto bão pra sua vida de muié bunita. Mas num vale a pena, intende? ” Certa de que jamais enveredaria pela senda do Crime, a jovem lhe sorrira e dissera, segura de si: “Eu vou mudar tudo, Pai Orozimbo. O senhor vai ver. Vou entrar naquele covil de covardes traidores do país e vou virar tudo de cabeça para baixo. Aí, comigo no comando, nosso Brasil vai-se libertar finalmente do jugo maldito da traição e da corrupção!”. 

Orozimbo cachimbou um bocado, olhando os búzios com o cenho franzido, em total concentração. Então, rebateu: “Num vai ser ansim não, minina. Vancê vai-se enrolá com um Partido confuso, que vai adotá a cor vermeia, que é a cor da guerra, da dor, do sofrimento e do desastre. Vermeio é a cor do sangue que se derrama antes de a Históra mudar de rumo. Vancê é uma jove de propósito firme, mas lá dentro da pulítica num tem gente ansim não, cumprende? Lá dentro tem munta gente qui num presta. O tar partido, véi vê aqui, tem uma nuve cinzenta sobre ele. Uma nuve qui vem de munto, munto tempo e otros territóros. Territóros lá de fora, qui num é do Brasil. Mas é o símbolo da solidão qui os dono dele vai jogá sobre os otro. Num entre nele. Ao menos faça isto. Ninhum presta, véi sabe disto, mas esse que véi vê, num presta mermo. É tudo errado. E lá dentro vancê inté pode crescê, mas será pur trapaça, mintira, artimanha covarde… Tudo que num presta e só tem o qui vancê afirma, agora, qui vai combatê. Num vai não, minina. Vancê é uma só e mermo qui queiresse, já terá sido murdida pela Cobiça e com o veneno disto, será munto fárci vancê merguiá de cabeça na corrupção. Num entre em política, minha jove. Num entre qui na idade adurta, caje véia, vancê vai se vê im parpos de aranha. Mas aí, ouça bem, será munto tarde pra chorá. Num terá cuma andá de vorta”. Mais

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