A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – CXVII: YEHOSUA INCOMODA O SINÉDRIO

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Caifás temia as idéias inovadoras de Yehoshua porque elas punham em perigo o Sistema Político-Religioso que os rabis tinham implantado entre os hebreus. 

Caifás recebia a visita do rabi Ezequiel, filho de Josué. A manhã era amena em Jerusalém e a brisa tornava o dia muito agradável. O grão-sacerdote tinha diante de si um homem saudável, de faces rosadas e com expressão de grande alegria em todo ele. Caifás olhava seu parceiro de Templo com desconfiança e preocupação. Mas nada disse, preferendo ouvir o que o outro tinha para lhe contar. Sentado ao lado de ambos, Anás ouvia tudo atentamente.

— Então, vens de Nazaré e sei que perambulaste por lá à procura daquele que se diz ser o descendente de David que faz milagres e prega contrário ao que nossos livros nos dizem. O que tens a nos contar? Vejo que estás com excelente saúde. Aonde foi parar aquele sofrimento que te martirizava? Não vais dizer-nos que tu também foste curado pelo tal rabi milagroso… Mais

OROZIMBO E A SAUDADE

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Orozimbo gosta de me provocar.

Orozimbo gosta de me provocar.

Eu me preparava para continuar a saga desconhecida de Yehoshua quando a campainha tocou. Fui atender ao portão e era Orozimbo. Cumprimentou-me como de costume, com um aceno de cabeça, e sem mais aquela entrou pelo meu gramado e foi direto para a varanda, subindo os poucos degraus da escada que levam a ela. Sentou-se em seu toco, acendeu seu pito e ficou ali, baforando e olhando o vazio. Fui buscar seu café amargo e lho dei, perguntando se desejava conversar sobre algum assunto. Se não, então eu voltaria ao que ia fazer quando ele chegou. Respondeu-me que sim, que queria conversar. Puxei uma cadeira e me sentei ao seu lado. O sol já começava a incomodar, mas raramente ele aceitava entrar em casa. Gostava de ficar ali devido ao toco que lhe servia de cadeira. Na verdade era mesmo um toco. Um tronco de mangueira, grosso, com a altura mais ou menos do joelho de uma pessoa. Eu o colocara ali por gozação, mas para minha surpresa, ele adotou o tronco como se “toco” de assento e não largou mais.

— E então, do que vamos falar, hoje? — Instiguei, curioso. Quando meu amigo vinha aqui é porque queria conversar ou estava “incafinfado” como ele dizia.

— De vancê — respondeu-me ele, desconcertando-me. Mais

UM CASO DE RELAÇÃO COMPLEXA

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Grand Cânion - Arizona, EUA.

Grand Cânion – Arizona, EUA.

Nós nos relacionamentos de vários modos e com vários objetos. Quando se fala de “relacionamento” as pessoas tendem a subentender este termo na dicotomia homem-mulher. Não é isto. No caso em questão, meu relacionamento complexo diz respeito ao Espiritismo. Há muito tempo, tanto que já nem mais me lembro de quando comecei este relacionamento, acho que foi em 1970, eu tinha 30 anos e entrei no Espiritismo meio de través, como se dizia na minha terra, pela porta da Umbanda. Eu estava-me separando de um casamento idiota, que levara a efeito por pura birra contra minha mãe, e já me envolvia aos trambolhões com outro relacionamento que iria me dar grandes amarguras, três filhos e tremendas dores de cabeça. Ele me lançaria num desafio terrível, tanto quanto como andar de olhos vendados sobre um fio de náilon suspenso entre os cânions dos desertos norte-americanos. Mais