A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXI ): YEHOSHUA DESAFIA O RABI

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Abel era um rabi cego e aguerrido adversário de Yehoshua.

Tu não és bem-vindo à minha leitura! ─ Gritou Abel, dedo em riste, olhos flamejantes de ira. ─ Tu e teus seguidores insultam o Templo e seus rabis! Tu e teus seguidores desfiguram as escrituras! Todos vós devíeis ser presos!

Yehoshua continuou sua caminhada em total silêncio, mas com um sorriso divertido na face. Os que o observavam ficavam confusos com aquele riso estranho, mas alguns começaram a também rir por empatia. O Rei dos Reis subiu ao parlatório e sem qualquer cerimônia empurrou Abel para o lado. Este tentou resistir, mas a força do jovem era bem superior à sua. Tentou, então, uma retirada, mas a mão poderosa de Yehoshua segurou-o pelo braço e o obrigou a permanecer ali, ao seu lado.

— O que queres comigo, maldito? — A face de Abel estava vermelho apoplético. Parecia que ia infartar. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXXVIII): O SERMÃO DA MONTANHA; O PAI-NOSSO DE YEHOSHUA.

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Aqui, há três mil anos Ele falou e Sua voz ecoa até os dias de hoje para quem tem ouvidos de ouvir.

Aqui, há três mil anos Ele falou e Sua voz ecoa até os dias de hoje para quem tem ouvidos de ouvir. E são tão poucos…

Eram dois morros quase um defronte ao outro. Lá ao longe as águas azuis do Mar da Galiléia pareciam calmas. O povo começava a chegar. Era cedinho. O sofar soara há duas horas somente. O Sol ainda não esquentava aquela manhã fria. Os que chegavam eram surpreendidos pela figura serena e imponente de Yehoshua sentado numa grande pedra, cabeça sobre o peito, olhos fechados, alheio a tudo e a todos. Como se algo sobrenatural pairasse na atmosfera do lugar, todos se sentaram quietos, entreolhando-se curiosos e intrigados. Há três dias ele havia sumido como por magia. Agora, lá estava, sentado e quedo, parecendo orar contritamente. Os 11 chegaram de manso e por um momento permaneceram distante, observando o Mestre em quietude. Ele parecia ignorar a todos e até mesmo o local em que se sentava. Uma hora decorreu e Yehoshua não se movia. Então, ao longe um pequeno grupo surgiu. Era composto mais de mulheres que de homens. Era a família de Yehoshua que ele mandara um discípulo ir buscar. Míriam, a mãe, Míriam, a irmã, Míriam, a esposa, Ruth, a irmã mais nova, Matheus, Yoseph e Tiago, os irmãos carnais do Mestre dos Mestres. Liderando a todos, Tomé, aquele que Yehoshua havia designado para a missão de os trazer do Mosteiro de Hemi.

Quando reconheceram o Mestre em sua postura queda e alheado de tudo, as mulheres se puseram em grande agitação e correram para chegar até ele o mais depressa que pudessem. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXXV): YEHUDHAH ISH QERYOTH DIANTE DE CAIFÁS E ANÁS

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Eis o Temido Caifás, numa representação cinematográfica da atualidade.

Caifás, Anás e todos eles não foram registrados com justiça, pelos que escreveram sobre a História do Rei dos Reis.

Yehudhah ish Qeryoth estava firme e olhava com olhar intenso as faces de cada um dos juízes ali presentes. Sabia serem homens perigosos. Sabia que estavam de olho em Yehoshua. E sabia que não gostavam dele, pois era um sicário que, com freqüência, não respeitava a ordem de não matar judeus.

— Conta-nos o que tem feito teu Mestre, Yehudhah — ordenou com voz irritada, Anás. O discípulo rebelde não gostava nem um pouco da arrogância daquele homem. E já andava alimentando um desejo sombrio: pegá-lo com sua sica numa emboscada. Mas tão logo pensava nisto, de modo rancoroso, logo as palavras de Yehoshua soavam em sua mente e o agoniavam, lançando-o numa luta íntima contra si mesmo, contra seus valores e seu juízo. Dentro de si soavam as palavras impressionantes ditas com voz de trovão: “Ouvistes que foi dito aos antigos: não matarás. E também foi dito que quem matar será réu no dia do Juízo. Eu, porém, vos digo que não deveis matar nem mesmo os animais, pois a Vida que em tudo se manifesta pertence a um único dono: Meu Pai que está no céu”. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXXII): E YEHOSHUA CONTINUOU A PREGAR.

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Em Cafarnaum O Rei dos Reis fez seus maiores libelos contra os vícios e a corrupção do Templo de Jerusalém.

Em Cafarnaum O Rei dos Reis fez seus maiores libelos contra os vícios e a corrupção do Templo de Jerusalém.

Eu os ouço pedir em desespero que vossos males físicos sejam curados. Mas pensais tão-só nos males da carne, justos os que um dia porão fim às vossas existências terrenas. Não podeis continuar para sempre correndo atrás de alguém que vos possa salvar dos males físicos, pois estes são inerentes ao mundo da carne e a carne não pode ser perene. Devíeis, antes, procurar a cura para vossos males espirituais, pois estes sim vos atormentarão por muitos e muitos e muitos séculos. Vossos rabis vos ensinam a temer o Deus de Moisés e vos citam seu Cântico, em Pentateuco, quando ele atribui ao Criador coisas aparentemente absurdas. Não podeis tomar as palavras de Moisés ao pé da letra ou cometereis erros monumentais e sem retorno. Seu Cântico, tão citado pelos rabis nos templos de pedra onde gostam de orar e fazer orar, interpretado-o ao pé da letra, como estas passagens que escolhi para vos comentar e que constam do Livro Pentateuco, são pérolas de sabedoria, mas que só a alguns é permitido alcançar, pois em mãos erradas, como nas dos rabis mentirosos e gananciosos de poder venal, tais pérolas se tornam venenosas para eles mesmos e para os que cegamente os seguem.

Depois de afirmar que as obras do Senhor são perfeitas e seus caminhos são cheios de equidade, que é o mesmo que afiançar que as obras do Pai Celestial são justas e que Ele reconhece imparcialmente o direito de cada um de escolher para si o que a si mesmo deseja, diz Moisés de modo velado:  “Assim é que tu, povo louco e insensato, mostras o teu agradecimento ao Senhor? Não é Ele teu pai, que te possui, que te fez e te criou?” Mais

“E NÃO CAI UMA FOLHA DA ÁRVORE QUE NÃO SEJA PELA VONTADE DO PAI”

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Mãe de criança morta por bala perdida se desespera. Rio de Janeiro.

Mãe de criança morta por bala perdida se desespera. Rio de Janeiro.

Matheus, 5 anos, negro. Ryan Gabriel, 4 anos, negro. Ruan Bruno, 2 anos, negro. Estas são três das milhares de crianças que foram mortas neste Brasil de aloprados em alguns anos. É o futuro deste país sendo ceifado já no nascedouro. Ora, dizia Aquele que é adorado por todos os que se dizem cristãos, que tudo o que nos acontece não acontece por acaso. Há uma vontade férrea por detrás até das mais mínimas coisas, boas ou más para a visão humana. Então, quando as balas perdidas acertam cabeças e troncos de crianças que vivem nas ruas das outrora favelas brasileiras – hoje “comunidades” – há uma Vontade Superior determinando isto. Uma Vontade que foi revelada por Aquele que se anunciou como sendo O Filho de Deus feito homem (ou feito carne, como quer a Religião Católica). Mas, pergunta-se, por que Ele quer que tantas criancinhas sejam mortas inutilmente, apenas pelo crime de estar brincando à porta de suas casas pobres, nas “comunidades faveladas” das grandes cidades? Afinal, as balas perdidas bem podiam voar um tiquinho mais alto, furar as frágeis paredes construídas com tijolos vazados dos ricos e caríssimos edifícios pavoneados, e atingir a cabeça perfumada e limpa de meninos brancos que também estejam distraídos, brincando com seus brinquedos caríssimos. Mas não. Aquele que Não Tem Nome só faz morrer os filhos de pobres e negros. Filhos de brancos e ricos, não. Estes, são a elite e devem viver para, ao crescer sempre gozando do bom e do melhor, se tornarem polititicas e continuarem a fazer cumprir Sua sentença estranha: “criança negra e pobre, que viva em favela, tem de morrer de bala perdida. Criança branca e rica, principalmente no Brasil, deve viver em paz, estudar em bons colégios e estar sempre a salvo da selvageria do povo. Selvageria que é causada e mantida justamente por pais riquinhos e ricaços às custas da roubalheira desenfreada que praticam sobre os que não têm como se defender” (e aí devemos dar vivas ao PT e sua filosofia demoníaca do “nós contra eles”).  Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO – LXXXVIII: YEHOSHUA CURA UMA CRIANÇA E FAZ UMA PREGAÇÃO.

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Issa ou Yehoshua era incansável em ensinar a quantos estivessem a seu alcance sobre a Verdadeira Lei do Pai.

Issa ou Yehoshua era incansável em ensinar a quantos estivessem a seu alcance sobre a Verdadeira Lei do Pai.

Era manhãzinha. Fazia frio. Estavam em Yabné, a aproximadamente vinte e cinco quilômetros de Azoto. A pequena vila era muito agitada. Sendo à beira-mar, havia intenso comércio de pescado e ali havia muitos dos que eram chamados gentios pelos hebreus. Yehoshua escolheu um local bem junto a uma praça bastante freqüentada pelos que vinham comprar os peixes. O comércio era intenso desde a manhã cedinho. Os discípulos buscaram alimento junto aos pescadores e demais vendeiros que espalhavam suas bancas por todos os lados. Frutas, verduras, tubérculos cozidos ou assados, maçãs e muitas outras frutas foram trazidas por eles. Muitos curiosos se aproximaram e logo havia um círculo ao redor do grupo. Os apóstolos, para obter a doação de alimentos, haviam contado os milagres que o Mestre vinha fazendo. Cada qual contava uma maravilha pintada com as cores do exagero. Mas funcionou. Yehoshua, alimentando-se com tranqüilidade, parecia não notar o volume de curiosos ao redor dele e de seus apóstolos. Quando o repasto terminou, ele se ergueu e fez menção de se afastar. Mas um dos homens presentes no grupo, falou.

— Teus seguidores disseram que tu és um milagreiro. Isto é verdade?

— Não — foi a resposta desconcertante de Yehoshua.

— Como?! Tu não fazes milagres? — Gritou uma mulher que tinha uma criança nos braços. Era uma menina e parecia desacordada. — Eu fui buscada em casa, por meu esposo, e corri com minha filha na esperança de que tu a pudesses curar. Como é que nos dizes que não fazes milagres? Mais

RESSURREIÇÃO DE LÁZARO LV – YEHOSHUA EXPLICA SUAS LIÇÕES OCULTAS.

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Yehoshua sempre foi uma interrogação que me atraiu como a lâmpada atrai a mariposa. E o que descobri sobre Ele é assombroso e lindo...

Yehoshua sempre foi uma interrogação que me atraiu como a lâmpada atrai a mariposa. E o que descobri sobre Ele é assombroso e lindo…

Era o entardecer daquele mesmo dia. O céu estava claro, mas o vento que soprava mais forte que o comum prenunciava tempestade. Os aldeães se atarefava no recolhimento de lenha para fogueiras dentro das casas e no meio da aldeia. Issa e seu discípulo ajudavam na faina. Veio a noite e o vento se transformou num vendaval com chuva chicoteando tudo.

Sentados ao redor da fogueira e tomando vinho, os anciãos conversavam com Issa e Primus. Entre eles estava o guerreiro forte e louro que havia interrogado Issa durante a reunião do dia. E foi ele quem primeiro começou.

— Issa, tu és um mago de outras terras e nós te respeitamos muito. Mas tuas palavras nos deixaram muito incomodados. A toda a aldeia.

— Que parte do que eu vos falei incomodou tanto?

 O guerreiro pensou um pouco e com um sorriso encabulado, respondeu.

— Acho que tudo. Todas as tuas idéias nos perturbaram. Mais

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